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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Vele a pena ser um político honesto?

Pergunto: Vale a pena um político ser honesto? Se calhar não vale a pena, já que parece que o desonesto, ou se quisermos o mentiroso, tem melhor aceitação que o honesto. Vem isto a propósito dos resultados destas últimas eleições legislativas.
Se não, vejamos:
Relativamente a Passos Coelho, já nem vale a pena falar daquelas cenas da campanha eleitoral das legislativas de 2011, onde prometeu não fazer aquilo que fez, enquanto governo. Depois, seria exaustivo enumerar as centenas (ou até milhares?) de mentiras que disse e todas as trafulhices que fez durante a governação, como manobrar e mandar manobrar os números do desemprego, da inflação, do défice, etc, etc. Ah! e agora durante a campanha, o corta ou não corta os 600 milhões nas pensões, são o melhor exemplo de como podemos avaliar a sua palavra.
E Portas? Nem vale a pena perder tempo com tal figurante. A célebre demissão irrevogável, que depois revogou, definem a seriedade e a palavra de honra (de quê?) do tipo.
António Costa, como Homem honesto que é, disse aos portugueses que não fazia promessas que não pudesse cumprir e apresentou um programa de governo credível, elaborado por conceituados economistas, para que os portuguese votassem sabendo como iriam ser governados.
Resultado: Passos Coelho e Paulo Portas, apesar de terem perdido mais de 700 mil votos foram mais votados do que António Costa que, apesar de tudo, subiu a votação do PS relativamente às anteriores eleições legislativas.

Perante isto, é ou não legítimo questionar se vale a pena um político ser honesto?      

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Não tem emenda!

Paulo Portas – o político mais malabarista e mais pantomineiro de quantos conheço, capaz de dizer agora uma coisa e daqui a cinco minutos dizer o seu contrário – disse, a propósito da manifestação da CGTP no passado Sábado, que as pessoas pobres não participaram porque não se manifestam na rua. Perante tal afirmação, disse cá para mim e para os meus botões: Queres ver que os manifestantes de Sábado foram as tias de Cascais; se calhar?

Este Portas não tem emenda. Para fazer demagogia, e da reles, não se importa de faltar ao respeito a muitos portugueses que se viram pobres porque o Governo do qual ele é vice-primeiro-ministro dissimulado lhes foi retirando o pouco que já tinham. Provavelmente aqueles desempregados com subsídios iguais ou pouco superiores ao salário mínimo, a quem confiscaram uma percentagem com efeitos retroactivos (que sacanice!), de certo que ao ouvirem o salta-pocinhas lhe tributaram os mais rasgados “elogios” (coitada da mãe que não tem culpa). Mas, quem diz o que ele disse, não merece outra coisa.        

sábado, 29 de dezembro de 2012

Mensagem, patética? Não, talvez..., idiota!


No dia de Natal, à hora da mensagem de Boas Festas de Passos Coelho segui, em parte, o apelo que o amigo 500 fez neste blog. Não desliguei a televisão mas sintonizei-a para um canal onde o primeiro-ministro não estivesse a falar. Aliás, escolhi um que estava a dar circo, pois gosto mais do genuíno.
Porém, ao ouvir o comentário do PCP, que classificou a mensagem de patética, aguçou-se-me a curiosidade e procurei ver partes da mesma em serviços noticiosos e ouvir outros comentários. Concluí que aquilo foi um chorrilho de mentiras e banalidades, iguais àquelas que já tinha dito no Natal do ano passado. Já ninguém lhe liga ou o leva a sério. Mas como a mensagem até parece ser de alguém pouco inteligente, desprovido de bom senso e com falta de habilidade para o cargo, eu diria que a mensagem não foi patética mas idiota, no sentido original do termo.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Já sei o porquê de Passos Coelho andar com um aspecto cansado e a parecer estar doente. Li hoje uma notícia, cujo título é “mentir menos melhora a saúde”, que justifica “à contrário” as nossas preocupações com a saúde do nosso primeiro-ministro. Pois é, uma universidade dos Estados Unidos resolveu dividir ao meio um grupo de pessoas. A metade delas os investigadores pediram que não mentissem, de modo algum, durante um certo período de tempo. Pois bem, o estudo concluiu haver uma relação entre o número de mentiras e a saúde das pessoas. Aquelas que tinham mentido mais tinham pior saúde do que aquelas que tinham mentido menos.


Ora, acreditando neste estudo, e sabendo nós que o nosso primeiro-ministro, num só ano de governação, mentiu que se fartou, fácil é concluir que o homem deve estar muito, mas mesmo muito doente. Pela minha parte, estimo-lhe as melhoras. Mas, para isso tem que deixar de mentir e reparar as mentiras que disse.

sábado, 19 de novembro de 2011

MENTIROSO!

Passos Coelho (não sei se como primeiro-ministro se como presidente do PSD) disse hoje, em Vila Real, que "o futuro do país está nas mãos dos portugueses". Mentiroso! Não sabemos todos que o tal futuro está, sim, nas mãos da troika e da senhora Merkel? E mentiroso era o Sócrates!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

POUPEM-ME, PF

Ver um ministro das Finanças convocar uma conferência de imprensa, sem direito a perguntas (por mim, se fosse director ou chefe de redação, não enviaria nenhum jornalista se não estivesse seguro de que se tratava de uma real conferência de imprensa e não de um mero comunicado), vir, pela alva, dizer-nos que a electricidade e o gás iriam passar a ser tributados pela taxa normal do IVA, não lembraria ao mais tacanho e inepto ministro das Finanças de qualquer parte do mundo, nem sequer do Burkina-Faso. Mas aconteceu hoje, em Portugal e, infelizmente, já não é primeira vez. Foi a troika que lhe impôs o sermão?
E, já agora, onde estão os cortes nas despesas, de que não há notícias? Não era suposto que o equilíbrio orçamental passava por cortes de 2/3 nas despesas e do aumento em 1/3 nas receitas? E o famoso 'colossal desvio' onde se verifica? É só no BPN e, como de costume, na ilha do Alberto João, que continua a "cagar-se" para o Cont'nente e atirar as culpas para o Sócrates, desbaratando, sabe-se lá em quê, o apoio que lhe foi concedido para as enxurradas?
Expliquem-se de uma vez por todas e poupem-me, por favor, que a paciência tem limites.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Olha para o que eu digo e não para o que eu faço

Pedro Passos Coelho fartou-se de dizer na pré-campanha que a RTP ia ser privatizada, como aliás era previsto no programa do PPD. Mas, quer Balsemão, dono da SIC, quer Paes do Amaral, dono da TVI, manifestaram a sua discordância, porque não querem partilhar com mais um canal uma quota substancial de publicidade. Como são pessoas poderosas no meio e, sobretudo, na área política do actual Governo ..., a ideia ficou como diz o povo, "em águas de bacalhau". Ficou mais ou menos asim: A RTP vai ser privatizada? Vai. E quando? Quando for oportuno (ou seja ..., nunca).


Paulo Portas jurou "a pés juntos" que o CDS nunca votaria aumento de impostos. Pois bem: Aí está um grande imposto extraordinário, para lá provavelmente do aumento de outros, como o IVA. Ah, dirá Portas, não é aumento, é ajustamento.


E o outro é que era aldrabão!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

MENTIRAS POLÍTICAS

Colin Powell está furioso por ter feito figura de parvo quando afirmou na ONU que o Iraque tinha armas de destruição maciça, o que conduziu à invasão do país. Façam o favor de o informar que não foi o único: o "nosso" Zé Manel também foi ludibriado, quando "convidado" a oferecer um chàzinho ao Bush e sus muxaxos nos Açores. E até lhe mostram as fotos da coisa. E, por issso, ou não obstante isso, foi "eleito" para o cargo que hoje exerce. Por acaso, até simpatizo com o Colin e acho que não deveriam ter feito isso ao homem. Porém, como ele, velha raposa, devia saber (tanto mais quanto tinha obrigação de conhecer o seu chefe), quem anda à chuva, molha-se. E ele não se preveniu com o guarda-chuva, como devia, pelo que também lhe cabem culpas.