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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Será verdade?




Um ex-assessor do ministro da Economia, naturalmente uma pessoa da confiança dos meandros do governo, veio dizer que o ministro das Finanças Victor Gaspar é um “um psicopata social”. E disse mais: disse que “cada dia que passa mostra que Victor Gaspar é o ministro das Finanças mais arrogante e mais incompetente desde o reinado de D. Maria II”.
Bem, o homem lá sabe do que fala e, tendo em conta toda a arrogante teimosia de Gaspar em prosseguir as mesmas políticas, apesar de ter falhado todos os objectivos, e ainda aquela maneira muito pausada mas sarcástica e arrogante como fala no Parlamento e nas conferências de Imprensa, não me custa nada a acreditar que o ex-assessor do Governo esteja mesmo a falar verdade. Que desgraça a nossa!  

quarta-feira, 20 de março de 2013

Outro safado


Quem também apareceu hoje a desculpar-se da trágica situação em que o nosso país se encontra, com a suposta má negociação inicial do memorando, foi Victor Gaspar – outro safado!
Tenho quase a certeza que eram raros os portugueses que conheciam ou já tinham ouvido falar de Victor Gaspar, antes de nos ter sido apresentado como ministro. Depois, para lá de nos terem dito que Gaspar era primo de Francisco Louçã, apresentaram-no como um reputado economista, muito conceituado nos meios político-financeiros europeus e, por isso, o homem certo para implementar uma política financeira de acordo com o memorando assinado com a Troika e de modo a atingir os objectivos nele definidos.
Pois bem, Victor Gaspar foi sucessivamente alterando os objectivos, sempre para pior, e após a sétima avaliação conclui-se que não acertou num só. Falhou em tudo. Portugal está muito pior. O défice continua descontrolado e a dívida pública, o desemprego e a recessão não param de crescer. Foi confrangedor ver Gaspar a justificar o injustificável naquela maldita conferência de imprensa após a sétima avaliação.
Por tudo isto, Victor Gaspar só tinha um caminho a seguir – deixar de ser ministro. Mas Gaspar, tal como Passos Coelho, não tem dignidade política. Se tivesse, tinha-se despedido dos jornalistas dizendo-lhes que, acabada a conferência de imprensa iria encontrar-se com o primeiro-ministro e entregar-lhe o pedido de demissão. Infelizmente não o fez, para nossa  desgraça!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Quem manda? Passos manda nada


A medida positiva que Portugal tomou ao pedir a extensão do prazo de pagamento do empréstimo da Troika, serve de prova dos nove àquilo que se vem dizendo: Passos Coelho, sobretudo no que se refere às políticas directa ou indirectamente relacionadas com o memorando assinado com a Troika, manda tanto quanto manda o motorista que o transporta, a senhora da limpeza que lhe limpa o gabinete, o barbeiro que lhe corta o cabelo ou o médico que lhe trata da saúde, ou seja: Manda nada. Quem manda é o Gaspar. Só assim se compreende que Passos Coelho tivesse respondido a António José Seguro, num dos últimos debates quinzenais no Parlamento, que de modo algum pediria à troika a extensão do prazo do empréstimo, em defesa dos interesses dos portugueses. Ora, mesmo sabendo nós que o primeiro-ministro é um bom mentiroso que, com a maior lata que se possa imaginar, faz ou diz “agora” o contrário daquilo que disse “ontem”, não se atreveria a responder como respondeu, se soubesse das negociações secretas do Gaspar. Caso contrário, Passos Coelho tem um sério caso patológico para resolver, não tem? Portanto, o melhor é deixar o poder e ir tratar-se.


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Uma vergonha!


Estes tipos do Governo ou não pensam naquilo que dizem, ou não sabem mesmo o que dizem, ou, pior ainda, dizem aquilo que a Troika, a Senhora Merkel e outros dirigentes europeus lhes mandam dizer.
O inefável ministro Gaspar encheu o peito de ar e resolveu dizer que Portugal poderia beneficiar das condições mais vantajosas dadas à Grécia, tornando mais suave o cumprimento dos objectivos acordados no memorando. Mas, bastou um recado do Senhor Wolfgang Schäuble, ministro dos negócios estrangeiros da Alemanha, e um segredinho do Senhor Juncker, para Gaspar negar o que tinha dito e, com aquela safadeza a que já nos habituamos, dizer que foi mal entendido.
Como se diz em linguagem popular: não há pachorra para aturar estes tipos. São capazes de vender até a sua dignidade para agradar aos líderes europeus como a Senhora Merkel e o Senhor Schäuble. Uma vergonha!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O todo poderoso Gaspar


Não tenho paciência para ouvir o ministro Gaspar. Não suporto o cinismo com que ele fala, aquele tom de voz e aquele sorrisinho que eu classifico como os do verdadeiro sacana. Por isso, propositadamente, não vi ou ouvi a conferência de imprensa.  
Parece que a determinada altura uma jornalista o interpelou chamando-lhe “sr primeiro-ministro”. É verdade que Louçã Gaspar não é, de facto, o primeiro-ministro, mas é ele, de facto, que manda nos outros ministros e ministérios e na política do Governo. Não nos podemos esquecer do célebre episódio entre ele e o ministro Álvaro, em que, após Álvaro ter insistido que era preciso investir no crescimento económico, já depois de Gaspar lhe ter dito “não há dinheiro”, se virou para ele e lhe perguntou em tom sarcástico: “Qual destas três palavras não entendeu?”
Pois bem, Gaspar é mesmo para a Troika e, porque não dizê-lo, para os outros ministros, para os jornalistas, para os líderes das bancadas dos partidos do PPD e do CDS, e até para a senhora Merkel e o senhor Wolfgang Schauble, o verdadeiro líder e ideólogo da política do governo. Para estes, Passos Coelho não passa de um bom rapaz, mas com um perfil de político medíocre.
Eu até suspeito que, no seu íntimo, Loução Gaspar se esteja sempre a lembrar de um professor universitário que foi chamado para a pasta das Finanças também num momento difícil para as contas públicas, que geriu o ministério com mão de ferro e, mais tarde, se tornou no homem todo poderoso de Portugal. Seu nome: António de Oliveira Salazar. Só que os tempos são outros e a História não se repete. Felizmente, digo eu.


sábado, 10 de novembro de 2012

Uma vergonha, senhor primeiro-ministro


Corre já há dois ou três dias a notícia de que nas escolas portuguesas cerca de 10 000 crianças passam fome.
Não tem vergonha disto, senhor primeiro-ministro? Naturalmente que o senhor sabe que o problema é doméstico. Quer dizer: as famílias estão a empobrecer de forma progressiva, devido à maldita austeridade a que estamos sujeitos, e começa a não ter dinheiro, sequer, para comer. Isto é uma vergonha, senhor primeiro-ministro. Estamos a voltar aos tempos do Estado Novo, mais propriamente aos tempos do Doutor Salazar. Este equilibrava as contas públicas porque pouco ou nada gastava com a Saúde, a Educação e as Prestações Sociais. E não tardará muito que volte a aparecer nas escolas a famosa figura da “Caixa Escolar”, uma espécie de mealheiro onde os meninos ricos e os meninos remediados (mais estes, pois os meninos ricos andavam em colégios para não conviverem com os ranhosos nem apanharem piolhos) contribuíam com dinheiro que depois servia para ajudar os meninos pobres. Resultado: Portugal era o país europeu com mais percentagem de analfabetos, com uma percentagem muito pequena de cidadãos licenciados ou com um curso superior, com uma elevada mortalidade infantil e com uma esperança de vida inferior à média dos outros países ditos civilizados. Tudo começou a melhorar já com Marcelo Caetano e a melhorar muito depois do 25 de Abril. Infelizmente, com este desgraçado governo estamos regressar ao passado, a não ser que Passos Coelho resolva emigrar e ir fazer parte do staff da senhora Merkel, que ele tanto admira. Já agora, que leve consigo o Gaspar. Parece que a senhora Merkel está a precisar de dois lacaios.   

sábado, 13 de outubro de 2012

O Gaspar é incompetente


Afinal, parece que a proposta de Orçamento que o Conselho de Ministros aprovou após trinta e três horas de reunião (treze + vinte), não passa de “proposta de proposta”, pois segundo sabemos agora ainda vai haver mais tempo de reunião, na Segunda-feira,  para possíveis “ajustamentos” ou, digo eu, alterações. O que dizer disto?
Vejam como estes tipos (e tipas) nos governam. Dizem ou mandam dizer, como no caso da “privatização” da RTP, que vão fazer… “assim”; o povo manifesta-se, chovem críticas de todos os lados e, lá vem a emenda: afinal vão fazer… “assado”. Foi o que sucedeu, por exemplo, com a concessão da RTP, com a TSU, agora com o IRS e também com outras medidas da tal proposta(?) de Orçamento. Ou seja, decide-se tomar determinada medida sem se fazer qualquer estudo do impacto que a mesma tem na sociedade e nos cidadãos. Ainda agora com o IRS se verificou que a alteração dos escalões levou a que os contribuintes incluídos nos escalões mais baixos vejam a sua contribuição mais agravada do que os contribuintes incluídos nos escalões mais altos. Isto é a doutrina do Gaspar: “os mais pobres que paguem a crise”. Eu já não tenho dúvidas: O Gaspar é um INCOMPETENTE!
       
  

segunda-feira, 4 de junho de 2012


Este Governo não para de nos surpreender, sobretudo o primeiro-ministro e o ministro das Finanças. Este a propósito de anunciar que a Troika ia avançar com a quinta tranche do empréstimo acordado com Portugal, classificou como um êxito a aplicação do programa de resgate financeiro. Ó Sr. ministro: Então o Senhor não consegue controlar o défice, porque não controla o aumento das despesas nem a diminuição das receitas, apesar de aumentar os impostos, e fala em êxito? Então o Senhor para dar a ideia de que tudo vai bem com a execução orçamental, “engana-se” nas somas, aldraba as contas e fala em êxito? É preciso não ter vergonha, Senhor ministro!
Já o Sr. Primeiro-ministro fala em sucesso e que estamos a crescer. Ó Senhor primeiro-ministro: Sucesso? Só se for o seu que só precisou de um ano para pôr a economia de Portugal em pantanas. Não me faça rir. E …, estamos a crescer, Sr. primeiro-ministro? Só se for no número de desempregados, no número de pessoas que passou a ser pobre, no número de pessoas que o Banco Alimentar Contra a Fome passou a socorrer, no número de pessoas que deixou de ir ao médico porque não tem dinheiro para pagar as taxas moderadoras. Não brinque com o Povo, Senhor primeiro-ministro. O Senhor já lhe mentiu muito. Já disse várias coisas e os seus contrários. Não tem vergonha, Senhor primeiro-ministro? Pelos vistos, não tem! 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Levem-no ..., levem-no!


Jean Claude Juncker vai deixar a presidência do Eurogrupo em Junho. Torna-se então necessário encontrar alguém que o substitua e, como é natural, começam a surgir os “nomes” de possíveis candidatos ao lugar. Wolfgang Schäuble, ministro das finanças alemão, resolveu dizer (só dizer) que Victor Gaspar daria um bom candidato. Porque não, digo eu. Deix’ó ir!
Bom, o que Schäuble quis dizer é que gostaria de ver naquele lugar um “financeiro” tão submisso a ele quanto o foi o Gaspar naquele “ternurento” momento em que lhe agradeceu a disponibilidade de mais ajuda a Portugal se fosse preciso. Na altura, só lhe faltava o chapéu na mão, porque curvado, já ele estava.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Onde é que vamos parar?

O fundamentalista Louçã Gaspar, ministro das Finanças, quer proibir todas as entidades públicas de fazerem despesas para as quais não tenham receita prevista nos noventa dias seguintes. Quer dizer, o tipo quer mandar em tudo. Quer poder absoluto. A ideia já causou reacções hostis, como a de António Costa, Presidente da Câmara de Lisboa que a classificou de ideia "absurda e estúpida". Eu até já estou a imaginar um Presidente de uma Junta de Freguesia de uma pequena localidade do interior, a lutar com dificuldades financeiras, a não poder mandar comprar papel higiénico porque não tem a certza de o poder pagar nos próximos noventa dias. E, claro, a ter que mandar as pessoas limpar o .. ao jornal, de preferência um jornal dos gratuitos. Onde é que vamos parar?

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A ENTREVISTA

A entrevista do ministro Gaspar à RTP foi uma fraude. Para além de perguntas que ficaram por fazer, nomeadamente a origem do "colossal desvio", que continua por explicar, e não ser confrontado com o plano para buraco da Madeira nem com o novo buraco do BPN, o ministro fez um discurso redondo e redundante, refugiando-se no acordo com a troika (que não pode ser, como não é, uma vaca sagrada), fugindo a algumas perguntas (veja-se o caso dos reformados da função pública em contraponto aos da Segurança Social). Por outro lado, não deu resposta à questão primordial que é a do crescimento económico. Vai ser a meia hora a mais de trabalho na actividade privada que vai resolver o problema?
Espero que o ministro Gaspar, aquando da discussã do OE na AR, explique melhor as medidas e os resultados esperados.