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quarta-feira, 13 de julho de 2016

Cavaco estraga unanimidade do Conselho de Estado. Admirados? Só quem não o conhece!

Pelos vistos, segundo notícias da Comunicação Social, Cavaco Silva “estraga unanimidade do Conselho de Estado sobre sanções”. É claro que só se admira quem não tem sempre presente que Cavaco é velhaco. Que não se esquece que teve de dar posse ao actual Governo, que saiu da Presidência da República com os mais baixos índices de popularidade e que ninguém lhe dá a importância que é dada a outras figuras que ocuparam altos cargos no Estado. Vai daí, Cavaco pensou: Eles vão ver como eu ainda valho qualquer coisa; sobretudo o Marcelo! E zás. Quebrou, ou como diz a notícia, estragou a unanimidade do Conselho de Estado, o que parece ter sido um balde de água fria sobre o tom consensual em que decorria a reunião. E não se ficou por aqui. Cavaco deu a entender que para lá de legítimas, as sanções são justas e perfeitamente justificáveis. Ah, e que não vale a pena o Governo justificar a fraca recuperação económica com a recessão das economias de Angola, do Brasil e de Espanha, países que eram os nossos maiores compradores. Para ele “dura lex sed lex”. “Não cumpriu…, Zás, leva.

É isto Cavaco: velhaco e vingativo. Dois atributos que evidenciou durante todo o tempo que esteve na política activa. Felizmente que já não conta!!

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Todos compareceram, menos Passos Coelho. Porquê?

O Presidente da República recebeu no Palácio de Belém, e muito bem em meu entender, a comitiva da Selecção Portuguesa de Futebol mal esta regressou de França, após ter conquistado com brilhantismo o Euro 2016. Tendo consciência da importância desta conquista, para o país e sobretudo o enorme entusiasmo que provocou na maioria dos portugueses, incluindo os muitos emigrantes dispersos pelo mundo, o Presidente quis, numa cerimónia simples, agraciá-los com uma comenda. E, naturalmente, convidou a estarem presentes os líderes dos principais partidos portugueses, os líderes parlamentares dos mesmos e outros agentes políticos.
Pois bem. Pelo que vi na televisão, lá estavam António Costa, Catarina Martins, Assunção Cristas, Jerónimo de Sousa e o líder do PAN André Silva. Não estava, ou eu vi mal, Passos Coelho. Porquê? Não sei! Provavelmente tal figura (ou figurão) ia lá misturar-se com aquela gente! Não esqueçamos que Passos Coelho continua de PIN ao peito a fazer o papel de primeiro-ministro no exílio. É assim Passos Coelho. Uma tristeza!!

Ah, também não vi o Luís Montenegro. Será que estava a carpir mágoas com o “patrão”?   

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Que tristeza!!

Passos Coelho, a quem já ouvi, e li, apelidar como “o traste de Massamá”, continua a fazer tristes figuras como líder do maior partido da Oposição. Age e porta-se como se fosse uma espécie de primeiro-ministro no exílio e, daí, não dispensa o pin que começou a ostentar na lapela após ter assumido o cargo em 2011. No Parlamento, onde devia ter intervenções preponderantes, pouco ou nada faz. Nos debates quinzenais com o governo já não é ele que interpela António Costa e é confrangedor vê-lo quase sempre com o telemóvel na mão, mais parecendo um daqueles adolescentes que com frequência vemos no metro ou no autocarro, completamente alheados do que se passa à sua volta, de tão absorvidos pelo pequeno aparelho.
Sempre acompanhado por alguns dos seus fiéis seguidores, lá continua Passos Coelho a visitar escolas, hospitais e outros serviços públicos do Estado, falando para os jornalistas, que o tratam como se ele ainda ocupasse um dos lugares cimeiros do Estado. E, claro, a dizer disparates, mentiras, a ser velhaco e, pior que tudo, a ser ofensivo e insultuoso para quem não diz ámen com ele. Ninguém escapa: Governo; partidos da maioria que o apoia; sindicatos; e, embora com mais cerimónia, até o Presidente da República.

Passos Coelho parece completamente transtornado e age como alguém que saiu dum cargo completamente contrariado, e sôfrego de vingança. Que tristeza!!    

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

É preciso não curvar a espinha à Comissão. Força. Vamos a isso!

Se dúvidas houvesse que a União Europeia, e sobretudo a Comissão Europeia, está controlada por políticos neoliberais que não têm o menor respeito, nem consideração, pelos outros políticos que têm uma visão do mundo e da sociedade diferente da deles, o folhetim da aceitação do esboço do Orçamento Geral do Estado de Portugal, é a prova disso. Para eles pouco importa se o Governo de um país membro da União apresenta um orçamento que pretende diminuir a pobreza e reforçar o Estado Social, de modo a que a maioria dos seus cidadãos viva com o mínimo de dignidade. O que importa é que se constitua um pé-de-meia para acudir aos Bancos e, assim, acautelar os interesses das instituições financeiras nacionais e internacionais. Ah, e sobretudo não aceitam que os governantes do país em causa não se mostrem subservientes e, sempre, muito “atentos, veneradores e obrigados”.
Estavam habituados aos curvares da espinha de Passos Coelho e seus ministros. Depararam-se com governantes que, respeitando-os e respeitando as regras acordadas, não aceitaram ser bonecos mandados de Bruxelas e …, fizeram chantagem. E pior; para isso tiveram uma preciosa ajuda dos seus amigos portugueses – PPD, CDS, jornalistas e comentadores. Uma vergonha!
Contudo, António Costa e a sua gente conseguiram vencer este primeiro embate, embora tivessem de fazer algumas cedências. Precisam de muita força e de muito apoio para aliviarem e este país da maldita austeridade que nos foi imposta pelo Governo Passos/Portas.

Força. Vamos a isso!    

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Do que Marcelo é capaz!

Já ouvimos neste tempo de campanha eleitoral quase todos os outros candidatos a Presidente da República, à excepção do visado, claro está, acusarem Marcelo Rebelo de Sousa de ser capaz de tudo fazer para ganhar votos. É óbvio que nunca duvidei disso, pois sei bem que Marcelo é um refinado malabarista da política e um bom pantomineiro. Mas Marcelo não para de me surpreender. Hoje de manhã sou confrontado com uma pequena reportagem da sua campanha em que Marcelo visita um lar de idosos e, pasme-se, a dada altura, dizendo umas baboseiras, começa a passar roupa a ferro. Nem queria acreditar. Do que Marcelo é capaz! Que mais iremos ver?


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

O malabarista refinado

Sempre considerei, e considero ainda, que Paulo Portas é e continuará a ser, pelos vistos com um interregno (de quanto tempo?), o maior malabarista e pantomineiro da vida política portuguesa. Mas Marcelo Rebelo de Sousa não fica muito atrás dele. E em cretinice rasteira é, sem sombra de dúvidas, muito mais avançado e refinado. Não era Marcelo (e ainda é, sem sombra dúvidas) o grande criador de factos políticos. Sempre, sempre, para lixar o parceiro. Parceiro esse que a maior parte das vezes estava dentro do seu próprio partido.

Ora, enquanto candidato a Presidente da República, é só pantominas. É cada cambalhota!! Dá gozo vê-lo vestir de alentejano quando vai a Beja, de minhoto quando vai ao Minho, de chapeuzinho de palha na Madeira, etc,etc. Eu até gostava de o ver  ir visitar um circo. Será que iria de palhaço? No catecismo dele está bem sublinhado aquele velho princípio segundo o qual: Em Roma sê Romano. Marcelo sabe que mais de 90% dos votos da Direita são dele. Sabe que precisa de cativar muitos eleitores da esquerda para ganhar e sabe que beneficia da divisão da esquerda e, sobretudo, da divisão do PS. Daí, o descaramento com que diz nos debates que não é de direita, que foi crítico dos governos do seu partido, que criticou e critica Cavaco Silva e outras aldrabices. Mas di-lo com cara de safado compulsivo, ou melhor de pantomineiro compulsivo. É um homem destes que poderá ser a primeira figura do Estado! E por culpa de quem? Quanto a mim, por culpa da Esquerda em geral e em particular da tralha segurista e de alguns barões do PS.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Uma atitude inqualificável

Para assinalar o seu 15º aniversário, a SIC Notícias resolveu promover um ciclo de conferências, sendo que a primeira realizou-se hoje, denominada “Portugal 2016 – O Futuro do País e das Empresas”. Esta conferência estava anunciada há algum tempo, para a qual tinha sido reservado, há meses, o Pavilhão Dragão-Caixa, propriedade do F C Porto.
Ontem, véspera do evento, o F C Porto informa a SIC Notícias de que Rui Rio, ex-presidente da Câmara do Porto e um dos participantes activos, não seria autorizado a entrar no pavilhão.
É certo que a SIC arranjou logo um outro local, quiçá até mais apropriado, para realizar a conferência, mas: como qualificar esta atitude dos responsáveis do clube em causa? É tão grave que só me ocorre dizer: inqualificável. Estou à vontade para a criticar, pois nunca votei ou apoiei Rui Rio, com quem estive (e estou ainda) muitas vezes em desacordo. Mas, realço a coragem que ele teve em não se vergar aos mandantes do Futebol. Só por isso, merece a minha vénia. Não tendo neste momento qualquer cargo público, Rui Rio, goste-se ou não dele é uma figura pública. Foi dirigente partidário, deputado e Presidente da Câmara Municipal do Porto, eleito sucessivamente três vezes, com maioria absoluta no segundo e no terceiro.
Já agora. Fico à espera da reacção de Fernando Gomes – ex-Presidente da Câmara do Porto (embora saiba que tem um grande tacho no clube em causa) – e de Rui Moreira – actual Presidente da edilidade. A Instituição a que um presidiu e a que o outro preside assim o merece.


Marques Mendes, o novo criador de factos políticos?? Mas, para muito pior!!

Marques Mendes, a quem já ouvi qualificar como o garganta funda do desgraçado governo Passos/Portas que nos infernizou a vida nos últimos quatro anos, veio levantar uma falsa questão relacionada com a ordem de intervenção dos partidos nos próximos debates parlamentares. É claro que Marques Mendes não é asno, penso eu (creio não estar enganado, ou será que estou?) e sabe que o actual quadro parlamentar é inédito: Há um partido de Governo – o PS –, dois partidos da Oposição – PPD e CDS –, três partidos que não estão representados no Governo mas assinaram acordos de incidência parlamentar para o sustentarem politicamente – BE, PCP e Verdes –, e há o PAN. Portanto, neste novo quadro parlamentar, não se podem dividir os partidos em partidos do Governo e partidos da Oposição.
Pois bem. Para estabelecer a ordem de intervenção dos partidos nos debates quinzenais o Regimento da Assembleia estabelece-a da seguinte forma: primeiro intervêm os partidos não representados no Governo por ordem decrescente e depois intervêm os partidos representados no Governo por ordem crescente. Ou seja, de acordo com o actual quadro parlamentar a ordem é: PPD, BE, CDS, PCP, PEV e PAN.

É difícil Marques Mendes?? Por favor, não complique o que é fácil. Lá porque o outro – o Marcelo – deixou de ser comentador e fazedor de factos políticos, não queira ser uma má imitação. Faça-me lá essa vontade, para bem de todos!!!

terça-feira, 2 de junho de 2015

INQUALIFICÁVEL!

INQUALIFICÁVEL

Por muitas voltas que dê à minha imaginação, não consigo compreender, e nem sequer descobrir, o que passou na cabeça do adulto (só se estivesse maluco acreditaria que a ideia foi de uma criança) que pôs crianças do ensino pré-escolar (pasme-se!) a encenar um motim que punha em confronto dois grupos. De um lado estavam crianças a fazer de conta que eram manifestantes, lançando bolas de papel que simulavam pedras e do outro, também estavam crianças, de capacete e escudo protector, que simulavam um corpo de polícia de intervenção (a célebre polícia de choque), pronto a carregar sobre os manifestantes.
É difícil adjectivar esta acção levada a cabo pela Câmara de Portalegre com a colaboração da PSP. Já li e ouvi chamar-lhe: “miserável”, “vergonhosa”, “ridícula” e até “repugnante”. Mas é, sobretudo, um atentado à educação. E, ainda por cima, no Dia Mundial da Criança. Fazem-se tantos apelos de “não à violência”, e simula-se um confronto violento entre crianças. Que cretinice!
E a PSP; como entender que tenha concordado em participar nesta repugnante farsa? Será que os altos comandos da instituição foram ouvidos? Como continuar a ensinar àquelas e a outras crianças que um polícia não é mau, nem é inimigo. Mas, bem pelo contrário, é alguém que lhes quer bem e está disposto a defendê-las custe o que custar.
Outrossim, não consigo entender que numa altura em que a imagem da polícia ficou tão abalada com o que se passou em Guimarães no final do jogo da equipa local com o Benfica e com as cenas dos festejos do Marquês de Pombal, a PSP tenha participado nesta simulação de actos violentos. Que pretende a PSP; que os cidadãos, sobretudo os mais pequeninos, tenham dela uma má imagem? Se calhar!!

sábado, 30 de maio de 2015

Verticalidade - precisa-se!

Carlos Costa, o actual e futuro Governador do Banco de Portugal, foi muito criticado na Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso BES, mesmo por deputados da actual maioria. Basta ler o relatório com as conclusões finais da dita Comissão para se concluir que não escapou à crítica unânime de todos ou quase todos os deputados que integraram aquela Comissão. Mas não só. Foi criticado, também, por muitas outras pessoas, nomeadamente comentadores e analistas políticos de todas as tendências. E pior que isso, é mal tratado e muito insultado nas diversas manifestações dos lesados do BES. Até, em manifestações no estrangeiro! Ora, se a tudo isto, que não é pouco para afectar a credibilidade de alguém que quer ocupar um lugar importante no sistema financeiro do país, juntarmos o facto de a indigitação Carlos de Costa não ser consensual, bem pelo contrário – toda a Oposição é contra a sua nomeação –, bem podemos dizer que em defesa da sua honorabilidade Carlos Costa não devia aceitar o cargo. O que fará se daqui a cinco meses tiver que conviver com um governo liderado por quem agora não o quer no cargo. Verticalidade, é o que quer de quem vai ocupar um cargo tão importante!


terça-feira, 19 de maio de 2015

HIPOCRISIAS!!

Hipocrisia é coisa que não falta a toda esta trupe que nos governa. Por isso, não é de espantar que no último fim-de-semana tenhamos sido brindados com doses maciças de hipocrisia.
Desde logo reinou a hipocrisia dentro da maioria que desgraçadamente nos governa. Então, Coelho e Portas fartaram-se de nos querer convencer que se dão bem (quão amigos eles são, santo Deus!) e que a coligação funciona às mil maravilhas, apesar de se saber que Coelho não perde uma oportunidade para dar, ou mandar dar, uma bicada a Portas. E até resolveram fazer em Guimarães (será que a maioria deles é do Benfica?) uma jantarada para comemorarem a saída da Troika. Estes gajos têm cá uma lata!

Outro momento de hipocrisia barata (para não lhe chamar outra coisa) teve como protagonista o Presidente da República. Cavaco Silva fartou-se de ouvir de membros deste governo Coelho/Portas, de que ele é o principal suporte, apelos aos jovens para que saíssem das suas “zonas de conforto” e emigrassem. Foram empurrados para fora de Portugal mais de trezentos mil portugueses – talvez o maior êxodo de portugueses, desde que há registos. Só comparável ao fluxo emigratório dos anos sessenta. E o que disse Cavaco perante tal quadro? Nada; Absolutamente nada! Então como compreender que venha agora S’exa – o Presidente de alguns portugueses – dizer que é preciso fazer regressar os jovens que deixaram o nosso País e criar-lhes condições para que exerçam cá as suas actividades e contribuam para o desenvolvimento de Portugal? Só por hipocrisia, não? Só pode!

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Coitadinhos deles!

Confesso que me fartei de chorar (de riso, claro!) quando li a seguinte notícia:”CMVM aplica multa de 100 mil euros a Oliveira e Costa e de 200 mil euros ao BIC”:
Angustiado, fui ler o desenvolvimento da notícia, e…, não é que há outras vítimas deste acervo de justicialista da CMVM? Pois é, lá estão outros ex administradores do BPN. Coitadinhos deles todos. Então não é que os pobres (ou ricos?) coitados têm que ir às offshores levantar algum dinheirito que lá esconderam! Isto não se faz àquela boa gente!!!  Porque não puseram mais uma vez os portugueses a pagar por eles?

Reparem naquela carinha de preocupado de Oliveira e Costa!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Que raio de sindicalismo é este?

Desde que José Sócrates foi preso preventivamente, que o Sindicato dos Guardas Prisionais, na pessoa do seu Presidente, tem dito e até reivindicando os maiores disparates.
Primeiro o sindicalista insurgiu-se pelo facto de Sócrates – a quem ele nunca tratou pelo nome, mas sim como “o referido recluso” – ter muitas visitas; depois insurgiu-se porque Sócrates recebia muitas encomendas. Num e noutro caso o indivíduo pedia mais guardas, porque os existentes, coitadinhos, estavam a ter muito mais trabalho! Quer dizer que o tipo estava a aproveitar-se da medida de coação imposta a Sócrates para conseguir os seus intentos reivindicativos.
Mas, não se ficou por aqui. Não se percebe com que intenção veio denunciar três situações, próprias dum chamado “bufo” dos maus tempos do Estado Novo: que José Sócrates tinha na cela um cachecol do Benfica; que usava botas não condizentes com o regulamento; e, “crime dos crimes!!!”, que o ex-primeiro-ministro fazia telefonemas dum sítio não autorizado da prisão. Que dizer desta atitude? Eu digo que o cavalheiro que preside ao dito sindicato, tem qualquer trauma com Sócrates e quer agora vingar-se, numa altura em que ele está na mó de baixo. Mas Miguel Sousa Tavares, num artigo publicado no Expresso escreve: “Isto não é sindicalismo: é canalhice, pura e simples. É a miserável valentia lusitana de pisar e descalçar as botas a quem já está caído”.

Com a devida vénia, subscrevo o que Miguel Sousa Tavares escreveu. E pergunto: Isto é sindicalismo sério? Não é, de certeza.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Demissão já!

Já várias vezes classifiquei Nuno Crato como o pior ministro de sempre da Educação. Costumo dizer: considerando até os últimos tempos do Estado Novo. Mas dada a enorme confusão que reina nas escolas, aliada às soluções contraditórias que Crato e a sua equipa vão estabelecendo, atrevo-me a dizer, com alguma ironia, é certo, que é mesmo o pior ministro ou governante recuando até aos tempos de Afonso Henriques.
Quem não ouviu Crato dizer que nenhum professor seria prejudicado com os erros dos famigerados concursos, nomeadamente a Bolsa de Contratação de Escolas? Pois bem, sabe-se agora que pelo menos centena e meia de professores perdeu o lugar. Mas não só! Há casos de docentes que tiveram de se deslocar para uma qualquer localidade do Minho e/ou de Trás-os-Montes, deram três semanas de aulas e agora…, “marcha” para o Algarve! E o que vai na cabeça dos alunos que tiveram três semanas de aulas com um professor e agora vão ter aulas com outro, supostamente contrariado e a fazer contas à vida, já que teve de suportar duas despesas de deslocação e não só uma?
Entretanto, o descontrole do ministro e da sua equipa vai ao ponto de pensar que resolve toda a contestação originada pela “cretinice” das colocações com o anúncio feito hoje de que vai criar uma comissão que “encontre uma forma célere de compensar os professores pelos encargos acrescidos decorrentes de erros na bolsa”. Ah, para isso já pediu ao Conselho Superior de Magistratura que nomeie um magistrado para presidir à tal comissão. Mais uma comissão para deitar poeira para os olhos. Já ninguém confia em Crato e na sua equipa. A única atitude digna, é a DEMISSÃO!  E já.



   

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O Chávez português?

Durante o tempo em que Marinho e Pinto exerceu o cargo de Bastonário da Ordem dos Advogados estive quase sempre de acordo com as suas posições, pois considerava-o como uma “pedrada no charco” de um cargo que ia sendo ocupado por causídicos pertencentes aos grandes escritórios de advogados, que o exerciam como se estivessem sentados num trono e que não mexiam uma palha que pudesse pôr em causa os interesses instalados. Pelo contrário, Marinho e Pinto veio afrontar esses interesses e denunciar os grandes honorários que muitos desses escritórios cobram ao Estado. Também não teve medo em afrontar os interesses e as benesses de Juízes e outros magistrados.
Estranhei quando o vi candidato a Eurodeputado pelo MPT – um partido sem grande implantação no nosso país –, e comecei a desconfiar das suas boas intenções à medida que fui ouvindo o seu discurso. Não gosto de ver quem chega à política – pessoa ou organização (partido) – a fazer juízos de carácter dos que já lá estão e a fazerem profissão de fé de que serão melhores do que os outros. Normalmente, após algum sucesso resultante do descontentamento conjuntural, acabam mal. Veja-se o exemplo não muito longínquo do PRD e o previsível exemplo do Bloco de Esquerda.
Mas, o que verdadeiramente é Marinho e Pinto, começámos a sabê-lo quando rumou a Bruxelas e nestes tempos próximos passados. Começou com um discurso populista, no pior sentido, e traiu sem escrúpulos quem lhe deu a mão e lhe proporcionou disputar eleições e ser eleito. Conforme traiu o MPT também trairá os portugueses seus eleitores se isso for bom para os seus (dele) interesses.
E como classificar as recentes entrevistas dadas à Antena 1 e à TSF, publicadas e/ou referidas em vários jornais?  Próprias de um populista da pior espécie, que fala para os portugueses como se estivesse a falar para insensatos e/ou idiotas. Quanto ao estilo truculento e insultuoso que usa – dizendo preferir acordos com o diabo do que com alguns partidos –, como não vivi nos tempos de Hitler nem de Mussolini, e como Salazar usava outros métodos, só o posso comparar a Hugo Chávez.
Triste fim político, prevejo, para este homem.   



segunda-feira, 14 de julho de 2014

O pior cego, é o que não quer ver!

Uma sondagem recente divulgada pelo Expresso e pela SIC, mostrou-nos que o PS continua a não convencer os portugueses que pode e deve ser uma alternativa a esta governação que está a empobrecer o país e a maioria dos portugueses. É verdade que o Partido Socialista continua a ser a força política mais votada, mas a pouca distância do PPD e com uma percentagem ligeiramente inferior à soma das percentagens de PPD e CDS.
Foi quanto bastou para que a quase totalidade da Comunicação Social fizesse uma leitura de previsível vitória para a coligação PPD/CDS e futura derrota para o PS. E, claro, lá veio a questão da disputa da liderança do partido como factor de divisão que leva alguns dos seus eleitores a tomarem outras opções.
Apareceu então António José Seguro a apontar o dedo a António Costa, acusando-o de ser o responsável pelo mau score da sondagem. Este Tozé não tem emenda. Continua a não querer ler e a tirar conclusões sobre a grande sondagem que foram as eleições europeias que lhe deram uma vitória(zinha) que só ele e os seus pares acham ser uma boa vitória. Até onde vai a cegueira deles.

Abre os olhos Tozé; olha que o pior cego é o que não quer ver! 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Coitado do Bessa!

Daniel Bessa foi um aluno brilhante na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, nos fins dos anos sessenta, princípios dos anos setenta. Mas ao contrário de muitos colegas, seus contemporâneos, não se destacou, nem um bocadinho, na luta ou até mesmo na contestação ao regime político vigente na altura – o Estado Novo de Salazar e Caetano. Após o 25 de Abril, Daniel Bessa, já formado e creio que a dar aulas na faculdade, apareceu como um dos mais acérrimos Marxistas /Leninistas e figura preponderante da UDP no Porto. Ainda me lembro de algumas intervenções suas nos infelizes dias do PREC. Quer dizer: foi contra os que como ele queriam um país comunista, sem liberdade e democracia à boa maneira da URSS e seus aliados, que os Socialistas conduzidos por Mário Soares, Salgado Zenha e outros, tiveram que lutar, até que o 25 de Novembro colocou a Revolução de Abril no seu caminho original.
Mais tarde, muito mais tarde, com a Democracia já bem solidificada, Daniel Bessa converteu-se ao socialismo democrático e até chegou a ser ministro de um Governo do PS presidido por António Guterres. Mas, há medida que a “Gamela” foi mudando pr’á direita, ele foi sempre atrás dela e lá foi arranjando grandes tachos – “è a vida!”.
E é este homem que se entretém agora a falar mal de outros, a quem não chega nem aos calcanhares. Mas há muito “patife” que lhe acha graça. Temos que lhes dar, a ele e àqueles que se riem com o que ele diz, o devido desconto, pois normalmente aquelas palhaçadas têm lugar em almoços e/ou jantares bem regados.

Coitado do Bessa. Ao que ele se sujeita a troco de boas gamelas!

quinta-feira, 29 de maio de 2014

É isto que a Direita não quer

Aparecem agora algumas figuras, melhor dizendo, alguns figurões da Direita a criticar António Costa por este ter dito estar disponível para assumir a liderança do Partido Socialista e querer mesmo ir a eleições e a debater num Congresso o futuro próximo do partido. É verdade que os que se têm manifestado mais pertencem aos sectores mais trauliteiros, quer do PPD quer do CDS, nomeadamente Nuno Melo, aquém já vi referenciar como o dandy de Joane, e Luís Filipe Menezes que quer mostrar aos seus que está a erguer-se da derrota humilhante que sofreu na eleição para a Câmara do Porto.
E pergunta-se, porque está a Direita com medo de António Costa? Porque eles sabem que António Costa tem outra capacidade para mobilizar o país e atrair apoios para os mandar borda fora, pôr os portugueses no primeiro lugar das suas preocupações e preocupar-se menos com os agiotas do sistema financeiro. Também sabem que tem coragem para falar aos líderes europeus sem subserviência e, pelo contrário, bater-lhes o pé.  

É isto que a Direita não quer. 

Abre os olhos Tozé!...

Quando na noite das eleições Jerónimo de Sousa anuncia que o Partido Comunista vai apresentar no Parlamento uma moção de censura ao Governo, António José Seguro instado a pronunciar-se sobre isso disse que avançar com uma moção de censura era um frete ao Governo. No dia seguinte, certamente sentindo-se já entalado por alguma contestação interna, “vira o bico ao prego” e diz que vai votar a favor. Ora, apresentada a moção, fica a saber-se que os Comunistas, tal como já é esperado, ataca o PS. E agora, Tozé? Vais aprovar uma moção de censura ao Governo, mas também ao PS? Oh Tozé: Não conheces os comunistas? Não sabes que são os maiores inimigos do PS por causa da sua sobrevivência?

Abre os olhos Tozé!!...

quarta-feira, 30 de abril de 2014

servidos por gente desta!

Por proposta do seu Presidente, a Câmara de Lisboa atribuiu uma medalha de ouro à Associação 25 de Abril. E o único vereador do CDS na Câmara votou favoravelmente a proposta. Esta posição do vereador Gonçalves Pereira enfureceu o dirigente ou ex-dirigente do CDS Manuel Sampaio Pimentel, que nada tem a ver com Lisboa. É vereador e número dois da Câmara do Porto, eleito nas listas de Rui Moreira.
Porquê? Pergunta-se. Já que, como disse Gonçalves Pereira, “hoje não haveria nem partidos, nem liberdade, nem democracia se não tivesse havido o 25 de Abril e o 25 de Novembro”. Esquece-se Sampaio Pimentel que o presidente daquela Associação, Vasco Lourenço, personifica os militares que em todos os períodos críticos do percurso democrático tiveram a coragem de travar possíveis derivas totalitárias. Foi assim no 11 de Março e no 25 de Novembro. E tudo fizeram para entregarem o poder à sociedade civil no mais curto prazo de tempo possível. Portanto, de que tem medo o Pimentel? Provavelmente, de nada. O que ele pretende é afrontar os militares de Abril por estes criticarem a conduta do actual Governo. No fundo Sampaio Pimentel divide os cidadãos em dois: “os que são por nós e os que são contra nós”, como fazia Salazar e os seus servidores.

Entretanto, fico preocupado com o facto de um tipo destes ser número dois da Câmara do meu Concelho!