O CDS, no tempo dos governos de Sócrates, era o partido que mais criticava o Estado pelos atrasos nos pagamentos devidos às empresas e aos cidadãos em geral. Ele era os reembolsos do IVA, era o valor IRS a recuperar, eram as bolsas pagas fora de horas e as facturas dos fornecedores. E Pedro Mota Soares, sobretudo enquanto líder da bancada, era um dos rostos das críticas mais contundentes. Chegaram a falar em Estado caloteiro, sobretudo o Portas – rei da demagogia barata.
Pois bem, numa altura em que muitos portugueses perdem o seu emprego em virtude da insolvência das empresas onde trabalham, o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social está, para já, a levar oito meses para analisar os pedidos de intervenção do Fundo de Garantia Salarial, feitos pelos trabalhadores desempregados. A questão é de tal modo crítica que já levou a que o Provedor de Justiça interviesse no sentido de desafiar o ministro que tutela o Instituto a resolver a situação. E, o que é curioso, ou talvez não, é que o ministro em causa é, precisamente, Pedro Mota Soares. Pergunto: Ainda não mordeu a língua?!
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012
terça-feira, 3 de abril de 2012
Tenha vergonha Sr Ministro!
Este governo é o mais insensível, em termos sociais e não só, de todos os governos que já governaram Portugal no pós 25 de Abril. Eu direi que até é mais anti social do que o último governo do Estado Novo liderado por Marcelo Caetano. E digo-o tendo e conta as alterações que pretendem fazer à legislação do trabalho, para que os patrões possam mais facilmente despedir um trabalhador, “com uma mão atrás e outra à frente”.
Foi noticiado que o Governo se prepara para diminuir o valor de quase todas as prestações sociais, incluindo o subsídio de doença, sobretudo nas baixas de curta duração. E o ministro Pedro Mota Soares (o conhecido ministro da lambreta, que depois passou a andar de “carrão”) que já tinha dito que as novas restrições ao acesso ao rendimento de inserção eram uma medida contra os abusos (que ridículo!), veio agora dizer que o corte nos subsídios de doença são uma maneira de combater as situações fraudulentas. Se quer combater as baixas fraudulentas, aumente as fiscalizações e proponha medidas a serem aprovadas pelo Parlamento no sentido de criminalizarem e punirem severamente quem pratica essas fraudes, sejam os médicos ou os hipotéticos doentes. Não podem pagar os justos pelos pecadores. Então, Sr ministro da lambreta, o Governo aumenta o preço dos medicamentos e diminui as comparticipações aos mesmos, aumenta o valor das taxas moderadoras e agora ainda quer cortar, forte e feio, nos subsídios de baixa por doença? Não acha que isso é cruel? Mas o dinheiro não chega, dirá o senhor. Pois é, não chega porque é preciso pô-lo nos bancos, pagar à Lusoponte e pagar também as rendas à EDP do Mexia, para benefício deste e agrado dos chineses. Ó Sr ministro, tenha vergonha!
Foi noticiado que o Governo se prepara para diminuir o valor de quase todas as prestações sociais, incluindo o subsídio de doença, sobretudo nas baixas de curta duração. E o ministro Pedro Mota Soares (o conhecido ministro da lambreta, que depois passou a andar de “carrão”) que já tinha dito que as novas restrições ao acesso ao rendimento de inserção eram uma medida contra os abusos (que ridículo!), veio agora dizer que o corte nos subsídios de doença são uma maneira de combater as situações fraudulentas. Se quer combater as baixas fraudulentas, aumente as fiscalizações e proponha medidas a serem aprovadas pelo Parlamento no sentido de criminalizarem e punirem severamente quem pratica essas fraudes, sejam os médicos ou os hipotéticos doentes. Não podem pagar os justos pelos pecadores. Então, Sr ministro da lambreta, o Governo aumenta o preço dos medicamentos e diminui as comparticipações aos mesmos, aumenta o valor das taxas moderadoras e agora ainda quer cortar, forte e feio, nos subsídios de baixa por doença? Não acha que isso é cruel? Mas o dinheiro não chega, dirá o senhor. Pois é, não chega porque é preciso pô-lo nos bancos, pagar à Lusoponte e pagar também as rendas à EDP do Mexia, para benefício deste e agrado dos chineses. Ó Sr ministro, tenha vergonha!
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