sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A INSATISFAÇÃO DO ESCORPIÃO


Após votação do OE-2013, Portas não parece satisfeito.
E ainda desconhecia que era considerado a 3.ª figura do governo, depois de Gaspar e Passos, por esta ordem.
O escorpião vai atacar ou perdeu o veneno?

(foto: Público)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

PIADAS MUITO CARAS

Aquela de um hotel de luxo em Albufeira, de capitais alemães, há muito previsto ser construido, poder ser considerado como contrapartida dos submarinos é piada? Se é, é de muito mau gosto e muito cara. Se não é, pior ainda. E os saloios, como convém  a uns quantos, aguentam.

PASSOS COELHO NO SEU MELHOR

Não (ou)vi, porque não avisado (e se avisado, se calhar também não (ou)via, porque de desgraças já estou até aqui) a entrevista do nosso, salvo seja, primeiro-ministro, ontem, à TVI. Do que li, ressalta-me a admissibilidade por ele manifestada de o ensino obrigatório poder ter que vir a ser comparticipado, isto é, pago, pelos alunos, melhor, pelos pais dos alunos, já que, diz que disse Passos, a Constituição não o impede, logo, permite-o.
Espere aí: o ensino é obrigatório mas tem que ser pago? Por alma de quem? Vamos voltar aos anos 30/40 do século passado em que só era obrigatória - sem controle, aliás - a frequência da 3.ª classe, para aprender a escrever e a ler o nome e a contar pelos dedos, e quando foram encerradas as chamadas Escolas Normais, que formavam os professores ditos primários? É isto que este governo se propõe e nos propõe?
Esta gente só pode estar louca e deve ser internada rapidamente no Júlio de Matos ou no Magalhães de Lemos.
À especial atenção do inquilo de Belém, que detém o poder para determinar o internamento, se não estiver entretido no Facebook ou a memorizar uma intervenção de improviso numa das suas poucas saídas da toca.

Que crueldade!


Notícia cruel: o número de crianças das escolas que passam fome aumentou 30%. Já não são 10.000, mas 13.000.
Como é possível? O primeiro-ministro, o ministro das Finanças e Paulo Portas, líder do outro partido da coligação que apoia o Governo, não têm vergonha? Esta situação é inadmissível. E ainda não contente com isto, Passos Coelho ainda vem ameaçar os portugueses, dizendo que vai haver cortes nas verbas do Estado para a Educação. Que crueldade!

Não podemos regressar aos tempos do Estado Novo!


Não vi a entrevista que ontem o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho deu à TVI. Confesso que não tinha conhecimento dela e, ocasionalmente, não iria vê-la, já que pouco ou nada vejo na TVI, a não ser alguns jogos de futebol, e poucos.
De qualquer modo, já ontem na SIC Notícias e na RTP Informação, e hoje em vários noticiários, ouvi excertos da entrevista e vários comentários à mesma, que me levam a dizer que fiquei muitíssimo preocupado com o estado a que o país vai chegar. Não tenho dúvidas de que se nada for feito para que o Governo não leve à avante esta loucura de atacar o chamado estado social, a saúde e a educação, Portugal voltará em termos económicos e sociais aos piores tempos do salazarismo, com o brutal aumento da pobreza, com o ressurgir do analfabetismo e da mortalidade infantil, com a destruição do Serviço Nacional de Saúde, de modo a que teremos outra vez a situação cruel de só se poderem tratar aqueles que têm dinheiro; os outros voltarão a depender da boa vontade das misericórdias, ou morrerão.
Ora, eu não quero, e muitos portugueses também não querem, voltar ao passado. Por isso é preciso arrepiar caminho e tudo fazer para que não seja cometida tamanha loucura. A Sociedade Civil tem que dar o grande grito de revolta. Não podemos regressar aos tempos dos piores anos do Estado Novo!  

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Que vai fazer o PS?


E o PS; O que vai fazer o PS se o Presidente promulgar o Orçamento do Estado sem o mandar ao Tribunal Constitucional?
Pelos vistos, institucionalmente, nada. O Senhor Seguro não quer associar-se a uma possível iniciativa de deputados do partido, que pretendem pedir ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva do Orçamento. Diz ele, que a direcção do partido prefere ”mover-se no terreno político”. Eu pergunto: O que é isso? Então um partido como o PS não se move no terreno político quando pede ao TC que se pronuncie sobre a constitucionalidade de qualquer diploma?
Espero, no entanto que, a exemplo do que já fizeram em relação ao OE de 2012, um grupo de deputados do PS recorra ao Tribunal Constitucional. E, como eu, muitos portugueses também o exigem.  

terça-feira, 27 de novembro de 2012

E agora, Dr. Cavaco?


Foi hoje aprovado na Assembleia da República, com os votos dos deputados da coligação que apoia o governo (com excepção de um deputado do CDS eleito pela Madeira), o Orçamento do Estado para o ano de 2013. É considerado por muita gente especializada na matéria, entre os quais vários professores de economia e finanças, como um orçamento inexequível e cujas consequências serão arrasadoras para a economia do país. Portugal e os portugueses, sobretudo os da classe média, vão empobrecer
Pois bem, se muitos dos deputados que votaram a aprovação do orçamento violaram a sua consciência por razões de disciplina partidária (um louvor ao deputado Rui Barreto do CDS que votou contra), o Presidente da República, Dr. Cavaco, não precisa de violar a sua. Todos sabemos que Cavaco Silva se fartou de fazer reparos a muitas medidas agora impostas no orçamento e várias vezes disse que o povo não aguentava mais austeridade. Ora, embora aprovado no Parlamento, o orçamento só se poderá considerar válido após a promulgação do mesmo pelo Presidente, que tem o poder de o mandar para o Tribunal Constitucional, pedindo-lhe que se pronuncie sobre eventuais inconstitucionalidades que o mesmo possa conter. Caso contrário, se não o fizer, o Presidente trai as expectativas da maioria dos portugueses. Portanto, Dr. Cavaco: Agora é a altura própria para agir. E, desta vez, não pode assobiar para o tecto, como tantas vezes tem feito.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

IR À LÃ...

...e ficar tosquidado.
Foi o que aconteceu a Artur Mas, na Catalunha. Antecipou eleições e, ganhando, perdeu.
E agora?

REGRESSO AOS MERCADOS


O regresso aos mercados anunciado pelo Vítor Gaspar está a caminho....

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A senhora chanceler e o seu ordenança (?)


Hoje, fartei-me de ver nos jornais on-line, e em muitas reportagens transmitidas nas televisões, imagens da cimeira de Bruxelas, onde os dirigentes europeus discutiam as linhas gerais do orçamento comunitário para 2014-2020.
Pois bem, se eu tinha dúvidas de que o nosso primeiro-ministro é um “lambe botas” de Frau Merkel, hoje fiquei com a certeza. Lá se via Passos Coelho quase sempre ao lado da chanceler alemã, incluindo nas fotografias oficiais do conjunto dos dirigentes. Sempre a olhar para a senhora, mostrando-se pronto a servir as suas solicitações. Mais parecia um ordenança às ordens de Sua Exa a senhora Chanceler. Será que é mesmo?

Mais défice..., mais austeridade..., mais pobreza


Foram divulgados hoje os dados da execução orçamental reportados ao final do mês de Outubro. E, é claro, como não há milagres, o défice das contas do Estado agravou-se. De tal modo, que a dois meses do final do ano já está muito perto do valor que tinha sido fixado para o final de 2012.
Quer dizer: os portugueses continuam a contribuir cada vez mais para que as contas se possam equilibrar. Há cortes, e sérios, nas pensões de reforma e nas remunerações dos funcionários públicos, não foram pagos subsídios de férias, o valor com as prestações sociais são cada vez mais pequenos, os impostos vão aumentando, as taxas moderadoras pagas pelas prestações de saúde são cada vez maiores e …, o défice continua a aumentar todos os meses. E porquê? Porque só estes talibãs neoliberais que nos governam não querem encarar a realidade: Chegamos a um ponto que, quanto mais austeridade, mais o défice e a dívida aumentam. E os portugueses, sobretudo os que trabalham por conta própria, vão empobrecendo a cada dia que passa.
Mas, pensando bem, não será isto que os gajos querem?  

CARAS DE PARVO


(recebida por email)

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

PRESÉPIO

Estou desapontado.
Diz que o Papa Bento XVI disse que na gruta onde nasceu o Menino não havia vaca, burro ou qualquer outro animal. Não sei como é que ele sabe, já que é suposto não ter assistido ao acontecimento.
De qualquer modo, o meu presépio iria ficar muito mais pobre sem os bichos. Vou mantê-los, mesmo sujeito a excomunhão.

É preciso saber toda a verdade


Ontem fomos surpreendidos com a notícia de última hora, segundo a qual Nuno Santos, o então director de informação da RTP, tinha pedido a demissão do cargo, a qual foi aceite imediatamente pelo Conselho de Administração. Mais tarde era noticiado que o motivo da demissão teria sido a entrega à PSP de imagens não editadas ou exibidas da manifestação junto ao Parlamento no dia da Greve geral, e da carga policial então ocorrida.
Entretanto, Nuno Santos garantiu que com o seu conhecimento ou autorização nenhumas imagens saíram da empresa para qualquer entidade estranha à mesma. Mas o Conselho de Administração, ao contrário, garante que foram facultadas imagens dos incidentes a estranhos, sem ter sido consultado ou informado. E agora, quem fala verdade, Nuno Santos ou a Administração liderada pelo senhor da Ponte que, apesar de ser considerado pelos seus compadres Relvas & Companhia um bom gestor, já provou que de comunicação social em geral e de televisão em particular muito pouco ou nada percebe? De qualquer modo é urgente que se apure a verdade, pois podem estar em causa comportamentos ilegais (para não lhes chamar pidescos) de muita gente, incluindo da PSP. Os cidadãos, mesmo aqueles que se portam mal, não podem estar sujeitos a escutas ou captação e posterior visualização de imagens sem autorização de quem de Direito.
E já agora: Porque não pôr a hipótese de Nuno Santos ter caído numa cilada? Não é estranho que Relvas já tenha vindo dizer que não teve qualquer intervenção no caso de cedência de imagens da RTP?
Será que não?   

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

COMO DIZ? - 2

Leio que o vice-presidente dos CTT afirmou que a privatização da empresa "vai trazer benefícios para o país", no que acredito piamente.
Porém, a notícia é incompleta (os média são incompetentes), já que não relata os anunciados benefícios para "o país", onde, suponho, me incluo. É pena.

COMO DIZ?

Diz que disse que "é necessário ultrapassar o estigma que afastou Portugal do mar, agricultura e indústria".
E quem é que diz que disse? Se não sabe, não palpite, pois há uma enorme probabiliodade de errar.
Foi Cavaco Silva, nem mais, hoje, 21 de Novembro de 2012.
O venerando PR deveria apontar o dedo ao responsável pelo afastamento do país de tal desígnio para vergonha pública do autor. E não fui eu, juro.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O todo poderoso Gaspar


Não tenho paciência para ouvir o ministro Gaspar. Não suporto o cinismo com que ele fala, aquele tom de voz e aquele sorrisinho que eu classifico como os do verdadeiro sacana. Por isso, propositadamente, não vi ou ouvi a conferência de imprensa.  
Parece que a determinada altura uma jornalista o interpelou chamando-lhe “sr primeiro-ministro”. É verdade que Louçã Gaspar não é, de facto, o primeiro-ministro, mas é ele, de facto, que manda nos outros ministros e ministérios e na política do Governo. Não nos podemos esquecer do célebre episódio entre ele e o ministro Álvaro, em que, após Álvaro ter insistido que era preciso investir no crescimento económico, já depois de Gaspar lhe ter dito “não há dinheiro”, se virou para ele e lhe perguntou em tom sarcástico: “Qual destas três palavras não entendeu?”
Pois bem, Gaspar é mesmo para a Troika e, porque não dizê-lo, para os outros ministros, para os jornalistas, para os líderes das bancadas dos partidos do PPD e do CDS, e até para a senhora Merkel e o senhor Wolfgang Schauble, o verdadeiro líder e ideólogo da política do governo. Para estes, Passos Coelho não passa de um bom rapaz, mas com um perfil de político medíocre.
Eu até suspeito que, no seu íntimo, Loução Gaspar se esteja sempre a lembrar de um professor universitário que foi chamado para a pasta das Finanças também num momento difícil para as contas públicas, que geriu o ministério com mão de ferro e, mais tarde, se tornou no homem todo poderoso de Portugal. Seu nome: António de Oliveira Salazar. Só que os tempos são outros e a História não se repete. Felizmente, digo eu.


A avaliação da troika


Já ontem, mas fundamentalmente hoje, não se fala noutra coisa se não na 6ª. avaliação da Troika. Ora, só alguém muito distraído, ou caído das nuvens, poderia duvidar que a Troika, ou se quisermos os funcionários de quinta categoria das três instituições que a compõem, pudesse fazer uma avaliação diferente das outras cinco anteriores.
Sabe-se que o memorando original (o assinado pelo governo Sócrates, com o apoio e concordância dos partidos que constituem a desgraçada coligação que nos governa) foi negociado em condições muito difíceis. Talvez por isso, já previa medidas de austeridade que, sabiam eles, iriam abanar a economia portuguesa. Com a chegada ao poder deste governo de matiz neoliberal, cujo primeiro-ministro fez uma declaração de fé que queria ir para lá das medidas austeras do memorando e apontou como solução o empobrecimento, a Troika “esfregou as mãos” e concluiu que estavam encontrados os carrascos (para não lhes chamar cretinos) que iriam pôr os portugueses (sobretudo a classe média) a pagar os juros usurários do empréstimo acordado, fiquem ou não na miséria. Pois bem, chegados a Portugal, os homens da Troika sentem a contestação do povo; a crítica exacerbada dos partidos da oposição; o desemprego a aumentar; os hospitais sem dinheiro para fazerem face às despesas; mais gente na rua a pedir esmola; e filas grandes nas chamadas “sopas dos pobres” …, concluem: estamos no bom caminho!
Por isso, como poderia a troika dar avaliação negativa?                   

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

RTP/RDP

Alberto da Ponte afirma que a RTP, para atingir o objectivo de serviço público, tem que ficar com dois canais, e a RDP, idem, com 3 estações, contrariando a estratégia do ministro Relvas (ó Relvas, vai estudar comunicação social!).
Querem ver que o Alberto da Ponte vai ser despachado (*) com a devida indemnização?

(*) consultar o dicionário

CRÓNICAS DO ZÉ GIL

EMPIRISMO




Gil Monteiro*



Em tempos de crise, algo tem de mudar mesmo. Pode uma empresa comercial manter, por muitos anos, os mesmos resultados? Não. Por a sua sociedade de garagens não dar lucro ou perda é que o Zeferino descobriu que o cunhado o andava a tramar.

Estamos em fase de regressar aos campos, e voltar “a tratar da vida”, como se aprendeu com os pais e avós; ainda que tenhamos eletricidade e computador! Mas, perdeu-se a venda (taberna) do Pirolito, e a solenidade da missa dominical, por falta de sacerdote, substituído pela Ana do viúvo a fazer as rezas na capela. As leiras e lameiros vão deixar de ter silvas, voltando a produzir milho e feno para os animais, pelo menos para um burrito simpático, livre da extinção! Nas “novas” hortas da Richave, iremos encontrar couves, nabos e feijão, com fartura. O trator do Jorge não vai impedir o uso do gravano, para a rega das plantas aromáticas de estimação, junto ao ribeiro da Senhora da Veiga!

Os citadinos estão a aprender, por experiência, que é preciso mudar de hábitos e reciclar o mais possível os objetos usados. A Maria Fernanda tem caprichado nos guisados, graças à utilização de ervas aromáticas, criadas na varanda e marquise do andar virado a nascente. A pequena horta até já produziu favas miúdas! A última inovação foi o cultivo de alfaces, no interior de garrafões de água, rasgados numa face e com as tampas. Como a prateleira tem vários “vasos” de cápsulas de cores diferentes e as alfaces de tons e crescimentos diversos, o efeito visual é lindo! Enquanto os regressos aos campos vão tardando, as habitações citadinas vão passando a rurais, com telhados (terraços) transformados em jardins, como já se vê na cidade do Porto. Sim, pois nas cidades frias, como Toronto no Canadá, encontramos grandes e bonitos jardins nas caves.

Mas, a força da crise está a levar à reutilização das vestimentas guardadas nas arcas! Passaram a estar mesmo na moda, agora que é estapafúrdio é chique! Os adolescentes até as botas de atanado do avô levaram para a faculdade. E, talvez por saturação, metem na mochila umas sandes caseiras, e poupam uns cêntimos na cantina. “No poupar está o ganho!”, disse o Joaquim para os filhos.

Ouvi um ilustre capitalista dizer numa entrevista:

– Os meus filhos sabiam bem o valor do tostão, quando foram para a Escola.

O conhecimento empírico é útil, quando bem utilizado e sem discordar das ideias inatas. Nem todos os atos podem ser científicos. A educação e o ensino têm muito de imitação, mas o Mundo é feito de mudanças.

Se a formação dos jovens foi, é e será o maior atributo de uma comunidade, estamos a caminho, numa sociedade envelhecida, duma formação efetiva dos séniores – voltar à Escola é preciso!

Os idosos são, constantemente, bombardeados:

– Ativa o cérebro, mexe as pernas, passeia, vai a espetáculos, lê, faz palavras cruzadas, resolve problemas de sudoku...

As cidades estão a ser dotadas de parques recreativos, e as marginais marítimas apresentam boas e bonitas pistas pedestres e de bicicletas, mas a plena mobilidade só numa aldeia pacata, onde a febre de andar motorizado não chegou, resulta em pleno.

Se Jean-Bastiste Lamarck enunciou, empiricamente:

– O uso dos órgãos desenvolve-os, o não uso atrofia-os; ...

É necessário combater a atrofia!





Porto, 13 de novembro de 2012







*José Gil Correia Monteiro

Jose.gcmonteiro@gmail.com

ARTISTA



O ministro das Finanças considerou hoje que a redução de 4% para 3,5% da sobretaxa em sede de IRS prevista no orçamento é um «resultado favorável que é muito bem-vindo».

«Este resultado é um resultado favorável que é muito bem-vindo, que mostra o valor de um processo de preparação e de discussão do orçamento no Parlamento», afirmou Vítor Gaspar.



O ministro explicou que esta mudança faz parte de um processo que começou no quinto exame regular, quando «ficou acordado e foi publicitado que havia margem para substituir medidas do lado da receita por medidas do lado da despesa».



«Foi negociado desde o primeiro momento uma cláusula que permite a substituição de medidas do lado da receita por medidas do lado equivalente ao lado da despesa. Este esforço foi um esforço constante desde o quinto exame regular. O Governo neste contexto conseguiu identificar poupanças adicionais de despesas no montantes de 300 milhões de euros que permitiram manter a cláusula de salvaguarda do IMI», explicou o governante.

(TSF)

Este gajo é um artista de 1.ª classe. Quando será que Hollywood lhe atribuirá um Óscar?







MODA - TRELAS TEUTÓNICAS


(Recebida por email)

domingo, 18 de novembro de 2012

CAVACO E O ORÇAMENTO

Quando, depois de ouvir os seus conselheiros e assessores, que fará Cavaco com o OE/2013?
- Veta?
- Promulga, sem mais?
- Promulga, com uma mensagem à AR?
- Suscita preventivamente as eventuais inconstitucuionalidades?
- Promulga e suscista a eventual inconstitucionalidade sucessiva?

Por mim, tenho um palpite...

DESCONTOS NO IRS

O Gaspar e o adjunto Passos são, afinal, muito nossos amigos, como se comprova com o desconto de 12,5% na sobretaxa do IRS, anunciada de 4% e diminuida para 3,5%.  Nos tempos que correm, 12,5% de desconto é muito, muito bom. Estou-lhes grato e digo: muito obrigado pela prenda antecipada de Natal.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Não há para o povo; mas há para os boys!


Falavam dos boys dos outros, mas os boys deles são tratados como lordes.
Foi hoje noticiado que cerca de 1500 boys e girls desta desgraçada coligação que nos governa receberam subsídio de férias, ao contrário dos outros servidores do Estado e dos reformados cujas reformas são pouco maiores do que o salário mínimo. Então, a lei não é para todos? Pelos vistos não é, desde que se pertença a esta rapaziada de cartão partidário, filhos ou familiares muito próximos de antigos dirigentes partidários, alguns deles mesmo antigos governantes. “Gente bem”, que mora nas zonas ricas das grandes cidades. Muitos deles gente jovem que, como muitos outros jovens tanto ou mais qualificados, estaria a engrossar o número de desempregados. E que auferem remunerações mensais muitíssimo acima da média.
Mas, se esta situação já era uma vergonha, pior e mais vergonhoso é o facto de o Governo confrontado há mais ou menos dois meses com o facto, ter admitido terem sido apenas contemplados pouco mais do 130 assessores. Ora, afinal de contas o número indicado mais do que decuplicou. Repito: situação vergonhosa!