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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Tanto prejuízo, como é posível?

Como se diz em linguagem popular, este governo “não dá uma pr’a caixa”.
Foram divulgados os resultados do primeiro semestre deste ano das empresas públicas do sector dos transportes. Muito dificilmente poderiam ser piores. Os prejuízos aumentaram praticamente para o dobro. E se houve sector onde o Governo mais atingiu, de um modo geral, o bolso do comum dos portugueses foi o dos transportes. Os preços das tarifas aumentaram – bilhetes e passes sociais; os descontos especiais para idosos e estudantes diminuíram e abrangem agora um número diminuto de beneficiários; houve supressão de carreiras em quase todos os serviços; os custos com pessoal diminuíram muito, em consequência da dispensa de muitos trabalhadores, e os prejuízos duplicaram, como é possível? Alguém tem o dever de vir explicar aos portugueses o porquê deste descontrolo. Deveria ser o ministro - um tal Álvaro, mas …, já pouca gente o leva a sério. Então, esperemos que um tal Sérgio Silva Monteiro, Secretário de Estado dos Transportes, que às vezes vem em poses de rambo criticar quem o critica e passar as culpas ao Governo anterior, venha explicar este descalabro!
Ah, Já me ia esquecendo de referir que a qualidade dos serviços é cada vez pior. Diria mesmo, muito pior!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Cortar, cortar, cortar. E os cidadãos? Que se lixem!


Não há um só português que não saiba que a regra base da governação deste governo neoliberal que nos governa, é cortar nas despesas e aumentar os impostos. E os cortes nas despesas são feitos duma maneira cega, quase sempre sem critério. É preciso cortar nas despesas com o Serviço Nacional de Saúde? Pois corte-se o valor que for necessário cortar, custe o que custar. É preciso cortar nas despesas com os transportes públicos? Pois corte-se. Despeça-se pessoal, diminuam-lhes os ordenados (mas não os dos administradores), suprimam carreiras, diminuam o número de viagens diárias, encurtem os trajectos, custe o que custar. E os cidadãos? Bem, os cidadãos que se lixem (dirá naturalmente o primeiro ministro)!
Vem isto a propósito da política que está a ser seguida pelos STCP - Serviço de Transportes Colectivos do Porto - nos últimos tempos. Suprimem carreiras, diminuem o número de viagens diárias, aumentando o tempo de frequência entre cada uma, e agora até alteram os percursos, tornando-os mais curtos. Mas pior, algumas alterações dos percursos prejudicam a ligação entre os diversos tipos de transporte. Por exemplo: algumas linhas, como a do 202 e do 501, deixam de passar pela estação do Metro da Casa da Música, uma das estações mais centrais que tem, entre outras coisas, uma loja Andante e boas condições de mobilidade para deficientes.
Quer dizer: incentivam-se os cidadãos a utilizarem os transportes públicos e depois, para lá de lhes aumentarem os preços das viagens, diminuem-lhes as comodidades. E tudo em nome da suprema doutrina do corta …, custe o que custar. E as comodidades dos cidadãos? Ora, que se lixem!  

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Transportes Publicos? Cada vez piores


Cada vez mais o Estado incentiva os cidadãos a deslocarem-se nos transportes públicos. Quer porque o petróleo de onde provêm os combustíveis está cada vez mais caro, quer porque não é um bem infindável e sendo totalmente importado é talvez o bem que mais desequilibra a nossa balança de transacções correntes. Para além disso, que não é pouco, torna-se necessário tirar os carros dos centros das cidades e até das próprias cidades, não só orque é bom para o ambiente, mas também porque não há sítios para estacionarem.
E a cidade do Porto não é excepção. Também incentiva os cidadãos a utilizarem a rede de transportes públicos. Só que à medida que os cidadãos vão aderindo, vão sendo pior servidos, sobretudo pelos STCP e, sobretudo, desde a imposição cega desta estúpida austeridade que nos está a pôr a vida num inferno. Em quase todas as carreiras houve diminuição do número de viagens diárias (aumentou o tempo entre um autocarro e o seguinte – os de 15 em 15 passaram para 20 em 20 ou 25 em 25), aquelas que eram servidas por veículos de chassis longo em quase 100%, passaram a só os ter uma ou duas vezes por dia e são muitos mais as vezes em que se chega a uma paragem e se ouve dizer: faltou o autocarro anterior. Consequências: muito mais pessoas nas paragens a queixarem-se do tempo de espera e os autocarros muito mais lotados, com as pessoas aos empurrões umas às outras. Muitas vezes é o caos. Sorte tem quem é servido pelo Metro. Só que o Metro serve muito mais as pessoas que moram fora do Porto ( sobretudo Matosinhos, Gaia e Maia) do que aquelas que moram na cidade.
Mais uma vez é o cidadão quem “paga as favas”, já que a política deste Governo tem como primado o lema: primeiro o défice; só muito depois…, os cidadãos

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Um super-ministério ou um ministério dos super?

Todos sabemos que este governo, para reduzir o número de ministros, criou alguns super-ministérios. O mais super de todos é, sem dúvida, o Ministério da Economia e do Emprego, que abrange também as Obras Públicas, Transportes e Comunicações e muitas outras coisas. Por isso o ministro Álvaro tem seis secretários de Estado (ou melhor, cinco secretários de Estado e uma secretária de Estado) para o ajudar (os ajudantes de ministro como eram classificados os secretários de Estado pelo então primeiro-ministro Cavaco Silva). Claro que um super-ministério teria de ter um super-ministro, como o nosso conhecido Álvaro, um ex-bloger de sucesso enquanto emigrante no Canadá, com uma super-mulher (segundo o mesmo) no lugar de chefe de gabinete. E pelo menos outro super, no cargo de secretário de Estado dos Tranportes. Ontem a propósito da greve dos transportes, este ajudante de ministro, em tom de ameaça resolveu dizer aos portugueses que esta greve serviria como uma oportunidade para o cidadão afectado reflectir se quer que as dificuldades que sentirá sejam excepção ou permanentes, pois seria isso o que aconteceria se não houvesse a anunciada reestruturação do sector. Por outras palavras: Ou aceitam a reestruturação como eu quero ou não há transportes públicos para ninguém. Este senhor, que eu não conheço de lado nenhum, não sabe que faz parte de um governo que deriva da vontade do Povo, que lhe deu o poderes para ele tutelar a rede de transportes públicos, melhorá-la e não para acabar com ela. É isso que os cidadãos esperam dele. Já agora uma sugestão: Não sei se este senhor é dos ditos independentes do Governo, ou militante de um dos partidos da coligação. Mas como o partido liderante é o PPD, aconselho-o a ir ler o programa fundador deste partido, no que diz respeito à política de transportes públicos. Talvez tenha uma surpresa.