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sábado, 22 de fevereiro de 2014

E ASSIM VAMOS...

Vereador emigrado quer que Câmara de Baião pague viagens


Vereador do PSD em Baião, emigrado em Inglaterra, quer que Câmara Municipal lhe pague as viagens.
Dos jornais

Foi eleito vereador, mas resolveu (como muitos outros) emigrar para Inglaterra onde, diz o próprio, tem a residência oficial.  Não quis deixar os seus eleitores defraudados (fica-lhe bem) e por isso vem às reuniões quinzenais da Câmara. Como é que o senhor vereador acompanha, lá de longe, o palpitar do seu concelho é que não entendo muito bem.... Ou será um mero pretexto para rever a família e os amigos e matar as saudades do bacalhau? Mas....à custa do erário? Valha-nos o papa Francisco. 
E assim vamos com esta cambada de chico-espertos da política.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Os portugueses não são "burros"

O ministro Miguel Relvas, de certo pensa que os portugueses são burros. Hoje, convidado a dar opinião sobre os protestos de algumas populações que não aceitam, ou não querem aceitar, a criação de portagens nas chamadas SCUT's, disse que era mais ou menos esperado que as pessoas demonstrassem algum descontentamento, mas que o Governo não podia fazer outra coisa, já que outros mandaram fazer estradas e mais estradas sem terem dinheiro, e que agora era preciso pagá-las. Mais uma vez o Relvas pretendeu passar a culpa de medidas políticas que este Governo tomou aos Governos anteriores. Esqueceu-se que o seu partido talvez tenha sido quem mais dinheiro gastou em betão, e que muitas das estradas e auto estradas feitas há pouco, aproveitando comparticipações da União Europeia, estavam há muito programadas. Enfim, para ele, todas as medidas do Governo que mexem nos bolsos dos portugueses, são culpa dos outros que já não mandam. É um passa culpas. Razão tem alguém da Direita que, após comentar algum disparate dele, disse: "Votei no Passos Coelho e saíu-me o Relvas"!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

POEIRA OU ENCRAVADELA?

O PSD está disponível para introduzir na Constituição limites ao défice e ao endividamento públicos, se o PS estiver de acordo, afirmou um dirigente daquele partido. Cheira-me a uma tentativa de entaladela por parte do PSD ao PS de Seguro.
Já há tempos Cavaco Silva emitiu opinião negativa sobre a hipótese e a presidente da AR, embora a título pessoal, também discorda.
Por mim, acho um completo absurdo tal hipótese. Há, terá que haver, outros meios, legais, de atingir os desejáveis objectivos.
Poeira para os olhos ou tentativa de oportunística encravadela política, a brandir na melhor oportunidade?

sexta-feira, 22 de julho de 2011

A baralhada colossal

Alguém que participou num Conselho Nacional do PPD bufou a um jornalista do Expresso (porquê do Expresso de Balsemão - militante nº.1 deste partido) que o primeiro-ministro Pedro Pasos Coelho informou os conselheiros que existia um desvio colossal na execussão das contas públicas. Ninguém desmentiu cabalmente que tal tivesse acontecido. Mais, até houve declarações contraditórias de dirigentes do partido. Alimentou-se a polémica. A partir dela alguns políticos do PPD e do CDS justificavam o IRS extraordinário. Dez dias depois, eis que surge um vídeo que, DIZEM, prova (prova o quê ?) que o primeiro-ministro não falou em desvio colossal, mas sim em "desvio, .... qualquer coisa, .... qalquer coisa, ... que vai dar um trabalho colossal". E é curioso que desta vez a contra informação (o vídeo) foi parar a RTP. Mas, é lógico que se pergunte: Porque motivo a notícia do Expresso não foi logo desmentida? Porque motivo é que o PPD alimentou a polémica? Quem obteve as imagens do vídeo? Porque motivo só foi divugado dez dias após o Conselho Nacional e depois de pedidos de esclarecimentos da troika?

Tudo isto é muito estranho, não é? A quem aproveitou esta baralhada colossal? Naturalmente que não foi àqueles portugueses que, como eu, vão ficar sem quase metede do subsídio de Natal. Uma coisa fiquei a saber melhor: estes gajos sabem muito!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Tripas à moda do Porto ou tripas à moda de Gaia

De vez em quando Rui Rio e Luís Filipe Menezes, presidentes das Câmaras do Porto e de Gaia, resolvem rivalizar a propósito de coisas que tendo alguma importância para as pessoas, não deixam de ser insignificantes para a melhoria da qualidade de vida dos munícipes, que deve ser, ao fim e ao cabo, a primeira preocupação de uma autarquia.

Um grupo de pessoas, sobretudo ligadas ao sector da restauração, resolveram promover a candidatura das conhecidas "tripas à moda do Porto" às sete maravilhas da gastronomia. A Câmara do Porto começou por apoiar a iniciativa mas, perante o apoio que também lhe foi dado pela Câmara de Gaia, desistiu. Mas já há quem diga que não foi só o apoio da Câmara de Gaia que levou Rui Rio a acabar com a participação da autarquia portuense a este evento. Há quem invoque também o facto de Rui Veloso e Rosa Mota serem os padrinhos da iniciativa como uma das fortes razões que levaram a Câmara do Porto desistir do apoio. Não esqueçamos que Rui Veloso e Rosa Mota têm sido dois críticos de Rui Rio e que este há tempos excluiu dos apoios da autarquia todos os eventos aos quais estivessem ligados os autores de críticas à actividade do município.

Conclusão: se a candidatura for avante terá o apoio da autarquia de Gaia. Espero, que apesar disso esta iguaria culinária continue a chamar-se tripas à moda do Porto e não tripas à moda de Gaia.
Este artista, no tempo do Governo de Sócrates era frontalmente contra a introdução de portagens na Via do Infante. E até se dispunha a participar em manifestações de protesto. Agora já não se opõe às portagens, embora as considere injustas para os algarvios. Mas o tipo tem lata! Então não é que diz que a sua opinião é a mesma de sempre.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A Língua Portuguesa, a Matemática e os fracos resultados

Todos os anos, conhecidos os resultados dos exames nacionais, surge a discussão sobre os fracos resultados nas disciplinas de Língua Portuguesa e de Matemática. E, depois, surgem as análises e as propostas do que se poderá fazer para alterar esta crónica situação. Muitas delas, análises e propostas, vêm dos chamados sectores corporativistas ligados à Educação, como as federações sindicais (uma delas - a FNE - agora afecta ao Governo), as associações dos professores disto e daquilo, com mais notoriedade para a Associação de Professores de Português e a Associação de Professores de Matemática, da qual já foi presidente e, creio, que ainda é associado o actual ministro da Educação e da Ciência.

Surge, assim, o anúncio das primeiras medidas a pôr em prática já no próximo ano lectivo. É curioso que os ajustamentos decorrentes dessas medidas vão recuperar partes da reforma curricular aprovada pelo Governo anterior, a qual foi revogada pelos partidos da oposição da qual faziam parte o PPD e o CDS. É curioso!!! São suprimidos do currículo do 3º. ciclo a Área Projecto e o Estudo Acompanhado e no 2º. ciclo a área Projecto. Em compensação vão aumentar as horas de Língua Portuguesa e de Matemática. Bom, não discuto a competência científica e pedagógica do ministro e de todos os seus acólitos, mas entendo que o insucesso não se combate com mais horas. O que é mais urgente é conseguir mudar as atitudes dos alunos, e não só, perante estas disciplinas. Tenho quase a certeza que uma percentagem enorme (colossal!) daqueles alunos que tiveram maus resultados àquelas disciplinas, não fariam melhor se tivessem mais horas de aulas no currículo. Tinham era dado mais faltas; tinham era perturbado mais aulas; tinham era deixado de fazer mais trabalhos de casa, etc, etc. Mas não é só a atitude dos alunos que é preciso mudar. Também é preciso mudar a atitude dos pais, que têm de tomar consciência que são os únicos responsáveis pela educação dos filhos. As escolas ajudam os pais nessa tarefa, ensinando o que eles não sabem ou não podem ensinar.

Portanto, antes de tomarem cegamente algumas medidas, faça-se uma discução pública séria das mesmas, sem espírito politiqueiro.

sábado, 16 de julho de 2011

Pelos vistos as gravatas aquecem!

A propósito do folhetim das gravatas no Ministério da ministra Cristas, ouvi falar que, pelos vistos tirar a gravata equivale a uma diferença de 2 ou 3 graus de temperatura. Quer dizer: se estiver a 28 graus, tiro a gravata e já suporto o calor como se estivesse a 25 ou a 26. Conclusão: a gravata aquece. Por isso, eu que já deixei há algum tempo de usar gravata, vou voltar a usá-la no Inverno, pois fico mais quentinho. Será?

terça-feira, 28 de junho de 2011

Cavaco Silva e a situação explosiva

Cavaco Silva, que às vezes quando fala "mais valia que tivesse estado calado", disse hoje no final de um Encontro Nacional Inovação COTEC algumas coisas que, sendo óbvias, dão a ideia que o Presidente está a sacudir a água do capote, quer no que respeita a políticas do passado recente, quer no que respeita a políticas a levar a cabo no futuro. Diz Cavaco que os últimos tempos têm sido tempos muito difíceis e que há mais de dois anos avisou que Portugal se aproximava de uma situação explosiva e que o tempo dela chegou. É verdade, os tempos são difíceis e podem levar a que haja muita contestação. Mas as dificuldades não são só consequência das políticas dos últimos tempos. Também são consequência do passado. Dum tempo em que se destruiram as capacidades produtivas da agricultura, de muita indústria e em que se esbanjaram milhões de euros que todos os dias entravam nos cofres do Estado, vindos da União Europeia. E quem governava nesse tempo, quem governava? Cavaco Silva. Por isso, não pode vir agora fazer o papel de arauto das desgraças e muito menos de detonador da tal situação explosiva. Bem pelo contrário, deve ser ele, Presidente da República, a desencorajar os portugueses a manifestações violentas de rua. Os portugueses esperam que o Presidente apele à serenidade e não à "explosão".

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O 10 de Junho e as cerimónias

Hoje 10 de Junho celebrou-se o dia de Portugal, também chamado de Camões e das comunidades portuguesas e, como tem sido habitual, realizaram-se as respectivas cerimónias civis e militares. Estas (as cerimónias militares) que nos consulados de Mário Soares e Jorge Sampaio vinham perdendo aparato e ostentação, embora decorressem com muita dignidade, têm, com Cavaco Silva, recuperado o protagonismo que lhes era dado nos já felizmente longínquos "Dias da Raça", em que as gloriosas Forças Armadas faziam uma demonstração de força, num desfile que se seguia a uma grande parada militar, em Belém, com a presença de S. Exa. o venerando Chefe de Estado e de S. Exa. o Senhor Presidente do Conselho de Ministros. A parada de hoje não teve como cenário Belém, em Lisboa, mas uma praça de Castelo Branco. Já agora, gostava de saber quanto custou à "despesa pública" o transporte de mais de 1500 militares e de toda aquela logística. Ó Dr. António Barreto, o senhor não acha que foi gastar acima das posses? E quem vão ser responsabilizados por tal opulência? Já agora diga, se faz favor! Ah, e para ter um cheirinho das emoções do antigamente, não faltou uma evocação de S. Exa. o Presidente da República aos antigos combatentes. E estou à vontade para falar disto, pois sou antigo combatente, embora sem o espírito e o saudosismo daqueles que aparecem nestas cerimónias com a boina militar.

Mas passemos agora às cerimónias civis. Daquilo que os jornalistas mais gostaram foi das vaias a Sócrates. Não houve noticiário que não as referisse e repetisse até à exaustão. Mas eu gostei mais dos discursos. Fartei-me de rir. Quando S. Exa. falava, fartei-me de rir, pois pensei que o homem só podia estar a troçar de todos nós, já que enquanto primeiro-ministro de dois governos de maioria absoluta fez o contrário do que agora disse ser preciso fazer. É obra! Quanto ao discurso do dr. António Barreto (perdão, do Senhor Prof. Doutor António ... Barreto), pensei: o homem é corajoso, pois está a atingir o ex-primeiro ministro Cavaco Silva, agora ali presente no papel de S. Exa. Também gostei muito dos acenos de cabeça de Paulo Portas e da chegada de Passos Coelho, imediatamente antes do Chefe de Estado, como se fosse a segunda figura do mesmo. Mas ..., enternecedor, foi assistir à investidura daqueles "oficiais" e "comendadores" e, sobretudo à investidura da agora baronesa D. Manuela Ferreira Leite. Que bonito e comovente!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Ao que chegou!

Manuela Ferreira Leite e muitos daqueles que a acolitaram quando a anciã senhora liderou o PSD, dos quais destaco Pacheco Pereira, têm um ódio de morte a José Sócrates. Não lhe perdoam o resultado das legislativas de 2009, já que as dificuldades que o Governo PS enfrentou no fim das legislativas, consequência da crise financeira internacional, e a euforia da vitória nas eleições europeias, lhes deu a quase certeza de uma vitória. Ora, a derrota que sofreram, não só os correu da direcção do partido, como os mandou para a última fila do Parlamento e para fora das listas eleitorais, se bem que alguns deles receberam convites envenenados que não podiam aceitar. Foi a humilhação do cavaquismo, pensaram eles.
Vai daí a anciã Ferreira Leite disse num comício do PSD que não anda à procura de um outro primeiro-ministro, mas sim que anda à procura que Sócrates saia de primeiro-ministro. E mais, nem o quer na Oposição. Corre no You Tube um vídeo cujo título é: Cena do Ódio. Ao que chegou Manuela Ferreira Leite!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Mas há outros 70% que também não o querem a ele

Passos Coelho disse hoje num comício que, segundo as sondagens, quase 70% do país não quer este governo. Bem, as contas não se podem fazer assim,dado que a abstenção esperada é muito significativa. Mas tomando o mesmo raciocínio do líder do PPD, também há 70% dos portugueses que não o querem a ele. E isto é o que o devia preocupar, tendo em conta que este governo enfrenta eleições depois de ter enfrentado nos últimos tempos uma das piores crises financeiras de nível mundial de que há memória. Por isso ele sabe que luta pela sua sobrevivência política. Se não ganhar, leva um grande chuto dos militantes do PPD. Ah, digo PPD porque estou absolutamente de acordo com aquilo que ouvi ontem Alfredo Barroso dizer na SIC Notícias. Onde está a social democracia do PPD? Praticamente, nunca a teve, ou melhor, nunca a praticou. E então agora, até a renegou na prática. Este PPD de Passos Coelho passou o CDS pela Direita, e em grande velocidade. É muito mais conservador, ou não é?

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Os debates televisivos dos candidatos

Acabaram hoje os debates televisivos entre os líderes dos principais partidos concorrentes às eleições legislstivas de 5 de Junho. Assisti a todos eles e, confesso, fiquei com a certeza de que pouco ou nada serviram para influenciar a opinião dos portugueses, e falo só daqueles que se dispuseram a ver os mesmos, já que ouvi muita gente a mostrar o maior desinteresse por eles. Aliás, nenhum dos cinco partidos intervenientes aproveitou a ocasião para apresentar uma medida de fundo diferente daquelas de que já falaram. E para lá do programa de medidas de carácter financeiro acordadas com a troika para fazer face à crise (das quais a mais badalada foi a redução das contibuições patronais para a Segurança Social) pouco mais ou nada se discutiu. No debate de hoje ainda se falou um bocado de Saúde e de Alteração de leis laborais, mas ficaram matérias importantíssimas por abordar e desednvolver, das quais destaco a Educação e a Justiça. Considero, portanto, que estes debates foram poucos esclarecedores.

Duma coisa fiquei esclarecido: da pobreza dos nossos jornalistas/comentadores, sobretudo da sua isenção. Então alguns deles, dos quais o exemplo máximo foi Miguel Sousa Tavares, mostraram todo o ódio que sentem por José Sócrates.

sábado, 2 de abril de 2011

Ou o Expresso mente, ou S. Exa está a gozar connosco

O Jornal Expresso de hoje noticia que Cavaco Silva, inspirado nas ideias levadas a Conselho de Estado pelos conselheiros Vitor Bento e Bagão Felix, está a estudar uma solução de urgência só com o FMI. E diz mais o Expresso. Diz que, para evitar situação de ruptura financeira antes das eleições, a ideia está a ser estudada por Belém, PSD e CDS, mas que Bruxelas está contra e quer uma solução conjunta com a União Europeia.

Hoje, durante uma visita presidencial à Batalha, Cavaco Silva foi interpelado por um jornalista a pronunciar-se sobre a polémica do quem pode ou não pode pedir ajuda externa ao FMI. Cavaco Silva diz não querer comentar, mas aconselha os jornalistas a deixarem de falar e a escrever FMI, porque isso não está certo, mas em FEEF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira). Perante a notícia do Expresso e este reparo (ou conselho?) do Senhor Presidente aos jornalistas, eu pergunto: Ó Senhor Presidente, das duas uma, ou é o Jornal Expresso que está a mentir, já que refere que V. Exa estuda uma solução só com FMI, ou é V. Exa que está a gozar connosco. Se é o Expresso que está a mentir, é mau, mas não admira, já que estamos habituados a que os jornais mintam e, às vezes, que mintam muito. Mas se o Expresso não está a mentir, então V. Exa está a gozar connosco, o que é mau, mesmo muito mau. É bom que sejamos esclarecidos.

A NOTÍCIA DO DIA DE ONTEM

"A notícia do dia", de ontem, não passava de un poisson d'avril, julgava eu. Afinal, a coisa parece estar a ser equacionada, o que não me deixa de espantar. Se o próprio BE, como diz o 7// Batalha, já é um saco de gatos, com marxistas puros e duros, outros nem tanto, maoístas, trotskistas, e outros herdeiros de Henver Hoxa, como vão entender-se com a linha Jerónimo/Bernardino do PCP? Vou esperar para ver. E os verde-eufémios, também estão nas 'conversas'?

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Demagogia, eleitoralismo, oportunismo

Apesar do anúncio da dissolução da Assembleia da República por parte do Presidente, esta ainda vai funcionar e tomar decisões em plenário até à próxima Quarta-feira. Vamos assistir, infelizmente, a decisões que não são mais do que acções da mais pura demagogia e dos mais descarados eleitoralismo e oportunismo. Vão aparecer propostas para revogar outros decretos-leis do Governo, como os relacionados com portagens nas scuts, preços dos medicamentos, etc. Vão passar aldeias a vilas e vilas a cidades, quando é quase consensual que Portugal precisa de uma profunda reforma na divisão administrativa do Estado, que a torne mais pequena e, consequentemente, mais eficaz. Enfim, vamos assistir a um triste comportamento dos representantes do povo que, não se importando de afrontar as mais elementares regras da ética democrática, vão tentar, a todo o custo, agradar aos seus potenciais eleitores. Uma vergonha!

sábado, 26 de março de 2011

Onde já chegam os boys!

Todos sabemos que há um grupo de pessoas (homens maioritariamente, mas também algumas mulheres) militantes ou próximos dos dois maiores partidos portugueses - PS e PSD, que, de acordo com a cor política da altura, vão ocupando cargos de relevo e muito bem remunerados, na Administração Pública e nas empresas do chamado Sector Empresarial do Estado. São os chamados boys. E há casos em que se torna "necesário" que haja boys dos dois lados. Mas, nestes casos, define-ne a respectiva paridade, de modo a que cada partido tenha, relativamente ao outro, um número de boys correspondente à sua representatividade. É assim, não é? Não estou enganado, pois não?
Atendendo às perspectivas políticas do momento, os boys do PSD andam "numa roda viva". Como dirá o ministro Augusto Santos Silva, já andam a salivar. Sentem que está perto a hora deles. Os do PS, já estão a fazer contas e previsões de quando poderão voltar (se sairem, bem entendido!). É a vida, como disse António Guterres.
Mais estranho me parece que estas coisas se passem em empresas de capitais privados, como o BCP. Pois bem, leio no jornal Público que a lista para o Conselho Geral e de Supervisão do banco traz uma novidade: a adequação ao quadro político que se antecipa poder vir a ter o PSD como protagonista. Assim, Santos Ferreira foi buscar Leonor Beleza e Álvaro Barreto, ex-ministros e pessoas carismáticas do PSD. Mas descansem, senhores do PS, também vai buscar Daniel Bessa que, sendo independente e crítico de Sócrates, foi ministro de António Guterres. Onde já chegam os boys!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Amplo consenso? Já o há

Vejo e ouço muita gente a opinar que o país só consegue tomar medidas eficazes para combater a crise se houver um amplo consenso ou até uma coligação alargada a vários partidos. Mas, coligação já existe : PSD, CDS/PP, BE e PCP. Não foi esta coligação de partidos, de larguíssimo espectro, que chumbou o PEC IV? Não foi esta muito ampla coligação que hoje votou a revogação da avaliação de professores? Então, para quê eleições? O Sr.Presidente da República deve chamar os líderes destes partidos e pedir-lhes que formem um governo, evitando-se os custos de novas eleições e o arrastar da crise política. Talvez os mercados, perante esta sólida coligação, recuperassem a confiança nas nossas finanças públicas! Ao que chegamos.

terça-feira, 22 de março de 2011

A culpa nunca é dele

Desde a sua reeleição que Cavaco Silva quando fala cria logo alguma polémica. No seu discurso de tomada de posse foi o que se viu, com Cavaco Silva a tomar o lugar de líder da Oposião e a falar da situação política, económico-financeira e social de Portugal, como se nada tivesse a ver com ela, apesar de ter sido ministro das finanças dois anos, primeiro-ministro dez e Presidente da República nos últimos cinco. Depois, numa cerimónia evocativa dos cinquenta anos do início da Guerra Colonial, pede aos jovens de hoje que se sirvam do exemplo dos então jovens combatentes de ontem para se empenharem em acções que tenham em vista um futuro melhor para o país (o que nos trouxe de bom a guerra colonial?). Agora, depois de muito criticado pelo demorado silêncio a que se votou perante um cenário de crise política muito prejudicial para Portugal, Cavaco Silva sacode, como sempre sacudiu, a água do capote e veio dizer que a forma como foi apresentado o chamado PEC 4, reduziu substancialmente a sua margem de manobra para actuar. Quiz dizer: a culpa do meu silêncio é do Sócrates. Como sempre, a culpa não é dele.

MAGISTRATURA ACTIVA

Por onde anda o homem que prometeu ir ter uma magistratura activa?