sexta-feira, 31 de agosto de 2012

AGOSTO, MÊS DE FESTAS E ROMARIAS



E para terminar, RUTE MARLENE

Espero que tenham gostado desta série de músicas/os, frequentes nos arraiais das nossas vilas e aldeias, em Agosto, mês de festas e romarias 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Quem não tem coragem ..., manda um lacaio dar a notícia

Não é a primeira vez (nem a segunda, nem a terceira) que este governo querendo tomar uma qualquer medida que à partida sabe que é polémica, manda auscultar a opinião pública através da sua divulgação por alguém que não pertencendo à equipa governativa, faz uns biscates pagos a preço de ouro e, quando é preciso, faz o papel do lacaio que vem dar a notícia que o seu mandante não tem coragem de dar.
Todos sabemos que António Borges, que recentemente levou um chuto do FMI, é talvez, neste momento, o lacaio-mor deste governo. Daí, foi o escolhido para dar a notícia que a RTP iria ser concessionada a um operador privado. Resumindo, seria assim: Os portugueses continuariam a pagar as taxas para que a RTP continuasse a prestar o Serviço Público constitucionalmente estabelecido e um “Quim qualquer” sentava o rabo na cadeira da Administração, geria-a servindo-se do enorme património que a empresa tem, sem arriscar um cêntimo de investimento e, de acordo com os resultados do estudo pedido pelo Relvas (o tal doutor da mula russa) à actual administração, meter ao bolso, ou onde quiser meter, uns pouquitos 30 milhões de euros. É obra! Quem será o “Quim”?
Bom, o espanto e a revolta foi de tal ordem que agora os ministros e outros lacaios do PPD dizem: Não, não…, nada está decidido. Isso é uma opinião do Borges. E o que diz o Relvas? Ora, esse não diz nada. Parece que está para Timor e para a Indonésia …, se calhar a ganhar créditos para uma outra licenciatura numa universidade do “sarrafo”.



terça-feira, 21 de agosto de 2012

AJJ e o chinfrim do costume

Já sabemos que ninguém leva a sério aquilo que Alberto João Jardim diz. Mas, é um facto que o homem tem aparecido todos os dias nos serviços noticiosos das rádios e das televisões e nas páginas dos jornais. Provavelmente, dada a falta factos políticos da vida nacional (está tudo muito chocho à espera que os partidos façam as suas rentrées). Mas, que diabo, Jardim não merece tanta importância. Ele governa uma parte do território nacional que em termos demográficos e, sobretudo, em termos de contribuição para o PIB português não tem a importância de Lisboa e do Porto. Então, porque é que a Comunicação Social lhe dá tanta notoriedade? Naturalmente porque Jardim se lembra daquilo que não lembra ao diabo e é capaz de dizer bem e mal da mesma pessoa (colectiva ou singular) no espaço de dez minutos, ou até menos.
Agora, desculpem-me a expressão, sente-se à rasca porque não sabe como cumprir o que acordou com o Governo da República em termos de assistência financeira e, vai daí, inventou esta de querer um referendo para que os madeirenses expressem os seus sentimentos quanto ao futuro da autonomia política regional. Isto, tomado a sério, não leva a nada. Só serve para fazer o chinfrim do costume e mandar mais uns insultos para os dirigentes políticos “de Lisboa”, como ele gosta de dizer. Por favor…, tirem-no deste filme!

AGOSTO, MÊS DE FESTAS E ROMARIAS


ÁGATA

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Sobe o pão e sobem os combustíveis

Pelos vistos até o preço do pão vai subir. Ora o pão, como sabemos, é talvez um dos bens mais essenciais à vida dos portugueses, sobretudo os das classes mais desfavorecidas. E dizem os entendidos que é um aumento inevitável, dado o também aumento dos factores de produção.
Não sendo bens tão essenciais como o pão, os combustíveis continuam a subir e muito. Mais, nesta última subida o gasóleo atinge um máximo histórico e a gasolina, não chegando ainda ao chamado máximo histórico, fica muito perto dele. Ao ritmo a que os preços dos combustíveis sobem, qualquer dia só andam na rua carros de alta gama, pois não é possível que os cidadãos da classe média continuem a poder suportar os aumentos. Há um ano, cinquenta litros de gasolina custavam menos 8,5 cêntimos, é obra! Mas a Galp continua a apresentar lucros de centenas de milhões euros em cada trimestre. Eu pergunto: Se, justificando-se com a crise, o Governo me corta na pensão de reforma, me aumenta os valores da retenção na fonte, me tira o subsídio de férias e o de Natal, me aumenta os valores das taxas moderadoras, etc, etc, ou seja me obriga a viver cada vez mais com menos dinheiro, porque não interfere no preço dos combustíveis? Se calhar, digo eu, para que as acções da Galp não caiam e os grandes accionistas não fiquem um bocadinho menos ricos; não será?



domingo, 19 de agosto de 2012

Cultura, ou acto bárbaro e cruel?

E a tourada realizou-se mesmo em Viana do Castelo, porque assim o quis um senhor juiz. No entanto, a julgar por algumas imagens que vi nos telejornais, houve bastante contestação ao evento, pois uma boa parte da população local sentiu-se afrontada, já que os seus representantes locais, eleitos democraticamente, não licenciaram a tourada e viram essa decisão ser contrariada por um tribunal cujo juiz (que não os representa nem foi eleito) achou que estava em causa a liberdade de participação numa actividade cultural.
Eu nem quero acreditar: Ó Senhor juiz: Um espectáculo, ou lá o que lhe quiserem chamar, em que homens e/ou mulheres, a pé ou em cima de um cavalo, provocam e agridem um animal, espetam-lhe ferros quase sempre “à falsa fé” e fazem de conta que o pegam (não pegam nada como diz a canção), atirando-se vários deles para a cabeça do bicho enquanto outro lhe torce ou lhe parte mesmo o rabo, faz parte da cultura de um povo? Só se for de um povo bárbaro e cruel!

AGOSTO, MÊS DE FESTAS E ROMARIAS


EMANUEL

Touradas não, obrigado!

Às vezes nesta época do ano dou conta que num qualquer canal de televisão está a dar uma tourada, a que, nunca entendi o porquê, chamam de corrida de touros. É claro que não perco tempo a ver tão triste e bárbaro espectáculo, muito bem retratado há quase quarenta anos por Ary dos Santos e Fernando Tordo.
Se a tal tourada estiver a dar na SIC ou na TVI, fico completamente indiferente. Mas se estiver a dar na RTP, fico de certo modo furioso, já que não aceito que um canal público de televisão, cujos prejuízos são suportados pelo Estado, gaste dinheiro naquilo, porque é um tipo de programa com pouca audiência, felizmente, e irrelevante em termos de share. E não lhe chamem actividade cultural, com história, tradição e apoio popular, pois no passado também houve espectáculos de gladiadores, e de lutas entre cavaleiros, que também eram muito populares. E não esqueçamos que até Nero para divertir o povo romano e impedi-lo de se revoltar contra ele, mandava cristãos enfrentar os leões na arena do Coliseu de Roma. Todos estes bárbaros espectáculos acabaram com o evoluir das sociedades. Está na altura de tudo se fazer para que acabem as tourada e também as chamadas largadas de touros. Ainda noutro dia vi uma reportagem televisiva sobre uma largada de touros em Coruche. Que tristeza! Que prazer pode ter alguém que anda a fugir dum bicho enraivecido? E já agora levanto uma questão que me parece pertinente nestes tempos de crise: Alguém naquela largada de touros foi atingido e ficou ferido, de tal modo que necessitou de assistência médica no local e depois ser transportado ao Hospital (o que veio a seguir não sei). Ora, quem paga estas despesas, o Serviço Nacional de Saúde? Provavelmente é, mas está mal feito. O Estado não tem que suportar os custos das loucuras de alguns dos seus cidadãos. Claro que estes têm que ser socorridos, mas depois têm que pagar a factura. Não é admissível que o Estado corte nos vencimentos dos seus servidores, nas pensões e nos subsídios, aumente impostos, as taxas moderadoras e outra taxas, porque não consegue controlar o défice, e depois patrocine, ainda que indirectamente as touradas. Touradas, não, obrigado!



sábado, 18 de agosto de 2012

PREOCUPAÇÕES

Furei a "greve".

Fiquei preocupado com a sondagem publicada pelo Expresso de hoje, que "dá" 34,1% das intenções de voto ao PSD e 33% ao PS, o que significa que, em relação à sondagem do mês anterior, o PSD desce exactamente aquilo que o PS sobe (0,5) e representa um empate técnico.
Bem sei que não há eleições à vista, mas seria de esperar que o PSD fosse  muito mais "castigado" pelas políticas que tem levado a efeito e cujos resultados vemos e ouvimos todos os dias.  Ou o eleitorado não divisa, pelo menos de momento, alternativa credível? Mau para Passos, muito mau para Seguro...
O facto de Cavaco ter nota positiva, ainda que mínima (a apontar para aí a um 9,5), não me deixa menos preocupado.
Ou será tudo efeitos da silly season? Aguardemos a sondagem de Setembro...

AGOSTO, MÊS DE FESTAS E ROMARIAS





Quim Barreiros

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A rentrée do PPD

É costume em Portugal que os principais partidos políticos façam, mais ou menos nesta altura do ano, uma festa de militantes para celebrarem a entrada num novo ano político, a que pomposamente se chama de rentrée política.
O PPD, com excepção de duas ou três vezes fez sempre a festa no Algarve (é mais chique nesta altura do ano) e como as primeiras decorreram num lugar denominado “Pontal”, batpizou-a com nome de “Festa do Pontal”. Por isto ou por aquilo a festa mudou algumas vezes de local, mas decorreu sempre ao ar livre, aberta a quem quisesse participar. Mas este ano, dizem os seus dirigentes para reduzir custos, dizemos nós, empregando um ditado popular, porque quem tem cú tem medo, a festa deslocou-se para um parque aquático na Quarteira, bem dentro de muros e com entradas pagas.
Bom, pouco ou nada vi sobre dita festa mas, um comentário que ouvi no próprio dia a António Capucho, um histórico do partido, chegou para entender o quão pobre foi a intervenção de Passos Coelho. No dia seguinte, bastaram-me dois ou três minutos de reportagem sobre a festa para ficar esclarecido da pobreza do discurso. No fundo, Passos Coelho queixou-se aos PPD’s que não fez melhor por culpa do PS, do Tribunal Constitucional e da Constituição. Até o ouvi dizer que gostava de governar com outra Constituição. E nessa altura interroguei -me: Será que este homem, que nas palavras e nos actos às vezes até se parece com o António de Santa Comba, gostaria de governar com a Constituição de 1933? Se calhar! Ah, e o António não tinha rentrées políticas. Por isso, ainda vamos ouvir o africano Pedro a dizer que estas festas, até pelo seu nome, são saudosismos do passado.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Não é tolerável

Todas as pessoas que leem o que escrevo neste blog, já sabem que não gosto de Passos Coelho e, muito menos, do modo como ele governa o nosso país. No entanto, não posso concordar que, seja ele quem for, atropele a sua vida privada, principalmente quando está acompanhado pela família. Não é aceitável o que aconteceu no Algarve, junto à praia da Manta Rota, quando Passos Coelho se encaminhava para a praia com a mulher e uma filha, creio que ainda criança. Que se organizem manifestações de protesto e/ou buzinões quando o primeiro-ministro vai, nessa condição, aqui ou ali, ou quando vai estar presente num acontecimento político-partidário do PPD, é uma forma de os cidadãos mostrarem a sua indignação; fazê-lo quando o cidadão Passos Coelho, a cidadã sua mulher e a cidadã sua filha, querem juntos usufruir de um tempo de praia, de que pelos vistos gostam, é intolerável. Com tal atitude, aquela gente da camisola preta perdeu a razão.
Bem, é verdade que o primeiro-ministro, sabendo que está a ser muito contestado, foi imprudente ao querer gozar férias no sítio habitual, em vez de ir para um lugar mais discreto. Mas é um direito que lhe assiste.



Os sumarinos

Volto à questão dos submarinos.
É uma vergonha que um caso destes, que é do maior interesse, esteja a passar quase ao lado da Comunicação Social. E só não passa mesmo ao lado porque os partidos da Oposição estão empenhados em não o deixarem no esquecimento. O chinfrim que já teria sido feito se este caso de desaparecimento de documentos de um ministério se tivesse passado num dos Governos do PS. Não esqueçamos que, na Alemanha, já foram condenadas por corrupção algumas pessoas ligadas ao negócio da compra dos submarinos pelo Estado português. Se há corrupção de um lado, não tem que haver corrupção no outro?
Mas, como eu já escrevi neste blog, uma vez que Paulo Portas tirou milhares de fotocópias quando deixou o Ministério da Defesa, se desapareceram alguns documentos importantes, peçam-lhe que empreste as fotocópias!

Ainda não mordeu a língua?

O CDS, no tempo dos governos de Sócrates, era o partido que mais criticava o Estado pelos atrasos nos pagamentos devidos às empresas e aos cidadãos em geral. Ele era os reembolsos do IVA, era o valor IRS a recuperar, eram as bolsas pagas fora de horas e as facturas dos fornecedores. E Pedro Mota Soares, sobretudo enquanto líder da bancada, era um dos rostos das críticas mais contundentes. Chegaram a falar em Estado caloteiro, sobretudo o Portas – rei da demagogia barata.
Pois bem, numa altura em que muitos portugueses perdem o seu emprego em virtude da insolvência das empresas onde trabalham, o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social está, para já, a levar oito meses para analisar os pedidos de intervenção do Fundo de Garantia Salarial, feitos pelos trabalhadores desempregados. A questão é de tal modo crítica que já levou a que o Provedor de Justiça interviesse no sentido de desafiar o ministro que tutela o Instituto a resolver a situação. E, o que é curioso, ou talvez não, é que o ministro em causa é, precisamente, Pedro Mota Soares. Pergunto: Ainda não mordeu a língua?!



domingo, 12 de agosto de 2012

Srs Juízes: Facadas na democracia, Nâo!

Aqui há uns anos atrás, penso que ainda durante o consulado de Defensor de Moura, a Câmara Municipal de Viana do Castelo resolveu considerar-se um município contra as touradas e avisou que qualquer pedido de realização de uma tourada seria sempre indeferido. Foi uma decisão tomada após muita discussão no concelho e na cidade, em que o presidente de então se empenhou e, salvo erro, pôs mesmo em causa o seu lugar de líder da autarquia. Com enorme surpresa e muita indignação leio que uma tal “Prótoiro” quer promover uma tourada em Viana do Castelo e que para isso, sabendo que tal espectáculo não terá o devido licenciamento da autarquia local, resolveu interpor junto de um tribunal uma providência cautelar para contrariar a decisão da Câmara. Ora, parece que o tribunal decidiu mesmo autorizar que se instalasse uma arena amovível para que a tourada se realize.
Tenho esperança que as coisas não sejam mesmo assim, e que a tourada agendada para o próximo dia 19 não se realize em Viana do Castelo. Caso contrário será uma grande facada na democracia. Os tribunais não podem imiscuir-se nas decisões políticas tomadas democraticamente pelos órgãos do poder local, que representam os seus cidadãos, desde que tais decisões não contrariem as leis da República. Proibir, ou melhor dizendo, não licenciar um espectáculo bárbaro em que homens e mulheres (estas muito poucas, e ainda bem) se divertem a maltratar animais e quase sempre de uma forma cobarde, não pode ser considerado decisão ilegal. Portanto, espero que prevaleça o bom senso.



sábado, 11 de agosto de 2012

Não há originais, vão buscar as cópias!

Hoje de manhã ouvi uma notícia que nos dava conta que, na sua investigação sobre o negócio dos já célebres submarinos, o Ministério Público se queixava do desaparecimento de vários documentos relacionados com ele e que deviam estar no Ministério da Defesa. Pois bem, em devido tempo, foi amplamente noticiado que Paulo Portas, ministro da Defesa na altura da compra, tirou centenas ou até milhares de fotocópias antes de deixar o ministério.
Então senhores investigadores: se não sabem onde estão os documentos originais, sabem onde estão as cópias, não sabem?
Já agora: Se isto se tivesse passado em algum dos governos PS, a zaragata que a Comunicação Social não tinha feito hoje!



quinta-feira, 9 de agosto de 2012

doutor assim, só o Relvas...

Um atleta olímpico português da modalidade de triatlo classificou-se em 9º. lugar, considerada uma boa classificação, atendendo a que foi a melhor de sempre de um atleta português na prova masculina.
Pois bem, o atleta, de nome João Silva, é estudante de medicina, o que quer dizer que para chegar ao nível a que chegou teve que fazer muitos sacrifícios. Para se preparar para estes jogos olímpicos suspendeu por algum tempo os seus estudos, que serão agora retomados para atingir o seu objectivo de ser médico. De certo com alguma ironia, o referido atleta questionou se o brilhante lugar que atingiu lhe daria equivalência em alguma disciplina de fisiologia do desporto ou alguma coisa. Claro que não dá. Pois como ficámos a saber há bem pouco tempo, para se tirar uma licenciatura por equivalências é preciso ter uma cadeira de Direito com um dezito, ter sido presidente dum rancho folclórico e, principalmente, ter feito carreira numa jota para, mais tarde, ser chafurdeiro político. Não foi assim que o Relvas chegou a doutor?

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Autoridade da Concorrência; prara que serve?

O que eu me ri quando ouvi a notícia de que o Pingo Doce foi multado em trinta mil euros, em consequência da campanha levada a cabo no passado dia 1 de Maio.
Concluiu a brilhante Autoridade da Concorrência que as mercearias do Sr Soares dos Santos praticaram 15 contraordenações naquele dia, ou seja, venderam 15 produtos abaixo do preço do custo. Alguém acredita que só foram quinze os produtos vendidos naquela situação? Quantas referências de produtos vende o Pingo Doce nas suas centenas de lojas espalhadas pelo país? Se o desconto de caixa era de metade do valor do total das compras, desde que superior a cem euros, significa, das duas uma: Ou foram vendidos dezenas ou até milhares de produtos abaixo do preço do custo, ou o Pingo Doce vende, normalmente, a maior parte dos produtos a preço especulativo. É evidente que nestas cadeias de negócios há outros factores a ter em conta, como o financeiro e a pressão feita aos fornecedores para o reaprovisionamento a baixo custo.
De qualquer modo esta multa de 30.000 euros até parece que foi combinada com o infractor. Estou a imaginar o Dr. Sebastião a dizer ao Sr. Soares dos Santos: Tenha paciência, peço imensa desculpa, mas pelo menos 30.000 eurinhos, está bem?
Pergunto: Para que serve a Autoridade da Concorrência?





Paga Zé

Logo de manhã, bem cedo, ouvi num dos noticiários da TSF que o jornal “Diário Económico” noticiava na sua edição de hoje que os consumidores de electricidade e de gás iam ver aumentado o valor das respectivas facturas, pois o Governo estava a preparar uma nova medida que os obrigava a pagarem os custos com a supervisão, acompanhamento e fiscalização das concessões daquelas energias.
Pensei logo: Isto, é uma cretinice. Porque teremos nós de pagar tais custos e não as empresas distribuidoras? Lembrei-me então que entre estas lá estava a EDP que, a ter que suportar mais custos ver-se ia, se calhar, a ter de cortar nos vencimentos do Mexia, que só ganha mais de duzentos euros por hora, do Catroga, que só ganha mais de seiscentos mil euros por ano, para ser presidente dum Conselho que não serve para nada, e dos outros e outras, como a Cardona, que fazem parte da mesma equipa e que recebem anualmente dezenas de milhar de euros. Como iriam aquelas sábias e diligentes pessoas fazer face às suas despesas? Que doloroso seria obriga-los a baixar a sua alta qualidade de vida e a prescindirem dos seus luxos e dos luxos dos seus familiares! Não, meus amigos, se alguém tem que se sacrificar, que sejam as pessoas mais desfavorecidas e a classe média. Já estão habituados aos sacrifícios e sabem esticar o dinheiro. Lá vão vivendo sabendo dar a volta ao aumento dos preços dos bens de consumo, dos medicamentos, dos livros e do material escolar para os filhos, etc, etc. Não nos esqueçamos de uma das regras que nos é constantemente lembrada por aqueles comentadores-economistas dos diversos canais televisivos (sem esquecer o José Gomes Ferreira, da SIC) e que, reportada ao seu tempo, fez sucesso nos tempos do Estado Novo: “Não contrariemos os ricos, pois podem zangar-se e ir gastar o dinheiro para o estrangeiro”. Salazar não diria diferente!


 

AVISO

Os eventuais "utentes" da Zorra ficam avisados:
nos próximos dias, o meu contributo para a condução da dita será nula ou muito intermitente, ficando a funcionar apenas a linha 4 para Pereiró (via Carvalhosa), isto se o respectivo guarda-freios não entar de greve.

Assinatura reconhecida em notário:


Tem sido sempre assim. Este Governo quando confrontado com os maus resultados de determinadas medidas que toma, com o supremo objectivo de cortar despesas, custe o que custar, diz sempre a mesma coisa: “Estamos atentos, vamos analisar a situação e, se for caso disso, emendar as medidas tomadas”.
Vem isto a propósito da notícia divulgada de que só na grande Lisboa deixaram de comprar passe social mais de quarenta mil idosos. Ora era óbvio que, tomada a medida de retirar o benefício dos chamados passes da terceira idade, o resultado seria aquele que veio a acontecer. Basta pensarmos que uma grande percentagem das pensões de reforma têm um valor abaixo ou pouco superior ao salário mínimo nacional. E se já lhes aumentaram o IVA, os preços dos medicamentos, a luz, o gaz e outros bens de consumo de que necessitam para viver com alguma (pouca) qualidade de vida, como podem ter dinheiro para suportar o aumento brutal (em termos percentuais) dos passes?
Ah, diz o Secretário de Estado que talvez possa haver “uns rebuçados” fora das horas de ponta, para que “que nenhum idoso veja reduzida a sua capacidade de mobilidade”. Mas há alguém que acredite nesta ridícula medida? Eu acho que ninguém acredita!











segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Já sei o porquê de Passos Coelho andar com um aspecto cansado e a parecer estar doente. Li hoje uma notícia, cujo título é “mentir menos melhora a saúde”, que justifica “à contrário” as nossas preocupações com a saúde do nosso primeiro-ministro. Pois é, uma universidade dos Estados Unidos resolveu dividir ao meio um grupo de pessoas. A metade delas os investigadores pediram que não mentissem, de modo algum, durante um certo período de tempo. Pois bem, o estudo concluiu haver uma relação entre o número de mentiras e a saúde das pessoas. Aquelas que tinham mentido mais tinham pior saúde do que aquelas que tinham mentido menos.


Ora, acreditando neste estudo, e sabendo nós que o nosso primeiro-ministro, num só ano de governação, mentiu que se fartou, fácil é concluir que o homem deve estar muito, mas mesmo muito doente. Pela minha parte, estimo-lhe as melhoras. Mas, para isso tem que deixar de mentir e reparar as mentiras que disse.

sábado, 4 de agosto de 2012

INCOMPETENTES

Na passada quinta-feira referi-me à incompetência dos "avaliadores" das Fundações, nomeadamente no que à Gulbenkian se refere, que ainda não reagiu, tanto quanto sei. Agora, segundo o Expresso, a Universidade de Lisboa reagiu, em carta aberta do seu reitor ao primeiro-ministro, como se pode ler.
E a rapaziada continua a facturar...


"Em carta aberta dirigida ao primeiro-ministro, o reitor da Universidade de Lisboa considera que avaliação negativa recebida teve por base "critérios, ponderações e dados duvidosos ou incorrectos".

A pontuação foi "apurada com base em critérios, ponderações e dados duvidosos ou incorrectos", considera o reitor da Universidade de Lisboa, a propósito do relatório de avaliação onde a Fundação Universidade de Lisboa (FUL) mereceu pontuação negativa: 7,8 em 100 pontos possíveis.


Em carta aberta dirigida ao primeiro-ministro, o reitor António Sampaio da Nóvoa começa por afirmar que "foi com enorme surpresa" que a FUL "tomou conhecimento" do relatório, "através da comunicação social", para em seguida enumerar alguns dos dados que denuncia como errados e para contestar vários dos parâmetros avaliados.

António Sampaio da Nóvoa nega que o valor de 12.617.733 euros corresponda ao total de apoios financeiros recebidos: "A FUL recebeu efectivamente zero euros", escreve. A verba referida, diz, resulta na verdade "de candidaturas a projectos de investigação nacionais e internacionais".

Em relação, por exemplo, à caracterização do valor patrimonial inicial da FUL, o reitor afirma que o relatório refere "zero euros quando, na verdade corresponde a 12.500 euros". Na carta acrescenta que o valor do património em 2010, identificado como 14.470 euros, está também errado: "corresponde a 949.464 euros".

Fundação não se revê na avaliação recebida

Contestando várias das pontuações zero recebidas, nomeadamente nos critérios "pertinência/relevância", "previsão de reversão do património, em caso de extinção" e "alinhamento das principais actividades desenvolvidas no triénio 2008/2010", o reitor da Universidade de Lisboa considera que "menos ainda se pode aceitar a pontuação de zero na 'nomeação dos membros do órgão de administração' já que este é composto por membros da própria Universidade de Lisboa, não auferindo qualquer remuneração ou suplemento remuneratório".

António Sampaio da Nóvoa termina dizendo que "a FUL não se revê minimamente na avaliação que foi realizada e na pontuação final obtida" e solicita a "reponderação da avaliação", de modo a serem minimizados "os prejuízos causados à imagem da Fundação e da própria Universidade de Lisboa".


Recorde-se que, das 190 fundações avaliadas pelo Governo, 96 tiveram uma pontuação abaixo dos 50 pontos


O resultado da avaliação governamental às fundações sujeitas a um censo obrigatório, lançado no início do ano, visa servir de base à extinção de "algumas dezenas de fundações", segundo o Governo, que remeteu para mais tarde o número certo ou os nomes das fundações visadas. "








O Tribunal manda. FDP é filho da p...

E lá tivemos ontem um tribunal do Porto ocupado para decidir se FDP significa filho da p… ou fanático dos popós. Bem, pelos vistos decidiu que significa filho da p…, o que a mim não me espanta, pois como já referi num post da passada Quarta-feira, não acredito que um só português, ao ler a frase que pretendeu atingir Rui Rio, não pensasse logo do mesmo modo que pensou a juíza que decidiu o assunto, ou seja, que o autor da mesma quis  chamar filho da p… ao presidente da Câmara do Porto.
A partir de agora é preciso ter muito cuidado quando quisermos qualificar alguém com abreviaturas ou siglas, pois podemos estar a elogiá-lo e depois acusados de estarmos a insultá-lo. Se quisermos escrever que determinada pessoa também tem direito a usufruir de algo que outros usufruem, escrevemos: fulano também é filho de Deus. Ora este filho de Deus não pode ser escrito abreviadamente FDP, se não um qualquer tribunal pode achar que lhe estamos a insultar a sua mãezinha. Há que não correr riscos!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

INCOMPETENTES

O governo, e bem, anda a inventariar as milhentas fundações que proliferam por aí, a maioria das quais devia fechar, não para obras, mas definitivamente. E muitas delas deveriam repor o que indevidamente receberam dos cofres públicos durante anos, e durante anos foram um saco sem fundo de lucros desviados do fisco.
Mas catalogar a Gulbenkian como uma Fundação de direito público não lembraria ao careca (parafraseando o Marcelo). Mas lembrou a um qualquer inteligente, um qualquer jota licenciado pela Lusófona, daqueles que pululam nas assessorias ministeriais. Julgo que qualquer regedor de uma aldeola das Beiras ou do Alentejo saberia, nos tempos em que havia regedores, que a Gulbenkian foi fundada por um senhor originário da Arménia, que aqui caíu (em princípio, de passagem) no pós-guerra e, graças a Azeredo Perdigão, e contra a vontade de Salazar, deixou boa parte da sua fortuna para fundar a dita Fundação. Mas os jotinhas conhecem lá o nome Calouste  Gulbenkian ou de Azeredo Perdigão! Nenhum deles leu livros que as carrinhas transportavam pelo país aldeão, que aí deixavam até à próxima passagem, para serem recolhidos, depois de lidos pelos poucos que sabiam ler. Alguns dessess jotinhas já terão entrado num dos auditórios carregando a pasta do ministro, do secretário de Estado ou de um dos outros assessores em sessão solene ali havida. E, muito provavelmente, nem sequer deram uma olhadinha aos fabulosos jardins da sede.
Analbabetos, incompetentes e, quiçá, imbecis. Se calhar, muitos deles nem sabem o que é uma fundação, isso digo eu.



Quem em medo compra um cão


Pelos vistos este ano o PPD vai realizar a habitual festa de Verão, a que chamam festa do Pontal, não numa rua ou praça, mas sim num salão de um hotel. Dizem, oficialmente, que o fazem para reduzir custos e, sobretudo, para não perturbar o descanso dos residentes e dos turistas. Este argumento só dá para rir!
Claro que em surdina o que se vai dizendo é que, atendendo às manifestações populares que vão acontecendo onde primeiro-ministro e alguns ministros se deslocam, o PPD e o seu líder estão com receio que possa surgir uma qualquer manifestação popular de desagrado na mesma altura do evento. Ora, num recinto fechado e privado é mais fácil controlar qualquer acção hostil à governação.
Lá no fundo, o PPD, principal partido da coligação tem a consciência pesada e está cheio de medo. Mas, diz o povo: Quem tem medo compra um cão!






quarta-feira, 1 de agosto de 2012

" O Tirano"


Num artigo de opinião, hoje publicado no jornal “Público”, Santana Castilho diz de Nuno Crato o que Maomé não disse do toucinho. Chamou-lhe, inclusivamente “O tirano” e diz ter um discurso farsola. Sendo verdade que Santana Castilho se sente traído por Passos Coelho, também o é que o ministério de Nuno Crato tem conduzido a sua política educativa com total desprezo pelos professores, pelos alunos, pelo pessoal não docente e pelos pais. E se pensarmos que os pais são os principais responsáveis pela educação dos filhos, concluímos que mal vai um ministério da Educação que despreza os principais educadores dos alunos.
Mas voltando ao artigo de Santana Castilho, direi que é um autêntico apelo à rebelião dos professores. Tem frases como: “Já deviam ter feito ao tirano um continuado manguito”, ou “Não o tratem que ele vos tratará”.
Mas para mim a frase que melhor caracteriza o que tem sido o tipo de governação de Crato é: “qual Nero arrependido o tirano mandou recuperar o antes havia incendiado, …, permitindo tudo o que antes proibira”. Assino por baixo!

FDP - Filho da..., ou Fanático dos...



Rui Rio, presidente da Câmara do Porto, pela sua maneira de ser, pelo seu perfil de político autoritário do tipo eu é que sei e quero posso e mando, e ainda porque pensa que é a única pessoa honesta na política, cria vários conflitos, incluindo com gente do seu próprio partido. Todos nós o sabemos.
Pelos vistos, um dos recentes conflitos que mantém é com a empresa editora e dona de uma revista de nome “Porto Menu”. Esta, na edição deste ano, colocou na última capa a inscrição: “Rio és um FDP”. Rui Rio achando naturalmente que FDP significa filho da p…, interpôs no tribunal competente uma providência cautelar com o fim de suspender a distribuição da revista. Como seria de esperar, o proprietário da revista opôs-se à providência cautelar argumentando que a expressão “Rio és um FDP” não insulta o autarca, já que significa “Rio és um Fanático Dos Pópós”, pois todos sabem que o Presidente da Câmara do Porto é um apaixonado pelo automobilismo (o que eu ri ao ler isto!).
Bom, não acredito que houvesse um só português que ao ler aquela frase não pensasse logo que o seu autor queria ofender Rui Rio. Mas que FDP pode significar Fanático dos Pópós, lá isso pode. Agora o que não pode é ocuparem-se os tribunais com estas querelas próprias de rapazes desavindos. Rui Rio, quando quer fazer demagogia sobre algumas despesas do Estado, nomeadamente as que dizem respeito a prestações sociais está sempre a referir que são pagas com o dinheiro dos contribuintes. Agora apetece-me perguntar-lhe: Ó Sr Rui Rio, as despesas com os tribunais são pagas com o dinheiro de quem? Só alguém muito ingénuo não percebia logo que  o autor da frase não tinha na manga uma alternativa não insultuosa e provavelmente, como é o caso, brincalhona. Ora, ingénuo o senhor não é. Do que gosta é de um bom “barulhinho”, não é? Se calhar porque lhe dá protagonismo.