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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

OS FERIADOS

O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) afirmou que a supressão dos quatro feriados não beneficiou a produtividade das empresas, considerando que a medida foi aplicada para agradar à chanceler alemã, Angela Merkel.

“A CCP nunca valorizou muito esta questão dos feriados como um elemento importante para a produtividade. Nessa altura a questão foi colocada um pouco politicamente porque havia aquelas declarações da senhora Merkel que dizia que no Sul da Europa não se trabalhava, e consideramos isso errado, até porque a Alemanha tem mais feriados que Portugal”, disse João Vieira Lopes, à agência Lusa.

Dos jornais

Já à época, alguns "patrões" desvalorizaram a medida, mas era preciso obedecer à senhora Merkel.
Abjectos!

domingo, 1 de dezembro de 2013

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

FERIADOS E NEGÓCIOS

Este foi o último (!) ano em que o dia foi considerado feriado.
Quando muitas famílias se deslocam pelo país a visitar os túmulos dos seus familiares falecidos, os maquinistas da CP fazem greve e nem asseguram os serviços mínimos. Ouvi um dirigente do seu sindicato afirmar que não iriam trabalhar "de borla". Quê, a CP cortava-lhes o salário do dia?
Os vendedores de flores e velas afirmaram que o "negócio" esteve mau, que as pessoas compraram menos e do mais barato.
Para o ano vai haver combóios, mas ninguém (*) viajará (os maquinistas irão receber o "seu", né?) e não haverá flores nem velas para ninguém.
Tudo a bem da produtividade, já se sabe.
(*) Mentira, os juízes e magistrados podem viajar e os desempregados também

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

FERIADOS


Tal como 1.º de Dezembro, o 5 de Outubro não tem qualquer significado. São apenas datas que se repetem anualmente, como quaisquer outras. E a bem da produtividade (!), que tem que aumentar, custe o que custar, riscam-se, ambos, do calendário dos feriados nacionais a partir do próximo ano, acompanhados por dois dias de feriados religiosos, que também não têm qualquer cabimento, mesmo para quem gosta de os respeitar e festejar.
O 5 de Outubro deste ano, em ambiente íntimo e reservado por indicação do venerável PR (que, por razões económicas, não abriu os jardins de Belém à populaça lisboeta), não contou com a presença do primeiro-ministro, que aproveitou para ir passear pela Eslováquia e Malta e rever uns amigos de peito, no que andou bem. Quem tem bons amigos, deve guardá-los, pela sua raridade hoje em dia. Em sua representação, enviou um ilustre ministro de 2.ª apanha e cujo nome me escapa (o único que não aplaudiu, nem por mera cortesia, o discurso do anfitrião; em boa verdade, mesmo um PM primoroso nas escolhas não está livre de apanhar com um qualquer casca-grossa no elenco) que, com a ajuda de Cavaco, hasteou a bandeira de pernas para o ar. Tenho para mim que foi Passos que disse ao Costa: "já que não estou cá em pessoa, permita-me que ofereça uma bandeira nova para a cerimónis". As bandeira estão caras e, vai daí, falou com o António Mexia que, por sua vez, depois de conversar com o pentelhos, a encomendou ao Win Shinguan (reputado fabricante chino; sorte, o fabricante já ter alterado os pagodes para castelos).
Mas, como é costume, há sempre alguém que estraga a festa: duas mulheres, mulheres, repito, entenderam que a "festa" estava monótona e decidiram animá-la. Que se saiba, não houve mortos, nem sequer feridos, desconhecendo-se se tais intrusas (de tomates, salvo seja) foram identificadas e não têm que se apresentar ao juiz de turno. Espero bem que sim, já que "isto" não é nem pode ser uma república das bananas. Ninguém deve invadir locais reservados sem convite e armar uma peixeirada das antigas. A Bem da Nação.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O ÁLVARO, OS FERIADOS E O VATICANO

Parece que o Vaticano está renitente quanto à hipótese de acabar com dois feriados religiosos, nomeadamente os falados 15 de Agosto (Assunção) e de 1 de Novembro (dia de todos os Santos). Como não vejo que a Santa Sé admita "negociar"o Natal ou a Páscoa, não sei como é que o Álvaro vai descalçar esta bota. Ficamos "apenas" sem dois feriados civis (sobre os quais não há consenso) ou esquece-se a coisa?

Permitia-me dar uma sugestão ao Álvaro: deixe que o assunto seja derimido entre o Núncio e António Saraiva, da CIP. Eles hão-de amanhar-se e o Álvaro pode ir dormir sossegado, depois de lavar as mãos como um tal Pilatos.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

1.º DE DEZEMBRO

Hoje poderá ser o último 1.º de Dezembro que comemoramos, pelo menos enquanto feriado nacional. Ele é um dos dois (o outro será o 5 de Outubro) que tencionam apagar da nossa memória. E até poderá acontecer que para o ano se descubra que é necessário (a bem da Nação e da produtividade) eliminar mais um ou dois feriados civis. Proponho, desde já, o 25 de Abril (de que muitos nem querem ouvir falar) e/ou o 1.º de Maio, dia em que se devia trabalhar, a bem da tal produtividade e, mais, oferecer o salário para abate da dívida do foguetório da Madeira ou o buraco do BPN, por exemplo. E a Igreja Católica poderá dispensar o dia de Natal, ficando-nos pela tarde e noite do 24 de Dezembro, com o bacalhau cozido e as rabanadas e a missa do galo. Livrem-se é de eliminar o Domingo de Páscoa.... O Entrudo, claro, vai à vida. A não ser que o avisado Venerando relembre que aí começou o seu tombo.