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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

A propósito da carta aberta de Jorge Lacão a Francisco Assis

Ainda não li na íntegra a carta aberta a Francisco Assis que Jorge Lacão escreve hoje no Diário de Notícias. Li apenas no Diário Económico on-line algumas citações e excertos da mesma e, exceptuando algumas referências a divergências do passado, ocorridas há mais de quinze anos e relacionadas com a IV revisão Constitucional, subscrevo tudo o que é dito.
É costume dizer-se que o PS é um partido plural, onde todas as divergências são legítimas e onde todos os militantes têm direito a dar a sua opinião sobre as opções e o dia-a-dia do partido. Mas, há limites. Francisco Assis, como todos os outros socialistas tem direito a fazê-lo, mas deve ter em conta que não é um militante qualquer, e que, até por isso, foi alvo da cobiça da Comunicação Social ultra conservadora para manifestar a sua discórdia. Ouvi e vi a entrevista que Assis deu a um tal Victor Gonçalves da RTP 3. E fiquei estupefacto, ou talvez não, com o ar eufórico do jornalista perguntador, a quem só faltou dizer no fim: “Bravo, Francisco Assis; é de socialistas como você que nós gostamos!”

Confesso que não entendo que um homem inteligente como Francisco Assis queira ficar de fora do esforço que está a ser feito a nível global por gente da Esquerda Democrática para encetar diálogos e negociações com a esquerda dita mais radical. Será que Francisco Assis estará ao lado de Barack Obama no que respeita à abertura de relações dos Estados Unidos com Cuba e ao fim do bloqueio? Ou estará ao lado dos congressistas republicanos mais reacionários? Para que a minha decepção não seja maior, prefiro não saber.  

domingo, 2 de dezembro de 2012

Que Governo!


Na já muito badalada entrevista que Passos Coelho deu à TVI, foram muitas as gafes políticas do primeiro-ministro, e algumas delas graves e inadmissíveis. A determinada altura os entrevistadores fazem-lhe uma pergunta matreira. Querem saber quem manda e, por isso, pergunta-lhe quem é o número um do Governo. Passos Coelho, cuja habilidade política é muito pouca ou nenhuma, cai na casca de banana dos entrevistadores e responde que o número um é ele e o número dois é Victor Gaspar, relegando Paulo Portas para terceiro lugar. Ora, é tal a impreparação do primeiro-ministro e a sua patética conduta que nem deu conta que, mesmo sendo essa de facto a situação, ele não pode dizê-lo. É dos livros e das boas práticas políticas que quando um governo é sustentado no parlamento por numa coligação de dois partidos, o líder do partido mais pequeno, desde que seja ministro, é sempre o número dois do governo e em muitos casos assume o papel de vice-primeiro-ministro. È assim em muitos países europeus, membros como nós da União Europeia, como o Reino Unido, a Alemanha, países escandinavos, Grécia, etc. Passos Coelho esquece-se que, se Paulo Portas e o CDS lhe retirarem o apoio, o Governo cai.
E Paulo Portas, aceita pacificamente esta situação? Vai aceitando, embora de vez em quando vá dando umas bicadas. Sente-se bem no ministério que sempre quis ter e, como é um sabidola político, muito mais inteligente e hábil do que Passos Coelho, espera a altura certa para o “mandar abaixo do cavalo”. Por enquanto ele e os ministros do seu partido, fazem aquele papel ridículo, mas matreiro, de quem está no governo, mas com um pé cá fora, por “amor à pátria”.
 Se não estivéssemos a falar de coisas muito sérias, até dava vontade de rir. Mas não, dada a grave situação do país, a situação é deveras preocupante. Que Governo!   

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

É preciso saber toda a verdade


Ontem fomos surpreendidos com a notícia de última hora, segundo a qual Nuno Santos, o então director de informação da RTP, tinha pedido a demissão do cargo, a qual foi aceite imediatamente pelo Conselho de Administração. Mais tarde era noticiado que o motivo da demissão teria sido a entrega à PSP de imagens não editadas ou exibidas da manifestação junto ao Parlamento no dia da Greve geral, e da carga policial então ocorrida.
Entretanto, Nuno Santos garantiu que com o seu conhecimento ou autorização nenhumas imagens saíram da empresa para qualquer entidade estranha à mesma. Mas o Conselho de Administração, ao contrário, garante que foram facultadas imagens dos incidentes a estranhos, sem ter sido consultado ou informado. E agora, quem fala verdade, Nuno Santos ou a Administração liderada pelo senhor da Ponte que, apesar de ser considerado pelos seus compadres Relvas & Companhia um bom gestor, já provou que de comunicação social em geral e de televisão em particular muito pouco ou nada percebe? De qualquer modo é urgente que se apure a verdade, pois podem estar em causa comportamentos ilegais (para não lhes chamar pidescos) de muita gente, incluindo da PSP. Os cidadãos, mesmo aqueles que se portam mal, não podem estar sujeitos a escutas ou captação e posterior visualização de imagens sem autorização de quem de Direito.
E já agora: Porque não pôr a hipótese de Nuno Santos ter caído numa cilada? Não é estranho que Relvas já tenha vindo dizer que não teve qualquer intervenção no caso de cedência de imagens da RTP?
Será que não?   

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Um Governo que não respeita a memória


Portugal é, sem dúvida, um Estado laico. Mas desde há muitos anos que muitos portugueses, crentes e não crentes, aproveitam o Feriado de 1 de Novembro – dia de Todos os Santos - para lembrarem os seus entes queridos que já morreram. E, por isso, neste dia os cemitérios enchem-se de pessoas que vão prestar uma pequena homenagem àqueles que não esquecem, pois estão eternizados na sua memória.
Desgraçadamente, este governo dos talibãs da irmandade do Gaspassos não respeita a memória e, para fazerem a vontade à Sra Merkel e aos funcionários de 5ª. categoria da Troika, como alguém já lhes chamou, resolveu cortar aos feriados e, de entre eles, o do Dia de Todos os Santos. Será que os tipos  pesam que esta medida ridícula vai contribuir para o crescimento económico? Se calhar, pensam. Coitados! 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Uma pulhice; Piores que Judas Escariotes!


Ontem à noite, acabados os futebóis, liguei para a SIC Notícias, onde decorria um debate político com representantes dos partidos representados no Parlamento, e fiquei a saber que o Governo propõe cortar 10% nos subsídios de desemprego mais baixos, cortar 6% no Rendimento Social de Inserção e cortar também, pasme-se, no valor de referência do Complemento Solidário para Idosos. A minha indignação foi de tal ordem que apenas me ocorreu classificar a proposta destas medidas como: “uma pulhice”. Nunca pensei ver o meu país governado por gente tão perversa. Que grande desumanidade. Como é possível que alguém possa sequer propor que se discutam medidas que, a irem avante, levariam gente que já é pobre a passar à condição de gente miserável. E se pensarmos que gente desta andou a visitar instituições de solidariedade social, como lares de idosos, a dar beijinhos às velhinhas e abraços aos velhinhos, mais nos revoltamos. Comportam-se como Judas Escariotes, que beijou Jesus Cristo sabendo que o ia entregar para ser condenado à morte. Inqualificável!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Primeiro pena; depois ..., preocupação


Ontem de manhã por volta das nove horas ouvi, num noticiário, que o Governo estava reunido para tratar do Orçamento do Estado para 2013. Fiquei surpreendido, mas cheio de pena (?) daquela gente. Coitados, até ao Domingo trabalham!
Já ao princípio da tarde voltei a ouvir que continuavam reunidos e exclamei de novo: Coitados; e não recebem “horas extraordinárias”!
Ao fim da tarde, já praticamente noite, sou surpreendido com a notícia: “O Governo continua reunido …”. É então que a pena se vai e chega a preocupação. Normalmente, penso eu, quando esta gente reúne cinco ou seis horas, saem medidas que nos dão cabo da vida – aumentam impostos, aumentam taxas, cortam subsídios, diminuem prestações sociais, etc. Tudo medidas que nos lixam (para não dizer…) a vida. Ora, reunidos um dia inteiro, só podemos esperar o pior. E parece que não me enganei. Infelizmente.     

sábado, 15 de setembro de 2012

Portas - "verbo de encher". Uma vergonha


Afinal, o que faz Portas, ou se quisermos, o que faz o CDS no Governo? Segundo o que hoje afirmou Nuno Melo, vice-presidente do partido, Paulo Portas teve conhecimento desta medida sobre a TSU, discordou dela e apresentou alternativas, mas “não quis abrir uma crise política”. Então como é? Será que o pretexto da crise política vai permitir à dupla Gaspar-Passos governar a seu belo prazer queiram ou não queiram, concordem ou não concordem os outros órgãos políticos e até personalidades relevantes do PPD? Numa coligação de partidos para viabilizar um governo apoiado por uma maioria parlamentar, nenhum partido se pode considerar dominante nem outro considerar-se subserviente. Se esta medida, tal como Passos Coelho a apresentou, não constava no programa do Governo, o primeiro-ministro ao ficar a saber que o CDS discordava dela, só tinha que negociar uma outra alternativa com Paulo Portas. Nunca impô-la, com o argumento: “ou a medida ou a crise política”. Tal atitude é verdadeira chantagem.
Se tudo se passou assim, Portas pôs-se de cócoras perante Gaspar e Passos Coelho. A partir de agora nada manda. Passou a ser um“verbo de encher”. Uma vergonha!
                                                                                                                                                                                                                                                       

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Sobe o pão e sobem os combustíveis

Pelos vistos até o preço do pão vai subir. Ora o pão, como sabemos, é talvez um dos bens mais essenciais à vida dos portugueses, sobretudo os das classes mais desfavorecidas. E dizem os entendidos que é um aumento inevitável, dado o também aumento dos factores de produção.
Não sendo bens tão essenciais como o pão, os combustíveis continuam a subir e muito. Mais, nesta última subida o gasóleo atinge um máximo histórico e a gasolina, não chegando ainda ao chamado máximo histórico, fica muito perto dele. Ao ritmo a que os preços dos combustíveis sobem, qualquer dia só andam na rua carros de alta gama, pois não é possível que os cidadãos da classe média continuem a poder suportar os aumentos. Há um ano, cinquenta litros de gasolina custavam menos 8,5 cêntimos, é obra! Mas a Galp continua a apresentar lucros de centenas de milhões euros em cada trimestre. Eu pergunto: Se, justificando-se com a crise, o Governo me corta na pensão de reforma, me aumenta os valores da retenção na fonte, me tira o subsídio de férias e o de Natal, me aumenta os valores das taxas moderadoras, etc, etc, ou seja me obriga a viver cada vez mais com menos dinheiro, porque não interfere no preço dos combustíveis? Se calhar, digo eu, para que as acções da Galp não caiam e os grandes accionistas não fiquem um bocadinho menos ricos; não será?



terça-feira, 31 de julho de 2012

MAIS INSÓLITOS

Há tempos, o senhor primeiro-ministro aconselhou o pessoal a sair da sua "zona de conforto" e pôr-se a milhas, já que ele e o seu governo não garantem nada a ninguém. Agora, um secretário de Estado, de seu nome José Cesário (não tenho o prazer de conhecer) lamenta o fluxo "extremamente elevado" de emigração, já que, diz que disse, "é um problema para o país, porque sai muita gente que é precisa cá". E diz que acrescentou que "sofremos todos os dias quando vemos partir imensos jovens e não-jovens por esse mundo fora".
Estão o gozar com o pagode ou quê? Este gente não tem espelho na casa de banho ou faz a barba às escuras?

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Caia na realidade, senhor primeiro-ministro!


Ontem, no debate do Estado da Nação, o primeiro-ministro disse que Portugal está no bom caminho. Bom, perante esta afirmação do chefe do Governo, só podemos dizer que Passos Coelho deve andar na lua e, por isso, não ouve rádio, não vê televisão, nem lê jornais.
Ó senhor primeiro-ministro: então, os enfermeiros estão fartos de protestar na rua porque lhes querem pagar salários inferiores aos das empregadas domésticas a dias; os médicos estão de greve porque não querem andar para trás no que às suas carreiras diz respeito; os professores também protestam na rua porque são milhares os que vão para o desemprego, em consequência das recentes políticas para a Educação; o desemprego está a aumentar de forma galopante; a classe média está a desaparecer; o país está a empobrecer; e o senhor diz que estamos no bom caminho? Só pode estar a gozar connosco. Caia na realidade. Seja honesto e diga que se enganou nas políticas que pôs em prática neste ano de governo. E, para bem do país e dos portugueses, mude de política, enquanto é tempo e os portugueses não perdem a paciência.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

É só trapalhadas


Quem, numa leitura rápida dos rodapés dos telejornais das 20 horas, pensou que os cortes dos subsídios de férias e de Natal previstos no Orçamento do Estado para este ano já iriam ser pagos e que os entretanto já cortados iriam ser devolvidos, enganou-se rotundamente, pois o Tribunal Constitucional, tal como disse o Bloco de Esquerda, abriu um parêntese na Constituição e decidiu que a constitucionalidade só se aplica para o ano. Quer dizer: Este ano, mesmo sendo inconstitucional, pasme-se, não há subsídios; para o ano…, logo se verá. É complicado? Claro que é; e só apetece gritar: Está tudo louco!
De qualquer modo há três derrotados:
- O Governo, que mesmo chamado à atenção violou a Constituição;
- O Presidente da República que promulgou a lei do Orçamento de Estado sem pedir ao Tribunal Constitucional que se pronunciasse preventivamente, mesmo sendo alertado para a possibilidade de haver nela matéria inconstitucional;
-António José Seguro que não acompanhou alguns deputados da sua bancada que pediram ao Tribunal que se pronunciasse. Nem queria que eles o fizessem!
E  há vencedores:
-O grupo de deputados do PS que recorreram ao Tribunal;
- E todos os outros dos restantes partidos da Oposição que os acompanharam.
Um desabafo final: Mais um tiro no pé dado pelo líder do PS. Até quando?
                                                                       

quarta-feira, 4 de julho de 2012

A que gente estamos entregues!

Miguel Relvas, perdão, o doutor Miguel Relvas se tivesse um pingo de vergonha já não era ministro, pelo menos, hoje ao fim da manhã. Quem ler as 2ª e 3ª páginas do jornal Público fica necessariamente pasmado com tanta imaginação, tanta mentira, tanta desonestidade, tanta trafulhice para que ele, doutor Miguel Relvas, primeiro escondesse à Assembleia da República, quando eleito deputado, que as suas habilitações oficiais eram apenas o 12º.ano ou, na melhor das hipóteses uma disciplina do curso de Direito com a brilhante nota final de 10 valores, e depois para poder mostrar à sociedade um canudo de licenciatura de um curso de 36 disciplinas repartidas por 6 semestres, mas feito em pouco mais de um ano!!! Por muito menos que isto, que é grave, já caíram alguns ministros. Lembro-me de dois casos que nada tiveram a ver com a honestidade ou a honra dos mesmos e saíram do governo: Um deles porque imprudentemente contou uma anedota, o outro, farto dos apartes de um deputado, resolveu fazer um gesto parecido com dois corninhos. Mas o ministro Miguel Relvas, perdão, doutor Miguel Relvas está acima de qualquer gesto, de qualquer dito, de qualquer tramoia que faça. Dá a ideia que o primeiro-ministro não sabe ou tem medo de governar sem ele e, por isso, já lhe reiterou  a sua confiança.
É gente desta que nos governa. Ate quando!!??   

terça-feira, 3 de julho de 2012

Mário Soares no Pró e Contras


Nunca fui, nem sou, um espectador regular do programa Prós e Contras, sobretudo porque não gosto do estilo da apresentadora, nem da condução do mesmo. No entanto quando, normalmente por acaso, sei antecipadamente qual o tema do debate e quais os convidados que vão participar, procuro vê-lo. E assim fiz ontem quando soube o tema – “A Roleta Russa da Austeridade” – e, sobretudo, os participantes – Mário Soares, Miguel Sousa Tavares, Viriato Soromenho Marques e António Esteves Martins.
De um modo geral, gostei das participações dos quatro, embora discordasse de algumas posições de Miguel Sousa Tavares. Com estilos diferentes, todos concluíram que a situação económico-financeira de Portugal está muito pior do que há um ano em consequência das medidas de austeridade impostas de uma maneira cega pelo Governo aos portugueses. Mário Soares, de uma forma serena mas determinada, chamou à atenção para o facto de não ser possível impor mais austeridade sem que dela possa surgir indignação e protesto enérgico dos cidadãos. E disse ter ficado muito preocupado com os protestos de populares ao Ministro da Economia. “ Este Governo é um mau governo, mas é um governo legítimo”, disse.
Bom, resta-me esperar que António José Seguro e os restantes dirigentes do PS tenham ouvido com atenção as preocupações do fundador do partido e “arrepiem caminho”. O PS não pode continuar na espectativa. Tem que agir e rápido! 

sexta-feira, 29 de junho de 2012

7,9% de défice?


Já não vale a pena bater mais no ceguinho (peço desculpa da expressão usada). Apesar de estar a infernizar a vida de muitos portugueses, o Governo não consegue controlar o défice, que atingiu, pasme-se, 7,9% no primeiro trimestre do ano. E, claro, volta a não querer ver e ouvir que é ele Governo que está errado e que tem de mudar de política. Até quando esta teimosia? 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Governantes? Não. Artistas? Sim


Felizmente que havia outras coisas para ver, nomeadamente um jogo para o Europeu entre a Inglaterra e a Itália, e por isso não vi em directo aquele momento, creio que ridículo, de propaganda ao ano de governo protagonizado por aqueles dois artistas portugueses que lideram os dois partidos da coligação que nos governa. Mas já vi curtas reportagens do acto e fiquei esclarecido. Que teatro! São realmente dois artistas portugueses. Será que eles acreditam naquilo que disseram? Não creio. Ouvi, por exemplo, Paulo Portas dizer que há um ano tinham herdado um país à beira do abismo, mas que agora já tinha recuado. Só que se esqueceu de dizer que estava de costas e por isso caiu nele e ficou enterrado até às orelhas. Passos Coelho, que de certo se esqueceu de tudo o que prometeu fazer e sobretudo do que prometeu não fazer, parecia estar a falar de um país que não era o nosso. Então se o país está mais pobre, se os portugueses vivem pior, se o desemprego aumentou muitíssimo, como se pode gabar a política de quem governou?
Realmente, ninguém mesmo levou aquilo a sério. É que os artistas são mesmo muito mauzinhos.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O défice aumentou mais de seis vezes?


 Ontem o ministro Louçã Gaspar informou os portugueses que a execução orçamental de Janeiro a Maio deste ano “era uma desgraça”. Com aquela voz e olhar “de carneiro mal morto”, preparou-nos para o choque de hoje, e que choque! Ficamos a saber que só o défice dos subsectores administração central e previdência aumentou mais de seis vezes nos primeiros cinco meses deste ano comparativamente com o do mesmo período de 2011. Passou de 194 milhões para 1238 milhões de euros, ou seja subiu 537%. Não dá para acreditar! E Gaspar, qual profeta da desgraça, já deu a entender que a situação pode ser dramática, já que é sobretudo do lado da receita que as expectativas falham. E falham porque o Governo, sobretudo Gaspar, não entendem ou não querem entender que a cretina austeridade imposta aos portugueses empobrece-os, o que os leva a comprarem menos bens e serviços. E aí, começa a “bola de neve”. A receita do IVA fica muito longe do previsto. As empresas vendem menos e, por isso, têm menos lucros e, consequentemente pagam menos impostos, se é que pagam alguns. E, pior ainda, o desemprego aumenta.
E agora, o que vão fazer? Bom, não me espantaria se estes fundamentalistas do neoliberalismo que nos governa, nos brindem com mais impostos e mais austeridade. Mas isso, será o princípio do fim deles, pois estou certo que os portugueses chegaram ao limite dos sacrifícios.
Já agora uma pergunta: Não foram estes gajos (não merecem outro tratamento) que nos disseram que conheciam bem a situação do país e que, sendo poder, tomariam as medidas necessárias para melhorar a vida dos portugueses? Quais portugueses? Se calhar estavam a pensar nos banqueiros e nos administradores das outras empresas do PSI 20. 

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Tanto populismo!


Parece que o nosso (infelizmente!) governo já fez saber que vai trabalhar no dia de Sto António. Se ter decidido trabalhar (se é que alguém do governo trabalha) já é uma medida demagógica a querer dizer aos portugueses o quanto é importante para recuperar o país trabalhar nos feriados, informá-lo com antecedência é uma medida populista de quem tem pouco respeito para com os seus cidadãos. É com isto que querem agradar ao povo? Olhem que o ovo não é saloio!

segunda-feira, 4 de junho de 2012


Este Governo não para de nos surpreender, sobretudo o primeiro-ministro e o ministro das Finanças. Este a propósito de anunciar que a Troika ia avançar com a quinta tranche do empréstimo acordado com Portugal, classificou como um êxito a aplicação do programa de resgate financeiro. Ó Sr. ministro: Então o Senhor não consegue controlar o défice, porque não controla o aumento das despesas nem a diminuição das receitas, apesar de aumentar os impostos, e fala em êxito? Então o Senhor para dar a ideia de que tudo vai bem com a execução orçamental, “engana-se” nas somas, aldraba as contas e fala em êxito? É preciso não ter vergonha, Senhor ministro!
Já o Sr. Primeiro-ministro fala em sucesso e que estamos a crescer. Ó Senhor primeiro-ministro: Sucesso? Só se for o seu que só precisou de um ano para pôr a economia de Portugal em pantanas. Não me faça rir. E …, estamos a crescer, Sr. primeiro-ministro? Só se for no número de desempregados, no número de pessoas que passou a ser pobre, no número de pessoas que o Banco Alimentar Contra a Fome passou a socorrer, no número de pessoas que deixou de ir ao médico porque não tem dinheiro para pagar as taxas moderadoras. Não brinque com o Povo, Senhor primeiro-ministro. O Senhor já lhe mentiu muito. Já disse várias coisas e os seus contrários. Não tem vergonha, Senhor primeiro-ministro? Pelos vistos, não tem! 

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Não dá para acreditar


Quando li, não queria acreditar: “Governo prevê que subsídios de férias e de Natal sejam repostos na totalidade apenas em 2018”. Lida melhor e na totalidade a notícia, fico a saber que a partir de 2015 (se houver dinheiro, disse depois o primeiro-ministro) os subsídios começarão a ser repostos ao ritmo de 25% por ano. Em linguagem popular e brejeira, direi que serão repostos aos bochechos. Isto é grave, caso contrário até dava vontade de rir. Mas dá para meditar, pois a desgraça pode bater-nos à porta a qualquer momento. Estamos a ser governados por um governo de trapaceiros que mentem descaradamente, contradizendo o que disseram antes, e cá com uma lata! Mas estão completamente à deriva e não conseguem controlar a situação. O país e os portugueses estão a empobrecer. Em termos de execução orçamental é o que se sabe: as despesas aumentam, apesar de todos os cortes cegos e as receitas diminuem, mesmo criando taxas para tudo e aumentando os impostos. Não sei mesmo onde é que isto vai dar.
E S exa o nosso venerando Chefe de Estado o que é que diz? De concreto, nada. Pede-nos que façamos publicidade ao país e  que nos unamos…, à volta da desgraça. Ah, se calhar anda preocupado com as últimas notícias sobre o BPN, cujas fraudes, nós portugueses, estamos a pagar.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

A Troika é que manda?

No jornal Público de hoje leio o título de uma notícia: “Troika decide construção do Hospital Oriental de Lisboa em Junho”. Porque me pareceu muito estranho, apressei-me a ler o conteúdo de tal notícia, que começa assim: “A troika vai decidir em Junho se o Governo poderá avançar com o projecto do novo Hospital Oriental de Lisboa, revelou ontem ao PÚBLICO o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Cunha Ribeiro. Este manifestou-se esperançado de que a decisão será favorável. …”
Nem queria acreditar naquilo que estava a ler! Então, a troika é que manda? E o que dizer da subserviência do presidente da ARS de Lisboa, que se mostra esperançado que a troika não seja mazinha e que, magnanimamente, nos autorize a construir o Hospital?
Portugal é um Estado de Direito Democrático em que os órgãos do poder são soberanamente escolhidos pelo povo. A troika não foi escolhida pelo povo e por isso não manda e, muito menos, governa. A troika é, tão só, o conjunto das três pessoas que representam as três entidades que se dispuseram a emprestar dinheiro (cobrando juros caríssimos) a Portugal, exigindo como contrapartida um acordo de acção governativa que conduza ao equilíbrio das contas públicas. E, claro, com a possibilidade de fiscalizarem periodicamente se o acordo está a ser cumprido. Só isso, que já não é pouco. Quem governa Portugal é o Governo, que resulta dos resultados das eleições legislativas para a Assembleia da República, a quem presta contas. Mais ninguém. E desde que esteja a ser cumprido o acordo assinado, a troika nada tem que criticar as opções políticas tomadas. Nem eu, nem nenhum português votou na troika.