Na
já muito badalada entrevista que Passos Coelho deu à TVI, foram muitas as gafes
políticas do primeiro-ministro, e algumas delas graves e inadmissíveis. A
determinada altura os entrevistadores fazem-lhe uma pergunta matreira. Querem
saber quem manda e, por isso, pergunta-lhe quem é o número um do Governo.
Passos Coelho, cuja habilidade política é muito pouca ou nenhuma, cai na casca
de banana dos entrevistadores e responde que o número um é ele e o número dois
é Victor Gaspar, relegando Paulo Portas para terceiro lugar. Ora, é tal a
impreparação do primeiro-ministro e a sua patética conduta que nem deu conta
que, mesmo sendo essa de facto a situação, ele não pode dizê-lo. É dos livros e
das boas práticas políticas que quando um governo é sustentado no parlamento
por numa coligação de dois partidos, o líder do partido mais pequeno, desde que
seja ministro, é sempre o número dois do governo e em muitos casos assume o
papel de vice-primeiro-ministro. È assim em muitos países europeus, membros
como nós da União Europeia, como o Reino Unido, a Alemanha, países
escandinavos, Grécia, etc. Passos Coelho esquece-se que, se Paulo Portas e o
CDS lhe retirarem o apoio, o Governo cai.
E
Paulo Portas, aceita pacificamente esta situação? Vai aceitando, embora de vez
em quando vá dando umas bicadas. Sente-se bem no ministério que sempre quis ter
e, como é um sabidola político, muito mais inteligente e hábil do que Passos
Coelho, espera a altura certa para o “mandar abaixo do cavalo”. Por enquanto
ele e os ministros do seu partido, fazem aquele papel ridículo, mas matreiro,
de quem está no governo, mas com um pé cá fora, por “amor à pátria”.
Se não estivéssemos a falar de coisas muito
sérias, até dava vontade de rir. Mas não, dada a grave situação do país, a
situação é deveras preocupante. Que Governo!
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