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segunda-feira, 11 de maio de 2015

É preciso ter lata!

Passos Coelho continua a celebrar o aniversário do PPD, em vários pontos do país. É festa que nunca mais acaba!
Claro que em todas elas há o discurso da praxe. Até aí todo normal. Só que Passos Coelho não se porta como chefe do governo que desgraçadamente nos governa, mas como chefe da oposição ao Partido Socialista. Mente descaradamente quando fala de desemprego, de crescimento económico, de (des)controle das contas públicas, de dívida pública, etc…, e fala das medidas de politica macroeconómica que o PS apresentou no documento intitulado “Uma Década Para Portugal” como se fosse um conjunto de medidas sem nexo que conduziriam o país a nova crise, até parecendo que o país saiu ou está a sair da crise (ou melhor dizendo da miséria) em que ele nos meteu. Com muita ironia e cinismo insinua para quem o ouve que o PS e particularmente o seu líder mente quando diz aos portugueses que vão acabar com sobretaxas, cortes nos ordenados e pensões e tomar outras medidas de modo a que acabe este caminho para o empobrecimento. Para ele são anúncios eleitoralistas.
Ironia do destino! Esquece-se Passos Coelho que mentiroso eleitoralista como ele não há. Os portugueses ainda não esqueceram que ganhou as últimas legislativas mentindo descaradamente, anunciando medidas que não tomou e sobretudo dizendo que não tomaria outras medidas que tomou. Quem já esqueceu o célebre episódio do não corte dos subsídios de Natal?

É preciso ter lata!  

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Pobre País!

Ontem, nas comemorações do aniversário do PPD, a maior parte do discurso de Passos Coelho mais parecia um discurso do chefe da oposição ao PS do que do primeiro-ministro e líder do principal partido da maioria que, infelizmente, nos governa. Entre outras baboseiras, Passos Coelho informou que a maioria não iria obrigar o PS a submeter o documento de política macroeconómica “Uma Década para Portugal” à absurda auditoria da UTAO. Quem o ouviu só pôde ter pena do coitado que naturalmente pensa que é um Salazar ou um Marcelo Caetano em tempos de democracia e que pode impor a sua vontade recorrendo à sua maioria como se ela fosse uma espécie de UN – União Nacional, ou de ANP Acção Nacional Popular dos tempos do Estado Novo. Provavelmente está à espera que os portugueses lhe agradeçam muito “Obrigados Atentos e Veneradores”.
Querendo fazer boa figura perante os seus adeptos, mas esquecendo-se da má figura que faria perante os portugueses, Passos Coelho resolveu criticar o tal documento que servirá de base à elaboração do programa de governo do PS, dizendo que o mesmo não tinha credibilidade, pois não aceitava compromissos assumidos com a União Europeia. Esquece-se Passos Coelho que os tais compromissos de que ele fala foram uma principais das causas que conduziram Portugal e os portugueses ao empobrecimento e alguns à miséria. Para Passos Coelho é mais importante obedecer às ordens da União Europeia (diga-se a frau Merkel) do que tirar muitos portugueses da pobreza ou do limiar da pobreza.
Pobre País que tal primeiro-ministro tem!



quarta-feira, 29 de abril de 2015

Mandei-te uma carta... para chatear?

O desgraçado Governo que nos governa e os partidos que o sustentam – PPD e CDS/PP –, às vezes ajudados por alguns comentadores, fartaram-se de acusar o PS e sobretudo o seu líder, António Costa, de não ter uma ideia concreta para o país e de como enfrentar os graves problemas económico-financeiros de Portugal. No fundo, queriam saber que alternativas políticas o PS e Costa tinham para anunciar aos portugueses. António Costa sempre lhes respondeu que em devido tempo o PS apresentaria um documento com um conjunto medidas para uma década, documento esse que serviria de ponto de partida à elaboração de um programa de governo.
Pois bem, há poucos dias António Costa e o PS apresentaram um documento intitulado “Uma Década para Portugal”, resultado de um estudo solicitado a doze reputadíssimos economistas portugueses que traça o cenário macroeconómico para os próximos dez anos e, como anunciado, depois de muito discutido e comentado, inspirará a elaboração um programa de governo a apresentar aos eleitores nas próximas eleições legislativas.
Ironia do destino! Apanhados de surpresa a Direita e, novamente, alguns comentadores e jornalistas desataram num enorme chinfrim, demonstrando um enorme nervosismo.
Para além disso, o PSD, na pessoa do seu Vice Marco António Costa, resolveu enviar uma carta ao PS, com 29 perguntas sobre o documento. A primeira coisa que me veio à cabeça quando ouvi tal notícia foi um bocadinho da letra de uma canção do Sérgio Godinho que dizia: “ …mandei-te uma carta pela Zefa do sete…”, tal o ridículo de tal atitude, já que não quero acreditar que aquela gente não sabe ler o documento. Ainda por cima quando pessoas muito habilitadas o classificou como um documento bem fundamentado e quantificado.
Que pretende então aquela gente, chatear? Só pode.