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terça-feira, 10 de novembro de 2015

A Comunicação Social que temos

Nada me move contra a Comunicação Social, mas não posso deixar de manifestar a minha revolta quando sinto que a Comunicação Social, não só não está a ser isenta, mas está a ser desonesta, e pretende manipular a opinião pública, levando-a a dar importância sobre um acontecimento que ele não tem. Vi hoje em alguns canais de televisão reportagens em directo sobre uma manifestação que teve lugar junto à Assembleia da República organizada ou convocada pela Direita Radical. Pois bem os planos que nos davam, com imagens colhidas junto aos manifestantes, com deputados da Direita a misturarem-se com eles, e com Portas e outros a saudá-los nas varandas da Assembleia, até davam a ideia de serem muitos. Puro engano. Já vi há pouco em alguns blogues imagens de vistas panorâmicas dessa manifestação. Não enchem sequer metade da rua. Mais, não enchiam metade duma bancada de topo de um estádio de futebol, dum clube médio da primeira Liga.
Que dizer desta atitude das nossas televisões? Um nojo!!


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A Comunicação Social e os Comentadores que temos

A actualidade política, entre outras coisas, veio mostrar-nos que a nossa Comunicação Social, em geral, incluindo os comentadores que nela gravitam, não é isenta. E nem consegue disfarçar. Diga-se, contudo, que há algumas excepções, mas muito poucas. Uma vergonha!!
Ainda há pouco, nos três canais de notícias – SIC Notícias, RTP 3 e TVI 24 – constactei este facto. E se os comentadores da RTP 3 – João Marcelino e Nuno Saraiva – e da TVI 24 – António Costa, ex-director do Diário Económico – foram comedidos nas suas análises, a comentadora, ou se quisermos a convidada do programa “Opinião Pública” da SIC Notícias – Raquel Abecassis, da Rádio Renascença – foi o grande exemplo do que estou a dizer. A Senhora mais parecia uma figura de proa da Direita, mais propriamente da ala mais radical. Pior do que ela só o José Gomes Ferreira. Bom, este, nem quando alguém contesta o que ele está a dizer, mostrando-lhe até provas do contrário é capaz de, pelo menos, se calar.
E eu pergunto: o que quer esta gente? Que o PS, caladinho, fizesse uma Oposição de faz de conta, conseguindo dos PaFiosos o consentimento e a aprovação de algumas poucas medidas que fazem parte do programa que apresentou aos portugueses? Se calhar!!

Mas o PS, não pode atraiçoar quem nele votou. Como disse Carlos César um verdadeiro socialista prefere que o partido se entenda com os partidos à sua esquerda do que viabilizar um governo da Direita. Não posso estar mais de acordo.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Estão com medo de quê?

Até preso – preventivamente – José Sócrates mete medo a muita gente, sobretudo à Comunicação Social. Agora, questiona-se o facto de Sócrates estar a mandar cartas para jornais, para canais de televisão e estações de rádio, através de telefonemas para o seu advogado, desmentindo muito do que tem sido noticiado como factos que constam da investigação do Ministério Público e que são motivo de o terem indiciado da prática de alguns crimes e de o terem privado preventivamente da sua liberdade. Porquê, questiono? Têm medo que quando se souber toda a verdade, muito do que têm dito seja mentira? Se calhar têm! Ou acham que, porque são na prática inimputáveis sobre a violação do segredo de justiça, podem dizer tudo o que lhes apetece sobre um cidadão e que este não tem direito a defender-se das acusações que lhe fazem? Já não lhes chega terem-no “julgado e condenado” na Praça Pública?

Mas, ainda bem que Sócrates lhes mandou dizer que não lhes faz o favor de estar calado. Ainda bem, digo eu. É preciso que alguém lhes faça frente!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

A Comunicação Social que temos.

Hoje já ouvi várias vezes a na SIC Notícias os resultados de uma sondagem que dão: PS 32,5%; PSD 27,5%; CDU 11,1%; CDS 6,6%; BE 4,9%; MPT 4,0% e LIVRE 2%. À partida, perante estas intenções de voto o Partido mais votado é o PS, com mais 5 pontos que o PSD. Estes (PSD) mais CDS Somam 34,1%, pouco mais de um terço das intenções de voto. Pois bem, a notícia tem sido dada mais ou menos assim:”se as eleições fossem hoje, PS perderia para a coligação”. Nada mais falacioso se poderia dizer! Porquê? Porque a coligação não fazia parte das hipóteses apresentadas aos cidadãos. Quem nos garante que perante a hipóteses de uma coligação as intenções de voto seriam as mesmas? E quem nos garante que perante uma coligação formada pelos partidos responsáveis pelo empobrecimento de Portugal, não apareceriam outras coligações?

Mas… enfim, é a Comunicação Social que temos!  

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Todos os cidadãos têm direito ao bom nome


Não conheço pessoalmente o deputado do PS Ricardo Rodrigues. Nunca o cumprimentei, nunca falei com ele, nem sequer estive próximo dele. Por outro lado, a SIC (sobretudo a SIC – Notícias, dado que o canal generalista, tal como todos os outros canais generalistas dos restantes operadores, só dá “lixo”) é a estação televisiva que mais vejo. No entanto fiquei bastante satisfeito com a notícia, hoje conhecida, que nos dá conta que o Supremo Tribunal de Justiça condenou a SIC a indemnizar Ricardo Rodrigues em 115 mil euros, por ofensa à honra e dignidade deste deputado, ao divulgar notícias que, conforme provado, eram falsas.
Já é tempo de se acabarem os julgamentos e as condenações na praça pública, por causa de notícias que mais tarde se descobre serem falsas. Todos os cidadãos têm direito ao bom nome e não é justo que vejam goradas as suas expectativas por causa de calúnias sem fundamento que correm na Comunicação Social.
Mas esta condenação a que a SIC foi sujeita, não repara os prejuízos causados ao ofendido e, sobretudo, não castiga o jornalista ou os jornalistas caluniadores. É tempo de responsabilizar os jornalistas que publicam notícias falsas que supostamente lhes são dadas a conhecer por alguém que não dá a cara e a quem eles chamam “fonte”. O dever de informar não se pode sobrepor ao sagrado direito do bom nome, da honra e da dignidade das pessoas. Não vejo que possa ser de outra forma num Estado de Direito.

sábado, 21 de julho de 2012

Morreu uma grande Senhora


Li, por acaso, na internet que morreu Helena Cidade Moura. Foi uma figura importante da defesa do regime democrático antes e depois do 25 de Abril, sobretudo nos primeiros anos após a revolução dos cravos, tendo sido deputada de relevo nas três primeiras legislaturas. Mas a sua contribuição mais importante para tentar melhorar as condições de vida dos seus concidadãos menos afortunados foi, sem dúvida, o facto de ter coordenado a maior campanha de alfabetização pós 25 de Abril.
Lamento que os principais órgãos da Comunicação Social não tenham dado o devido relevo ao desaparecimento de quem, com despreendimento dos seus interesses pessoais, lutou,  e muito, pelos direitos daqueles que foram votados à exclusão, ao abandono e à pobreza no tempo do Estado Novo. E é curioso que não tenha merecido, se quer, uma pequena nota de roda pé, num dia em que foram dadas horas de destaque a quem tendo sido um enorme comunicador, é certo, foi uma figura importante nos Governos de Salazar e de Marcelo Caetano.
A doutora Helena Cidade Moura não merecia esta desconsideração por parte da Comunicação Social. Sinal dos tempos , não?