Até
que enfim, que o Governo não fez orelhas moucas aos apelos que lhe foram
dirigidos, neste caso pelas associações de pais e encarregados de educação e pela
Associação de Directores de Escolas, e antecipou em um dia os exames nacionais de
Matemática dos 6º e 9º anos, por causa da Greve Geral que está marcada para o
dia 27. Só que, do meu ponto de vista, o fez muito tarde, o que mais uma vez
criou alguma expectativa e ansiedade nos alunos e nas famílias. Não entendo
como é que no ministério, mal foi marcada a Greve Geral não houve logo alguém
que se lembrasse que exames naquele dia era quase uma impossibilidade, atendendo
a que só nas escolas a greve pode abranger muitas outras pessoas para lá dos
professores. É como se repetisse a greve do dia 17, mas agora com a adesão não
só do pessoal discente das escolas, mas também com o pessoal dos transportes e
de outros sectores estratégicos do dia a dia. Mas, enfim, como diz o ditado,
mais vale tarde do que nunca.
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quarta-feira, 19 de junho de 2013
terça-feira, 18 de junho de 2013
A greve e os exames
Mal tive conhecimento que as
organizações sindicais de professores, nomeadamente a Fenprof, tinham entregado
um pré-aviso de greve para o primeiro dia dos exames nacionais, manifestei
neste blog a meu desacordo quanto à oportunidade da mesma. Pois, mesmo tendo em
conta que o Governo tem maltratado os professores, acho que o interesse dos
alunos se sobrepõe à justa luta dos professores.
Passado o dia da greve, quero fazer
algumas considerações relacionadas com ela.
Nem Governo nem sindicatos podem cantar
vitória, bem pelo contrário, e quem mais perdeu foram os alunos, quer os que
não puderam fazer os exames, quer os que os fizeram, sem as devidas condições e
o sossego a que tinham direito. Quem ficou mal, mesmo muito mal na fotografia,
foi o Governo que pela sua arrogância, pela vontade de criar conflitos (está
sempre pronto para um barulhinho) e para quem negociar é impor a sua vontade,
não foi capaz de evitar o prejuízo dos alunos. E era tão fácil! Bastava não
fazer o chinfrim que promoveu ou, uma vez feito o chinfrim, podia ter alterado previamente
o dia do exame e tinha defendido a equidade. Assim, por muito que diga que as
condições são iguais para os alunos fizeram o exame e para os que só o vão
poder fazer no dia 2 de Julho, não convence ninguém. O Governo devia saber que
uma mentira por muito que seja dita, não deixa de ser mentira.
E já agora que falamos de mentiras, espero
que pelas gravações das reuniões entre o Governo e os sindicatos se fique a
saber quem de facto mentiu. Se Mário Nogueira, líder da Frenprof, ou o Governo,
incluindo o aprendiz de ministro Poiares Maduro.
terça-feira, 4 de junho de 2013
NUNO CRATO
Nuno Crato não irá permitir que greve dos professores prejudique alunos
O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, assegurou, esta terça-feira, que o Governo não "irá permitir" que a greve dos professores, marcada para o primeiro dia dos exames nacionais, a 17 junho, "prejudique a vida dos jovens".
JN
A greve anunciada é polémica, já que importa avaliar os interesses em jogo, os dos professores e os dos alunos, sendo que para mim os últimos se sobrepõem aos primeiros.
Mas, como tenciona actuar Nuno Crato se a greve tiver forte aderência? Ou se numa escola houver exames e não noutras? Ou se na mesma escola não for possível fazer exames a todos os alunos? Um bico de obra e uma grande bota a ser descalçada pelo ministro.
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