sexta-feira, 16 de novembro de 2012

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

PREOCUPADOS

"Estou muito preocupado",

 diz o Venerando e o...



...o António Sala!

DIZ QUEM SABE

Rui Rio sublinhou ontem que "um poder político desacreditado" está mais vulnerável à influência de interesses privados.


O presidente da Câmara do Porto contou ontem - num colóquio da Faculdade de Economia do Porto sobre "O Estado social ao Estado liberal" - que, em determinada altura da sua vida política, esteve envolvido no estudo de uma reforma da segurança social. Esse esqueleto de reforma nunca chegou a sair do papel. Os motivos? "Nunca os direi, pelo menos enquanto as pessoas envolvidas estiverem vivas".

Nunca se referindo ao que estava em causa nem aos contornos do caso, Rio afirmou apenas que, "se os portugueses soubessem o que se passou" teriam ainda mais motivos que os que já lhes assistem para desconfiarem do papel dos políticos no desenrolar da vida do país. "As pessoas ficariam abismadas", conclui, para não mais se referir ao assunto.

Já antes, na sua intervenção inicial, Rio tinha afirmado que "Temos uma crescente incapacidade política para resolvermos os problemas que temos à frente. E um poder político desacreditado e interesses corporativos mais fortes e capazes de influenciar" a vida de todos, colocando interesses particulares à frente do interesse público.

(Diário Económico)














quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Tanto trabalho!


Afinal o homem não aparece, mas está mesmo a trabalhar!
Hoje lá apareceu o nosso venerando Chefe de Estado, a mandar umas “labecas” sobre a greve geral, dizendo que a greve é um direito que deve ser respeitado, etc, etc, (tudo lugares comuns), mas que ele, S Exa o Presidente, não deixou de trabalhar (que gargalhada que eu dei!...). E, assim, lá estava reunido com o Presidente da Colômbia, em visita ao nosso país, “para que no futuro o crescimento do PIB seja maior e o desemprego menor”. É obra; este Presidente não para! Até tinha um ar cansado. Tinha, tinha!

Coragem, senhor primeiro-ministro?


Já não estranhos quando ouvimos o primeiro-ministro dizer um qualquer disparate, a pensar que está a dizer uma coisa acertada.
Vem isto a propósito do elogio que Pedro Passos Coelho resolveu dar aos trabalhadores “que tiveram a coragem de ir trabalhar”. Como, senhor primeiro-ministro? Os trabalhadores que resolveram não fazer greve só podiam ir trabalhar, não acha, senhor primeiro-ministro. Quer dizer: aqueles cidadãos trabalhadores que, por opção consciente e usando um direito que lhes assiste, resolveram não aderir à greve, foram, naturalmente e como fazem todos os dias, trabalhar, como é seu dever. Não o fizeram por um acto de coragem. Do mesmo modo, aqueles que aderiram à greve, fizeram-no usando um direito constitucionalmente estabelecido, por convicção e não por falta de coagem para irem trabalhar. O senhor, senhor primeiro-ministro, como não tem sentido de Estado e é um político medíocre, nem dá conta que está a faltar ao respeito aos cidadãos. E já agora, senhor primeiro-ministro, os desempregados não precisam de coragem. Precisam é de um governo que acabe com esta criminosa austeridade e adopte medidas que promovam o crescimento económico do país e crie empregos.
Coragem, senhor primeiro-ministro é coisa que o senhor não tem pois, caso contrário, já teria encostado os elementos da Troika à parede e fazia-lhes ver que as medidas adoptadas não resultaram em parte alguma do Mundo, incluindo na Irlanda, puseram a Grécia no estado calamitoso em que se encontra e que ao contrário dos objectivos que traçaram para Portugal, o défice, a dívida pública, o desemprego e a miséria não param de aumentar.
E já agora que fala de coragem, senhor primeiro-ministro, lanço-lhe um desafio: vá amanhã visitar os estivadores do porto de Lisboa, por exemplo. Mas…, não vai, pois não? É que, como diz o povo: “quem tem cú, tem medo”. E o senhor tem cú, não tem senhor primeiro-ministro?

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

sábado, 10 de novembro de 2012

Uma vergonha, senhor primeiro-ministro


Corre já há dois ou três dias a notícia de que nas escolas portuguesas cerca de 10 000 crianças passam fome.
Não tem vergonha disto, senhor primeiro-ministro? Naturalmente que o senhor sabe que o problema é doméstico. Quer dizer: as famílias estão a empobrecer de forma progressiva, devido à maldita austeridade a que estamos sujeitos, e começa a não ter dinheiro, sequer, para comer. Isto é uma vergonha, senhor primeiro-ministro. Estamos a voltar aos tempos do Estado Novo, mais propriamente aos tempos do Doutor Salazar. Este equilibrava as contas públicas porque pouco ou nada gastava com a Saúde, a Educação e as Prestações Sociais. E não tardará muito que volte a aparecer nas escolas a famosa figura da “Caixa Escolar”, uma espécie de mealheiro onde os meninos ricos e os meninos remediados (mais estes, pois os meninos ricos andavam em colégios para não conviverem com os ranhosos nem apanharem piolhos) contribuíam com dinheiro que depois servia para ajudar os meninos pobres. Resultado: Portugal era o país europeu com mais percentagem de analfabetos, com uma percentagem muito pequena de cidadãos licenciados ou com um curso superior, com uma elevada mortalidade infantil e com uma esperança de vida inferior à média dos outros países ditos civilizados. Tudo começou a melhorar já com Marcelo Caetano e a melhorar muito depois do 25 de Abril. Infelizmente, com este desgraçado governo estamos regressar ao passado, a não ser que Passos Coelho resolva emigrar e ir fazer parte do staff da senhora Merkel, que ele tanto admira. Já agora, que leve consigo o Gaspar. Parece que a senhora Merkel está a precisar de dois lacaios.   

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Todos os cidadãos têm direito ao bom nome


Não conheço pessoalmente o deputado do PS Ricardo Rodrigues. Nunca o cumprimentei, nunca falei com ele, nem sequer estive próximo dele. Por outro lado, a SIC (sobretudo a SIC – Notícias, dado que o canal generalista, tal como todos os outros canais generalistas dos restantes operadores, só dá “lixo”) é a estação televisiva que mais vejo. No entanto fiquei bastante satisfeito com a notícia, hoje conhecida, que nos dá conta que o Supremo Tribunal de Justiça condenou a SIC a indemnizar Ricardo Rodrigues em 115 mil euros, por ofensa à honra e dignidade deste deputado, ao divulgar notícias que, conforme provado, eram falsas.
Já é tempo de se acabarem os julgamentos e as condenações na praça pública, por causa de notícias que mais tarde se descobre serem falsas. Todos os cidadãos têm direito ao bom nome e não é justo que vejam goradas as suas expectativas por causa de calúnias sem fundamento que correm na Comunicação Social.
Mas esta condenação a que a SIC foi sujeita, não repara os prejuízos causados ao ofendido e, sobretudo, não castiga o jornalista ou os jornalistas caluniadores. É tempo de responsabilizar os jornalistas que publicam notícias falsas que supostamente lhes são dadas a conhecer por alguém que não dá a cara e a quem eles chamam “fonte”. O dever de informar não se pode sobrepor ao sagrado direito do bom nome, da honra e da dignidade das pessoas. Não vejo que possa ser de outra forma num Estado de Direito.

POESIA DO ZÉ GIL

A MORTE


Razão da vida

Temos que assumir

Vê-la surgir

Contas feitas

No momento de partir.

Lembrando o passado

Em vários filmes

Cenas antigas ou recentes

Cessar funções vitais

Banda desenhada e mais.

Episódios espaçados

Tomam o pensamento

É preciso cortar cenas

Refletir o lamento.

Cinema em episódios

Novelas em capítulos

Tempo dos fascículos

Ver só os títulos!

A vinda da morte

Será filme palpitante

Com duelo final

Entre herói e mandante.

Tiro certeiro, o pó da parada

Regresso ao nada!



Porto, 16/10/12 jose.gcmonteiro@gmail.com José Gil

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Coitado, afinal está farto de trabalhar..., na sombra!


Finalmente o Presidente apareceu, para inaugurar um Hotel de luxo. Não falou muito, apesar de ter sido bombardeado com muitas perguntas pelos jornalistas, mas lá foi dizendo que não se deixará influenciar na sua análise do Orçamento do Estado por “qualquer palpite que venha daqui ou de acolá”, e que o debate sobre a refundação do Estado deve envolver todos. E mais, pelos vistos S Exa está farto de trabalhar “na sombra”, sem os mediatismos que outros procuram. Coitado…, tinha mesmo um ar cansado!                                                                                                                                                                                                                                                              

Primeiro preocupe-se com a crise. E depois...


Há dois ou três dias atrás, talvez pressionado pelas críticas que o consideram um Presidente ausente, que nada faz ou diz sobre a actual crise que se vai agravando e, também, para dar um sinal aos portugueses que pode estar em Belém a ver navios, mas vai ouvindo os “ruídos” que vão aparecendo na sociedade portuguesa, Cavaco Silva fez saber que também está preocupado com o problema da muito baixa natalidade em Portugal. Não que tivesse aparecido a falar à Comunicação Social nem, pasme-se, que tivesse usado o Facebook. Desta vez mandou um seu assessor, neste caso o ex-ministro de Durão Barroso, David Justino, para manifestar aos portugueses o quanto está preocupado com a falta de nascimentos. É verdade que a baixa natalidade traz problemas para o futuro, sobretudo quando o número de nascimentos é inferior ao número de óbitos. A continuar esta situação daqui a uns anos vai haver mais idosos que jovens e a sustentabilidade da Segurança Social fica em enorme risco.
Pois bem, não é mau que Cavaco se preocupe com este problema da falta de nascimentos. Mas, até para criar condições que permitam ataca-lo, devia primeiro resolver o problema da crise. Como é possível fomentar a natalidade num país onde a população empobrece todos os dias? Como pode um casal pensar em ter um filho, se sabe que neste momento não há futuro, e que em qualquer momento pode cair numa situação em que nem sequer tem dinheiro para comer?
Portanto, senhor Presidente: Faça qualquer coisa. Dê aos portugueses um sinal de que podem contar consigo. A situação social está a tornar-se insustentável, ou acha que não?    

sábado, 3 de novembro de 2012

MODELOS

Tenho apreço pelo matemático Nuno Crato, não tanto pelo ministro, que me parece uma barata tonta.
Leio algures que vai "importar" da Alemanha um qualquer modelo de ensino profissional, tipo pret à porter, para aplicação em Portugal. Estas coisas são vendidas no mercado aberto e concorrencial e toda a gente as pode usar, como se de um par de chinelos chineses se tratasse? Para bem do Nuno Crato e do ensino, espero que resulte.
Já agora: quanto custa o "modelo"? E o Gaspar autorizou? Ou trata-se de um brinde da Merkel, que vem aí um dia destes?

ESTES GAJOS ESTÃO LOUCOS

O hospital de Matosinhos envia centenas de cartas a utentes dos seus serviços reclamando créditos prescritos.

O Fisco envia, no mesmo dia, 115 cartas registadas com aviso de recepção a notificar o mesmo devedor sobre a mesmíssima dívida.

É só fazer as contas. Mas alguém, no meio disto tudo, ganha "algum" - os CTT, apetecidos que são.

Estes gajos estão loucos.

E o Aníbal continua a contar os navios a entrar ou a sair da barra, ou a recordar as vacas sorridentes dos Açores.

CULTURA E O COLISEU DO PORTO

Não me tinha dado conta da passagem de Francisco José Viegas (que aprecio como escritor), pelo governo. Fiquei hoje a saber que ex-Secretário de Estado da Cultura emitiu um despacho a qualificar o Coliseu do Porto como "monumento de interesse público".
Obrigado, JMV. Só por isso valeu a pena passar pelo governo.

OS MILIONÁRIOS E OS OUTROS

De o Jornal de Negócios:

"Um proprietário que tenha uma bela casa, com valor fiscal de um milhão de euros, vai pagar uma taxa de solidariedade de pelo menos 5.000 euros este ano e 10.000 euros de 2013 em diante. Um grande proprietário, que tenha um portefólio de dez, 20 prédios, no valor de nove milhões de euros, não pagará taxa de solidariedade nenhuma, apesar de ser bem mais abastado do que o primeiro. Faz sentido?


1. Um proprietário que tenha uma bela casa, com valor fiscal de um milhão de euros, vai pagar uma taxa de solidariedade de pelo menos 5.000 euros este ano e 10.000 euros de 2013 em diante. Um grande proprietário, que tenha um portefólio de dez, 20 prédios, no valor de nove milhões de euros, não pagará taxa de solidariedade nenhuma, apesar de ser bem mais abastado do que o primeiro. Faz sentido?

Não faz, mas é o que resulta do novo "pacote para os ricos" que entrou esta semana em vigor. A nova lei vem dizer, entre outras coisas, que quem tenha imóveis destinados à habitação com um valor patrimonial tributário igual ou superior a um milhão de euros terá de pagar uma taxa extra, em sede de imposto de selo. Esta taxa será de 0,5% ou 0,8% este ano e de 1% de 2013 em diante, e acumula com o IMI. Contudo, faz incidir a tributação sobre cada prédio, em vez de recair sobre o conjunto dos valores patrimoniais tributários dos prédios afectos à habitação.

Ou seja, quem tenha uma rica propriedade, é castigado. Quem seja um rico proprietário fica de fora, desde que cada imóvel individualmente considerado não toque no limite mágico do um milhão de euros.

Corolário desta habilidosa forma de legislar: o importante não é taxar os ricos, é fazer parecer que os ricos são tributados".

Comentários para quê? São artistas portugueses armados em legisladores.

LIDO

"O dr. Cavaco Silva, que, segundo corre por aí, é o Presidente da República, desapareu. Não se vê na televisão. Os jornais não falam nele. Anda calado como um rato e escondido atrás de uma cortina. A populaça supõe que o bom do homem continua em Belém a olhar para o Tejo e a contar navios. Mas não tem a certeza. Há gente, armada de binóculos, que o tenta descobrir sem o mais vago resultado. E há gente que perde o seu tempo e a sua paciência a especular sobre o que lhe sucedeu, se de facto lhe sucedeu alguma coisa. Já se demitiu sem ninguém saber? Emigrou? Caiu num poço? É um grande mistério. Um facto é certo: Portugal elegeu um senhor magrinho para resolver os sarilhos da pátria e, agora que precisa dele, ele não está cá."

Vasco Pulido Valente, in Público de hoje

Demolidor.
De facto, a populaça, como diz Vasco, interroga-se sobre o que é feito do PR, desaparecido em combate. Nem notícias do homem mesmo no seu Facebook. A senhora PGR já  mandou a PJ para a rua, a investigar? E dão alvíssaras a quem o encontrar, dead or alive?

Uma vergonha; uma humilhação; um Presidente a ver navios!


É uma vergonha que estejam em Portugal uns funcionários de quinta linha do FMI e do Banco Mundial a estudar com o Governo a chamada reforma do Estado que, na linguagem patética do primeiro-ministro, consistiria numa refundação do memorando assinado com a Troika. Não se pode admitir que sejam estrangeiros, alguns dos quais oriundos de países não europeus, e que nada conhecem do nosso país, da nossa cultura, da nossa história recente e dos anseios das nossas gentes, a quererem-nos impor reformas que abalariam as estruturas do nosso Estado e que destruiriam muitas conquistas sociais, pelas quais muitos portugueses lutaram desde o 25 de Abril de 1974. Para além de vergonhosa, esta atitude do desgraçado governo que nos governa é, como lhe chamou Francisco Louçã, uma humilhação nacional.
E quem pode travar esta humilhação, antes que o povo se sinta traído, se farte, e comece a fazer asneiras? Será, naturalmente, o Presidente da República. Mas onde está Cavaco Silva que ninguém sabe dele? Como diz hoje Vasco Pulido Valente no seu artigo “Opinião” no jornal Público: “Portugal elegeu um senhor magrinho para resolver os sarilhos da pátria e, agora que precisa dele, ele não está cá”.
Triste sorte a nossa: estamos a ser governados por um bando de talibãs neoliberais que para tomarem o poder nos enganaram, e que agora descobrimos que temos um Chefe de Estado “ausente” que, como também diz VPV, deve estar em Belém a olhar para o Tejo e a contar navios.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Um susto para Jardim


Parece que o reinado do ditador da Madeira levou hoje um tremendo abalo. E aconteceu mesmo dentro do próprio partido, o que era impensável ainda há muito pouco tempo. Até que enfim que apareceu quem o enfrentou e que apenas perdeu por 88 votos.
Lá veio Jardim, com um semblante que indicava ter apanhado um valente susto a que se seguiu um enorme alívio, mostrar a sua falta de espírito democrático. Para ele o outro candidato e aqueles que nele votaram são outro PPD (o mau) que ele desvaloriza e insulta. Triste conceito de democracia tem Jardim. Para ele democracia verdadeira seria votar num só candidato ou numa só lista, tal como no tempo de Salazar em Portugal, ou nos países de Leste nos tempos da “cortina de ferro”.
Espero que os outros partidos da Madeira reflitam neste resultado eleitoral e concluam que, afinal, até será possível derrotar aquele ditador de meia tigela.  

Negociar com gente desta? Não obrigado


A prova provada (passe a redundância) de que estes talibãs da irmandade do Gaspassos que nos governam, são uns trapaceiros, foi o que se passou com o convite do primeiro-ministro ao PS para participar numa refundação do memorando, tendo em vista cortar na despesa (leia-se no Estado Social) quatro milhões de euros. Pois muito bem, Passos Coelho até escreveu uma carta a Seguro, para dar a entender que a coisa era séria, mas entretanto (soube-se pela boca de Marques Mendes) já estava a estudar o assunto com técnicos do FMI e do Banco Mundial. Isto, meus amigos, é próprio de gente rasteira, sem palavra, sem princípios e, sobretudo, sem honra.
Ora, parece que Seguro já lhe respondeu. De certo que não lhe chamou o que ele merecia, mas espero que, com toda a firmeza, lhe tenha dito que com gente desta não há possibilidade de diálogo.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

FERIADOS E NEGÓCIOS

Este foi o último (!) ano em que o dia foi considerado feriado.
Quando muitas famílias se deslocam pelo país a visitar os túmulos dos seus familiares falecidos, os maquinistas da CP fazem greve e nem asseguram os serviços mínimos. Ouvi um dirigente do seu sindicato afirmar que não iriam trabalhar "de borla". Quê, a CP cortava-lhes o salário do dia?
Os vendedores de flores e velas afirmaram que o "negócio" esteve mau, que as pessoas compraram menos e do mais barato.
Para o ano vai haver combóios, mas ninguém (*) viajará (os maquinistas irão receber o "seu", né?) e não haverá flores nem velas para ninguém.
Tudo a bem da produtividade, já se sabe.
(*) Mentira, os juízes e magistrados podem viajar e os desempregados também

"ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA"

Não faltará muito para cairmos naquele mundo louco descrito por José Saramago (a quem roubei o título).
Leio, vejo e ouço os mais desvairados comentários sobre o mesmo tema, e temo. Ninguém se entende seja sobre o que for. Há soluções (teóricas?) para tudo, dizem uns. Os problemas que nos afligem não têm solução, avançam outros.
Saímos do euro ou nele devemos manter-nos e a que preço?
Os ministros e deputados da maioria desdizem-se uns aos outros todos os dias.
Vamos tomando conhecimento de que mais uma "medida" vai ser tomada para, no dia seguinte, nos virem dizer: "não, não foi isso que foi dito, é um pouco menos duro". Uf, ainda bem! Se até o banqueiro Ulrich diz que o burro ainda aguenta maior carga e menos feno....
Os 'conselheiros' do FMI "já cá estão!", terá dito, ufano, o grande minorca Marques Mendes, que parece ser a voz do dono em segredos mal guardados. Os partidos da oposição, particularmente o PS, mostram-se espantados e indignados. Portugal já nem é um protectorado, é uma quinta de férias de ricos endinheirados.
O primeiro-ministro torna público que escreveu uma carta a Seguro, a quem nunca deu cavaco sobre o andamento das negociações com a troika, a pedir a sua assinatura num papel em branco, o que este recusa timidamente, género "agarrem-me se não bato-lhe".
Vasco Lourenço fala em guerra na Europa.
O Cardeal Policarpo confirma a sua opinião de que "isto" não vai lá com manifestações de rua. Talvez uma procissão ou uma missa resolvam os problemas. Os fieis decidirão de acordo com a prédica.
O CDS-Madeira vota contra o OE e o paulinho das feiras, que não queria este OE, afirma que os estatutos do partido são para cumprir por todos os militantes.
Cavaco Silva, desaparecido em combate (*) (ordens da Merkel?) bem poderia demitir o governo Gaspar-Relvas-Passos (por esta ordem), dissolver a AR e entregar o País a quem a troika entendesse. No mínimo, poupam-se uns bons milhões de euros.
Entretanto, a Merkel diz, ao deitar, em voz baixa, com um olho no tecto e outro no mapa na parede do seu quarto: "Adolfo, vês como se conquista a Europa? Eras um amador".
(*) Mentira, já que um dia destes entregou uma comenda a um actor.

Um Governo que não respeita a memória


Portugal é, sem dúvida, um Estado laico. Mas desde há muitos anos que muitos portugueses, crentes e não crentes, aproveitam o Feriado de 1 de Novembro – dia de Todos os Santos - para lembrarem os seus entes queridos que já morreram. E, por isso, neste dia os cemitérios enchem-se de pessoas que vão prestar uma pequena homenagem àqueles que não esquecem, pois estão eternizados na sua memória.
Desgraçadamente, este governo dos talibãs da irmandade do Gaspassos não respeita a memória e, para fazerem a vontade à Sra Merkel e aos funcionários de 5ª. categoria da Troika, como alguém já lhes chamou, resolveu cortar aos feriados e, de entre eles, o do Dia de Todos os Santos. Será que os tipos  pesam que esta medida ridícula vai contribuir para o crescimento económico? Se calhar, pensam. Coitados! 

Procura-se


PROCURA-SE



Há um descontentamento latente entre os portugueses; há cada vez mais portugueses descontentes a protestar nas ruas; há Conselheiros de Estado, de todos os quadrantes, a criticar as medidas de austeridade que nos são impostas pelo Governo e que qualificam a proposta de Orçamento com os mais violentos adjectivos; e…, onde está o Presidente, que ninguém o vê ou o ouve? É que já nem no Facebook. Procura-se!

O desgraçado Orçamento


Com os votos da maioria (menos um deputado) foi ontem aprovada, na globalidade, a desgraçada proposta do Orçamento do Estado para 2013. E o meu adjectivo de desgraçada é bem mais suave do que outros que já a qualificaram, muitos dos quais ocuparam cargos preponderantes nos partidos da maioria e em governos anteriores apoiados pela mesma. E se é verdade que os deputados, em matérias essenciais, estão obrigados à disciplina partidária, também o é que não devem, mesmo nessas matérias, violentarem a sua consciência. Ora, vimos, ouvimos e apercebemo-nos que muitos deputados em muito pouco estavam de acordo com os princípios deste orçamento e alguns mostraram-no, por assim dizer, publicamente. E não foram só deputados do CDS. Por exemplo: Miguel Frasquilho, que já foi Secretário de Estado num governo de coligação PPD/CDS, fartou-se de mostrar o seu descontentamento. Poderá dizer que votou a aprovação por disciplina partidária, mas não me consta que tenha feito declaração de voto esclarecendo que só por isso (disciplina partidária) o fez. Mas muito pior do que ele foi aquela cambada de deputados do CDS, incluindo também na cambada o malabarista do seu líder – Paulo Portas. Até parecia que tinham sido os mentores do orçamento. Que regozijo o deles! Provavelmente já fazem parte do grupo de talibãs da irmandade do “Gaspassos” (do Gaspar mais o Passos). Que coerência a destes sacripantas!
Mas é justo salientar a atitude do deputado Rui Barreto do CDS – Madeira que, mesmo com a ameaça de expulsão do partido, votou contra a orientação pantomineira do partido e do seu líder Portas.