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terça-feira, 16 de junho de 2015

Para onde vai o SNS. Onde chegamos!

Um relatório do Observatório Português dos Sistemas Saúde deu-nos a conhecer o estado calamitoso em que se encontra o Serviço Nacional de Saúde e, pior, dá a entender que é preciso, de imediato, medidas para fazer regredir a situação. O relatório refere mesmo que, em resultado das políticas que foram acordadas pela Troika, “a Saúde garantida pelo Estado é um direito ameaçado”. Há falta de enfermeiros; os médicos estão mal distribuídos; as pessoas evitam ir aos Centros de Saúde porque não têm dinheiro para pagar as taxas moderadoras; muitos doentes só vão à farmácia comprar os medicamentos absolutamente necessários à sua sobrevivência, também por falta de dinheiro; e muitas outras coisas. Onde chegamos!!
E o que fez o Governo? Meteu a cabeça na areia e disse que não. Que não existem dados capazes de demonstrar o impacto negativo na Saúde, resultante da maldita política de austeridade para além da Troika. Mais uma vez pensou que os portugueses são saloios e tenta enganá-los dizendo que tudo está bem.
E o homem de Belém? Será que o homem de Belém ficou mais aliviado? Ah, ainda não sabemos; já que, coitado, foi levar alguns empresários amigos a passear à Bulgária e à Roménia. Mas, já falta pouco!



sexta-feira, 14 de março de 2014

Um primeiro-ministro arrogante, prepotente e até ..., mal criado

Já todos sabíamos que o primeiro-ministro que infelizmente nos governa, por obra e graça de Cavaco Silva, é prepotente e mal criado. Mas, o episódio do recente, mas já famoso, manifesto dos setenta e quatro, sobre a reestruturação da dívida pública, veio confirmar. Pedro Passos Coelho, mostrando o maior desrespeito para muitas pessoas a quem ele não chega sequer aos calcanhares, tratou-os quase como se fossem gente menor, a quem ele sarcasticamente chamou de “gente tão bem informada” que não está a defender os interesses do país. E, sobretudo, pelo tom zangado com que falou, levou a que muita da sua gente, mais propriamente os capachos que gravitam à sua volta, se pusessem aos gritos chamando aos subscritores do documento coisas como irresponsáveis e quase traidores da Pátria. Para haver alguma semelhança com os maus tempos do Estado Novo, só faltou mandar perseguir os subscritores do satânico documento. Já falta pouco, não?
Ao que chegámos, num Estado de Direito democrático!  



terça-feira, 4 de março de 2014

Dá que pensar...!

Se ainda havia dúvidas que em Portugal se agrava cada vez mais o fosso entre ricos e pobres, tivemos hoje uma notícia que vem confirmar isso mesmo. Segundo a revista FORBES as fortunas dos três portugueses mais ricos – Américo Amorim, Alexandre Soares dos Santos e Belmiro de Azevedo – subiram mais ou menos 17%, que em termos de valor ronda os dois mil milhões de euros. Como é possível em tempo de crise?! Bom, é possível porque a austeridade, pelos vistos, não toca a todos do mesmo modo. Bem pelo contrário. Este trio faz parte de um núcleo de empresários a quem o Governo aumentou e continua a aumentar os benefícios fiscais.
Como se sentirão muitos portugueses, sobretudo aqueles que têm rendimentos que não lhes permite viver com a dignidade a que têm direito, e aqueles pertencentes às classes médias que no activo ou já na reforma são sempre chamados a suportar os cortes que têm como objectivo atingir um défice que o Governo não controla? Naturalmente com muita raiva.

Ora, provavelmente com outro tipo de políticas, talvez aqueles três senhores, e alguns outros que se lhes seguem, aumentassem menos as suas fortunas e permitissem um alívio àqueles que estão sempre a “pagar a fava”. Mas, enquanto formos governados por estes talibãs do neoliberalismo, não acredito que isso suceda. Por isso um alerta que está na moda: “de nada serve protestarmos como leões, se depois votamos como jericos”!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Se Cavaco não sabe resolver a situação..., renuncie ao cargo

Perante a comunicação ao país que acabei de ouvir a Passos Coelho, só posso concluir que, ou o Presidente da República cumpre a sua obrigação de intervir e dissolve o Parlamento e dá a voz ao Povo, ou está a hora de o Povo pedir não só a demissão do Governo, mas também a renúncia do Presidente da República.  Se Cavaco Silva não quer ou não sabe lidar com a situação, então que se vá embora. Está na hora de sermos conduzidos por outra gente que não estes safados. 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

10,6% de défice? Acorda Povo!

 10,6% foi o défice público dos primeiros três meses de 2013, ou seja um valor bem superior ao défice do mesmo período de 2012 que foi de 7,9% e muito próximo do valor do último trimestre de 2010, apurado pouco antes do pedido de resgate à Troika. Este resultado constitui uma enorme derrota não só para este desgraçado e incompetente governo, mas também para a tal Troika que, dado o fracasso das políticas que têm aplicado em vários países com assistência financeira, já começaram a falar a mais do que uma voz, cada um deles a sacudir a água do capote e a mandar as culpas para os outros. Mas a culpa, que já foi do Sócrates, dos portugueses que trabalham pouco e até da chuva, agora é do BANIF. E não há quem nos valha para acabar esta desgraça. Aquele que tinha obrigação de fazer qualquer coisa, continua a fazer de conta que não ouve nem vê. Ah, e ainda por cima cai no ridículo do primeiro-ministro e, tal como ele, faz profissão-de-fé que estamos no bom caminho. No fundo, Cavaco Silva é tão ou mais responsável pela miserável situação a que chegamos que Passos, Gaspar e Portas. ACORDA POVO!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Que ridículo!


Também quero dar a minha opinião sobre aquela ideia absurda do Governo me obrigar a pedir factura sempre que fizer alguma compra, apesar do assunto já ter sido abordado, e bem neste blog, pelo amigo 500.
Que ideia tão ridícula! Como é que o Governo ameaça um cidadão de o punir se não pedir factura, quando isenta de as emitir algumas pequenas empresas? E depois, se houver um qualquer comerciante ou prestador de serviços que me responda: não “emito facturas”, o que faço; vou, armado em bufo, fazer queixa à polícia? Se há pessoas que sempre abominei, foram os bufos.
Que mais podemos esperar desta gentalha que nos governa?

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Uma reforma terrorista!


Um dos temas hoje mais referidos nos diversos órgãos de Comunicação Social foi, e ainda é, os já muito falados cortes dos quatro mil milhões de euros nas despesas do Estado. É noticiado que vai haver amanhã Sábado um Conselho de Ministros (coitadinhos dos ditos!) para dar início ao estudo de tal medida.
Bom, eu não acredito que uma loucura destas possa ir avante só porque o Governo é sustentado por uma coligação de partidos que tem maioria no Parlamento, e que, por isso, acha que pode impor ao país tudo o que lhe vem à cabeça, ou melhor dizendo, tudo o que vem à cabeça do Gaspar. Por outro lado, embora saibamos que o Presidente da República, perante os problemas que causam maior revolta nos cidadãos, assobia para o tecto, não pode, desta vez, dar o aval a medidas que têm por doutrina princípios com os quais ele já disse várias vezes que não concorda. E depois, uma reforma do Estado, como agora lhe chamam, não pode ser feita ao contrário, ou seja, não se podem cortar despesas só porque é preciso agradar e fazer a vontade à Troika. Por último, parece-me que não há reforma possível nesta altura de crise, sem que se tomem medidas que conduzam ao crescimento da economia. Se nos comprometemos a não termos um défice superior a 2,5% do PIB, porque não aumentamos o PIB? É preferível empobrecer os portugueses e mandá-los para a miséria?
Finalmente; todos os dias lemos ou ouvimos dizer que “lá vai mais dinheiro para a banca!”, para tapar os buracos que os banqueiros cavaram com a ganância desenfreada de ganharem dinheiro e mais dinheiro, sejam quais forem os métodos que utilizam. Só para o BPN e para o Banif já saíram, ou ainda vão sair, oito mil milhões de euros – o dobro daquilo que Passos Coelho e Gaspar querem tirar aos portugueses. Por isso, já há quem chame a esta dita reforma, uma reforma terrorista!  

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Mais de 900.000 desempregados; uma desgraça!


Ficamos hoje a saber que Portugal bateu um novo record de desempregados – mais de novecentos mil, o que corresponde a uma taxa de desemprego de 16,5%. E, tudo indica que não deveremos ficar por este número e esta percentagem, já que a tendência é para aumentar. Uma desgraça! Consequência, sem qualquer dúvida, desta austeridade cega que está a ser imposta aos portugueses. Só Gaspar, Passos, Relvas e outros talibãs da “irmandade” não querem ver o que toda a gente vê: Tanta austeridade que tira de todas as formas e feitios tanto dinheiro aos portugueses só pode, cada vez mais, aumentar a pobreza e o desemprego.
E agora; aqueles que deitaram tantos foguetes com o “Regresso aos Mercados”, que comentário fazem? Ainda acham que estamos no bom caminho?     


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Boa medida, mas muito tardia


Nestes últimos dias o Governo, pensando que está a fazer grande figura, tem “cantado vitórias” sobre extensão do prazo de pagamento do empréstimo, a ida aos mercados e o défice orçamental. Na Terça-feira foi noticiado que, a seu pedido, Portugal e a Irlanda pediram a extensão dos prazos de pagamento do empréstimo da troika. Este pedido, que parece ter sido concertado com um secretismo incompreensível, é uma medida positiva, sem dúvida, e já há muito tempo sugerida pelos partidos da Oposição, sobretudo PS e BE. Mas, como o PS fez saber, vem muito tarde. Pedida mais cedo, talvez tivesse permitido aliviar um bocadinho os portugueses das medidas recessivas da austeridade a que nos tem condenado. Falta agora coragem e bom senso para negociar os juros usurários do empréstimo. Espero que relativamente aos juros o Gaspar (e digo o Gaspar porque o Passos Coelho nada manda), desenterre também a cabeça da areia e os negoceie. Será uma medida fundamental para baixar, aí sim, a despesa pública.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Que triste sorte a nossa!


É verdade que apenas conheço as propostas preconizadas no já famigerado relatório do FMI, pelo que ouvi e li na Comunicação Social. No entanto isso chega-me para dizer que não tenho palavras para o qualificar, a não ser que profira insultos e injúrias para quem o fez, tal são as medidas cretinas que, a serem implementadas, o que não acredito, iriam conduzir o nosso país em termos económicos e sobretudo sociais à desgraçada vida dos anos sessenta. E digo sessenta, porque com o desaparecimento político de Salazar o Estado Novo começou a fazer algumas reformas (embora ténues) em termos de Segurança Social e Ensino.
Mas pior e mais cretino que as medidas foi a forma como o Secretário de estado Carlos Moedas as comentou em conferência de imprensa. A indignação foi tal que até um dirigente de Lisboa do partido PPD pediu a sua demissão. Mas já sabemos que dignidade é coisa que a maior parte destes governantes não têm, a começar pelo primeiro-ministro, a quem a maior parte dos portugueses já perdeu o respeito. E do Presidente da República nada podemos esperar. Continua a ver passar navios em Belém, politicamente ausente. Aparece apenas de vez em quando e, quase sempre, para dizer asneiras. Que triste sorte a nossa!     

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Onde vamos parar?


Mais uma vez ouvimos a notícia de que a execução orçamental voltou a derrapar e pouca gente liga porque já não é surpresa para ninguém. Surpresa seria o contrário, pois esta maldita austeridade que nos impuseram está a atrofiar a economia, e se o PIB em vez de crescer diminui, o défice e, consequentemente, a dívida pública aumentam. Portanto, não há volta a dar a não ser mudar de política ou, quanto a mim o que seria mais fácil apesar de muita gente achar que não, mudar de governo, já que este meteu a cabeça na areia e não ouve ninguém a não ser a Sra Merkel e o Sr Schäuble, que querem o empobrecimento de Portugal e dos portuguses. Onde é que isto vai parar!?  

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Que país é este?


Que país é este, onde alguns os pais e/ou encarregados de educação, quando chamados à escola para tratar de assunto relacionado com maus comportamentos dos seus educandos já vão acompanhados de advogado. Esta notícia ouvi-a hoje bem de manhã pela voz do Dr Albino Almeida, Presidente da Confederação das Associações de Pais, pessoa que me merece a maior credibilidade. E qual o motivo desta atitude dos pais? De um modo geral, digo eu agora, pela completa confusão que reina no ensino (veja-se a notícia hoje publicada no jornal Público), e de um modo particular pelo também confuso novo estatuto do aluno, pelo qual os pais passam a ser responsabilizados pelos comportamentos dos filhos, e bem, mas que os podem punir com multas e perda de algumas regalias ou apoios financeiros, e mal.
Já várias vezes tenho escrito neste blog que os pais são os principais responsáveis pela educação dos filhos, mas não é tirando-lhes dinheiro que os leva a assumir as suas responsabilidades.
Felizmente, como também disse o Dr Albino Almeida, numa altura em que há famílias que já não têm dinheiro para pagar os transportes dos filhos, não passa pela cabeça de qualquer director de escola, com bom senso “resolver os problemas com coimas”. E completo eu, porque felizmente as cabeças dos gestores das escolas não estão doentes, ao contrário das cabeças dos responsáveis do Ministério da Educação.  

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Não podemos regressar aos tempos do Estado Novo!


Não vi a entrevista que ontem o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho deu à TVI. Confesso que não tinha conhecimento dela e, ocasionalmente, não iria vê-la, já que pouco ou nada vejo na TVI, a não ser alguns jogos de futebol, e poucos.
De qualquer modo, já ontem na SIC Notícias e na RTP Informação, e hoje em vários noticiários, ouvi excertos da entrevista e vários comentários à mesma, que me levam a dizer que fiquei muitíssimo preocupado com o estado a que o país vai chegar. Não tenho dúvidas de que se nada for feito para que o Governo não leve à avante esta loucura de atacar o chamado estado social, a saúde e a educação, Portugal voltará em termos económicos e sociais aos piores tempos do salazarismo, com o brutal aumento da pobreza, com o ressurgir do analfabetismo e da mortalidade infantil, com a destruição do Serviço Nacional de Saúde, de modo a que teremos outra vez a situação cruel de só se poderem tratar aqueles que têm dinheiro; os outros voltarão a depender da boa vontade das misericórdias, ou morrerão.
Ora, eu não quero, e muitos portugueses também não querem, voltar ao passado. Por isso é preciso arrepiar caminho e tudo fazer para que não seja cometida tamanha loucura. A Sociedade Civil tem que dar o grande grito de revolta. Não podemos regressar aos tempos dos piores anos do Estado Novo!  

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Mais défice..., mais austeridade..., mais pobreza


Foram divulgados hoje os dados da execução orçamental reportados ao final do mês de Outubro. E, é claro, como não há milagres, o défice das contas do Estado agravou-se. De tal modo, que a dois meses do final do ano já está muito perto do valor que tinha sido fixado para o final de 2012.
Quer dizer: os portugueses continuam a contribuir cada vez mais para que as contas se possam equilibrar. Há cortes, e sérios, nas pensões de reforma e nas remunerações dos funcionários públicos, não foram pagos subsídios de férias, o valor com as prestações sociais são cada vez mais pequenos, os impostos vão aumentando, as taxas moderadoras pagas pelas prestações de saúde são cada vez maiores e …, o défice continua a aumentar todos os meses. E porquê? Porque só estes talibãs neoliberais que nos governam não querem encarar a realidade: Chegamos a um ponto que, quanto mais austeridade, mais o défice e a dívida aumentam. E os portugueses, sobretudo os que trabalham por conta própria, vão empobrecendo a cada dia que passa.
Mas, pensando bem, não será isto que os gajos querem?  

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Negociar com gente desta? Não obrigado


A prova provada (passe a redundância) de que estes talibãs da irmandade do Gaspassos que nos governam, são uns trapaceiros, foi o que se passou com o convite do primeiro-ministro ao PS para participar numa refundação do memorando, tendo em vista cortar na despesa (leia-se no Estado Social) quatro milhões de euros. Pois muito bem, Passos Coelho até escreveu uma carta a Seguro, para dar a entender que a coisa era séria, mas entretanto (soube-se pela boca de Marques Mendes) já estava a estudar o assunto com técnicos do FMI e do Banco Mundial. Isto, meus amigos, é próprio de gente rasteira, sem palavra, sem princípios e, sobretudo, sem honra.
Ora, parece que Seguro já lhe respondeu. De certo que não lhe chamou o que ele merecia, mas espero que, com toda a firmeza, lhe tenha dito que com gente desta não há possibilidade de diálogo.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

E o défice e a dívida continuam a aumentar. Triste fado nosso


Tal como já vem sendo habitual, também falhou a execução orçamental de Setembro, sobretudo porque a receita com os impostos continuou a cair a um ritmo maior do que no mês anterior. E em consequência disso o défice agravou-se em 76 milhões de euros,  nesse mês.
Ora, toda a gente vê o que só o Governo não vê. Que a austeridade cega imposta aos portugueses está a conduzir-nos a uma situação muito pior do que aquela  que tínhamos quando se solicitou ajuda financeira à malfadada Troika.
É este o triste destino a que estamos condenados, se nada se fizer no sentido de inverter a situação. A nossa economia está sobretudo alicerçada no consumo interno, e sem ele o desemprego aumenta e os impostos, sobretudo o IVA, o ISV e o ISP, diminuem muito. Ora, exceptuando uma dúzia de talibãs que pertencem à irmandade do Gaspar, muita gente de vários quadrantes políticos têm chamado à atenção para isso. Daí, as críticas à proposta do Orçamento. Mas o Governo não ouve.
Então, o que fazer? Sabe-se que alguns (muitos) deputados da maioria não concordam com o que está proposto. Mas também sabemos que a cobardia de muitos deles os leva a votar violando a sua consciência. Resta-nos uma atitude firme do Presidente da República. Mas infelizmente Cavaco Silva é, nas grandes questões um presidente ausente, que só fala através do Facebook.
Triste fado o nosso!  

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

NINI

Será que, hoje, depois de anunciar mais um saque aos trabalhadores e reformados, o Coelho foi trautear, novamente, a "Nini dos  [seus] 15 anos"? E terá levado consigo o olheiras Louçã Gaspar, o menino Paulo e menina Cristas?
Valha-nos S. Sinfrónio, já que o santo Aníbal nos abandonou à nossa sorte.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Chantagem intolerável


A Comissão Europeia, através do porta-voz do comissário Olli Rehn, já veio fazer chantagem sobre os portugueses, dizendo que a continuação da ajuda externa a Portugal está dependente do cumprimento das reformas acordadas no memorando de entendimento e das sucessivas revisões ao mesmo, incluindo a mais recente, feita agora aquando da quinta avaliação. Ora, esta posição da Comissão Europeia é intolerável, pois naturalmente estão bem informados e sabem, agora, que estas últimas medidas anunciadas pelo Governo e mais propriamente a da TSU, para além de levantarem dúvidas de constitucionalidade, são rejeitadas pelo país e até dentro da própria coligação. Por outro lado, a Comissão sabe que o memorando inicial, aquele que levou ao contrato de ajuda externa com a Troika  de que faz parte, foi assinado pelos três maiores partidos portugueses e teve o acordo dos parceiros sociais à excepção da CGTP, ou seja, teve o acordo de representantes políticos e sociais de praticamente 80% dos portugueses. Agora, sucede o contrário. Então a Comissão Europeia, ou se quisermos à Troika, terá de concluir que Passos Coelho desta vez usurpou das suas competências (ou se quisermos, abusou dos poderes que tem). Por isso, só tem que o contactar, pedir-lhe que vá ter com eles para lhes explicar o porquê da sua descabida atitude e dizer-lhe que, a exemplo do seu antepassado Egas Moniz, leve uma corda ao pescoço. Mas que, desta vez, não leve a mulher e as filhas, pois elas não têm culpa da sua arrogância, da sua teimosia ou, se quisermos, da sua burrice.  

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

UM NOJO

Depois da ameaça de nos deixarem completamente nus em plena praça, o Gaspar admitiu hoje, na AR, deixar-nos ficar com as peúgas.
Estes comprovados incompetentes divertem-se à nossa custa. É tempo de dizermos: BASTA, RUA!

terça-feira, 3 de julho de 2012

Mário Soares no Pró e Contras


Nunca fui, nem sou, um espectador regular do programa Prós e Contras, sobretudo porque não gosto do estilo da apresentadora, nem da condução do mesmo. No entanto quando, normalmente por acaso, sei antecipadamente qual o tema do debate e quais os convidados que vão participar, procuro vê-lo. E assim fiz ontem quando soube o tema – “A Roleta Russa da Austeridade” – e, sobretudo, os participantes – Mário Soares, Miguel Sousa Tavares, Viriato Soromenho Marques e António Esteves Martins.
De um modo geral, gostei das participações dos quatro, embora discordasse de algumas posições de Miguel Sousa Tavares. Com estilos diferentes, todos concluíram que a situação económico-financeira de Portugal está muito pior do que há um ano em consequência das medidas de austeridade impostas de uma maneira cega pelo Governo aos portugueses. Mário Soares, de uma forma serena mas determinada, chamou à atenção para o facto de não ser possível impor mais austeridade sem que dela possa surgir indignação e protesto enérgico dos cidadãos. E disse ter ficado muito preocupado com os protestos de populares ao Ministro da Economia. “ Este Governo é um mau governo, mas é um governo legítimo”, disse.
Bom, resta-me esperar que António José Seguro e os restantes dirigentes do PS tenham ouvido com atenção as preocupações do fundador do partido e “arrepiem caminho”. O PS não pode continuar na espectativa. Tem que agir e rápido!