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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Os tais contratos de associação

Os contratos de associação, agora tão falados, apareceram como forma de o estado fazer face à falta de uma ou outra escola pública, numa ou noutra localidade, e poder cumprir o seu dever de possibilitar a todos o acesso à educação e ao ensino, conforme a Constituição da República determina.
Assim, foram contratados os serviços de alguns colégios para substituírem nalgumas localidades, as escolas públicas em falta. Mas ficou sempre claro que tais contratos de prestação de serviços não eram eternos. Desde que passasse a haver oferta de ensino público cessava o respectivo contrato de associação. Infelizmente o estado foi mais uma vez desmazelado e, propositadamente ou não, foi deixando andar. De tal modo que se chegou ao desplante e haver um colégio com contrato quase em frente a uma escola pública. Até a malfadada Troika que nos infernizou a vida impôs que se acabassem tais contratos quando desnecessários. Só que o governo PAFioso que nos governou fez, por questões ideológicas, tábua rasa deste acordo com a Troika e continuou a meter milhões de euros nos cofres do lóbi dos colégios privados. Não é verdade que o tal Crato queria a todo o custo privatizar o ensino? Pois queria, mas o tempo do governo PAFioso já lá vai.
Por isso, cabe agora ao actual governo repor a legalidade, sem receios. Afinal, em Portugal há cerca de dois mil colégios, dos quais só apenas cerca de oitenta têm contrato de associação.
Fico à espera.


terça-feira, 2 de setembro de 2014

Para nossa desgraça!

Todos os dias ouvimos notícias sobre Educação em Portugal, que nos mostram o retrocesso da mesma. Ainda há bem pouco tempo – dois ou três anos atrás – víamos com orgulho que ocupávamos um bom lugar no ranking europeu e até mundial. Éramos talvez o país que mais tinha progredido no mesmo ranking, fruto do bom trabalho dos ministérios dos últimos dez/doze anos, sobretudo durante o consulado de Maria de Lurdes Rodrigues. Mas, eis que chega Nuno Crato e começou a desgraça. Nuno Crato, o pior ministro de que há memória. Não só o pior nos tempos da Democracia mas também comparado com os últimos tempos do Estado Novo, em que era ministro o Pof. Veiga Simão.
No limiar deste ano lectivo têm sido várias as queixas de alunos e respectivos encarregados de educação e de professores. Relativamente aos alunos, tudo vale para reduzir turmas, reduzir tempos lectivos, reduzir, reduzir, reduzir. E com estas reduções todas, reduzir…, professores. E reduzindo professores, mostrar ao primeiro-ministro,  a miss Swaps e à Troika que se está a gastar menos com a Educação. E o país fica pior? Isso não importa. O que importa é agradar à dita Troika e…, aos mercados. Para nossa desgraça!

domingo, 17 de novembro de 2013

Que vai fazer o Crato?

Nuno Crato, a quem vaticinei poder vir a ser o pior ministro da educação de sempre, inventou mais uma “treta” para lançar mais confusão nas escolas e poder ter motivos para despachar mais uns tantos professores para o desemprego. Trata-se de um exame a que os professores contratados, a trabalhar ou não, serão sujeitos, uma espécie de exame de acesso à profissão de professor. Diz o Crato que tal prova é uma componente importante no processo de melhoria do ensino. E eu digo que o Crato só pode estar a brincar connosco. O ensino, sobretudo o ensino público, só melhora se melhorarem as condições de vida das famílias. Não é por acaso que os chamados “alunos problema” são oriundos de famílias desestruturadas e com muitos problemas económico-financeiros, muitas vezes com pai ou mãe ou mesmo os dois desempregados. Não é por acaso, também, que as escolas com piores resultados em todos os ciclos de ensino estão perto de bairros sociais das áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa. Mas, para Crato, a solução ou parte dela está nos exames para professores. É um absurdo. Um cidadão (ou cidadã) para ser professor tem que ter formação científica, a nível de licenciatura, e formação pedagógica, ambas actualmente dadas, ou tiradas, nas universidades. A avaliação dos professores deve ser feita, sim, tendo em conta o seu desempenho, tal como foi implementado pela equipa de Maria de Lurdes Rodrigues. E não por um exame. Já agora: será que o Crato fez exame para ser professor?
Entretanto sabe-se que, para já, nove dos onze ou doze tribunais onde foram interpostas providências cautelares pedindo que os exames não se efectuem foram aceites, ou seja, segundo esses tribunais os exames não se devem realizar. Que vai fazer o Crato; aceitar, como deve, a decisão do tribunal, ou não? Esperamos para ver.    

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Que descaramento!

O ministro da Educação (ou da deseducação?) Nuno Crato anda cada vez mais baralhado da sua cabeça. Aliás, não tenho a mais pequena dúvida que é o pior ministro da Educação desde os tempos de José Hermano Saraiva nos idos e conturbados tempos do Estado Novo.
Nuno Crato e a sua equipa resolveram destruir, sabe-se lá porquê, muito do que de bom foi feito pelos governos de José Sócrates, sobretudo o primeiro, que teve a Doutora Maria de Lurdes Rodrigues à frente do respectivo ministério.
Entre aquilo que destruíram, destacam-se: O programa “Novas oportunidades”, destinado a dar aos cidadãos fora da idade escolar a possibilidade de aumentarem a sua escolaridade e o nível da sua qualificação; e os programas “Magalhães” e “Inglês obrigatório” levados a cabo logo no primeiro ciclo do ensino básico. E se o “Novas Oportunidades” era fundamental para chegarmos ao comboio do desenvolvimento, o Magalhães e o Inglês são imprescindíveis sob pena de regredirmos e chegarmos ao nível dos países do terceiro mundo. Hoje, no mundo globalizado onde estamos inseridos, não é possível entrar numa universidade sem se saber bem, informática e Inglês. Só as cabeças doentes de Passos Coelho e Nuno Crato não pensam assim. Por isso, acabaram com todos eles, sendo que a machadada no Inglês foi dada há poucos dias, o que causou uma indignação geral. Toda a gente sabe que mais tarde ou mais cedo todos os países, sobretudo os europeus, serão bilingues – falarão a língua local (ou dita materna – português, francês, italiano, espanhol, etc), e o Inglês. Entretanto, face a esta indignação veio agora Nuno Crato “pedir ajuda para tornar o Inglês obrigatório no primeiro ciclo”. Que cinismo! O que pretende Nuno Crato com isto; passar a bola ou calar os portugueses? Que descaramento!



quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Que safadeza! Quem pode ter respeito por eles?

Já ninguém tem dúvidas que o nosso desgraçado Governo usa e abusa do cinismo, a começar pelo primeiro-ministro, que só não é o mais cínico de todos porque é impossível ser mais cínico que Paulo Portas.

Nos últimos dias temos ouvido os professores e os dirigentes dos seus sindicatos, os pais e os dirigentes das associações que os representam, e muitas autarquias, dizerem-se preocupados com o novo ano escolar. Entretanto o primeiro-ministro, na véspera da abertura do ano lectivo, acompanhado do ministro da Educação, foi inaugurar uma escola já inaugurada há um ano (é estranho, não é?) e, entre outras considerações e aldrabices, enalteceu o facto de o arranque escolar decorrer sem os sobressaltos de outros tempos em que “não se sabia se os professores tinham colocação e se as escolas estavam prontas”. Mas que grande safadeza! Só pode estar a brincar com coisas sérias. Então não ficamos a saber só hoje, ou seja, depois de o primeiro-ministro ter mandado aquelas “labecas”, que foram colocados 5454 professores e que ainda faltam colocar cerca de 2000, que o Governo mandou encerrar duas escolas dum agrupamento de escolas do concelho de Guimarães com turmas já constituídas, que há professores que ainda não têm acesso aos manuais escolares? Não dá para acreditar. Das duas, uma: Ou o primeiro-ministro não se importa de mentir descaradamente aos seus concidadãos; ou não faz a mínima ideia do estado em que está a Educação. Quem pode ter respeito por um primeiro-ministro destes?

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Os porquês dos maus resultados dos exames nacionais

Não conheço melhor opinião sobre os péssimos resultados nos exames nacionais deste ano lectivo que aquela que e li no Público on-line da autoria da Doutora Maria de Lurdes Rodrigues, ex-ministra da Educação e que obteve no seu consulado à frente do ministério um dos maiores crescimentos do nível da Educação do nosso país. Daí ser uma das vozes mais avalizadas para nos explicar alguns dos porquês de tanto retrocesso nestes dois anos de governação desta Direita que nos (des)governa.
Assim, com a devida vénia à autora, transcrevo o artigo, o qual subscrevo:
Perante os maus resultados nos exames nacionais, o ministro da Educação promete atuar.
No entanto, nos últimos dois anos o Ministério da Educação acabou com os programas que tinham como objetivo a melhoria dos resultados escolares e o sucesso dos alunos. Nomeadamente:

• acabou com o Plano de Ação para a Matemática;

• acabou com os apoios ao Plano Nacional de Leitura;

• acabou com a exigência de planos de recuperação para os alunos com notas negativas;

• acabou com a exigência de aulas de substituição;

• acabou com a obrigatoriedade do estudo acompanhado;

• acabou com a maioria dos cursos de educação e formação destinados aos jovens com mais de 15 anos e sem o 9.º ano;

• acabou com várias disciplinas, diminuindo o tempo de trabalho na escola para todos os alunos.

Pergunta: quais foram as medidas alternativas ou equivalentes entretanto lançadas? Resposta: nenhuma. Pelo contrário, os programas Mais Sucesso e as Bibliotecas Escolares vivem em permanente ameaça de redução de recursos e, já no próximo ano letivo, as crianças do primeiro ciclo, as tais que devem preparar-se para o exame da 4.ª classe, terão menos aulas, porque foi diminuída a componente letiva do horário dos seus professores.

Não há milagres. Os maus resultados nos exames surgem na sequência daquelas decisões. Quando se diminui o tempo de trabalho, o tempo de estudo e a exigência, os resultados dos exames só podem ser negativos.

Vejo os resultados dos exames nacionais com grande apreensão. São milhares de estudantes que estão a ser empurrados para fora da escola. O Ministério da Educação não só não tem uma estratégia política clara para fazer cumprir a escolaridade obrigatória, como, pelo contrário, no que faz promove, objetivamente, o insucesso e o abandono escolares.”

Maria de Lurdes Rodrigues é presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e professora de Políticas Públicas no ISCTE-IUL. A autora escreve segundo o Acordo Ortográfico.





terça-feira, 18 de junho de 2013

A greve e os exames

Mal tive conhecimento que as organizações sindicais de professores, nomeadamente a Fenprof, tinham entregado um pré-aviso de greve para o primeiro dia dos exames nacionais, manifestei neste blog a meu desacordo quanto à oportunidade da mesma. Pois, mesmo tendo em conta que o Governo tem maltratado os professores, acho que o interesse dos alunos se sobrepõe à justa luta dos professores.
Passado o dia da greve, quero fazer algumas considerações relacionadas com ela.
Nem Governo nem sindicatos podem cantar vitória, bem pelo contrário, e quem mais perdeu foram os alunos, quer os que não puderam fazer os exames, quer os que os fizeram, sem as devidas condições e o sossego a que tinham direito. Quem ficou mal, mesmo muito mal na fotografia, foi o Governo que pela sua arrogância, pela vontade de criar conflitos (está sempre pronto para um barulhinho) e para quem negociar é impor a sua vontade, não foi capaz de evitar o prejuízo dos alunos. E era tão fácil! Bastava não fazer o chinfrim que promoveu ou, uma vez feito o chinfrim, podia ter alterado previamente o dia do exame e tinha defendido a equidade. Assim, por muito que diga que as condições são iguais para os alunos fizeram o exame e para os que só o vão poder fazer no dia 2 de Julho, não convence ninguém. O Governo devia saber que uma mentira por muito que seja dita, não deixa de ser mentira.

E já agora que falamos de mentiras, espero que pelas gravações das reuniões entre o Governo e os sindicatos se fique a saber quem de facto mentiu. Se Mário Nogueira, líder da Frenprof, ou o Governo, incluindo o aprendiz de ministro Poiares Maduro.                                                                        

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Ninguém se queixa?


Entre os muitos disparates que o relatório do FMI tem, um deles refere que é preciso dispensar cinquenta mil professores. Gostava de perguntar ao inteligente(?) que concluiu esta medida, que critérios utilizou, já que o número referido deve rondar um quarto dos professores que leccionam no ensino público. Como era possível fazer tamanho rombo nas escolas públicas? Diminuíam à carga horária das diferentes disciplinas? As turmas passavam a ter 50 alunos?! E não só. Naturalmente que a medida atingiria professores com muitos anos de actividade e com idades de difícil acesso a outra profissão ou actividade. Que país é este que põe a hipótese de mandar para o desemprego cinquenta mil cidadãos muito qualificados? Os professores não têm a licenciatura do senhor Relvas, são mesmo licenciados e com vários cursos profissionais e acções de formação.
Mas, perante tal ataque aos professores, onde está Mário Nogueira e os outros líderes dos sindicatos e associações profissionais? Maria de Lurdes Rodrigues, que em meu entender foi uma boa ministra da Educação, foi confrontada com enorme contestação por ter posto em prática um sistema de avaliação de desempenho de professores. E agora que o Governo quer pôr na rua quase um quarto dos professores, não se ouve um queixume. Porquê; não é estranho?      

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Que país é este?


Que país é este, onde alguns os pais e/ou encarregados de educação, quando chamados à escola para tratar de assunto relacionado com maus comportamentos dos seus educandos já vão acompanhados de advogado. Esta notícia ouvi-a hoje bem de manhã pela voz do Dr Albino Almeida, Presidente da Confederação das Associações de Pais, pessoa que me merece a maior credibilidade. E qual o motivo desta atitude dos pais? De um modo geral, digo eu agora, pela completa confusão que reina no ensino (veja-se a notícia hoje publicada no jornal Público), e de um modo particular pelo também confuso novo estatuto do aluno, pelo qual os pais passam a ser responsabilizados pelos comportamentos dos filhos, e bem, mas que os podem punir com multas e perda de algumas regalias ou apoios financeiros, e mal.
Já várias vezes tenho escrito neste blog que os pais são os principais responsáveis pela educação dos filhos, mas não é tirando-lhes dinheiro que os leva a assumir as suas responsabilidades.
Felizmente, como também disse o Dr Albino Almeida, numa altura em que há famílias que já não têm dinheiro para pagar os transportes dos filhos, não passa pela cabeça de qualquer director de escola, com bom senso “resolver os problemas com coimas”. E completo eu, porque felizmente as cabeças dos gestores das escolas não estão doentes, ao contrário das cabeças dos responsáveis do Ministério da Educação.  

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Que crueldade!


Notícia cruel: o número de crianças das escolas que passam fome aumentou 30%. Já não são 10.000, mas 13.000.
Como é possível? O primeiro-ministro, o ministro das Finanças e Paulo Portas, líder do outro partido da coligação que apoia o Governo, não têm vergonha? Esta situação é inadmissível. E ainda não contente com isto, Passos Coelho ainda vem ameaçar os portugueses, dizendo que vai haver cortes nas verbas do Estado para a Educação. Que crueldade!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Que grande confusão


Estamos a pouco mais de uma semana do início do novo ano lectivo e reina a maior confusão no ensino, consequência das mudanças levadas a cabo pelo Ministério da Educação de forma atrapalhada, ou como é vulgar dizer-se, em cima do joelho. Então, relativamente à colocação de professores e aos respectivos concursos a confusão é total. O ministro, sobretudo, diz e desdiz com a maior desfaçatez. Num dia há professores sem horário (os chamados professores de horário zero) que ficam em pânico porque se sentem atirados para um chamado quadro de mobilidade e no dia seguinte ouvem o ministro dizer que vai haver trabalho para todos nas escolas; num outro dia cerca de dois mil docentes contratados descobrem que não estavam oficialmente colocados porque não tinham validado na plataforma online a sua colocação - um procedimento que lhes era exigido pele primeira vez, e no dia seguinte ouvem dizer que o ministério os vai manter (pergunto: a fazer o quê?). E entretanto são enormes as filas de professores à porta dos Centros de Emprego!
Mas, a grande confusão virá com o decurso do ano lectivo, fruto das instalações feitas à pressa dos mega agrupamentos. Alguns deles (ou quase todos) vão funcionar com projectos educativos diferentes, com regulamentos internos diferentes, com dois ou mais Conselhos Pedagógicos, com professores a darem aulas em duas ou mais escolas (do mesmo agrupamento) em que os manuais escolares são diferentes, coordenados por mais do que um coordenador de área curricular, etc, etc. É assim que se pretende combater o insucesso escolar? Claro que não, e o ministro até tem (será que tem mesmo?) consciência disso. Mas, a Troika (maldita troika!) ordenou-lhe que cortasse nas despesas e ele obedece. E com os mega agrupamentos mandou milhares de funcionários e de professores, ditos contratados, para a rua. É este o Crato do “Plano Inclinado”?  

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

" O Tirano"


Num artigo de opinião, hoje publicado no jornal “Público”, Santana Castilho diz de Nuno Crato o que Maomé não disse do toucinho. Chamou-lhe, inclusivamente “O tirano” e diz ter um discurso farsola. Sendo verdade que Santana Castilho se sente traído por Passos Coelho, também o é que o ministério de Nuno Crato tem conduzido a sua política educativa com total desprezo pelos professores, pelos alunos, pelo pessoal não docente e pelos pais. E se pensarmos que os pais são os principais responsáveis pela educação dos filhos, concluímos que mal vai um ministério da Educação que despreza os principais educadores dos alunos.
Mas voltando ao artigo de Santana Castilho, direi que é um autêntico apelo à rebelião dos professores. Tem frases como: “Já deviam ter feito ao tirano um continuado manguito”, ou “Não o tratem que ele vos tratará”.
Mas para mim a frase que melhor caracteriza o que tem sido o tipo de governação de Crato é: “qual Nero arrependido o tirano mandou recuperar o antes havia incendiado, …, permitindo tudo o que antes proibira”. Assino por baixo!

terça-feira, 31 de julho de 2012

DA EDUCAÇÃO

Não sou dado a temas sobre a Educação ( o pouco que conheço devo-o ao Mário Nogueira, honra lhe seja), mas pelo que vou lendo ou ouvindo palpita-me que o Nuno Crato não faz ideia nenhuma das águas em que tenta navegar. E eu, que tantas esperanças tinha no homem...!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

mais medidas avulso para o ensino


Hoje, como de costume, quando acabei de comprar o jornal Público olhei para os títulos da primeira página e fiquei logo de sobre aviso com aquele que se destacava mais: “Regressam as penas pesadas para alunos faltosos e indisciplinados”.
Só mais tarde fui ler o desenvolvimento da notícia nas páginas interiores e o meu primeiro sentimento foi o de que “a montanha pariu um rato”, ou melhor, vai parir um rato, já que uma parte das medidas publicitadas é matéria de diploma que terá de ser ainda aprovado na Assembleia da República. Posso no entanto dizer já que concordo com algumas, sobretudo as que vão no sentido de obrigarem os pais a acompanharem mais a vida escolar dos filhos, a participarem mais nas actividades da escola e a comparecerem nela quando chamados pelos órgãos directivos ou seus representantes. Há outras medidas que me parecem irrelevantes e uma que, tal como está “estipulada” (parece que é mesmo o termo utilizado), me fez recuar no pensamento, claro, (vade retro Satanás!) aos tempos em que Salazar obrigava as meninas a usar bata, pois podiam estar vestidas de modo a ofenderem os bons costumes e a moral públca. Refiro-me àquela que estipula que os alunos passam a ter o dever de cuidar da sua higiene e de se apresentarem com vestuário adequado à dignidade (???) da escola. Bonito…, muito bonito!
Reservo-me para mais tarde voltar ao tema, quando toda a legislação estiver devidamente publicada.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Uma falha grave e imperdoável


Quero confessar que sou um fraco espectador do programa Prós e Contras. Raras vezes o vejo porque, de entre outras coisas, não gosto da apresentadora nem da maneira como ela conduz os programas.
Mas, sendo há muitos anos um interessado nas questões da Educação e do Ensino em Portugal, não quis deixar de ver o Prós e Contras de hoje, aliás, de ontem, já que estou a escrever este post depois do programa ter acabado, bem para lá da meia noite. Devo dizer que foi confrangedor ver a falta de argumentos daqueles que defendem a criação dos mega agrupamentos, incluindo o Secretário de Estado. Confrangedor, também, foi ver a cara do Director Regional de Educação do Norte, quando a professora do Castelo da Maia (que, passe a expressão, deu uma coça no Secretário de Estado) referiu a unanimidade dos directores das escolas locais e da Câmara em ser adiada a constituição do agrupamento. Estava comprometido, com quê?
Finalmente, quero referir que, sendo eu fraco cliente do programa, ainda fiquei com menos vontade de o voltar a ver, pois: Como é possível que num debate sobre educação, não fosse ouvida qualquer intervenção de um pai? Então, não são estes os principais responsáveis pela educação dos filhos? Não vai o Governo responsabilizá-los, e bem quanto a mim, pelas atitudes dos filhos? Então, ó Fátima: Não devia, pelo menos, estar lá um? Foi uma falha grave e imperdoável

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Que coça!


Estou a ver o programa Prós e Contras, na RTP 1. O Assunto é o Ensino e, até agora, mais propriamente os mega agrupamentos escolares. Bem, uma das convidadas é uma directora de escola que está a dar “uma coça” no Secretário de Estado e num seu colega, também director de escola que já me fez rir. Quer a criatura convencer-nos que é mais fácil governar um mega agrupamento de escolas (distanciadas umas das outras) com mais de três mil alunos, do que uma escola com mil e poucos. Até me apetece dizer: Mas, este burro quer gozar connosco?

quarta-feira, 25 de abril de 2012

LIDO

O Público de hoje publica a habitual coluna de Santana Castiho, a quem Passos Coelho terá encomendado a parte respeitante à Educação para o seu programa de governo, que depois mandou para o lixo, sem explicações ao autor.
O título do artigo é "Os farsolas do regime" e diz, entre outras coisas, que "esta conversa [em entrevista à TVI] não é de ministro [Nuno Crato]. É de farsola, que não distingue pedagogia de democracia". E acrescenta:" aos professores adormecidos pergunto: e não fazemos nada?".
Um dia destes vamos ver o Santana Castiho de braço dado com o Mário Nogueira a descer a Av.ª da Liberdade. Ou não? Mário Nogueira anda desaparecido em combate...

sábado, 17 de março de 2012

Onde anda o PS?

Onde anda o PS, é mesmo a pergunta que apetece fazer, tendo em conta que o Partido esteve praticamente ausente do debate político, como maior partido da Oposição, nos últimos dias da semana passada e na semana que agora acaba. É verdade que António José Seguro andou preocupado com o interior do país e com a saúde dos portugueses, questionando principalmente o grande aumento da mortalidade na população idosa, mas perdeu uma enorme oportunidade de fazer uma oposição enérgica e mostrar aos portugueses que vai lutar a seu lado contra esta política do governo ultra liberal que prefere não atacar os grandes lucros da EDP (e os prémios do Mexia) a baixar para os consumidores (sobretudo para o Povo) o preço da energia eléctrica.
Para além de não ter feito grandes reparos ao golpe financeiro tentado pela Lusoponte de Ferreira do Amaral, o PS não fez oposição como devia ao denunciar dois casos políticos graves:
- A saída do ex-Secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes, que ousou enfrentar a EDP;
- E o golpe palaciano que o ministro da Educação, Nuno Crato, planeou para afastar a anterior Administração da empresa Parque Escolar.
Quanto à saída de Henrique Gomes, o PS muito pouco disse, deixando passar a oportunidade de desmascarar a vergonhosa vassalagem a António Mexia que, nas questões energéticas, se julga a segunda figura do Governo, sendo que a primeira é Victor Gaspar. Passos Coelho, primeiro ministro, porta-se como se fosse o último.
Quanto ao golpe palaciano do ministro Nuno Crato. Praticamente passou despercebido. Quando há dias foi ao Parlamento, Nuno Crato fez acusações graves à gestão da Parque Escolar, acusando aquela empresa de ter gasto na construção, reconstrução e recuperação de escolas, mais de 400% do valor inicialmente orçamentado. Promoveu a polémica, fomentou os comentários mais intratáveis que podemos imaginar, o que levou a que a anterior Administração se sentisse atingida na sua dignidade e se demitisse. Veio agora a saber-se por um último relatório que, havendo desvios de custos, é certo, nada foram parecidos com os que o ministro “denunciou”. Mais, sobre certos aspectos, aquela Administração até recebeu referências elogiosas. Que concluir disto? Só pode ser, que o ministro quis arranjar um motivo para substituir a gestão da Parque Escolar. Uma vergonha! E o PS, o que fez, sabendo até que Nuno Crato tudo fará para dar a machadada na Escola Pública? De visível, nada. Não pode ser



terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Revisão curricular

Com alguma pompa e pouca circunstância, o ministro Nuno Crato apresentou ontem a revisão curricular para os ensinos básico e secundário. Melhor dizendo, apresentou uma proposta de revisão curricular, já que o documento estará em discussão pública até ao próximo dia 31 de Janeiro de 2012. Isto , se o Governo não tomar a mesma posição que tomou relativamente ao aumento do horário de trabalho em mais 30 minutos diários para os trabalhadores do sector privado em que, não tendo conseguido acordo imediato na Concertação Social, decretou a medida unilateralmente (quero, posso e mando).

Tudo o que sei do documento, li-o e ouvi-o na Comunicação Social. Não dá para ter uma opinião muito avalizada sobre ele, mas já dá para sentir um certo retrocesso. Direi mesmo, um certo regresso ao passado. Parece-me muito parecido com o currículo do ensino do meu tempo de estudante - anos cinquenta e sessenta, com o Inglês a trocar com o Francês como língua obrigatória durante cinco anos. Vamos aguardar para ver. Mas, não é de mais uma revisão curricular que precisamos. O que é urgente fazer-se, é uma reforma do Ensino. Para isso é necessário um consenso muito mais amplo. Pelo menos entre os partidos do chamado "arco do poder".


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

DESAPARECIDO EM COMBATE

Vejo o novo ministro da Edução desdobrar-se no Parlamento, na Comissão e em entrevistas e não vejo nem oiço o inefável Mário Nogueira. Que se passa? Está desaparecido em combate?