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terça-feira, 21 de agosto de 2012

AJJ e o chinfrim do costume

Já sabemos que ninguém leva a sério aquilo que Alberto João Jardim diz. Mas, é um facto que o homem tem aparecido todos os dias nos serviços noticiosos das rádios e das televisões e nas páginas dos jornais. Provavelmente, dada a falta factos políticos da vida nacional (está tudo muito chocho à espera que os partidos façam as suas rentrées). Mas, que diabo, Jardim não merece tanta importância. Ele governa uma parte do território nacional que em termos demográficos e, sobretudo, em termos de contribuição para o PIB português não tem a importância de Lisboa e do Porto. Então, porque é que a Comunicação Social lhe dá tanta notoriedade? Naturalmente porque Jardim se lembra daquilo que não lembra ao diabo e é capaz de dizer bem e mal da mesma pessoa (colectiva ou singular) no espaço de dez minutos, ou até menos.
Agora, desculpem-me a expressão, sente-se à rasca porque não sabe como cumprir o que acordou com o Governo da República em termos de assistência financeira e, vai daí, inventou esta de querer um referendo para que os madeirenses expressem os seus sentimentos quanto ao futuro da autonomia política regional. Isto, tomado a sério, não leva a nada. Só serve para fazer o chinfrim do costume e mandar mais uns insultos para os dirigentes políticos “de Lisboa”, como ele gosta de dizer. Por favor…, tirem-no deste filme!

sábado, 30 de junho de 2012

Porque não, senhor Jardim!


Mais uma vez Alberto João Jardim vem levantar o problema da independência, embora de uma maneira mais indirecta, agora sob a forma de autonomia regional, para o que propõe que se realize um referendo. Diz Jardim que a Madeira não deve sujeitar-se às imposições de Lisboa e, por isso quer total autonomia política, ou seja, quer continuar a comer à mesa do Orçamento Geral do Estado, para gastar à tripa forra, e politicamente fazer o que lhe der nas ganas.
Pois bem Senhor Jardim, a Madeira já levou e continua a levar muito mais dinheiro do Estado do que muitas zonas do Continente que não têm a mínima autonomia. Se quer gastar o que lhe apetece em festas e festanças, em obras sumptuárias que servem para muito pouco ou para nada (não se esqueça daquela marina sem barcos!), no futebol e em outras modalidades desportivas profissionalizadas para que muita gente ganhe ordenados fabulosos, então proponha um referendo nacional sobre a independência. Estou quase certo que os portugueses do Continente dirão sim, pois estão fartos de ser chulados por si. Mas também tenho quase a certeza que muitos dos da Madeira dirão não, porque têm receio que a independência os conduza à ruina. Não quer tentar Senhor Jardim?  

sábado, 5 de maio de 2012

Até na Igreja ele manda


O Papa Bento XVI lançou um desafio aos bispos: Abrirem um espaço de diálogo entre os crentes e os não crentes, ou até mesmo ateus, e discutirem os problemas da Sociedade. A Diocese do Funchal acolheu tal desafio e criou o “Átrio dos Gentios”, dinamizado por quatro padres diocesanos. Tudo bem, até que um deles resolveu criticar com mais veemência o Governo Regional e as suas políticas. Aí o Senhor Bispo António Carrilho achou que Alberto João Jardim se podia sentir incomodado e …, suspendeu a iniciativa, sem quaisquer explicações. Enfim, resta-nos concluir que na Madeira Jardim manda na sociedade civil laica e nas autoridades religiosas. O que dirá disto o Senhor Cardeal José Policarpo, na sua condição de Presidente da Conferência Episcopal?



segunda-feira, 21 de novembro de 2011

E o regabofe continua

Ficamos hoje a saber que na Madeira, no lugar conhecido por Curral das Freiras, foi construída uma piscina anexa à escola básica cujo custo de construção chegou perto dos dois milhões e meio de euros. Não ponho em causa o direito das crianças daquela escola e todas as outras crianças daquela localidade a poderem usufruir dum equipamento desportivo de qualidade, mas parece-me uma exorbitância gastar tanto dinheiro, atendendo ao número de potenciais utentes e, sobretudo, tendo em conta o défice excessivo da Região Autónoma. Mas, muito pior que o custo final da obra, está em causa o desvio deste custo relativamente ao valor do contrato inicial de adjudicação da obra: à volta de meio milhão de euros - praticamente mais 25%. Como é possível! Diz o Tribunal de Contas que o desvio se deveu a revisões de preços e a contratos adicionais. E porquê? Porque a obra demorou 787 dias, em vez dos 360 inicialmente estabelecidos. Mais 14 meses que o programado. Quem responde por isto, ninguém? Não pode ser. Nós, os portugueses do Continente, que acabamos por pagar este regabofe à custa de perdemos salários e subsídios e de suportarmos mais impostos, não devemos ficar calados e temos o direito de exigir que se investigue até às últimas consequências se houve negligência ou má fé dos poderes públicos da Região.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

"Este não é o meu Orçamento, disse Seguro". Então, porque não vota contra?

Se alguém me pede para me pronunciar sobre determinadas medidas a pôr em prática, só posso dizer: sou contra, se não concordo com elas; sou a favor se concordo; ou não sou contra nem a favor (abstenho-me), se me é indiferente que tais medidas sejam ou não tomadas. O que não devo fazer, para ser coerente, é dizer que não me revejo nelas, que não concordo com elas, mas com medo de represálias de terceiros não sou contra nem sou a favor. Ora, foi precisamente esta posição incoerente que o líder do PS propôs que fosse aprovada pela Comissão Política do partido, relativamente ao Orçamento Geral do Estado. E a comissão Política, por maioria, fez-lhe a vontade. O PS vai abster-se quando for votada no Parlamento a proposta do Orçamento para 2012. E porquê? Porque, segundo António José Seguro, está em causa a credibilidade do país. Eu não consigo entender. Então o país torna-se mais credível sabendo-se que um número significativo de deputados, não concordando com o Orçamento, achando mesmo que é mau e que pode trazer consequências nefastas para os seus concidadãos, não vota contra? Será que um deputado defende melhor o interesse nacional não votando de acordo com a sua consciência? Confesso que não entendo. O PS, com medo não sei de quê, prefere não afrontar o Governo a estar ao lado dos milhões de cidadãos para quem a vida vai passar a ser um inferno. E, pior: o PS vai entregar a Oposição ao Partido Comunista e ao Bloco de Esquerda. Como é possível!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Vai cair mais um tirano?

Os tiranos que governavam o Egipto, a Tunísia e a Líbia cairam porque o povo se fartou das suas prepotências e da falta de liberdade e de democracia. Na Madeira alguns opositores a Jardim resolveram mostrar a sua indignação e barricaram-se no Jornal da Madeira, uma espécie de órgão oficial do Governo Regional. Será o início da queda de mais um tirano, mas desta vez sem violência? Infelizmente não. A maioria dos madeirenses andam cegos e não querem ver o turbilhão que se "anuncia".

sábado, 24 de setembro de 2011

Jardim tem dupla personalidade

A propósito da ocultação da dívida da Madeira, Alberto João Jardim já por várias vezes disse uma coisa e depois o seu contrário. Primeiro negou que houvesse dívida escondida, para depois dizer que havia. A seguir, questionado se tinha ocultado essa dívida ao Governo da República, disse que não, mas mais tarde num comício de pré-campanha confessou que a ocultou propositadamente, pois o Governo, sendo socialista roubava a Madeira. Ontem num outro comício Jardim fez uma espécie de ultimato: ou Portugal resolve os problemas (leia-se a dívidas) da Madeira ou "então dêem-lhe a independência". Hoje AJJ afirmou perante as câmaras da SIC que as suas palavras foram mal interpretadas e mais, se há pessoa que tem orgulho em ser português é ele. E garantiu: "Sou contra a independência", disse. Que lata! Como é possível que os madeirenses escolham para os governar uma pessoa que já mostrou várias vezes ter dupla personalidade? Enfim, mesmo sendo o melhor dos sistemas, a Democracia tem algumas falhas.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Porque não?

Por mim já estou farto de ouvir os despautérios e as más criações de Alberto João Jardim. A Comunicação Social, sobretudo as TV's, dá-lhe um enfoque demasiado porque, bem vistas as coisas, as suas aparições são sempre um espectáculo, algumas vezes cómico, mas muitas vezes deprimente tal a boçalidade com que o cavalheiro se refere aos portugueses do Continente e aos dirigentes políticos da República, os quais ainda por cima lhe têm suportado as suas loucuras. Mas Jardim já concluiu que lhe vão fechar a torneira e então vociferando uma série de disparates acabou por dizer uma coisa que considero acertada: ..."dêem-nos a independência"... E eu pergunto: porque não? Para nós portugueses do Continente era um alívio. Mas para os madeirenses seria, de certo, o início do caminho para a miséria, ou, em alternativa, para serem escravos de um qualquer país poderoso. E, já agora uma sugestão a Jardim: Peça que se faça um referendo. Por mim voto já sim.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O PR falou, mas tem que falar mais

Ao fim de vários dias de polémica sobre a omissão do buraco financeiro da Madeira, o nosso venerando Chefe de Estado disse qualquer coisa. E digo qualquer coisa, pois referir apenas que uma situação destas pode de facto afectar a credibilidade do nosso país na cena internacional e que é necessário tomar medidas para que situações semelhantes não se venham a repetir, é de facto dizer qualquer coisa ou, se quisermos, dizer muito pouco. S Exa tem que dizer muito mais. Tem que censurar Jardim; ou não, se no seu alto critério achar que AJJ não deve ser censurado, apesar da gravidade da situação e, sobretudo, do facto de AJJ gozar ainda com todos nós os portugueses do Cont(e)inente e dos sucessivos insultos com que nos brinda. O nosso venerando prometeu magistratura activa, onde está ela neste caso? Ah, é curioso que o S Exa tenha falado nos Açores. Terá sido, por certo, por peso na consciência, dado que não há muito tempo causou um incidente com o Governo Regional dos Açores, por assunto muito menos grave, o que o levou a falar ao país em horário nobre das televisões. Dois pesos e duas medidas.

DESONESTIDADES?

Desde que Passos Coelho falou num tal "colossal desvio" orçamental, que o ministro Gaspar 'traduziu' para um português patego entender, ficámos (eu fiquei) a aguardar nos fosse explicitado onde se verificavam, quantificados, os desvios parcelares. Nada. O desvio existia, logo era preciso colmatá-lo e, por isso apanhámos com aumentos de impostos e de taxas para além do necessário (medida preventiva, disse o Gasparinho).
O tempo decorre e, agora, descobre-se a careca ao PM e ao Gasparinho: o buraco, enorme, estava na Madeira jardinesca, já deles, bem como do venerando PR, há muito conhecido.
Faz-se passar para a opinião pública que o governo de Sócrates tinha deixado o tal buraco (nunca explicitado) e quando a opinião pública o assimilou, aparece o buraco jardinesco, cuja profundidade ainda é desconhecida.
Posso estar errado, mas cheira-me a desonestidade.

domingo, 18 de setembro de 2011

Em legítima defesa

Para não lhe chamar outra coisa, digo que Alberto João Jardim é um pândego. Mas já são muito poucos os portugueses do Continente e dos Açores que acham graça ao que ele diz, sobretudo agora que, também por causa das extravagâncias do seu Governo Regional, nos tiram ou nos ameaçam tirar quase todos os dias uma parte dos nossos vencimentos ou pensões de reforma, aumentar impostos ou retirar benefícios. Já todos nós sabíamos que ele mente, até descaradamente, mas mentir com a arrogância com que ele mentiu, primeiro negando ter escondido qualquer dívida e depois dizendo que sim senhor que escondeu, mas que a culpa é do Sócrates, do Teixeira dos Santos e do Maximiano Martins, o candidato do PS da Madeira ao cargo de presidente do Governo Regional. Ah, e confessou que o fez em legítima defesa. Bom, sabemos que estava a falar num comício para aqueles madeirenses que o apoiam para não passarem fome. Mas o descaramento também tem limites. Nós os outros portugueses é que devemos exigir ao Governo da República que em legítima defesa dos nossos direitos, da nossa qualidade de vida e do nosso futuro não mande nem mais um cêntimo para a Madeira, a não ser que os madeirenses tomem juízo (para empregar uma expressão de Jardim) e corram com ele.

sábado, 17 de setembro de 2011

Cobardia política

O primeiro-ministro questionado a comentar a situação na Madeira relacionada com a omissão nas suas contas de quase mil e setecentos milhões de euros de despesa, afirmou que configura uma irregularidade grave, sem compreensão, e por isso o Governo já está a elaborar legislação para que tal não se repita. Até aqui tudo bem, não podia dizer outra coisa. Porém, questionado sobre pedido de António José Seguro, líder do maior partido da Oposição, para que enquanto líder do PPD retire o apoio político a Jardim, Pedro Passos Coelho diz que esse assunto é da competência do PPD regional. Como classificar esta atitude? Não me ocorre outra que não seja a de: cobardia política. Aí, senhor Pedro Passos Coelho, fica muitos furos atrás do seu antecessor Luís Marques Mendes que enquanto líder do seu PPD retirou a confiança a Valentim Loureiro e a Isaltino Morais. Mas é verdade. O ter usado a coragem em vez da cobardia , custou-lhe, a carreira política. Mas ..., não dobrou a coluna!

Os receios de contestação social

O semanário Expresso noticia hoje que o Ministério da Administração Interna (como eles dizem, o Ministério das polícias), será o único que vai estar isento dos cortes orçamentais previstos para todos os outros ministérios. E isto porque o governo quer precaver-se da possibilidade de haver contestação social nas ruas, em consequência das medidas que estão a ser tomadas e de outras que ainda virão a sê-lo e que diminuem a qualidade de vida de muitos portugueses, particularmente os da classe média que vivem dos rendimentos do trabalho. Isto é um sinal de que lhe pesa a consciência do mal que está a causar a estes seus concidadãos. Mas, tão surpreendente como este sinal de medo do Governo, foi a resposta que um sindicalista da polícia deu ao ser-lhe perguntado qual a sua opinião sobre esta notícia. Seria boa se tivesse como consequência um aumento das suas remunerações. Estamos entendidos com o nível destes sindicatos. "Haja porrada, desde que dela chovam mais carcanhóis para nós". Triste país!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Que mais pode suceder na Madeira?

É sabido que na Madeira há défice democrático. Jardim não tem o mínimo respeito pelos partidos da Oposição. Não vai prestar contas da sua governação ao parlamento regional,orgão de quem depende. Trata os deputados regionais como gente menor, mesmo os do seu partido a quem não admite a mais pequene discordância. Em suma, governa de forma autoritária, apoiado por sucessivas vitórias eleitorais, é certo, mas com um controlo de muitos eleitores que se sentem coagidos no seu subconsciente, já que vivem directa ou indirectamente dos dinheiros das finanças regionais. Aproveita-se da sua imunidade para insultar e desrespeitar os políticos e instituições da República, incluindo membros do Governo e até o Presidente da República. Mas, ficamos agora estupefactos com a acusação em geito de confissão feita por alguém que já lhe foi politicamente muito próximo, de que houve fraude eleitoral nas eleiçõe presidenciais de 1980. A ser verdade, é o cúmulo. Chegou altura de se tomarem medidas. Ou é preciso esperar que outras coisas sucedam na Madeira?

terça-feira, 6 de setembro de 2011

E à Madeira?

Leio a seguinte notícia: Governo ameaça cortar 20 por cento às câmaras que escondam empresas municipais. Bom, por princípio acho bem que se tomem medidas no sentido de se acabar com o rega bofe das empresas municipais. Mas ..., e o rega bofe da Madeira, não se tomam já medidas para acabar com ele? Será que nós, portugueses do Continente vamos continuar a pagar os carnavais e outras festanças e os desmandos e gastos estranhos do futebol daquela Região (nada) Autónoma? É urgente deixar de ter medo medo da língua de Jardim e tomar medidas.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O intratável Jardim

Até o ministro das Finanças, questionado hoje pelos Jornalistas, disse que a situação da Madeira é de crise insustentável. Pois bem, Jardim já veio acusar a Internacional Socialista, à qual diz ele está ligada a troika, e a Maçonaria de serem os responáveis pelo buraco das contas madeirenses. Só pode dar para rir. Este Jardim está intratável.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Jardim é um pândego

O líder do PS António José Seguro, numa acção política na Madeira, falou da dívida colossal daquela Região Autónoma e pediu esclarecimentos ao Governo da Repúlica de como tenciona lidar com tal situação, que é grave. Fala-se em perto de mil milhões de euros. Alberto João Jardim, provavelmente para responder ao líder do PS, resolve dizer que há dívida sim, que não a esconde, mas que a culpa é da esquerda. Só pode estar a "reinar connosco". Este homem é realmente um pândego! Então, alguma vez algum partido da esquerda teve responsabilidades governativas na Madeira? Até hoje só um partido, ou melhor, uma pessoa de um partido Governou a Madeira - Alberto João Jardim. Mais ninguém. E governa-a, em resultado de eleições que vai ganhando sucessivamente, é verdade, mas mais ou menos do mesmo modo que Hugo Chaves governa a Venezuela. Hugo Chaves insulta os imperialistas, Jardim insulta os portugueses do Continente, que ainda por cima lhe pagam as festas das passagens de ano, os carnavais e os "futebóis". Mil milhões de euros é muito dinheiro, sobretudo se pensarmos que na Madeira vivem à volta de 270.000 habitantes. Chegou a altura de lhe dizermos: Acabou a brincadeira.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

SERÁ DO CLIMA?

O clima da Madeira poderá explicar muitos dos fenómenos que por ali se passam, só comparáveis aos do Entroncamento, há anos. Só que, esses, eram umas "anedotas" bem contadas, tipo lince da Malcata, relatadas pela RTP e jornais como o JN.
O caso da fraude e branqueamento de capitais do Nacional da Madeira, incluía, para além de outros, o então director dos Assuntos Fiscais da Região e o procurador da República, também dirigente do clube, cujo processo foi mandado arquivar.
Começa por ser espantoso o facto de aquelas duas figuras poderem andar metidas em futebóis; depois, como é que podem andar embrulhados em negociatas tão escuras. É um lugar comum dizer-se "isto só neste país". Mas "isto", só na Madeira.
Mas mais espantoso ainda, é que na Madeira não são extraídas consequências.
E o poder político da República continua a chutar para canto.
Como o outro que, desde que viu um porco a andar de bicicleta, ou o venerando que recebeu os deputados da oposição no quarto de um hotel, já acredito em tudo, incluindo a santinha da Ladeira.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Será verdade que Director do Fisco da Madeira, está metido em esquema de fraude fiscal?

Nos últimos dias tem sido noticiado que o director do fisco da Madeira é parte de um grupo de dirigentes ou ex-dirigentes do clube "Nacional da Madeira" que terá criado um esquema fraudulento, recorrendo a uma off-shore, para benefício daquele clube. A principal finalidade era evitar a cobrança do imposto sobre rendimentos pagos a jogadores e técnicos. Este caso está a ser investigado por uma umidade especial da Procuradoria-Geral da República, que já concluiu que o mesmo teve intentos criminosos.

Ora, um caso destes é sempre um acontecimento grave, que merece punição severa, sejam quais forem as pessoas implicadas. Mas torna-se muito mais grave quando nele participa alguém que é alto servidor do Estado e ainda por cima responsável máximo da entidade burlada. Pior ainda, em termos políticos, a atitude de Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional da Madeira, que veio em apoio do referido director do fico tentar desmentir o seu envolvimento, considerando falsos os factos que lhe são imputados na acusação do Ministério Público. O que dizer disto, que os servidores de Jardim estão acima das leis ? Para já o mínimo que se exige é a suspensão de tal figura de todos os cargos da Administração Pública, ainda que seja da Administração Regional. E o que diz disto o venerando Chefe de Estado?

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A democracia da Madeira

Quatro dos partidos com representação na Assembleia Legislativa Regional da Madeira que hoje de manhã foram recebidos pelo Presidente da República ( para, nos termos da lei eleitoral, serem ouvidos sobre a marcação da data das eleições legislativas regionais), queixaram-se da falta de condições para a realização de eleições livres naquela região. E têm alguma razão. Para além da cena indecorosa daquele cão de fila chamado Jaime Ramos, que insultou e ofendeu um jornalista, procurando intimidar todos os outros que possam discordar do governo regional, Alberto João Jardim, servindo-se da imunidade que tem por ser Conselheiro de Estado, insulta todos quantos não concordam com as suas posições políticas. Ainda hoje insultou o novo líder do PS, por este ter dito que não vê que seja necessária uma revisão constitucional, mas apenas aperfeiçoamentos. Na Madeira aplica-se a regra de Salazar, segundo a qual quem não é por nós é contra nós e, portanto, quem contraria a opinião de régulo é insultado e ofendido na praça pública. E como já caiu no hábito os ofendidos, e não só, dizerem que não dão importância ao que ele diz, ele lá vai dando pontapés nos princípios da democracia. E quem de direito o devia chamar à atenção, vai assobiando para o tecto. Que tristeza!