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domingo, 18 de outubro de 2015

De que têm medo?

É uma vergonha o que se está a passar em Angola, com a prisão de jovens activistas que fazem parte de um movimento de protesto contra o regime autoritário – para não lhe chamar ditadura – que reina naquele país.
Não se conformando com a prepotência dos senhores do regime que governam o país e que sobretudo se governam (eles e as suas famílias enriquecem e o povo sobrevive), alguns jovens resolveram levar a cabo várias acções para chamarem a atenção da Comunidade Internacional. E, como sempre sucede com aquele tipo de gente, foram presos, provavelmente seviciados, acusados de rebelião e, pasme-se, de golpe de Estado!
Ora, um destes contestatários é luso-angolano, portanto, cidadão angolano mas também cidadão português, e resolveu entrar em greve de fome para reforçar o protesto e dizer ao mundo que está disposto a dar a vida pela democracia e pela liberdade em Angola. O seu estado de saúde é extremamente grave e as autoridades angolanas mostram-se completamente desinteressadas do desfecho que possa acontecer.
Toda esta situação tem provocado o desagrado ou pelo menos a preocupação da comunidade internacional, sobretudo nas chamadas democracias ocidentais. E em Portugal? Bom, em Portugal o governo assobia para o tecto e sacode a água do capote. Dizem, o primeiro-ministro e o ministro dos negócios estrangeiros, que se trata de um assunto interno de Angola. Não comentam. Pergunto: De que têm medo? Se calhar que a filha do ditador não compre mais empresas portuguesas a preço de saldo. Será?


sexta-feira, 10 de julho de 2015

Finalmente!

Finalmente! Foi a expressão que me saiu quando vi, em diferido, uma boa parte do debate sobre o Estado da Nação, sobretudo as várias intervenções de deputados do PS. O meu aplauso para a estratégia usada em que intervieram vários deputados da bancada. A diferença foi tão grande, relativamente aos desempenhos do partido nos debates quinzenais, que nem me atrevo a compará-los. Gostei, e não só eu como verifiquei pelos vários comentários que ouvi (até Marcelo gostou!!) de todas as intervenções, muitas delas bem demolidoras para o primeiro-ministro que foi várias vezes chamado de mentiroso e, como diz o povo, com todas as letras. Mas de entre elas destaco as de Euridice Pereira, de João Galamba de Ana Catarina Mendes e de Pedro Delgado Alves. Esta, para mim, a mais assertiva.
Há muito tempo que o PS deveria ter combatido a ladainha usada por este desgraçado governo e da maioria que o apoia para se desculpar com o governo anterior do mal que fez aos portugueses durante esta legislatura. O governo anterior foi em devido tempo julgado pelos portugueses, que acreditaram nas mentiras de Passos Coelho e lhe deram a possibilidade de governar (ou desgovernar?) o país. Infelizmente, o país está muito pior do que estava quando o governo do mentiroso Passos e do malabarista Portas tomou posse.
Esperemos que o povo tenha tomado consciência de todas as patifarias que eles nos fizeram e lhes dê um valente chuto no traseiro nas próximas eleições.


quarta-feira, 3 de junho de 2015

Interesse Público; Porquê?

O Supremo Tribunal Administrativo aceitou a providência cautelar colocada pela Associação Peço a Palavra, que representa juridicamente o movimento Não TAP os Olhos, contra a privatização da TAP. Em princípio e se vivêssemos num verdadeiro Estado de Direito o processo de privatização seria suspenso, estando o Governo proibido de o continuar. Mas pode o Governo invocar interesse público e, assim, manter o calendário do processo. Mas, pergunta-se: interesse público, porquê? Em que é que a vida dos cidadãos portugueses é afectada com a suspensão do processo de privatização da TAP? Vão deixar de ter acesso à saúde, à educação, ou aos fracos apoios sociais a que ainda têm direito? Vão, por isso, faltar bens de primeira necessidade, incluindo o petróleo? No geral, a vida dos portugueses vai piorar (pior do que isto só o inferno)? Claro que a resposta a todas estas perguntas é, NÂO.
Mas, como sempre, este desgraçado governo que nos atormenta a vida, é velhaco, não gosta de perder e, atentando mais uma vez contra as leis e a Constituição da República, prepara-se para manter o processo e tudo fará para o levar até ao fim. A não ser que os dois candidatos não dêem corda aos sapatos (expressão usada com a boçalidade habitual pelo ministro Pires de Lima) e não ofereçam nem mais um cêntimo pela TAP. Nesse caso, segundo o que já ouvimos de fontes governamentais a privatização vai “p’rás urtigas”.
Será? Destes aldrabões já se espera tudo. Com a maior desfaçatez dão o dito por não dito.
E do Presidente; o que esperar do Presidente? Infelizmente…, NADA. Como sempre!
  


terça-feira, 26 de maio de 2015

Esta tem cá uma lata!!


Miss Swaps, ministra das finanças sempre estava a mentir e sabia que mentia. Teve o maior desrespeito para com os jovens para quem falou no Sábado em Ovar e, por arrastamento, para com todos os portugueses. Ontem à noite, provavelmente sentindo o incómodo do parceiro de coligação e depois de ter ouvido alguns dirigentes do PPD a desmenti-la, veio a dar o dito por não e dizer sobre um possível problema na sustentabilidade da Segurança Social que:”não há nenhuma solução desenhada, nenhuma solução definida. Queremos um amplo acordo com o PS, na Concertação Social, seguindo as linhas indicadas pelo Tribunal Constitucional”. Esta tipa tem cá uma lata!!

Já agora uma pergunta: Terá ela levado um puxão de orelhas? Se calhar.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

A quem estamos entregues! Mas por pouco

 Não contentes com a carta, o PPD e o seu inenarrável Marco António Costa, querem que o PS submeta o documento Uma Década para Portugal à apreciação da UTAO – Unidade Técnica de Apoio Orçamental da Assembleia da República e ao Conselho das Finanças Públicas.
Esta gente, para além de ridícula, é rancorosa e prepotente e julga que pode fazer o que quer, mesmo em democracia. Por isso, ameaçam que se o PS não tomar a iniciativa de fazer o que eles pretendem, será a maioria no Parlamento a fazê-lo.
Estas atitudes só são possíveis porque eles sabem que o homem de Belém pouco mais faz do que olhar para o Tejo para ver passar os barcos e assinar de cruz tudo o que a maioria lhe manda assinar.
A quem estamos entregues!! Mas espero que por pouco tempo. 

 N

Mandei-te uma carta... para chatear?

O desgraçado Governo que nos governa e os partidos que o sustentam – PPD e CDS/PP –, às vezes ajudados por alguns comentadores, fartaram-se de acusar o PS e sobretudo o seu líder, António Costa, de não ter uma ideia concreta para o país e de como enfrentar os graves problemas económico-financeiros de Portugal. No fundo, queriam saber que alternativas políticas o PS e Costa tinham para anunciar aos portugueses. António Costa sempre lhes respondeu que em devido tempo o PS apresentaria um documento com um conjunto medidas para uma década, documento esse que serviria de ponto de partida à elaboração de um programa de governo.
Pois bem, há poucos dias António Costa e o PS apresentaram um documento intitulado “Uma Década para Portugal”, resultado de um estudo solicitado a doze reputadíssimos economistas portugueses que traça o cenário macroeconómico para os próximos dez anos e, como anunciado, depois de muito discutido e comentado, inspirará a elaboração um programa de governo a apresentar aos eleitores nas próximas eleições legislativas.
Ironia do destino! Apanhados de surpresa a Direita e, novamente, alguns comentadores e jornalistas desataram num enorme chinfrim, demonstrando um enorme nervosismo.
Para além disso, o PSD, na pessoa do seu Vice Marco António Costa, resolveu enviar uma carta ao PS, com 29 perguntas sobre o documento. A primeira coisa que me veio à cabeça quando ouvi tal notícia foi um bocadinho da letra de uma canção do Sérgio Godinho que dizia: “ …mandei-te uma carta pela Zefa do sete…”, tal o ridículo de tal atitude, já que não quero acreditar que aquela gente não sabe ler o documento. Ainda por cima quando pessoas muito habilitadas o classificou como um documento bem fundamentado e quantificado.
Que pretende então aquela gente, chatear? Só pode.   


  

domingo, 20 de julho de 2014

Para onde caminha a nossa investigação. Até quando?

Já não é surpresa para muitos portugueses, sobretudo para os mais informados, ouvir boas notícias sobre a actividade de muitos dos nossos investigadores científicos – sobretudo das áreas da Biologia e Bioquímica, Medicina, Física e Electrónica – quer dos que investigam em Portugal, normalmente em institutos ligados às universidades, quer os que investigam no estrangeiro, quase todos, no entanto, formados em Portugal. Muitos deles são laureados com prémios internacionais como reconhecimento do excelente trabalho que desenvolveram.
Ora, o aparecimento de bons investigadores e cientistas em Portugal não foi obra do acaso. Deveu-se sobretudo ao investimento feito nos Governos de António Guterres e de José Sócrates, sob a tutela do Prof. José Mariano Gago – um investigador internacionalmente reputado na área da física – na sua qualidade de ministro da Ciência e Investigação Científica e Ensino Superior. Foi notável o desenvolvimento, quer da Investigação Científica, quer do Ensino Superior nos bons tempos do ministro Mariano Gago.
Infelizmente, o que já não surpreende, com este desgraçado governo que nos empobrece, quer o Ensino Superior, quer a Investigação Científica, têm regredido. E todos os dias ouvimos notícias das queixas das nossas Universidades e dos nossos Institutos de Investigação do abandono para que foram atirados, e das manifestações de descontentamento dos nossos jovens investigadores que se sentem obrigados a emigrar porque não têm possibilidades de exercerem a sua actividade no país onde nasceram, onde se formaram e onde têm a sua família.
E, pior, revoltados porque enquanto o Governo lhes fecha as portas, vai injectando milhares de milhões de euros nos bancos, quase todos arruinados em consequência das más gestões (só más, ou criminosas?) dos banqueiros, os quais depois de afastados (com pedido de desculpas, não? Sei lá!) ficam a auferir reformas de dezenas de milhares de euros!  
Cavaco deu cabo de sectores produtivos na agricultura, nas pescas e até em alguma indústria; este governo, seu afilhado, está a dar cabo das nossas capacidades intelectuais e dos nossos saberes.
Até quando? Até que o Povo se revolte!
Ou, pressinto eu: Até que o PS (militantes e simpatizantes) escolha um novo líder. Oxalá!  

     

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Só é possível, porque "o mais alto... porta-se como se fosse o mais baixo!"

Em mais nenhum outro Estado Democrático do mundo, e sobretudo da Europa, o Governo, confrontado com uma sentença que lhe é desfavorável, trata o Tribunal Constitucional do mesmo modo como o desgraçado Governo (e os partidos que o apoiam no Parlamento) tratou e continua a tratar o Tribunal Constitucional que, a pedido dos partidos da Oposição e do Provedor de Justiça, considerou inconstitucional alguns artigos do Orçamento do Estado do ano em curso. Não estou a ver a toda poderosa Senhora Merkel, ou alguém dos partidos da sua coligação governamental, criticar o seu Tribunal se este considerar inconstitucional qualquer lei ou acto do seu governo. E muito menos acusá-lo de ser um entrave à sua governação ou responsável por não atingir as metas traçadas. E porquê? Desde logo porque os governos verdadeiramente democráticos e respeitadores dos cidadãos não fazem leis nem agem contra a sua Constituição; depois, porque respeitam os outros órgãos de soberania.
Ora, se é impensável, e até certo ponto impossível, que um governo dum Estado Democrático viole a sua Constituição, como é possível que o nosso governo viole a nossa? Fundamentalmente por duas razões: porque tem da democracia um pensamento idêntico ao do estado Novo – quem não é por nós é contra nós –; e porque, para nossa desgraça, temos em Belém um Presidente da República que passa o tempo a olhar para o Tejo a ver passar os navios e, sendo o mais alto magistrado da nação, porta-se como se fosse o mais baixo!




terça-feira, 27 de maio de 2014

... não está boa da cabeça

Esta Direita neoliberal que desgraçadamente nos governa, para além de tudo, não está boa da cabeça. Ainda há dias festejavam a saída da Troika, com “champagne”. Ficou célebre aquela cena de Nuno Melo que, após ter bebido por uma garrafa, se virou para Paulo Rangel e lhe disse: se não tiveres nojo, bebe. E Rangel bebeu. No entanto, fiquei com a ideia que Rangel tinha mesmo nojo do Melo mas…, na campanha eleitoral fazem-se todos os sacrifícios.
Mas, como classificar toda aquela festança da parte de quem tudo fez para que a Troika viesse, que se vangloriaram de terem aprovado todas as medidas que faziam parte do memorando, e que chegados ao poder (com a ajuda de Cavaco Silva, do Partido Comunista e do Bloco de esquerda) logo apregoaram que estava ali o seu programa de acção governativa? E mais, que logo anunciaram que era preciso ir para além delas! Só há uma forma de perceber aquela cretina satisfação com a saída da Troika: aquela gente não está no seu perfeito Juízo! Ou então, pensam que os portugueses são saloios.
Também, perante os miseráveis resultados que tiveram nas eleições de Domingo para o Parlamento Europeu, aqueles tipos, apareceram a falar com cara de safados e a dizerem mais ou menos isto: “Ora bem, votaram poucos; nós perdemos, mas por pouco; o PS ganhou, mas não pode cantar vitória; por isso nada vai mudar; cá continuaremos a nossa cruzada”. Só que a cruzada deles é infernizar a vida dos portugueses.
 Agora, pergunta-se: Como é possível que os eleitores tenham dito “não queremos esta gente a governar-nos” e tudo vá continuar na mesma? A resposta é: temos um Presidente da República que pouco mais é que uma “peça decorativa”. Para nossa desgraça.

Entretanto repito: esta Direita neoliberal não está boa da cabeça!

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Limpa de quê...?

Ontem, Passos Coelho, acompanhado dos seus “muchachos” e depois de acabados os jogos de futebol, falou ao país. Como não gosto, ou melhor dizendo, não suporto ouvi-lo, continuei no futebol. Mas lá mais para a noitinha vi uma notícia televisiva sobre o assunto e confesso que com o pouco que vi me deu vontade de rir. Só não ri porque o assunto é sério e de certo modo até doloroso para muita gente.
Pois bem, lá estava o primeiro-ministro com aquela sua cara de mentiroso compulsivo, com Portas ao seu lado direito e miss swaps ao seu lado esquerdo, ambos com cara de safados, a anunciar aos portugueses uma “saída limpa”. Limpa de quê? Da caca (para não dizer outra coisa) que o Governo fez duranta estes três anos? Só se for… Se Passos Coelho queria ou quer referir-se ao facto de acabado o programa de ajustamento assinado com a troika não ser necessário um outro resgate ou um chamado programa cautelar, veio anunciar aquilo que todos nós já sabíamos há meses. Anunciado, directa ou indirectamente, por entidades nacionais e internacionais. Portanto, a montanha pariu um rato…
Esta comunicação (para lhe chamar um nome bonito), Só por si e pelo que foi dito, seria já ridícula. Mas, se pensarmos que o défice aumentou como nunca nos últimos três anos, que o desemprego chegou a níveis impensáveis em 2010, que há hoje muito mais pobres e alguns deles a trabalhar, que há muitos outros portuguese em risco de pobreza, que a emigração voltou aos níveis dos anos sessenta e que a qualidade da Saúde e da Educação baixou muito, concluímos que esta comunicação de ridícula passa a cretina.
Lamentável o foguetório feito pelo Governo e pelos partidos que o sustentam, para celebrar o “caminho da liberdade”, como diz Portas, esse político da pantomina.

E já agora: o que diz S’exa o Venerando Chefe de Estado? Como Sempre… nada!      

sexta-feira, 14 de março de 2014

Bem feito para Cavaco!

O Presidente da República vetou um decreto-lei do Governo que pretende aumentar de 2,5% para 3,5% os descontos para a ADSE – subsistema de saúde da função pública. O Governo, afrontando-o e desafiando-o, manda o projecto para a Assembleia da República sem lhe mudar uma vírgula, para que o diploma em causa passe de decreto-lei do Governo para lei da Assembleia, podendo ultrapassar a questão do veto presidencial se o mesmo for aprovado por maioria absoluta. Ah, mas não só. Marques Guedes, ministro dos Assuntos Parlamentares, com a maior desfaçatez, veio dizer que a atitude do Governo é inevitável para cumprir ordens da Troika na famosa 11ª avaliação. Quer dizer: O que é preciso é fazer o que a Troika manda, mesmo que para isso se desafie e enfrente o Presidente da República.
Bem feito para Cavaco Silva. Não merece outra coisa, vindo deste desgraçado Governo que ele protege desde o primeiro dia!  


terça-feira, 11 de março de 2014

Empobrece, Zé!

Este desgraçado governo neoliberal que nos governa, continua a sua cruzada contra os trabalhadores, de um modo geral, da classe média, e das pessoas pertencentes aos estratos sociais mais desfavorecidos, melhor dizendo, das pessoas que de acordo com os critérios universais são consideradas pobres.
Pois bem, nestes últimos dias, ficou a saber-se que o Governo Passos Coelho/Portas quer alterar a legislação sobre despedimentos, com o sentido de reduzir as indemnizações por despedimentos sem justa causa. Inacreditável! A surpresa foi tanta que até os representantes das entidades patronais se mostraram admirados e fizeram saber que tal medida lhes era praticamente indiferente e nada, mas mesmo nada prioritária. O que consideram prioritário, é que se implementem medidas para animar a economia e fazê-la crescer, de facto. Mas, enfim, para o Governo o que importa é “pancada” (termo utilizado por Passos Coelho). Ah, e mais austeridade que, não sejamos anjinhos, não é igual para todos. Ainda há dias ficamos a saber que enquanto o comum dos portugueses empobrece, há outros que enriquecem…, milhões! Não é, Belmiro? Não é Américo? Não é Alexandre?



terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Que grande lata!

Já há muito tempo que sabemos que este desgraçado Governo vende tudo o que pode e o que não pode. Vende aeroportos, vende bancos, vende empresas estrategicamente importantes para a vida do País e sobretudo dos portugueses. Até se dispõe, tudo o indica, a vender “a alma ao diabo”.
Pois bem, com a nacionalização do BPN o Estado ficou com 85 obras de arte do pintor Miró, posteriormente entregues a duas empresas, uma delas a Parvalorem, criada para gerir créditos adquiridos e outros valores mobiliários e imobiliários que a nacionalização acarretou. A Parvalorem e a outra empresa – a Parups –, sendo empresas públicas, são geridas juridicamente como se fossem empresas privadas, mas obedecem às instruções do Governo, que é quem gere o Estado. Então, não podiam elas, só por si, decidirem a venda daquelas obras de arte. Obrigatoriamente precisavam da autorização do Estado.
Ora, nas vésperas da venda num leilão em Londres, o Ministério Público apresentou uma providência cautelar para a suspender. O Tribunal rejeitou-a, com o argumento de que a decisão da alienação das obras não foi um acto administrativo, por não ser tomada pelo Estado, mas por um conselho de administração. Contudo, o mesmo tribunal considera que um despacho do secretário de estado da Cultura relacionado com a autorização da expedição dos quadros “é manifestamente ilegal”. Quer dizer: mais um acto ilegal do Governo.
Perante este imbróglio a leiloeira inglesa cancelou o leilão. Ainda bem, digo eu e muitos portugueses, ainda mal diz o Governo e os deputados das bancadas da maioria. Mas pior; apareceram logo alguns “cães de fila” do PPD a dizer que a culpa…, é do PS. Só faltava!

Estes gajos têm cá uma lata, não têm?

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Com "as praxes" o Povo anda entretido!

Não há noticiário televisivo ou radiofónico que não fale da tragédia do MECO, a qual, segundo uma enorme percentagem de comentadores, e não só, foi consequência de actividades de praxe levadas a cabo por um grupo de “altos dirigentes” académicos da Universidade Lusófona.
 Por outro lado, têm sido emitidos diversos programas e/ou fóruns a falar do tema, quase todos pouco esclarecedores e, pelo contrário, peças jornalísticas para lançar a confusão. E, pior, muito pior, até um secretário de Estado  já deu o seu veredicto: “houve crime!” Pergunta-se: se o processo ainda está em fase de inquérito, como é que o dito secretário de Estado sabe que houve crime?
Bem, em todo caso, e sabendo o impacto que um tragédia destas tem na população em geral, o tema praxes veio para a ribalta do dia a dia da política e subalternizou situações e temas importantes da governação. Particularmente o Governo tem sido beneficiado, pois os cidadãos andam ocupados com a desgraça do Meco e nem sequer dão conta das balbúrdias que continuam a ser as actividades do Governo. Estou a imaginar Passos Coelho a esfregar as mãos e a ordenar aos seu assessores que continuem a “lançar achas para a fogueira”. Salazar entretinha o Povo com “Fátima, fados e futebol”; Passos Coelho entretém o Povo com as desgraças que vão acontecendo. Até ver!


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

As mensagens

Acabámos de viver a época mais festiva de cada ano – Natal e Ano Novo. E em praticamente todos os países do mundo, sobretudo no chamado mundo ocidental, os governantes – Chefes de Estado e Chefes de Governo – aproveitam a quadra para falarem aos seus concidadãos. Portugal não é excepção e por isso lá temos as mensagens de Natal e de Ano Novo feitas, respectivamente, pelo primeiro-ministro e pelo Presidente da República. Assim, Passos Coelho falou no dia 25 de Dezembro e Cavaco Silva no dia 1 de Janeiro. Não ouvi Passos Coelho, porque, como já referi várias vezes, não tenho paciência para o aturar e, sobretudo, para ver aquela cara de safado que ele põe quando anuncia mais austeridade e quer convencer-nos que está a olhar pele nossa vida. Mas ouvi Cavaco Silva e confesso que tive de fazer um enorme esforço para não gritar alguns palavrões pouco próprios para quem não estava sozinho. Entretanto vi e ouvi em vários serviços noticiosos passagens da mensagem do primeiro-ministro e alguns comentários à mesma.
Das duas coisas, concluo que aqueles tipos não falaram do país real, mas do país que eles imaginam governar. Por isso lá veio a ladainha dos sinais de recuperação. Como? O desemprego baixou porque todos os meses emigram milhares de portugueses, muitos dos quais jovens e com formação superior. A economia subiu duas décimas porque graças ao Tribunal Constitucional os trabalhadores receberam subsídios de férias e de Natal, o que fez aumentar a procura interna.
Não há dúvidas: Passos Coelho mente descaradamente para continuar a levar avante a sua cruzada de empobrecimento do país; e Cavaco Silva quer que os políticos, do governo e da oposição, se entendam para não ter chatices. O que ele quer é dar uns bons passeios com a sua Maria e continuar em Belém a olhar para o Tejo para ver passar navios. E que fazem os portugueses? Como bom povo pacífico que é, vai encolhendo os ombros. Até quando?   


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

E agora Cavaco?

Tal como se previa, o Tribunal Constitucional decidiu sobre a inconstitucionalidade da lei da convergência das pensões, alegando que a mesma viola o princípio da confiança consagrado na Constituição da República e, fê-lo, por unanimidade.
Ora bem, esta decisão é uma enorme derrota para o desgraçado governo que nos governa, mas também para todos aqueles que tentaram fazer chantagem grosseira com o Tribunal, desrespeitando princípios básicos de um Estado de Direito Democrático. Houve comentários, da Troika, de dirigentes do BCE, de alguns membros da Comissão Europeia, incluindo o português (será que ainda o é?) José Barroso, que são autênticos actos de cretinice política, e mostram bem o carácter daquela gente.

Entretanto, não nos podemos esquecer que o Tribunal se pronunciou a pedido do Presidente da República que, conforme o fundamentou, tinha sérias dúvidas quanto à constitucionalidade daquele diploma. Pois bem, como a agora abortada lei tem repercussões no Orçamento do Estado para 2014, quer dizer que este já tem partes inconstitucionais que terão de ser expurgadas e que, eventualmente, terá ainda outras. Por isso, o Presidente Cavaco Silva, só tem uma coisa lógica a fazer: pedir a fiscalização preventiva. E agora Cavaco?  

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Ah, grande Mário Soares!

Mário Soares, apesar de estar perto dos 90 anos de idade, continua a ser um dos políticos mais interventivos e mais combativos pelos seus ideais. Sente que a Democracia e a Liberdade estão em perigo pela actuação irresponsável do Governo que está a conduzir Portugal para a desgraça, com o assentimento do Presidente da República, que nada faz mesmo quando lhe parece que o Governo viola a Constituição que ele  Presidente jurou defender. Diz Mário Soares que se Governo e Presidente não mudarem de imediato as suas políticas, ou não se demitirem, serão os responsáveis por uma onda de violência que, a surgir, os atingirá.
É evidente que quem como ele defendeu a liberdade e a democracia, antes e depois do 25 de Abril, não podia agora senti-las em perigo ao mesmo tempo que se destrói o Estado Social.
Ah, grande Mário Soares!    

Desta vez não houve secos e molhados

Ontem realizou-se uma manifestação de todas as forças de segurança, já considerada a maior de sempre.
Houve desfile e posterior concentração junto à escadaria da Assembleia da República, como já vem sendo hábito neste tipo de manifestações de protesto. Como de costume os manifestantes pediram demissão (só podia ser do Governo) e entoaram algumas palavras de ordem mostrando a sua revolta com as medidas de austeridade de que também são vítimas. Os ânimos aqueceram e houve uma “invasão” simbólica, em meu entender, com os polícias manifestantes a tirarem barreiras e a subirem alguns degraus da escadaria e os polícias que garantiam a segurança – os não manifestantes – a pedirem calma e a tolerarem o que ainda era possível tolerar. Tudo isto para que se sentisse o estado de indignação das polícias portuguesas, e mais nada! E pronto, a exaltação dos ânimos ficou por ali.

Mas – há sempre um mas –, gente de direita, sobretudo dirigentes e deputados da maioria, mostraram hoje a sua frustração pois, provavelmente, estavam à espera de mais um episódio dos “secos e molhados”, como ficou conhecida uma manifestação de polícias, há vinte anos, nos tempos do primeiro-ministro Cavaco Silva. Esta gente da direita trauliteira está sempre sedenta de “porrada para cima da malta”. Se cascalhar, até que a malta se ponha à porrada para cima deles. Bem, eu espero bem que não se chegue a isso. 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O Guião

Embora já fora de tempo, quero tecer algumas considerações sobre o famoso e tão badalado guião para a reforma do Estado, um documento que o Governo apresentou, com praticamente nove meses de atraso, pelo guionista Paulo Portas. Confesso que não vi Portas a apresentá-lo nem o procurei para ler, mas pelos vários comentários que ouvi, vi e li, fiquei convencido de que não perdi nada de importante. Quase todos os comentários foram no sentido de que o tal guião não passa dum documento mal escrito, sem uma ideia concreta, sem quantificação do que quer que seja, cheio de “lugares comuns”, no fundo, como já ouvi dizer, o mais indigente documento jamais produzido por um governo português, e que envergonha qualquer país civilizado. Mas que, pelos vistos, não envergonha os tipos que nos governam.
De qualquer modo, interrogo-me do porquê dum documento destes. Partindo da quase certeza de que Portas não concorda com nada daquilo, fê-lo porque é velhaco e quis, por um lado, embaraçar a Oposição, que de maneira alguma podia, ou pode, aceitá-lo nem numa só linha e que por isso tem dificuldades em justificar a sua repulsa sem dizer “preto no branco” que aquele panfleto é uma “caca” cujo destino deve ser o lixo; por outro lado quis vingar-se do primeiro-ministro, por este lhe ter entregue a tarefa da elaboração do dito. Agora, uma vez conhecido o documento, Passos Coelho que enfrente a contestação e arranje argumentos para defender o que não tem defesa. Passos Coelho e Portas são primeiro-ministro e vice-primeiro-ministro do mesmo governo, mas se puderam estão sempre a espetar o aguilhão um ao outro.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O tipo não tem vergonha

Ontem assinalou-se o Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza. Várias foram as instituições de solidariedade e de apoio aos mais desprotegidos e à pobreza, como a AMI, algumas Misericórdias e a Cáritas, que deram conta do grande aumento da procura de apoio e do crescente número de portugueses que cai na pobreza extrema. E muitas delas relacionaram este aumento de pobreza à austeridade a que estamos sujeitos. Alguns órgãos da Comunicação Social quiseram saber o que pensava disto o secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social Agostinho Branquinho. Pois o Branquinho, mostrando-se algo zangado, disse que era injusto relacionar a austeridade ao aumento da pobreza, pois o Governo tudo tem feito para ajudar quem menos tem. E falou no cuidado de não tocar nas pensões mais baixas e ter criado e ajudado a criar cantinas de modo a que ninguém passe fome. Deu quase a entender que só passa fome quem quer.
Ao ouvir este disparate desabafei: Este tipo não tem vergonha!
Agostinho Branquinho faz parte daqueles políticos que tomando posições desfavoráveis a uma grande empresa acabam por ser recrutados para a Administradores ou altos quadros das mesmas. No fundo, vão “comer ao prato onde cuspiram”. No que diz respeito ao Branquinho todos nos lembramos da cena da On Going. Ora, Branquinho depois de comer, e bem, na manjedoura dourada daquela empresa, resolveu regressar à vida política (sabe-se que bom não é estar no governo, mas ter estado). Se tivesse um mínimo de decoro, tinha-se recatado e prudentemente dizia, por exemplo, que estava atento e ia tomar medidas, etc, etc. Nunca podia ter dito os disparates que disse, e com alguma arrogância. Por isso, repito: Este tipo não tem vergonha!