10,6% foi o défice público dos primeiros três
meses de 2013, ou seja um valor bem superior ao défice do mesmo período de 2012
que foi de 7,9% e muito próximo do valor do último trimestre de 2010, apurado
pouco antes do pedido de resgate à Troika. Este resultado constitui uma enorme
derrota não só para este desgraçado e incompetente governo, mas também para a
tal Troika que, dado o fracasso das políticas que têm aplicado em vários países
com assistência financeira, já começaram a falar a mais do que uma voz, cada um
deles a sacudir a água do capote e a mandar as culpas para os outros. Mas a
culpa, que já foi do Sócrates, dos portugueses que trabalham pouco e até da
chuva, agora é do BANIF. E não há quem nos valha para acabar esta desgraça. Aquele
que tinha obrigação de fazer qualquer coisa, continua a fazer de conta que não
ouve nem vê. Ah, e ainda por cima cai no ridículo do primeiro-ministro e, tal
como ele, faz profissão-de-fé que estamos no bom caminho. No fundo, Cavaco
Silva é tão ou mais responsável pela miserável situação a que chegamos que Passos,
Gaspar e Portas. ACORDA POVO!
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sexta-feira, 28 de junho de 2013
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Talvez tenha sido mesmo dor de barriga
Já foi muito badalado o arreliador (?) impedimento que levou Sexa, o venerando Chefe de Estado, a cancelar em cima da hora uma visita à Escola António Arroio. Como a Presidência da República continua a fazer tabú da situação, têm-se leventado várias suposições sobre a natureza do tal impedimento. Ora, no Telejornal foi noticiado que a RTP soube que o Presidente chegou a sair de Belém para se dirigir à escola cuja visita estava agendada. Então, deduzo eu, só pode ter sido dor de barriga. Estou mesmo a imaginar Sexa a queixar-se à sua Maria da dor. D. Maria logo lhe lembrou que tinham comido feijoada, o que, de certo, lhe causou muitos gases. Deitados fora alguns, muito discretamente, logo Sexa verificou que não eram gases, mas mais do que isso, porque a dor de barriga em vez de diminuir aumentava. E Sexa concluiu que não podia arriscar ter que chegar à escola e ir imediatamente a correr para a casa de banho. Então, há que estrategicamente recuar e voltar à base.
Mas parece que as dores de barriga ainda continuam. Hoje o Presidente fugia dos jornalistas como o diabo foge da cruz. Seria com medo dos gases?
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Ó Cavaco, nós não somos burros, nem saloios
Cavaco Silva veio agora justificar-se das tristes declarações que fez sobre as suas pensões de reforma. E lá veio a mesma treta que ouvimos a Marcelo Rebelo de Sousa e outros amiguinhos. Querem convencer-nos que as muito odiadas declarações, como o provam as reacções de uma enorme parte dos cidadãos, era apenas um exemplo de como as dificuldades chegam a todos. Ele até está com pena do povo. Que tristeza! Ó Cavaco, nós não somos burros, nem saloios.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Foi Cavaco, ele próprio
Aparecem agora alguns amigos de Cavaco Silva (serão mesmo amigos?), com o inevitável prof. Marcelo à cabeça, com um discurso que pretende deitar água na fervura da indignação que resultou das palavras do venerando Chefe de Estado a propósito das suas pensões de reforma e, sobretudo, do facto de as mesmas não lhe chegarem para as suas despesas. Suas e, evidentemente, as despesas da sua Maria que, coitadita só tem oitocentos euros de pensão de reforma. Dizem os amigos(?) que Cavaco Silva, embora infeliz nas palavras, foi mal interpretado, pois o que ele pretendia dizer era que até os cidadãos com maiores rendimentos eram afectados com estas medidas de austeridade e que também teriam que fazer alguns sacrifícios. Ora, estes pândegos só podem estar a reinar connosco, pois sabem tão bem como nós que Cavaco Silva foi igual a si próprio, e à pergunta de um jornalista que queria saber se ele, ao contrário de muitos outros pensionistas com pensões muito menores, iria receber subsídios de férias e de Natal através do Banco de Portugal, reagiu como havia reagido quando vieram à baila os casos das trocas das vivendas do Algarve ou os bons ganhos que obteve nas aplicações financeiras no falido BPN, com rispidez, justificando o seu património com as garandes poupanças que fez com a sua consorte ao longo de quase cinquenta anos, e pretendendo dar a entender que ele, como poucos, é um homem acima de quaisquer suspeitas. A treta do costume. Quer dizer: Cavaco foi igual a si próprio, respondendo com arrogância, sem dar conta que estava a entrar num "bate boca", do qual ele, na condição de mais alto magistrado da Nação, não pode entrar. Como escreveu Vasco Pulido Valente no jornal Público, Cavaco ressuscitou "o velho homem de Boliqueime, com a sua arrogância, a sua cegueira e a sua habitual hipocrisia"
sábado, 21 de janeiro de 2012
LELÉ DA CUCA?
Há muitos anos, Marcelo Rebelo de Sousa, então director do Expresso, escreveu que o primeiro-ministro Pinto Balsemão, a quem sucedeu na direcção do jornal, estava lelé da cuca, por razões que já esqueci.
Agora, pergunto eu: não será que Cavaco está lelé da cuca? Como é que o homem não se coíbe de apregoar o valor da sua pensão de reforma de 1300 euros mensais, quando sabe que declarou 140 000 euros no IRS do ano passado? Isso, afora os "800" euros mensais da sua consorte e para além das "despesas de representação" como PR.
E acrescenta que não sabe qual a sua pensão de reforma do BdP, ainda que não tenha esquecido - para que conste - que se encontrava no nível 18, o mais elevado da tabela! E não tem pudor quando afirma que descontou para o fundo de pensões do BdP, quando é sabido que tal fundo é alimentado pela instituição.
Não tenho nada contra as pensões elevadas de algumas reformas; são as regras estabelecidas, ainda que questionáveis. Mas não façam de nós um bando de parvos, até porque a paciência pode acabar quando menos se esperar.
Agora, pergunto eu: não será que Cavaco está lelé da cuca? Como é que o homem não se coíbe de apregoar o valor da sua pensão de reforma de 1300 euros mensais, quando sabe que declarou 140 000 euros no IRS do ano passado? Isso, afora os "800" euros mensais da sua consorte e para além das "despesas de representação" como PR.
E acrescenta que não sabe qual a sua pensão de reforma do BdP, ainda que não tenha esquecido - para que conste - que se encontrava no nível 18, o mais elevado da tabela! E não tem pudor quando afirma que descontou para o fundo de pensões do BdP, quando é sabido que tal fundo é alimentado pela instituição.
Não tenho nada contra as pensões elevadas de algumas reformas; são as regras estabelecidas, ainda que questionáveis. Mas não façam de nós um bando de parvos, até porque a paciência pode acabar quando menos se esperar.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
As mensagens de S Exas
S Exas, o Senhor primeiro-ministro e o venerando Chefe de Estado, dirigiram aos portugueses (para eles, a populaça) as suas mensagens festivas de Natal e de Ano Novo, respectivamente. O porta voz do Relvas, perdão o primeiro-ministro, podia ter aproveitado a quadra do Natal para dar alento aos seus concidadãos e prometer-lhes que, ao contrário do que pareceu quando os mandou emigrar para "governarem vida", vai tomar medidas para promover o crescimento da economia, criar mais emprego e, enfim, poder aliviá-los um pouco da austeridade a que os obrigou. Mas não. Para ele os portugueses não contam. Quanto à mensagem de S Exa, o venerando Chefe de Estado, só me merece um comentário: Foi uma excelente demonstração de como usar a hipocrisia e a demagogia. Mas de S Exa já podemos esperar tudo. O homem, perdão o senhor, foi capaz de criticar algumas medidas importantíssimas do Orçamento do Estado e, depois de criticado com alguma agressividade por dirigentes da bancada do PPD, promulgá-lo "sem pestanejar". Não admira, portanto, ter ouvido há poucos dias, num programa da SIC Notícias, a socióloga (?) Maria Filomena Mónica classificar o seu desempenho do cargo de primeira figura do Estado como sendo o desempenho de um político medíocre. Ao ouvir isto eu até disse: Até que enfim que concordo com esta mulher!
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Tanto chinfrim, porquê?
Acalmado o chinfrim que algumas personalidades da Direita fizeram, em consequência das críticas que o nosso venerando Chefe de Estado fez às medidas que o Governo PPD/CDS pretende introduzir no Orçamento do Estado, nomeadamente aquelas que S Exa considera violadoras da equidade fiscal, como o tirar os subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos e aos reformados e não àqueles que recebem rendimentos das actividades privadas, é altura de lhes perguntar:
Não foram todos apoiantes de Cavaco Silva, muitos deles elementos preponderantes nos seus órgãos da candidatura - Comissão de Honra ou Comissão Política? Não o conheciam bem? Não sabem que Cavaco Silva põe sempre os seus interesses pessoais e políticos à frente de todos os outros interesses? Não sabem que Cavaco estava mortinho por mandar "uma latada no Passos da jota" que o enfrentou nos órgãos do PPD? Ora, Cavaco Silva sabe, como todos nós sabemos, que tais medidas vão trazer uma grande recessão económica e, sobretudo, vão aumentar o desemprego, empobrecer muitos portugueses e colocar muitas famílias à beira da miséria, e ele não quer ficar ligado a estes dramas. Cavaco Silva também sabe, como todos nós, que vai haver muita contestação nas ruas e não quer ver cartazes e caricatuas suas que o apontem como um dos responsáveis. Ele quer estar em casa, ao lado da sua Maria, a ver as reportagens das manifestações e rir a bom rir das menções desagradáveis ao Passos Coelho e dizer bem alto: "Eu bem avisei!"
Ah, espero que Cavaco Silva, em coerência com o seu pensamento (será?), vete a lei do Orçamento se forem avante estas medidas, muito embora saiba que o teria obrigatoriamente de promulgar uma vez votado de novo por mairia absoluta no Parlamento. Mas, mantinha a sua posição. Caso contrário temos o direito de pensar que "é só fumaça"
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Hoje não houve "Secos & Molhados"
Realizou-se hoje uma manifestação dos agentes das forças de segurança - sobretudo PSP e GNR mas tamém guardas prisionais, polícia marítima e ASAE . Os participantes, em número apreciável, protestavam por não terem entrado em vigor as tabelas salariais negociadas com o anterior governo. O protesto decorreu junto à Assembleia da República e, após desfile, junto ao Ministério das Finanças. Aqui ainda houve um momento de agitação com os ânimos a aqueceram, mas não pasou disso. Desta vez, porém, não se repetiu o célebre episódio de há alguns anos atrás que ficou conhecido por "Secos & Molhados", quando eramos governados por um governo liderado pelo venerando Chefe de Estado. Por isso estou a imaginar hoje S Exa em frente à televisão, sentado num dos cadeirões de Belém, a dizer à sua consorte: Ó Maria, já não há políticos de barba rígida como eu, que mandei "botar" água e dar "porrada" nestes gajos quando se manifestavam no Terreiro do Paço. Lembras-te, não lembras?
A ENTREVISTA
Da entrevista do Presidente da República de hoje pouco retirei de novidade. O homem reserva-se, como é habitual. A única novidade nova é a convocação, para breve, do Conselho de Estado. Para quê, exactamente?
terça-feira, 20 de setembro de 2011
O PR falou, mas tem que falar mais
Ao fim de vários dias de polémica sobre a omissão do buraco financeiro da Madeira, o nosso venerando Chefe de Estado disse qualquer coisa. E digo qualquer coisa, pois referir apenas que uma situação destas pode de facto afectar a credibilidade do nosso país na cena internacional e que é necessário tomar medidas para que situações semelhantes não se venham a repetir, é de facto dizer qualquer coisa ou, se quisermos, dizer muito pouco. S Exa tem que dizer muito mais. Tem que censurar Jardim; ou não, se no seu alto critério achar que AJJ não deve ser censurado, apesar da gravidade da situação e, sobretudo, do facto de AJJ gozar ainda com todos nós os portugueses do Cont(e)inente e dos sucessivos insultos com que nos brinda. O nosso venerando prometeu magistratura activa, onde está ela neste caso? Ah, é curioso que o S Exa tenha falado nos Açores. Terá sido, por certo, por peso na consciência, dado que não há muito tempo causou um incidente com o Governo Regional dos Açores, por assunto muito menos grave, o que o levou a falar ao país em horário nobre das televisões. Dois pesos e duas medidas.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Sua Exa mandou dizer que não está de acordo
Ficamos a saber, através de fonte oficial de Belém, que Sua Exa o Presidente da República de Portugal considera que não há a mínima justificação para o corte do rating da República por parte da agência Moody's. Congratula-se com a condenação da atitude desta agência de notação por parte das instituições europeias e de vários governos europeus, e acha que as questões relacionadas com a notação financeira dos Estados-Membros devem merecer uma resposta europeia.
Mas, ó Senhor Presidente: a resposta a este ataque da Moody's à nossa situação financeira deveria ser sua, na qualidade de representante do povo português. E uma resposta enérgica e sem medo. Mas não, Senhor Presidente. Dá a ideia que o senhor tem medo deles e, por isso em vez de lhes falar directamente, como quem fala olhos nos olhos, mandou-lhes um recadito através de uma fonte oficial do seu gabinete, em resposta a questões colocadas pela Lusa. Assim não, Senhor Presidente. Assim é que não ganhamos o respeito dos mercados, de quem o senhor tem tanto medo!
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