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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Os ex-Presidentes Soares e Sampaio

Neste último fim-de-semana os ex-Presidentes da República, Mário Soares e Jorge Sampaio, concederam entrevistas à Comunicação Social, respectivamenete, à TSF/DN e à SIC-Notícias. Ambos manifestaram enorme preocupação com a situação económico-financeira do nosso país e foram críticos, mesmo muito críticos, com a governação, mas não só. Mário Soares foi mais agressivo e disse, com todas as letras, que o Governo não presta, que alguns membros do mesmo, ministros e secretários de Estado, se portam como delinquentes e por isso deviam ser julgados quando deixassem as suas funções. Jorge Sampaio foi mais contido, mas não deixou de criticar o Governo e sobretudo a insensibilidade com que trata as pessoas, esquecendo-se que é para elas que governa. Um e outro mostraram-se preocupados com a ligeireza com que se criticam órgãos do Estado, nomeadamente o Tribunal Constitucional, e com a facilidade com que se atiram à Constituição, considerando-a como um travão às medidas neoliberais que gostavam de pôr em prática.

Ainda bem que estes dois ex-Presidentes, figuras prestigiadas interna e externamente, vieram chamar atenção para a grave situação em que vivemos e apelar a que é preciso mudar urgentemente de política. Infelizmente quem agora ocupa o Palácio de Belém, nada diz ou faz, para desgraça nossa.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Um Governo, uma maioria, um Presidente..., para quê?

Um Governo, uma maioria, um Presidente, foi o velho sonho da Direita desde os tempos de Francisco Sá Carneiro. Pois bem, Após a tomada de posse deste desgraçado governo moribundo, muito se falou que finalmente aí estava a grande trindade há tanto almejada. Afinal a trindade virou trilogia, nome dado à reunião das três tragédias na Grécia antiga. Ou então, como já lhe vi chamar, esta trindade ou trilogia não passa duma choldra.
Agora, apetece perguntar: Um Governo, uma maioria, um presidente, para quê?


sábado, 26 de janeiro de 2013

Fórmula 1 em Portugal; está tudo doido?


Leio uma notícia que me custa a acreditar: Fórmula 1 pode voltar a Portugal já este ano.
Como? Todos sabemos que os organizadores deste tipo de provas não escolhem os locais onde elas decorrem, “pelos bonitos olhos” de quem se candidata a acolhê-las, mas sim pelo êxito financeiro que possam ter. Só assim se justifica que algumas provas do campeonato do mundo se tenham deslocalizado para alguns dos chamados países emergentes, como Índia, China, Bahrein ou Singapura. Em todos eles há fortes investimentos do Estado, o que em Portugal seria inadmissível e imoral. Como poderia o Governo gastar um só cêntimo numa prova de automóveis? Como se sentiriam os cidadãos que, em consequência da austeridade que lhes é imposta, não têm dinheiro sequer para comer? Era o que faltava, gastar dinheiro do Orçamento do Estado para satisfazer o ego e as vaidades de muita gente para quem é chique ver corridas de popós.
Haja juízo. Já houve pouco quando resolveram fazer um autódromo no Algarve. Não têm que lhe dar que fazer? Façam corridas de carrinhos feitos com “caixotes de sabão”. Têm uma vantagem: não gastam combustível e, por isso, não é necessário importá-lo, para bem da Balança de Pagamentos!
Termino, perguntando: Fórmula 1 em Portugal, para quando, está tudo doido?
  

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Boa medida, mas muito tardia


Nestes últimos dias o Governo, pensando que está a fazer grande figura, tem “cantado vitórias” sobre extensão do prazo de pagamento do empréstimo, a ida aos mercados e o défice orçamental. Na Terça-feira foi noticiado que, a seu pedido, Portugal e a Irlanda pediram a extensão dos prazos de pagamento do empréstimo da troika. Este pedido, que parece ter sido concertado com um secretismo incompreensível, é uma medida positiva, sem dúvida, e já há muito tempo sugerida pelos partidos da Oposição, sobretudo PS e BE. Mas, como o PS fez saber, vem muito tarde. Pedida mais cedo, talvez tivesse permitido aliviar um bocadinho os portugueses das medidas recessivas da austeridade a que nos tem condenado. Falta agora coragem e bom senso para negociar os juros usurários do empréstimo. Espero que relativamente aos juros o Gaspar (e digo o Gaspar porque o Passos Coelho nada manda), desenterre também a cabeça da areia e os negoceie. Será uma medida fundamental para baixar, aí sim, a despesa pública.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Sobe o pão e sobem os combustíveis

Pelos vistos até o preço do pão vai subir. Ora o pão, como sabemos, é talvez um dos bens mais essenciais à vida dos portugueses, sobretudo os das classes mais desfavorecidas. E dizem os entendidos que é um aumento inevitável, dado o também aumento dos factores de produção.
Não sendo bens tão essenciais como o pão, os combustíveis continuam a subir e muito. Mais, nesta última subida o gasóleo atinge um máximo histórico e a gasolina, não chegando ainda ao chamado máximo histórico, fica muito perto dele. Ao ritmo a que os preços dos combustíveis sobem, qualquer dia só andam na rua carros de alta gama, pois não é possível que os cidadãos da classe média continuem a poder suportar os aumentos. Há um ano, cinquenta litros de gasolina custavam menos 8,5 cêntimos, é obra! Mas a Galp continua a apresentar lucros de centenas de milhões euros em cada trimestre. Eu pergunto: Se, justificando-se com a crise, o Governo me corta na pensão de reforma, me aumenta os valores da retenção na fonte, me tira o subsídio de férias e o de Natal, me aumenta os valores das taxas moderadoras, etc, etc, ou seja me obriga a viver cada vez mais com menos dinheiro, porque não interfere no preço dos combustíveis? Se calhar, digo eu, para que as acções da Galp não caiam e os grandes accionistas não fiquem um bocadinho menos ricos; não será?



quinta-feira, 19 de abril de 2012

A Troika é que manda?

No jornal Público de hoje leio o título de uma notícia: “Troika decide construção do Hospital Oriental de Lisboa em Junho”. Porque me pareceu muito estranho, apressei-me a ler o conteúdo de tal notícia, que começa assim: “A troika vai decidir em Junho se o Governo poderá avançar com o projecto do novo Hospital Oriental de Lisboa, revelou ontem ao PÚBLICO o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Cunha Ribeiro. Este manifestou-se esperançado de que a decisão será favorável. …”
Nem queria acreditar naquilo que estava a ler! Então, a troika é que manda? E o que dizer da subserviência do presidente da ARS de Lisboa, que se mostra esperançado que a troika não seja mazinha e que, magnanimamente, nos autorize a construir o Hospital?
Portugal é um Estado de Direito Democrático em que os órgãos do poder são soberanamente escolhidos pelo povo. A troika não foi escolhida pelo povo e por isso não manda e, muito menos, governa. A troika é, tão só, o conjunto das três pessoas que representam as três entidades que se dispuseram a emprestar dinheiro (cobrando juros caríssimos) a Portugal, exigindo como contrapartida um acordo de acção governativa que conduza ao equilíbrio das contas públicas. E, claro, com a possibilidade de fiscalizarem periodicamente se o acordo está a ser cumprido. Só isso, que já não é pouco. Quem governa Portugal é o Governo, que resulta dos resultados das eleições legislativas para a Assembleia da República, a quem presta contas. Mais ninguém. E desde que esteja a ser cumprido o acordo assinado, a troika nada tem que criticar as opções políticas tomadas. Nem eu, nem nenhum português votou na troika.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

E o Governo continua a meter a cabeça na areia

Sem surpresa, ficamos hoje a saber que PIB português caiu 1,5% em 2011 em comparação com o ano anterior. E mais, sabemos também que o período mais acentuado de tal queda foi o final do ano - 2,7%. É evidente que esta recessão no nosso crescimento se deveu a uma enorme diminuição do consumo interno, já que as exportações até cresceram. As famílias cada vez têm menos dinheiro em consequência da austeridade cega a que temos sido sujeitos. Mas, piores dias se seguirão este ano, se nada for feito no sentido de se implementarem medidas para contrariar a aceleração desta recessão. Entretanto, o Governo, capitaneado pelo primeiro-ministro, lá vai metendo a cabeça na areia e a achar que os portugueses só se queixam por cada vez se sentirem mais pobres, porque são piegas e não gostam de fazer sacrifícios. Até que o povo diga: Basta!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Paga "Zé"

Ficamos hoje a saber que é quase certo que no próximo ano a electricidade vai aumentar 4%. Quer dizer, mais uma vez é o "Zé" quem paga a crise. O Zé já começou a pagar mais 16% na factura da EDP, em virtude do "colossal" aumento do IVA. O Zé, de um modo geral, vai pagar mais impostos, vai usufruir de menos benefícios fiscais, já ficou sem quase metade do subsídio de Natal deste ano e vai ficar sem os subsídios de férias e de Natal do próximo ano. Tinha alguma lógica e, sobretudo, muita justiça, que o Governo pensasse: " Coitado do Zé, já é ele que praticamente paga a crise. Recebe cada vez menos dinheiro, tem que pagar mais pelas coisas do dia a dia e, por isso, está a empobrecer. Qualquer dia já não tem dinheiro para comer. Portanto, não vai pagar mais pela luz. Chegou a hora de a EDP ( e os seus accionistas) também contribuir para a crise. Que tenha menos lucros". Pois bem, o Governo preferiu, como tem vindo a fazer, a solução mais fácil: Paga Zé. Só que, atenção: A paciência do Zé tem limites!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Tendencialmente gratuito, o que quer dizer?

Embora o aumento brutal das taxas moderadoras já tenha sido abordado neste blog, não posso deixar de manifestar também o meu desacordo sobre o assunto.

Disse aumento brutal, porque não me lembro de que qualquer serviço, seja ele prestado pelo estado ou sector público estatal ou por entidades privadas, tenha um aumento de preço, total ou parcial de mais de 100%. E não estamos a falar de um qualquer serviço de lazer, estamos a falar de um serviço de primeiríssima necessidade para todos os cidadãos, que a Constituição da República diz ser tendencialmente gratuito. Ora, por exemplo: se um cidadão recorre a uma urgência hospitalar, queixando-se de uma forte dor no peito, pode sair de lá tendo de pagar um valor perto dos cem euros de taxa moderadora. Vinte euros, paga logo "à cabeça", e depois vai aumentando o valor à medida que os médicos vão recorrendo aos meios complementares de diagonóstico necessários. Ora, cem euros é muito dinheiro para quem tem um rendimento mensal de seiscentos e vinte e quatro euros - valor a partir do qual não há isenção de taxa. E não é, nem nunca será, um valor a pagar por algo que por direito é tendencialmente gratuito. Se o ministro acha que é, então tem que explicar o que significam as palavras tendencialmente e gratuito.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Saiu pela "porta do cavalo"

O ministro Relvas foi ontem ao Congresso Nacional de Freguesias, provavelmente a pensar que ia convencer os autarcas das mesmas da necessidade de se proceder à reforma que prevê a extinção de muitas delas. Esperava de certo alguma contestação, mas se calhar também esperava ser bem recebido e, porque não, ter uns momentos de alguma glória, já que a maioria dos autarcas daquele Congresso eram na sua grande maioria do seu PPD. Puro engano. Relvas foi muito mal recebido e muito contestado. Quando começou o seu discurso, metade dos delegados abandonou a sala e a metade que ficou interrompeu-o várias vezes por vaias e palavras de contestação e até alguns insultos. No final Miguel Relvas disse aos jornalistas, com uma cara igual à daqueles tipos a quem morre a sogra de quem não gostavam, que o "clima foi estimulado" e que estavam naquela reunião "vários autarcas". E, imitando aqueles que batem por trás e se escondem, disse que não apontava culpados. Ah, porque faz parte daqueles que em situações difíceis têm pouca coragem para enfrentar as situações, teve que sair pela "porta do cavalo". Coitado do Relvas!

Hoje o primeiro-ministro instado a comentar este incidente com o seu ministro da Presidência, disse que Miguel Relvas foi alvo "de uma contestaçõ organizada". Então, eu pergunto: Por quem? Ora, tendo em conta que uma maioria significativa dos presentes era do PPD; que metade sairam quando o ministro começou a discursar; e que a metade que ficou o vaiou, se calhar a contestação foi organizada por pessoal do PPD, não acham?

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Apoiado

Apesar da sua já avançada idade, Mário Soares continua a ser o político mais lúcido a analisar as consequências da actual política portuguesa e da actual política europeia e até mundial. Daí ser o primeiro subscritor de um manifesto que pretende "mobilizar os cidadãos de esquerda que se revêem na justiça social e no aprofundamento democrático como forma de combater a crise". É uma pedrada neste charco, cuja água já fede, tanta a porcaria que tem sido feita nestes últimos tempos. É também um alerta aos cidadãos para que estejam atentos e não consintam que o neo-liberalismo sem regras, imposto pelos mercados financeiros, destrua os serviços públicos essenciais como a saúde, a educação e a protecção social a todos os cidadãos, principalmente aos mais idosos e aos mais desfavorecidos.

Entendo que este manifesto é também uma bofetada de luva branca aos dirigentes actuais do PS, sobretudo ao seu Secretário Geral que, dizendo-se amarrado pelo acordo celebrado com a troika, não faz uma oposição consistente de modo a ganhar a confiança dos portugueses. E são muitos os portugueses que se sentem traídos pelo Governo.

Quero manifestar o meu total apoio ao manifesto e pedir a todos os cidadãos da área política da esquerda democrática que também o apoiam, sobretudo aos que são militantes do PS, que o digam publicamente. Pode ser que acordem o líder para a realidade

sábado, 19 de novembro de 2011

Quem acredita nele?

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho afirmou hoje, entre outras coisas, que as tabelas salariais do sector público em vigor são as que decorrem dos compromissos já assumidos, dando a entender que as declarações do Secretário de Estado da Administração Pública, de que irá ser feita uma revisão das mesmas, não têm sentido. Ah, também disse que não estão previstos no programa do Governo cortes salariais no sector privado. Quem acredita nisto? Eu não acredito. Basta que a Sra Merkel o chame e lhe dê ordens em sentido contrário para que ele mude de opinião, tal como o fez relativamente a muita coisa que ele, enquanto Oposição, disse nunca fazer se fosse Governo.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Um super-ministério ou um ministério dos super?

Todos sabemos que este governo, para reduzir o número de ministros, criou alguns super-ministérios. O mais super de todos é, sem dúvida, o Ministério da Economia e do Emprego, que abrange também as Obras Públicas, Transportes e Comunicações e muitas outras coisas. Por isso o ministro Álvaro tem seis secretários de Estado (ou melhor, cinco secretários de Estado e uma secretária de Estado) para o ajudar (os ajudantes de ministro como eram classificados os secretários de Estado pelo então primeiro-ministro Cavaco Silva). Claro que um super-ministério teria de ter um super-ministro, como o nosso conhecido Álvaro, um ex-bloger de sucesso enquanto emigrante no Canadá, com uma super-mulher (segundo o mesmo) no lugar de chefe de gabinete. E pelo menos outro super, no cargo de secretário de Estado dos Tranportes. Ontem a propósito da greve dos transportes, este ajudante de ministro, em tom de ameaça resolveu dizer aos portugueses que esta greve serviria como uma oportunidade para o cidadão afectado reflectir se quer que as dificuldades que sentirá sejam excepção ou permanentes, pois seria isso o que aconteceria se não houvesse a anunciada reestruturação do sector. Por outras palavras: Ou aceitam a reestruturação como eu quero ou não há transportes públicos para ninguém. Este senhor, que eu não conheço de lado nenhum, não sabe que faz parte de um governo que deriva da vontade do Povo, que lhe deu o poderes para ele tutelar a rede de transportes públicos, melhorá-la e não para acabar com ela. É isso que os cidadãos esperam dele. Já agora uma sugestão: Não sei se este senhor é dos ditos independentes do Governo, ou militante de um dos partidos da coligação. Mas como o partido liderante é o PPD, aconselho-o a ir ler o programa fundador deste partido, no que diz respeito à política de transportes públicos. Talvez tenha uma surpresa.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Coitados!

Estou preocupadíssimo. Então não é que os lucros dos primeiros nove meses do Banco Espírito Santo caíram para 137,8 milhões de euros, qualquer coisa como 66% menos relativamente aos lucros do mesmo período do ano passado. Coitados! E agora? Provavelmente os seus accionistas e, sobretudo, os seus gestores vão passar mal, não? Não seria altura do Governo dar uma ajudinha?

Ah, fico menos preocupado! Afinal a grande diferença dos lucros deveu-se ao facto de o Banco, com receio do agravamento da conjuntura económica resolveu reforçar as provisões no montante de 660,7 milhões de euros. Assim já fico mais aliviado! Coitados dos accionistas, será que lhes vai faltar o dinheiro para a sopa? Espero que não.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

É estranho!

Achei muito estranha a declaração feita pelo secretário do Conselho de Estado, algum rempo após a reunião ter terminado. Ao que entendi os Conselheiros apelaram ao diálogo entre partidos, sindicatos, associações sindicais e patronais. Pergunta-se: Só isso? Seis horas de reunião e a única conclusão é o apelo ao diálogo? Por mim não acredito.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O Álvaro é um pândego

Já não é a primeira vez que digo que o Álvaro - o nosso (?) ministro da Economia, do Emprego e de muitas outras coisas, como da asneira, é um pândego. De vez em quando lembra-se de anunciar uma ideia esdrúxula para pôr em prática , que até parace estar a brincar connosco. Às vezes dou-lhe um desconto, porque penso que o homem está fora, muito fora da realidade do país de que é super-ministro.

Entre muitas outras coisas que hoje nos anunciou, relacionadas com o desemprego, veio informar-nos que cada desempregado vai ter um "gestor de carreira". Quando ouvi isto pela primeira vez, pensei que tinha ouvido mal. Mas após ouvir mais vezes, incluindo pela voz do próprio ministro, desabafei: Já não tenho pachorra..., quantos mais disparates terei que ouvir a este tipo? Gestor de carreira para um desempregado, para gerir o quê? Até hoje só conhecia gestores de carreira para artistas de cinema, de teatro e até de circo, e sobretudo para jogadores de futebol. Por isso, comecei logo a imaginar ver o Jorge Mendes, o José Veiga, o Paulo Barbosa e outros, à porta dos Centros de Emprego a propor contratos de agenciamento aos muitos milhares de desempregados. Não esqueçamos que estes gestores de carreira, normalmente apelidados de empresários, têm muita experiência em arranjar emprego a muitos futebolistas. E bons empregos, como sabemos, com óptimos ordenados. Ah, e estão credenciados pela FIFA.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Bispo arrasa medidas do Governo

Em entrevista dada hoje à RTP o Bispo das Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira, arrasa as medidas anunciadas pelo Governo, a quem acusa de falta de lucidez e de aventireirismo e fica-se por um "nim", quando a jornalista lhe pergunta directamente se acha que o primeiro-ministro é um aventureiro. Chega mesmo a dizer que a classe média em Portugal e os mais desfavorecidos "vão ser perfeitamente esmagados" e transformados em perfeitos escravos. Faz analogia do sofrimento a que alguns portugueses vão estar sujeitos com os sofrimeiros que outros no passado sofreram na PIDE. Para ele Sá Carneiro, se fose vivo, caía para o lado ao tomar conhecimento das medidas anunciadas. Termina com um aviso muito sério:"Eu não sei se não estaremos a caminhar para o Apocalipse Now da Grécia".

Uma entrevista a rever no site da RTP - www.rtp.pt.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

E agora Senhor Presidente?

O Senhor Presidente da República quando "abraçou" a cruzada anti-Sócrates disse: Há limites para os sacrifícios dos portugueses. E agora Senhor Presidente, não tem nada para dizer?

Que sorte!

Quem tem sorte é Américo Amorim. Vai continuar a não pagar impostos sobre os lucros dos seus ganhos financeiros, a não pagar qualquer imposto sobre o seu património e..., ainda mais sorte: apesar da idade não está reformado e, embora sendo um trabalhador assalariado, não é funcionário público!