quinta-feira, 10 de março de 2011

AS NOTÍCIAS DO DIA

Nada sei sobre a discussão da "moção de censura" ao governo proposta pelo BE, salvo que não foi aprovada, como já se sabia. Uma não-notícia, portanto.
Notícias, são, para já, os resultados do bola europeia em que intervieram os clubes portugueses, que ganharam, com destaque para o FCPorto, por ser na casa do adversário. Só faltam 90 minutos ao FCPorto, ao Braga e ao Benfica, para seguirem em frente.

BRANCO É...

...galinha o põe.
Cavaco, depois do discurso de tomada de (re)posse de ontem, não tem outra saída que não seja a de dissolver a Assembleia da República e convocar eleições. Tal discurso tem que ter consequências, não bastando atirar, qual pequeno e vingativo David, todas as pedras de que dispõe no seu bornal, sem que daí resulte o derrube de um Golias que o enfrenta.
Convoque-se o eleitorado e acabe-se com esta estrumeira mal-cheirosa. Ou Cavaco tem medo das consequências e espera que outros (a manifestação dos À Rasca?) façam o trabalho que lhe compete? Assuma-se, de uma vez por todas.

quarta-feira, 9 de março de 2011

O discurso

Cavaco Silva tomou hoje posse para um segundo mandato do cargo de Presidente da República. Havia uma certa expectativa relativamente ao conteúdo do discurso de posse. E Cavaco Silva não frustou essas epectativas. Fez um discurso de completa ruptura com o Governo e, sobretudo, com o PS. Acabou o discurso com uma descarada colagem aos jovens, por quem nada fez durante os dez anos em que foi primeiro-ministro (ah! fez, fez ..., mandava-lhes a polícia de choque), dirigindo-lhes um vibrante apelo para que se façam ouvir. Isto a três dias de uma manifestação do movimento que se denomina como Geração à Rasca. Será que o Presidente leu bem o manifesto da manifestação? E está de acordo com ele? Era bom que, sem os equívocos do costume, nos desse a conhecer a sua posição. Perante este discurso, nada pode continuar como até aqui. Não vejo qualquer possibilidade de cooperação, seja ela estratégica ou outra.
Após o discurso reflecti um pouco e interroguei-me: Mas, este senhor não foi governante doze anos, sendo que em dez deles foi primeiro-ministro? Não foi nos governos dele que Portugal recebeu milhões de euros (na altura escudos ou contos) por dia, sem que se vissem as tais mudanças estruturais de que agora fala? Pelo contrário, o tecido produtivo não foi destruído nessa altura? Não foi Presidente da República nos últimos cinco anos? Então, também não é culpado do estado do país? Nem vale a pena responder.
Já foi o Presidente eleito com menos votos do povo portugês. Na sua reeleição bateu-se o record de abstenção em eleições presidenciais. Agora passou a ser o Presidente de alguns portugueses. Se tiver a coragem de que se arroga, só lhe resta uma solução: Amanhã mesmo reúne o Conselho de Estado, dissolve a Assembleia da República e marca eleições legislstivas antecipadas. Isso é que era de homem!

terça-feira, 8 de março de 2011

Era o que faltava!

Ontem, Sábado, um grupo de dezena e meia de arruaceiros resolveu incomodar as pessoas presentes num encontro partidário e, sem pedirem licença, munidos de um megafone interromperam quem, por direito próprio, se dirigia aos presentes para lhes apresentar procedimentos e acções a levar a cabo pelo partido no futuro. Estavam à espera de quê, que lhes batessem palmas? A reunião era um encontro partidário, devidamente autorizada por quem de direito e, nada nem ninguém tinha o direito de malcriadamente ter afrontado quem nela participava. Era o que faltava que, num Estado de Direito como é o nosso, um partido político não pudesse reunir-se em sossego.
Este acção levada a cabo por grupo que se diz ligado ao movimento Geração à Rasca, é própria, sim, de gente rasca que, felizmente, não representa a enorme maioria dos jovens portugueses, e ainda bem.

segunda-feira, 7 de março de 2011

CUSTOS

Nas contabilidades há vários critérios para a valoração dos stocks e do custo das vendas, sendo os mais conhecidos o custo médio, o FIFO e o LIFO, chamados custos hitóricos. A GALP e congéneres utilizam, agora, um outro, que é o NIFO, ou seja, o do próximo custo. Não lhes interessa o quanto pagaram pelo crude, mas o quanto vão pagar pelo crude que irão receber daqui a uns meses. Claro está que tal método só lhes interessa quando o preço do crude sobe, já que quando ele desce utilizam um dos outros critérios. E a chamada Alta Autoridade para a coisa diz que está tudo nos conformes. E não se pode extreminar a dita Autoridade? Sempre se poupavam uns milhares numa inutilidade.

MAIS SIMPLEX

Tem umas ideias e quer fundar uma empresa, mas não tem carcanhol nem crédito bancário? Não faz mal. A partir do fim deste mês, desde que disponha de 1 (um) euro, pode constituir a sua empresa na hora. Depois, é só esperar que os fornecedores acreditem no seu potencial sucesso. A coisa correu mal e não resultou? Parta para outra, desde que disponha de outro euro. Mais simplex não há!

ELE HÁ CADA UMA!

Diz o JN online, com vídeo e tudo, que uma mamalhuda israelita, foi, durante uma gravação de rádio, mordida numa das mamas, por uma cobra, pelo que teve que ser assistida no hospital. A cobra, coitada, morreu, intoxicada pelo silicone das mamas da mamalhuda modelo.
Ele há coisas do caraças!

DESFORRA?

No século passado, a Alemanha tentou dominar pelas armas e por duas vezes, a Europa, com os resultados conhecidos, que não deverão ter ficado esquecidos no seu subconsciente.
Hoje, as armas são de outra natureza, e na França não existe um Miterrand, mas um pobre diabo que dá pelo nome de Sarkozy, como na Alemanha não há um Koll ou, sequer, um Adenaeur. A Alemanha do Plano Marshall, a Alemanha reunificada, com a aquiescência da restante Europa, a começar pela França, já foi.
Aquilo que a Alemanha não conseguiu pelas armas, parece estar na mira do actual poder alemão, ou seja, o domínio da Europa pela economia, para o que contribuiram e contribuem os seus "parceiros", veneradores e obrigados.
Que o digam a Grécia e a Irlanda e, provavelmente, a curto prazo, Portugal. E depois se verá quem se segue, até ao dobrar dos joelhos dos restantes países da UE.
A vingança serve-se fria, e a frio, por uma mão do antigo e frio Leste?

domingo, 6 de março de 2011

Pobre Festival da Canção!

Realizou-se ontem o Festival RTP da Canção. Longe vão os tempos em que a noite de sábado do festival era um serão especial, em que as famílias jantavam cedo e rápido para se juntarem todos em frente à televisão, algumas vezes acompanhados de vizinhos, e verem e ouvirem em silêncio cada canção, comentando-as no fim de cada interpretação. Era uma festa. No dia seguinte, Domingo, no fim das missas, nos cafés, nos intervalos do cinema, etc, falava-se e discutia-se com amigos e conhecidos a qualidade das canções, o bom ou mau desempenho dos apresentadores, a justiça ou injustiça das classificações e ..., a esperança de "ser este ano que vamos ganhar na Eurovisão". belos tempos!
Agora as coisas são muito diferentes, é óbvio. Os tempos são outros, a tecnologia e os meios audiovisuais evoluiram exponencialmente. Por isso o festival devia ser diferente para melhor. Mas não, vem piorando desde há alguns anos. Uma boa parte dos portugueses, sobretudo os mais jovens, já pouco ou nada liga ao festival e os melhores autores, compositores e intérpretes de canções portuguesas não concorrem.
O deste ano, que se realizou ontem, foi, em meu entender, uma miséria. A todos os níveis, incluindo a produção do mesmo e a apresentação. Só duas ou três canções eram menos más, sendo que, como tinha que vencer uma, o júri nacional até escolheu talvez a melhor. Mas agora, para prender o espectador e lhe darem a ideia de que também "tem voto na matéria", a escolha final é, no todo ou em parte, também decidida através de televoto, voto por e-mail ou outro através da internet. Ora, todos nós sabemos que este tipo de votação é enganadora para não lhe chamar aldrabona. Já vimos concursos com sessões a eliminar em que concorrentes que um júri especializado na matéria queria excluir, era depois contrariado pela votação do "público (?)". Vinha-mos depois a saber que eram pessoas ligadas a associações recreativas, ou até a cafés, de pequenas cidades ou de regiões autónomas. Quer dizer: a escolha não era justa, mas interesseira.
Foi o que aconteceu com a escolha da canção de ontem e que, infelizmente, nos vai representar no festival europeu. Triste miséria! Vi, e não queria acreditar. Até pensei por breves momentos que tínhamos voltado ao tempo do PREC. A Europa, felizmente só aquela pouca que ainda vai em festivais, vai arregalar os olhos e abrir a boca de espanto. Pobre Festival da Canção!

sábado, 5 de março de 2011

Há rebuliço

Alguns falam em surdina, mas outros militantes com algum peso no partido, mas que neste momento não "comem à mesa" dos actuais dirigentes, como Rui Rio, Pedro Santana Lopes, Pacheco Pereira, Paulo Rangel, o Menezes de Gaia, e até Aguiar-Branco, criticam em conferências, entrevistas e artigos de opinião algumas posições e opções dos dirigentes do PSD. Com mais contundência Rui Rio, que diz não bastar mudar de governo, e Santana Lopes que vai ao ponto de dizer que se sente cada vez mais distante do partido, porque o PSD não pensa no que é importante para o país, mas no que interessa a alguns que nele militam. E até propôs a substituição de Pedro Passos Coelho por Rui Rio, o qual ... "modestamente recusou".
Perante isto, cheira-me que há rebuliço no PSD. Por isso os boys estão cada vez mais ansiosos.

O PSD perdeu o "tino"

O Governo e o primeiro-ministro, para sossegarem os mercados e dar alento e esperança aos portugueses, congratularam-se e mostraram a sua satisfação pelo facto de, quer no mês de Janeiro, quer no mês de Fevereiro, ter havido sucesso na execução orçamental. Ficou a saber-se que, para lá do aumento das receitas, houve pela primeira vez, desde há muito tempo, uma significativa redução nas despesas do Estado.
Pois bem, o PSD que se farta de ameaçar o Governo que não deixará de tomar uma posição se a execução orçamental não for bem sucedida, em vez de se mostrar satisfeito com este cumprimento dos objectivos do orçamento, desatou a acusar Sócrates, outros ministros e o PS de estarem a fazer propaganda política.
Porque a Alemanha e, obviamente a Sra Merkel, vão ter um peso importante na próxima cimeira dos líderes europeus, que se realizará brevemente, e porque as decisões dessa cimeira terão uma enorme importância para Portugal e para o combate das suas dificuldades financeiras, o primeiro-ministro português foi a Berlim para um encontro de trabalho com a sua congénere alemã. Essa reunião de trabalho foi bem sucedida e a Sra Merkel elogiou as medidas implementadas pelo nosso governo para enfrentar a crise. Pois bem, para o PSD, José Sócrates foi tirar o chapéu à sra chanceler alemã.
Mas, mais e pior. O Governo decidiu reestruturar o currículo do ensino básico, tomando decisões que iam até ao encontro daquilo que o PSD preconizava há anos. Pois bem, imbuído da mais vilã demagogia, coliga-se com PCP e BE e trava no Parlamento as medidas que deveriam entrar em vigor em Setembro, ou seja, no próximo ano lectivo. E ainda, descaradamente, chora lágrimas de crocodilo com pena dos professores que podem cair no desemprego. Que lata! Então, não quer o PSD substituir no todo ou em parte as escolas públicas por escolas privadas?
Este PSD, governado pela JSD, está ansioso por chegar ao poder, não vá passar o sua oportunidade. Os seus boys, que já se empurram nas filas não lhes perdoavam. Por isso, perdeu o "tino".

sexta-feira, 4 de março de 2011

Ao que chega a demagogia e a incoerência do PSD

Já sabemos que o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda são partidos de contestação e de protesto, pois sabem que não é nada provável que cheguem ao poder por muitos e bons anos. Por isso, não surpreende que aproveitem todas as situações para contrariarem algumas medidas importantes do Governo, mesmo que com isso possam ocasionar mais despesa do Estado do que aquela que foi prevista no Orçamento. Agora que o PSD se coligue com eles por motivos meramente demagógicos, contrariando até princípios que defendeu no passado, não é admissível.
Hoje, a coligação PCP/BE/PSD aprovou no Parlamento a cessação da entrada em vigor do diploma do Governo sobre a reorganização curricular do ensino básico. Tal medida desta controversa coligação vai trazer como consequência mais despesa para o Ministério da Educação do que aquela que está orçamentada. Então que coerência tem o PSD com esta posição, quando se farta de acusar o Governo de não conseguir cortar na despesa pública? Mas pior, os tempos da Área Projecto e Estudo Acompanhado foram introduzidos no curriculo do ensino básico, em 2001, pelo segundo Governo de António Guterres. Na altura o PSD não concordou com estas opções, porque desviavam os alunos das aprendizagens centrais. E agora, porque não quiz que acabassem?
Até o eurodeputado Paulo Rangel, antigo líder parlamentar e membro destacado do partido, criticou o comportamento do PSD nesta matéria. A ansiedade de chegar ao poder é tanta , que lhe falta o juízo.

ORÇAMENTO DE ESTADO

O Orçamento de Estado é apresentado à Assembleia da República e aí aprovado, não sendo passível de, por iniciativa desta, alterar receitas ou despesas, o que compete ao governo, através de propostas de alteração orçamental, se e quando se verificar a sua necessidade, o que não é invulgar

Assim sendo, como é que uma resolução da AR faz aumentar as despesas orçamentadas para o Ministério da Educação? Não curo de saber, de momento, da bondade da resolução, mas da sua constitucionalidade. E parece-me um precedente grave, já que qualquer coligação ocasional na AR pode levar à descaracterização do OE e, em última instância, à impossibilidade de o executivo levar a fim o seu programa orçamental.

PRESIDENTES DA TRETA

A União Europeia tem, para além do Parlamento, outros órgãos, como a Comissão, com o seu presidente e o Conselho, também ele com um presidente após o Tratado de Lisboa. E servem para quê, exactamente? Será suposto que se destinem a coordenar certo tipo de políticas da UE. Então, a que título a senhora Merkel "convoca/convida", a Berlim, o primeiro-ministro português, para que ele lhe explique a governação portuguesa? E qual o papel do sr. Durão Barroso e do sr. Rompuy? São meras figuras decorativas ou presidentes da treta? Há aqui alguma coisa que não me soa bem.

MANIA DAS GRANDEZAS!

O presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, Luís Filipe Menezes, propõe a fusão em sete ou oito as actuais 24 freguesias do concelho. Se é para imitar o seu colega de Lisboa terá esquecido que a capital é praticamente toda urbana, enquanto V.N. Gaia tem uma boa parte rural, para além de as áreas não serem comparáveis, já que a capital tem cerca de 84 km2 contra os 170 de Gaia.

Palpita-me que é só palpite do presidente gaiense, para estar na onda. Que guerra santa o homem iria arranjar... Palpita-me, também, que o palpite só foi emitido porque este é o último mandato do dr. Menezes, pois de outro modo não faria tal proposta.

Se não se tratasse de redução, diria que o homem tem a mania das grandezas.

DIFAMAÇÕES

O Hospital de Braga, público, mas de gestão privada, estará a enviar para o S. João doentes que não lhe interessam e não manda o cheque, como devido, isto no dizer do S. João, que por isso vai queixar-se à ERSE. O Hospital de Braga, sentindo-se atingido na sua honra(!), vai, por sua vez, apresentar queixa em tribunal, ao que julgo, contra o S. João, por difamação.
E se cumprissem as regras instituidas e tratassem como deviam os doentes? Os tribunais não têm mais que fazer e o dinheiro a gastar não terá melhor aplicação?

quinta-feira, 3 de março de 2011

Que tipo de regime?

Rui Rio, numa conferência sobre "grandes debates do regime", aproximando-se do discurso de Alberto João Jardim, mas com menos truculência, referiu que a situação portuguesa é tão má que não chega mudar de governo, é necessário mudar de regime. E eu pergunto: mudar para que tipo de regime? Para um regime autoritário, como parece que ele gosta, ou até mesmo para uma ditadura? É que relativamente à Justiça, dá ideia que prefere a da ditadura. Para se fazerem algumas reformas, como preconiza, não vejo necessidade de mudar de regime. O que é necessário é que os líderes partidários ponham o interesse do país à frente do seu interesse pessoal. Concordo que a justiça tem que levar uma grande volta. Direi mesmo uma grande vassourada. Mas o Dr. Rio esqueceu-se que ainda no tempo do líder Marques Mendes foi acordado com o PS um pacto sobre a justiça, pacto esse que o sucessor deste mandou para as "calendas gregas".
Não é preciso mudar o regime para que os partidos se entendam.

RARIDADES

A atleta Sara Moreira, vice-campeã europeia dos 3000 metros, foi inscrita, por engano, nos 1500 metros, no Europeu que amanhã se inicia em Paris, pelo que a atleta, nos termos regulamentares, vai ficar de fora.
Assumindo o erro, o presidente da Federação de Atletismo, de seu nome Fernando Mota, apresentou a sua demissão.
Registe-se o bonito gesto, até pela sua raridade, seja em campo for.

BOLAS À TRAVE

Com que então vamos ter uma final inédita na Taça da Liga, um Benfica-Paços de Ferreira, Paços que hoje aviou o Nacional, na Madeira! Quem houvera de dizer!

(IN)COERÊNCIAS

Parece que nem o próprio sabe, exactamente, como escrever o seu nome, mesmo em caracteres árabes. Convenhamos, porém, que, na mesma notícia, escrever Khadafi e Kadkafi, como se pode ver o "i" on line, não será muito coerente. Assentem numa versão única! Será pedir muito?

NEM TANTO AO MAR...

...Nem tanto à terra.
Apertar o cinto é preciso. Cortar em mordomias escandalosas é imperioso.
Porém, pagar 6 euros à hora a um cirurgião, ainda por cima sendo o único no País a saber fazer a "coisa", é aberrante, aviltante, mesmo.
Cavaco, ainda que por caminhos ínvios, parece ter razão. "Importe-se", já, de Cuba ou da Ucrânia um médico da especialidade.

quarta-feira, 2 de março de 2011

CHATICES

Mais uma chatice para (os companheiros de) Pedro Passos Coelho. A senhora Merkel ainda não lhe(s) estendeu a passadeira, retirada a Sócrates, como era por ele(s) suposto.

OUVIDO

Decorre o Benfica-Sporting para a Taça da Liga. Diz o comentador, pouco depois do início:"uma imagem quase rara", com adeptos de ambas as equipas lado a lado nas bancadas. Bonito, digo eu, mas essa do "quase rara" é que me deixa confuso. Alguém explica o "fenómeno"? Bem dizia o outro que a língua portuguesa é muito traiçoeira.

CRISE MILITAR

"Militares contra cortes nas despesas", noticia o JN de hoje.
Pois, se há crise, e parece que há, que não seja em submarinos, fragatas, aviões, carros de combate e assim. Esses brinquedos, que os militares adoram e não dispensam, não podem faltar. A cortar, que seja na ADSE e nos subsídios de férias ou de Natal do pessoal da função pública, nunca em meios militares, não vá o Kadafi vir por aí com a sua tenda repleta de armas de destruição maciça.

terça-feira, 1 de março de 2011

Ao que chegámos!

Já é "um lugar comum" dizer-se que Portugal é um Estado de Direito e que num Estado de Direito as leis têm que ser cumpridas por todos - cidadãos ou entidades colectivas. Mas ..., em Portugal é necessário dizer de seguida: excepto para os senhores do futebol. Estes, cumprem ou não as leis de acordo com o que lhes apetece. A prová-lo está o vergonhoso caso dos estatutos da Federação Portuguesa de Futebol. Não cumprem a lei; é preciso alterá-los; mas uma minoria de senhores, que sentem a perda do poder de muitos anos, não deixa. Ou seja: há cidadãos que impedem que a lei se cumpra; e ninguém os responsabiliza por isso. O Ministério Público "faz de conta" porque, caso contrário, os responsáveis já estariam acusados. Não é necessário investigar. As actas das reuniões da Assembleia Geral falam por si.
Anda agora o Presidente da Federação de mãos erguidas perante a UEFA e a FIFA pedindo-lhes que aguardem mais uns dias para que os estatutos passem a cumprir as leis. É que estas entidades não têm medo do Dr. Lourenço Pinto nem daquele senhor de Braga que muda de opinião como um catavento muda o seu sentido. Será desta que os novos estatutos serão aprovados? Ao que chegámos!