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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

SERVIÇO PÚBLICO

A RTP começou há instantes a transmissão de uma corrida de touros, coisa digna de apreço para as gentes de uma certa Cultura e tão apreciada pelas boas gentes do Minho, de  Trás-os-Montes e das Beiras, por exemplo. Ora aí está um bom exemplo de serviço público. Obrigado, RTP, .mas dispenso.

domingo, 19 de agosto de 2012

Cultura, ou acto bárbaro e cruel?

E a tourada realizou-se mesmo em Viana do Castelo, porque assim o quis um senhor juiz. No entanto, a julgar por algumas imagens que vi nos telejornais, houve bastante contestação ao evento, pois uma boa parte da população local sentiu-se afrontada, já que os seus representantes locais, eleitos democraticamente, não licenciaram a tourada e viram essa decisão ser contrariada por um tribunal cujo juiz (que não os representa nem foi eleito) achou que estava em causa a liberdade de participação numa actividade cultural.
Eu nem quero acreditar: Ó Senhor juiz: Um espectáculo, ou lá o que lhe quiserem chamar, em que homens e/ou mulheres, a pé ou em cima de um cavalo, provocam e agridem um animal, espetam-lhe ferros quase sempre “à falsa fé” e fazem de conta que o pegam (não pegam nada como diz a canção), atirando-se vários deles para a cabeça do bicho enquanto outro lhe torce ou lhe parte mesmo o rabo, faz parte da cultura de um povo? Só se for de um povo bárbaro e cruel!

Touradas não, obrigado!

Às vezes nesta época do ano dou conta que num qualquer canal de televisão está a dar uma tourada, a que, nunca entendi o porquê, chamam de corrida de touros. É claro que não perco tempo a ver tão triste e bárbaro espectáculo, muito bem retratado há quase quarenta anos por Ary dos Santos e Fernando Tordo.
Se a tal tourada estiver a dar na SIC ou na TVI, fico completamente indiferente. Mas se estiver a dar na RTP, fico de certo modo furioso, já que não aceito que um canal público de televisão, cujos prejuízos são suportados pelo Estado, gaste dinheiro naquilo, porque é um tipo de programa com pouca audiência, felizmente, e irrelevante em termos de share. E não lhe chamem actividade cultural, com história, tradição e apoio popular, pois no passado também houve espectáculos de gladiadores, e de lutas entre cavaleiros, que também eram muito populares. E não esqueçamos que até Nero para divertir o povo romano e impedi-lo de se revoltar contra ele, mandava cristãos enfrentar os leões na arena do Coliseu de Roma. Todos estes bárbaros espectáculos acabaram com o evoluir das sociedades. Está na altura de tudo se fazer para que acabem as tourada e também as chamadas largadas de touros. Ainda noutro dia vi uma reportagem televisiva sobre uma largada de touros em Coruche. Que tristeza! Que prazer pode ter alguém que anda a fugir dum bicho enraivecido? E já agora levanto uma questão que me parece pertinente nestes tempos de crise: Alguém naquela largada de touros foi atingido e ficou ferido, de tal modo que necessitou de assistência médica no local e depois ser transportado ao Hospital (o que veio a seguir não sei). Ora, quem paga estas despesas, o Serviço Nacional de Saúde? Provavelmente é, mas está mal feito. O Estado não tem que suportar os custos das loucuras de alguns dos seus cidadãos. Claro que estes têm que ser socorridos, mas depois têm que pagar a factura. Não é admissível que o Estado corte nos vencimentos dos seus servidores, nas pensões e nos subsídios, aumente impostos, as taxas moderadoras e outra taxas, porque não consegue controlar o défice, e depois patrocine, ainda que indirectamente as touradas. Touradas, não, obrigado!



sexta-feira, 27 de maio de 2011

TOURADAS

Espreitei as tvs e dou de caras com um touro a tentar atacar um cavalo numa qualquer arena de não sei onde. Não bastavam as touradas eleiçoeiras, que já enjoam e enojam, e ainda apanho com este "desporto" na RTP. Nada tenho contra quem gosta de touradas, ainda que pense que é uma falta de gosto ver meter uns ferros no cachaço do animal, que não fez mal a ninguém e que se esvai. Qual a diferença entre o gozo dos romanos a assistirem aos cristãos lançados aos leões e este "espectáculo" primário e primitivo? E, ainda, qual a diferença entre tal espectáculo e o da criancinha que tira os olhos ao gato ou o mete numa panela de água a ferver ou no micro ondas? E porquê a transmissão no canal público? Trata-se de serviço público? Por mim, muito agradececido, mas dispenso. Não apreciando, prefiro o boxe, em que as "armas" dos contendores são idênticas e cada um sabe ao que vai. Poupem-me a violência gratuita.