"Caro Paulo Núncio: queria apenas avisar que, se por acaso, algum senhor da Autoridade Tributária e Aduaneira tentar «fiscalizar-me» à saída de uma loja, um café, um restaurante ou um bordel (quando forem legalizados) com o simpático objectivo de ver se eu pedi factura das despesas realizadas, lhe responderei que, com pena minha pela evidente má criação, terei de lhe pedir para ir tomar no cu, ou, em alternativa, que peça a minha detenção por desobediência. Ele, pobre funcionário, não tem culpa nenhuma; mas se a Autoridade Tributária e Aduaneira quiser cruzar informações sobre a vida dos cidadãos, primeiro que verifique se a C. N. de Proteção de Dados já deu o aval, depois que pague pela informação a quem quiser dá-la".
Francisco José Viegas no seu blogue A Origem as Espécies
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
FISCAL, EU?
Parece que a rapaziada quer nomear-me fiscal, à borla. Se não pedir factura, nos conformes, do par de peúgas acabado de comprar ou do café tomado à pressa ao balcão, posso ser objecto de uma coima ou contra-ordenação, que pode atingir uns milhares de euros.
Por mim, não aceito trabalhar de borla, com as consequências daí advenientes. Pedirei factura quando ela me convier, a mim, e não os senhores do Fisco. Assumamos, todos, a desobediência.
Por mim, não aceito trabalhar de borla, com as consequências daí advenientes. Pedirei factura quando ela me convier, a mim, e não os senhores do Fisco. Assumamos, todos, a desobediência.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
NÃO ESQUEÇA A FACTURA
Não se esqueça de interiorizar que a partir de 1 de Janeiro próximo deve pedir a factura do cafezinho da manhã e a do almoço no tasco habitual. Ah, e a do corte de cabelo mensal e do arranjo das unhas, também. Em 2014 vai ver de volta parte do IVA que pagou. Contas, por alto, gastou 300 euros por mês naqueles serviços, o que perfaz 3 600 euros/ano, dos quais 700€ de IVA. Destes, vai poder deduzir no IRS uns 35 €! Bem bom!
Esqueça a oficina, porque não vale a pena. Fica sempre a perder.
No poupar é que está o ganho e nosso amado governo é um amigo para os ocasiões.
Recomendação: memorize o seu NIF ou, caso a sua memória já tenha tido melhores dias, traga sempre o cartão no bolso.
Esqueça a oficina, porque não vale a pena. Fica sempre a perder.
No poupar é que está o ganho e nosso amado governo é um amigo para os ocasiões.
Recomendação: memorize o seu NIF ou, caso a sua memória já tenha tido melhores dias, traga sempre o cartão no bolso.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
A electricidade e o gás são bens essenciais. O vinho não.
É dado como certo que a electricidade e o gás vão ser taxados em IVA à taxa máxima. Em consequência dessa medida insensata, estes bens essenciais para a vida das pessoas vão sofrer um aumento de preço que abala os orçamentos familiares da classe média. Fala-se, entretanto, que outros produtos poderão também ter aumento de IVA. Os mais falados hoje foram o pão e o vinho. Se houver aumento de IVA para o pão, a medida não será só insensata, mas será sobretudo cruel. Quanto ao vinho: Se passar a ser taxado ao nível máximo de 23 por cento, de certo que vai aumentar o preço de venda ao consumidor. Mas o vinho, sendo um produto importante para a economia portuguesa, não é um bem essencial. As pessoas para terem alguma qualidade de vida necessitam de consumir pão, electricidade e gás. Não necessitam de consumir vinho. Por outro lado, o maior peso do vinho na nossa economia diz respeito àquele que é exportado e, por isso, o seu preço de venda não depende de qualquer variação das taxas do IVA. Então, se é preciso rapidamente cobrar mais impostos, aumente-se o IVA do vinho e não de outros produtos considerados como bens essenciais. Sei, no entanto, que há um senão: Apesar de se beber muito vinho em Portugal (até em excesso), consome-se menos do que pão, electricidade e gás. E o Governo sabe disso.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Começou a caça ao voto
Tal como disse o ministro dos Assuntos Parlamentares Jorge Lacão, o PSD perdeu o sentido de decência, e eu ainda digo mais: iniciou a caça ao voto.
Anunciou que, caso forme governo, aumentará a taxa de IVA para 25%. Até agora, e sobretudo na altura das negociações para a viabilização do Orçamento de Estado para 2011, o PSD dizia não abdicar do princípio de que não haveria qualquer aumento de impostos. Todos nos lembramos do pedido de desculpas que Pedro Passos Coelho fez aos portugueses por ter aceite, ou não ter leventado problemas, a ajustamentos que o Governo fez relativamente a alguns impostos. É realmente uma enorme cambalhota, ou em linguagem mais apropriada ao momento, é uma enorme pantomina.
Mas, em termos de pantominas, o PSD não se ficou por aqui, pois apresentou no Parlamento um projecto de lei que determina a revogação do sistema de avaliação de professores que está em vigor. Ora, o actual processo de avaliação já vem da legislatura anterior, quando o PS tinha maioria absoluta. O PSD, embora dizendo que este processo de avaliação não era o seu, sempre contribuiu para que, nesta legislatura de maioria relativa, projectos de lei análogos propostos por outros partidos fossem chumbados. Agora, que cheira a eleições toca a dar um rebuçado a mais de 200.000 professores. Uma VERGONHA !
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
O IVA
- Manel, já viste que o vinho vai passar a pagar 13% de IVA?
- Que porra é essa?
- Pois, mas o leite com chocolate do catraio passa de 6 para 23%
- C'um catano; mas então é melhor que comeces a habituar o catraio a mudar de hábitos. Sempre fica mais barato e faz-se homem.
- Que porra é essa?
- Pois, mas o leite com chocolate do catraio passa de 6 para 23%
- C'um catano; mas então é melhor que comeces a habituar o catraio a mudar de hábitos. Sempre fica mais barato e faz-se homem.
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