Mostrar mensagens com a etiqueta novo governo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta novo governo. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

PàF À RASCA

Aquando do encontro Passos/Portas-António Costa, de há dias, o PàF diz ter ficado incomodado pelo facto de Costa não ter levado nenhuma proposta concreta para viabilizar um governo de que Passos seria primeiro-ministro, quando este não apresentou, ele próprio, qualquer proposta que o aproximasse do programa do PS que bem conhecia.
Costa, entretanto, deu uma volta ao redondel da esquerda e eis que o PàF, à rasca (a mando do ainda PR, que vê a sua vida a andar para trás?),  remete 20 - vinte - medidas subscritas pelo PS e por si (PàF) aceites, tendentes a uma governação de centro/direita. 
Que vai responder Costa?
A seguir as cenas dos próximos capítulos....

terça-feira, 23 de julho de 2013

GOVERNO CDS/PSD

Olhando para os novos ministros e ministérios, não restam dúvidas: Cavaco Silva vai dar posse a um novo governo do CDS/PSD, chefiado pelo seu velho "amigo" Paulo Portas.
Cavaco, o grande derrotado desta novela que ele próprio rascunhou.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Não pode faltar ao respeito ao portugueses

Eu já sabia que o primeiro-ministro do meu país põe os seus interesses políticos à frente dos interesses dos seus concidadãos, que não sabe o que é solidariedade e que nem um só minuto por dia pensa na vida desgraçada daqueles que vivem mergulhados na pobreza. Só olha para o seu ego, com a arrogância de quem teve tudo na vida, não por mérito, mas por compadrios partidários. Se já não se admite que ele fale aos portugueses com sobranceria, como estivesse a falar para gente pouco qualificada e de baixo nível, muito menos podemos aceitar que nos insulte. Ao chamar piegas aos portugueses o primeiro-ministro faltou-nos ao respeito o que não é tolerável em Democracia. Os portugueses não são piegas quando contestam esta austeridade cega que lhes impõe sacrifícios muito para lá dos acordados com a Troika. Os portugueses mostram é a sua revolta e avisam-no de que não estão dispostos a cair na pobreza de braços cruzados.

Nunca tive dúvidas, e agora muito menos, que Pedro Passos Coelho não tem perfil de homem de Estado. Como alguém já disse, governa o país como estivesse a governar uma qualquer associação de estudantes. São comportamentos como este que podem fazer eclodir uma convulsão social.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Ó Sra ministra seja coerente

A Sra ministra da Justiça é muito incoerente, até sem dar conta. Diz "isto" de uma determinada coisa para, logo de seguida, fazer o contrário. De tal modo que o Dr Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados, usando uma metáfora conhecida, disse que a senhora parecia uma "barata tonta". Bom, já a ouvimos dizer que há uma justiça para ricos e outra justiça para pobres, e que era preciso acabar com essa situação. Pois bem, é mesmo verdade, quem não tem dinheiro dificilmente pode recorrer aos tribunais, pois as custas são caras e os advogados não trabalham barato (excepto os defensores oficiosos que não recebem os seus honorários, nem a ministra lhes quer pagar e, portanto, tabalham de borla). E a ministra o que é que faz? Fecha tribunais no interior, o que agrava os custos da Justiça, pois para lá dos já existentes vão aparecer os custos com transportes e, necessáriamente, vão aumentar os honorários dos advogados, pois as suas deslocações ao tribunal são bem maiores. Mas isto para a Sra ministra são trocos, não são? Mas, pior, ontem a Sra ministra solicitada por um jornalista a comentar as palavras do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça sobre a perda de direitos adquiridos de alguns dos cidadãos (leia-se corte dos subsídios de férias e de Natal aos funcionários do Estado e aos pensionistas) disse que até compreendia o Dr Noronha do Nascimento, mas que dada a situação de falência em que nos encontramos tornou-se necessário cortar salários, subbsídios e outras prestações. Mas está enganada a senhora; não estamos em falência; estamos, sim, a caminhar para a falência em consequência das medidas impostas por este governo. O que ela não disse e que devia ter dito, é que há dias nomeou um assessor que, de acordo com o despacho de nomeação, vai ter direito a uma remuneração mensal alta e aos subsídios cortados aos outros. Grande coerência Sra ministra!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

As mensagens de S Exas

S Exas, o Senhor primeiro-ministro e o venerando Chefe de Estado, dirigiram aos portugueses (para eles, a populaça) as suas mensagens festivas de Natal e de Ano Novo, respectivamente. O porta voz do Relvas, perdão o primeiro-ministro, podia ter aproveitado a quadra do Natal para dar alento aos seus concidadãos e prometer-lhes que, ao contrário do que pareceu quando os mandou emigrar para "governarem vida", vai tomar medidas para promover o crescimento da economia, criar mais emprego e, enfim, poder aliviá-los um pouco da austeridade a que os obrigou. Mas não. Para ele os portugueses não contam. Quanto à mensagem de S Exa, o venerando Chefe de Estado, só me merece um comentário: Foi uma excelente demonstração de como usar a hipocrisia e a demagogia. Mas de S Exa já podemos esperar tudo. O homem, perdão o senhor, foi capaz de criticar algumas medidas importantíssimas do Orçamento do Estado e, depois de criticado com alguma agressividade por dirigentes da bancada do PPD, promulgá-lo "sem pestanejar". Não admira, portanto, ter ouvido há poucos dias, num programa da SIC Notícias, a socióloga (?) Maria Filomena Mónica classificar o seu desempenho do cargo de primeira figura do Estado como sendo o desempenho de um político medíocre. Ao ouvir isto eu até disse: Até que enfim que concordo com esta mulher!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Para quem governa o Governo, para a Troika?

Em tempo de crise e de grande austeridade para os portugueses, sobretudo para os de menores rendimentos e para a classe média, era bom ouvir o Governo dirigir-lhes palavras de esperança e de ânimo, no sentido de os motivar a cerrar fileiras que permitam combater a crise. Mas não, o que vemos e ouvimos é o Governo anunciar mais desgraças e a traçar um quadro negro para o futuro. A sua primeira preocupação é agradar à Troika. Não importa se determinada medida vai ou não afectar as vidas dos portugueses. O que importa é governar cumprindo os compromissos assumidos, doa a quem doer. Os objectivos de um governo é criar melhores condições de vida para a sua população. O lema deverá ser sempre: primeiro as pessoas. Infelizmente este Governo português não pensa assim. E chega ao cúmulo de pedir aos seus concidadãos para emigrarem. Ainda hoje o primeiro ministro apelava aos professores desempregados para emigrarem. Quer dizer: Passos Coelho quer resolver o problema do desemprego, não com medidas que promovam o crescimento da Economia, mas fazendo desaparecer os desempregados. Porque não lhes pede que se suicidem? Uma vergonha, ao que chegamos. Nem Salazar se atreveu a tanto!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Quem manda no Governo, o Passos Coelho ou o Relvas

Já fomos váras vezes confrontados com declarações contrárias de Relvas e de Passos Coelho, a propósito de algumas tomadas de posição do Governo. Ainda agora a propósito das possíveis negociações com o PS, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado no Parlamento, sobre não cortar aos reformados e aos funcionários públicos os dois subsídios (de férias e de Natal), Passos Coelho diz-se receptivo a ouvir propostas, enquanto Relvas diz o contrário. Quem manda?

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Um super-ministério ou um ministério dos super?

Todos sabemos que este governo, para reduzir o número de ministros, criou alguns super-ministérios. O mais super de todos é, sem dúvida, o Ministério da Economia e do Emprego, que abrange também as Obras Públicas, Transportes e Comunicações e muitas outras coisas. Por isso o ministro Álvaro tem seis secretários de Estado (ou melhor, cinco secretários de Estado e uma secretária de Estado) para o ajudar (os ajudantes de ministro como eram classificados os secretários de Estado pelo então primeiro-ministro Cavaco Silva). Claro que um super-ministério teria de ter um super-ministro, como o nosso conhecido Álvaro, um ex-bloger de sucesso enquanto emigrante no Canadá, com uma super-mulher (segundo o mesmo) no lugar de chefe de gabinete. E pelo menos outro super, no cargo de secretário de Estado dos Tranportes. Ontem a propósito da greve dos transportes, este ajudante de ministro, em tom de ameaça resolveu dizer aos portugueses que esta greve serviria como uma oportunidade para o cidadão afectado reflectir se quer que as dificuldades que sentirá sejam excepção ou permanentes, pois seria isso o que aconteceria se não houvesse a anunciada reestruturação do sector. Por outras palavras: Ou aceitam a reestruturação como eu quero ou não há transportes públicos para ninguém. Este senhor, que eu não conheço de lado nenhum, não sabe que faz parte de um governo que deriva da vontade do Povo, que lhe deu o poderes para ele tutelar a rede de transportes públicos, melhorá-la e não para acabar com ela. É isso que os cidadãos esperam dele. Já agora uma sugestão: Não sei se este senhor é dos ditos independentes do Governo, ou militante de um dos partidos da coligação. Mas como o partido liderante é o PPD, aconselho-o a ir ler o programa fundador deste partido, no que diz respeito à política de transportes públicos. Talvez tenha uma surpresa.

sábado, 5 de novembro de 2011

Ou são ingénuos, ou são distraídos ou estão a dormir

Ouvi hoje um porta-voz do Partido Socialista aplaudir a disponibilidade do Governo e do grupo parlamentar do PPD para ouvirem as propostas socialistas , com o objectivo de melhorar o Orçamento do Estado e minorar o impacto das medidas de austeridade que o primeiro-ministro anunciou. E qualificaram também de muito positivas as palavras do ministro Relvas que hoje admitiu que todas as propostas são possíveis de ser avaliadas, incluindo aquelas que mexem com os cortes dos subsídios.


Perante isto, só posso pensar que os dirigentes desta liderança do PS, ou são ingénuos, ou andam distraídos, ou ainda, que estão a dormir. Será que António José Seguro e seus acólitos não viram o vídeo que, para lá de ter sido divulgado no You Tube, foi divuldado também e muito comentado em dezenas de outros blogs? Será que não viram Passos Coelho a dizer que sendo governo não aumentaria impostos, que falar em corte de subsídio de Natal era um disparate e que não consentiria que se cortasse o benefício fiscal de deduzir uma percentagem dos gastos com a saúde no IRS? Não ouvem as queixas de muitos portugueses, alguns deles ilustres, que acusam o Governo, e sobretudo o primeiro-ministro, de governarem com medidas que, enquanto Oposição, classificavam como disparates? E que por isso são mentirosos? Então, ainda acreditam neles? Santa ingenuidade!

sábado, 15 de outubro de 2011

O PS tem que cerrar fileiras. O PS deve votar contra o Orçamento

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho fartou-se de mentir aos portugueses e, irresponsavelmente, continua a mentir. Enquanto líder do maior partido da Oposição, reprovou o PEC IV porque tal plano ia pôr em prática medidas muito penelizadoras para os portugueses e causaria retracção da nossa economia. Na altura das negociações para a viabilização do Orçamento para 2011, Passos Coelho pediu desculpa aos portugueses por aceitar ligeiro aumento de impostos, já que tinha opinado ser contra qualquer aumento dos mesmos. Mexer no subsídio de Natal, nunca, Credo...; Agora Governo, já decidiu cortar-nos metede do subsídio de Natal deste ano, todo o subsídio dos anos de 2012 e 2013 e todo o subsídio de férias dos mesmos anos. Ah, sempre mostrou estar a par de toda a situação e gabava-se de ter pronta uma lista das gorduras do Estado a cortar e, por isso, não percebia o porquê do então governo não o fazer de imediato!

Quinta-feira, com enorme lata e descaramento, mas com um semblante que mais parecia ter-lhe morrido alguém de família, veio anunciar aos portugueses medidas duríssimas que, como disse o Bispo D. Januário Torgal Ferreira vão fazer com que muitos passem a ser escravos. São medidas que vão muito para lá do acordo celebrado com a Troika e que estão em discordância com a opinião Presidente da República e de alguns sectores do PPD e da Direita como, pasme-se, a baronesa Ferreira Leite. A recessão económica vai ser brutal, a miséria vai generalizar-se.

E o PS, o que vai fazer o PS? Não pode ficar calado. Tem que cerrar fileiras contra esta loucura, contra este atentado à dignidade de milhões de portugueses. O PS não tem que estar amarrado ao acordado com a Troika, se a prática dessas medidas mostram que são eradas, mas muito mais desamarrado está na medida em que as propostas do Governo vão muito para lá delas. Então, o PS não pode hesitar. O PS tem que votar contra o Orçamento e explicar aos portugueses o porquê da sua opção de voto. O PS não pode deixar a oposição ao Governo nas mãos do PCP e do Bloco de Esquerda. António José Seguro tem que mostrar que tem coragem para lutar ao lado dos portugueses contra este enorme ataque do neo-liberalismo. Se não tem, então dê lugar a outro. Sei, e tenho a certeza, que há socialistas com estofo e coragem para isso.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Quantas vezes o primeiro-ministro mentiu aos portugueses?

Durante a pré-campanha e a campanha eleitoral o primeiro ministro disse aos portugueses que se fosse governo não iria justificar as medidas que eventualmente viesse a tomar com a má governação anterior. Também disse que não aumentava impostos, nem nos privava dos subsídios de férias e de Natal. Já primeiro-ministro, veio dizer aos portugueses que um buraco feito pelos outros o obrigava a cortar-nos metade do subsídio de Natal. Isto evitaria ter de tomar mais tarde outras medidas adicionais mais penalizadoras que, ainda por cima, não nos permitissem crescer economicamente. Os que acreditaram nele (eu não, o homem nunca me enganou) pensaram: terei um Natal melhor em 2012! Hoje, veio dizer que há mais buracos, claro está, culpa dos outros que já foram embora há mais de três meses, e que portanto em 2012 muitos de nós não só não vamos ter Natal, como também não vamos poder ir gozar férias. E o que se seguirá, mais buracos e a seguir salários e/ou pensões mês sim, mês não? Esperemos que que o primeiro-ministro não nos venha dizer que nos mentiu outra vez.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Hoje não houve "Secos & Molhados"

Realizou-se hoje uma manifestação dos agentes das forças de segurança - sobretudo PSP e GNR mas tamém guardas prisionais, polícia marítima e ASAE . Os participantes, em número apreciável, protestavam por não terem entrado em vigor as tabelas salariais negociadas com o anterior governo. O protesto decorreu junto à Assembleia da República e, após desfile, junto ao Ministério das Finanças. Aqui ainda houve um momento de agitação com os ânimos a aqueceram, mas não pasou disso. Desta vez, porém, não se repetiu o célebre episódio de há alguns anos atrás que ficou conhecido por "Secos & Molhados", quando eramos governados por um governo liderado pelo venerando Chefe de Estado. Por isso estou a imaginar hoje S Exa em frente à televisão, sentado num dos cadeirões de Belém, a dizer à sua consorte: Ó Maria, já não há políticos de barba rígida como eu, que mandei "botar" água e dar "porrada" nestes gajos quando se manifestavam no Terreiro do Paço. Lembras-te, não lembras?

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Estes gajos têm cá uma lata!

Carlos Moedas, secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, avisou ontem que a recessão económica em 2012 será mais profunda que o previsto, devido à conjuntura internacional. Deu-me logo vontade de dizer alto e em bom som:"Estes gajos têm cá uma lata!"

Durante o último Governo do PS o PPD, de um modo geral, em particular os seus dirigentes, incluindoo seu líder, fartavam-se de criticar Sócrates quando este justificava novas medidas de austeridade com a crise internacional. A madrinha Manuela Frreira Leite dizia mesmo que de nada valiam novas medidas se não mudasse o Governo que as punha em prática. Até a equipa de Catroga, da qual o Moedas era elemento fundamental, não relevava muito a crise internacional aquando das negociações para a viabilização do Orçamento do Estado. Qual sem vergonha, vem agora que governa, falar aos portugueses em mais crise por causa da conjuntura internacional. Não me canso de dizer: "Estes gajos têm cá uma lata!"

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Senhor ministro, o ano escolar começou bem?

Há dias, numa entrevista que o ministro Crato deu a Carlos Daniel da RTP, disse no fim da mesma que o ano escolar tinha começado bem, e que para isso muito tinha contribuído o acordo a que o seu ministério tinha chegado com os professores e relacionado com a avaliação dos mesmos. Logo aí me pareceu haver alguma petulância do ministro, já que ficaram de fora do acordo a Frenprof e outras organizações sindicais que representam quase cinquenta por centro dos professores. Mas a prova de que as coisas não estão tão bem como o ministro dizia, salta agora à vista com esta trapalhada do recrutamento de professores para as vagas ainda existentes nas escolas. Querendo inovar, em cima do joelho, o MEC inventou os professores ao mês. Quando deu conta da confusão que essa invenção provocou, apontou logo o dedo para as escolas, sacudindo assim a água do capote. Todos os dias conhecemos na comunicação social as queixas de docentes que se viram preteridos no preenchimento de vagas postas a concurso nas escolas, por colegas menos graduados nas listas de colocação. Que confusão! Para lá disto, que não é pouco, há escolas que têm problemas sérios por falta de pessoal não docente. Então, ó senhor ministro: continua a dizer que o ano escolar começou bem? E já agora, uma pergunta final: Que é feito da FNE, está tudo bem para ela, ou o seu líder, João Dias da Silva, tem ordens do seu PPD para estar calado?

sábado, 10 de setembro de 2011

O ministro da Saúde tem cá uma "lata"

Na passada Quarta-feira o ministro da saúde foi ao parlamento e, entre outras medidas, anunciou que iam deixar de ter comparticipação as pílulas contraceptivas, as vacinas contra a hepatiteB, o cancro do colo do útero e a meningite, entre outras. Tal anúncio provocou um coro de protestos e de comentários discordantes de todos os quadrantes da sociedade. Então o ministro deu o dito por não dito (o que já vem sendo norma neste governo) e veio dizer ontem que as medidas de que falou no Parlamento estavam, afinal, a ser ainda avaliadas, não havendo até ao momento qualquer decisão definitiva. É preciso ter lata! Então, porque entregou aos jornalistas um programa de calendarização das descomparticipações, previstas, nestes casos, para o quarto trimestre deste ano? Porque falou, até, que tais medidas permitiriam poupar 19 milhões de euros? Só pode estar a brincar connosco. De qualquer modo, o ministro mentiu ao parlamento.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A electricidade e o gás são bens essenciais. O vinho não.

É dado como certo que a electricidade e o gás vão ser taxados em IVA à taxa máxima. Em consequência dessa medida insensata, estes bens essenciais para a vida das pessoas vão sofrer um aumento de preço que abala os orçamentos familiares da classe média. Fala-se, entretanto, que outros produtos poderão também ter aumento de IVA. Os mais falados hoje foram o pão e o vinho. Se houver aumento de IVA para o pão, a medida não será só insensata, mas será sobretudo cruel. Quanto ao vinho: Se passar a ser taxado ao nível máximo de 23 por cento, de certo que vai aumentar o preço de venda ao consumidor. Mas o vinho, sendo um produto importante para a economia portuguesa, não é um bem essencial. As pessoas para terem alguma qualidade de vida necessitam de consumir pão, electricidade e gás. Não necessitam de consumir vinho. Por outro lado, o maior peso do vinho na nossa economia diz respeito àquele que é exportado e, por isso, o seu preço de venda não depende de qualquer variação das taxas do IVA. Então, se é preciso rapidamente cobrar mais impostos, aumente-se o IVA do vinho e não de outros produtos considerados como bens essenciais. Sei, no entanto, que há um senão: Apesar de se beber muito vinho em Portugal (até em excesso), consome-se menos do que pão, electricidade e gás. E o Governo sabe disso.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

É uma acção vergonhosa, mas eu via-me livre do sujeito

Já foi abordada neste blog, pelo amigo 500, o recado vergonhoso que o ministro Relvas deu à Administração da RTP no sentido de darem ao intratável Mário Crespo o lugar de correspondente daquela empresa nos Estados Unidos. A ser verdade, tratar-se-ia do pagamento dos bons serviços que tal personalidade fez durante os últimos governos do PS. Como se sabe, Mário Crespo tornou-se um dos maiores inimigos dos governos de Sócrates, quando não conseguiu regressar a Washington donde tinha sido retirado numa altura em que a RTP era tutelada pelo PSD. Bem, a acção de Relvas, sendo realmente inqualificável, dará a muitos portugueses a possibilidade de poderem ver na SIC-Notícias em horário nobre, um programa noticioso com isenção e alguma qualidade. Por mim, ficar-lhe-ei muito agradecido.

sábado, 13 de agosto de 2011

Mais um a ajoelhar

Numa entrevista dada pelo ministro das Finanças à TVI, a jornalista Judite de Sousa pergunta-lhe o que é que ele acha do desvario financeiro na Madeira. O ministro contorna a questão, tenta não responder e ..., acaba por dizer que não lhe cabe comentar a questão.

Uma vergonha. O todo poderoso ministro das Finanças, o número dois do Governo, a ajoelhar perante Alberto João Jardim.

domingo, 7 de agosto de 2011

Ai, se fosse o Sócrates!

Este Governo que tem mês e meio de actividade, já nomeou cerca de 450 pessoas, das quais quase uma centena são boys, na sua maioria com ligações ao PPD, mas alguns ligados ao CDS. E a grande maioria deles com vencimentos de príncipes. Para enganar o Povo, cortaram no número de ministros, que não no número de secretários de estado, mas só secretárias já nomearam quase centena e meia. E há nomeados que são amigos e, pelos vistos, dizem os jornais, até um sócio dum ministro. Mas, pouco se ouvem críticas a esta pouca-vergonha. Ai, se fosse o Sócrates!

sábado, 6 de agosto de 2011

Dupla falta de respeito

Parece que o Governo quer obrigar os desempregados com mais de 55 anos a irem prestar serviço nas Instituições Particulares de Solidariedade Social. Sinceramente não sei qual o enquadramento legal duma medida destas, já que não me parece que um desempregado seja uma espécie de mão-de-obra às ordens do governo para trabalhar onde o Governo quizer, seja na Administração Pública, seja numa Instituição Particular, que penso ser uma pessoa colectiva de direito privado. Mas deixemos esta discussão de parte, embora seja importante e analisemos a atitude. Pensa Mota Soares, como pensa Paulo Portas: "aqueles malandros estão em casa a receber sem nada fazerem. Como é um perigo mandá-los apagar fogos (coisa que já pensámos há tempos), vamos pô-los a trabalhar para as IPSS e para as misericórdias, coisa que o povo vai adorar, e fazemos um figurão. Se têm ou não aptidão para o que vão fazer, pouco importa. Quem vai mandar neles que se desembarace. Ah, e as crianças, os velhinhos e/ou os doentes de quem vão cuidar ou ajudar a cuidar ..., que mais querem? Trabalhadores qualificados para estas funções saem caros, contentem-se com estes." Ora, isto é feito sem pensar nuns e noutros, mas só com o objectivo demagógico de tirar dividendos políticos. É uma dupla falta de respeito