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quinta-feira, 3 de março de 2016
TACHOS
Vai por aí um grande burburinho pelo facto de a Maria Luís Albuquerque ter arranjado (mais) um tacho.É legal? Parece que sim. É imoral? Não tenho dúvidas. Mas porquê tantas lágrimas de crocodilo? Mudem, de uma vez por todas, as regras, as leis, porra! Ou não convém?
domingo, 17 de abril de 2011
O troca-tintas dise ..., mas não disse...
Com a sua vozinha de cordeirinho, abordou a questão da renúncia ao cargo de deputado caso não seja eleito presidente da Assembleia da República, com uma certa incomodidade, não respondendo logo que disse, para depois, instado pela jornalista a concretizar o que disse na entrevista, referir que sim, que disse que renunciaria a ser deputado em caso de não eleição mas..., atendendo ao contexto, não disse o que queria dizer, ou seja, "se não for nomeado presidente (então o cargo não é de eleição, será que o homem não sabe ?), na altura certa (qual?) ajuizará qual é o lugar mais adequado para ele para servir Portugal". Como é? Afinal o homem candidata-se a deputado, não para exercer o cargo mas para depois arranjar um bom tacho.
Muitas coisas que disse na entrevista me fizeram rir de piedade pelo homem, mas há uma frase que mostra bem, para lá da sua demagogia, que pensa que os portugueses são estúpidos: "Demonstra o meu desapego completo a qualquer cargo político de poder. Só iria para presidente da Assembeia da República porque é um lugar que permite exerer uma influência". Influenciar quem, pergunto eu?
domingo, 10 de abril de 2011
Nunca me enganou
O PSD anunciou hoje que o ex-candidato à presidência da República Fernando Nobre, será o cabeça de lista pelo círculo de Lisboa às eleições legislativas do próximo dia 5 de Junho. Confesso que não fiquei perplexo com este anúncio feito com pompa e circunstância por Pedro Passos Coelho. O discurso de Fernando Nobre durante as presidenciais nunca me enganou, nem enganou, tenho a certeza, muitos daqueles que o apoiaram porque não queriam votar em Cavaco Silva e em Manuel Alegre. E mesmo sendo uma afronta (muito bem feito!) para aqueles soaristas que se colaram directa ou indirectamente à candidatura presidencial deste lobo com pele de cordeiro, para se vingarem de Manuel Alegre, não é totalmente uma surpresa, pois serviram-se dele para lutarem em tempos de antena contra a candidatura do candidato poeta.
É evidente que Fernando Nobre tem todo o direito de se candidatar a deputado e pelo partido que entender. O que esta candidatura prova é a sua incoerência relativamente ao discurso do anti-político que se fartou de apregoar na candidatura presidencial. E, sobretudo, agora que o PSD virou à direita e se tornou o partido mais neo-liberal do espectro político português.
E o que dizer do PSD? O PSD (este PSD de Passos e de Relvas) serve-se de tudo e de todos com medo de perder as eleições. Como se sentirão determinadas figuras do partido ao saberem que para além de convidarem este anti-partidos para cabeça de lista por Lisboa, o indigitam desde já para o cargo de segunda figura do Estado. Creio que é caso inédito na política portuguesa. Mas, deste PSD já espero tudo.
sábado, 26 de março de 2011
Onde já chegam os boys!
Todos sabemos que há um grupo de pessoas (homens maioritariamente, mas também algumas mulheres) militantes ou próximos dos dois maiores partidos portugueses - PS e PSD, que, de acordo com a cor política da altura, vão ocupando cargos de relevo e muito bem remunerados, na Administração Pública e nas empresas do chamado Sector Empresarial do Estado. São os chamados boys. E há casos em que se torna "necesário" que haja boys dos dois lados. Mas, nestes casos, define-ne a respectiva paridade, de modo a que cada partido tenha, relativamente ao outro, um número de boys correspondente à sua representatividade. É assim, não é? Não estou enganado, pois não?
Atendendo às perspectivas políticas do momento, os boys do PSD andam "numa roda viva". Como dirá o ministro Augusto Santos Silva, já andam a salivar. Sentem que está perto a hora deles. Os do PS, já estão a fazer contas e previsões de quando poderão voltar (se sairem, bem entendido!). É a vida, como disse António Guterres.
Mais estranho me parece que estas coisas se passem em empresas de capitais privados, como o BCP. Pois bem, leio no jornal Público que a lista para o Conselho Geral e de Supervisão do banco traz uma novidade: a adequação ao quadro político que se antecipa poder vir a ter o PSD como protagonista. Assim, Santos Ferreira foi buscar Leonor Beleza e Álvaro Barreto, ex-ministros e pessoas carismáticas do PSD. Mas descansem, senhores do PS, também vai buscar Daniel Bessa que, sendo independente e crítico de Sócrates, foi ministro de António Guterres. Onde já chegam os boys!
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Abençoado conflito com os cortes orçamentais
Leio a notícia que o ex-director do SIED (ou, como dizia a notícia, o ex-chefe dos espiões) vai trabalhar para a Ongoing e também que aceitou convites para dar aulas na Universidade Nova de Lisboa e colaborar com a Fundação Kofi Annan. Não sei, nem ninguém saberá ao certo, quanto é que o cavalheiro vai ganhar com estes três ... empregos, mas, de certo x vezes mais do que aquilo que ganhava no cargo do qual se demitiu.
Ora, na altura da sua demissão, foi dito que o homem se demitia em conflito com os cortes orçamentais impostos pelo Governo. Abençoado conflito, não acham?
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Custa largar as mordomias
Manuel Maria Carrilho já não é um jovem político (e, muito menos um político jovem). Sabe perfeitamente que quando alguém é nomeado por um governo para ocupar um cargo de nomeação política, é porque tem, nesse momento, a confiança política desse governo. Sabe que a permanência nesse cargo não tem prazo (é costume dizer-se que é efémero) e que a todo o tempo pode deixá-lo, quer por razões estratégicas, quer porque perdeu a confiança do governo que o nomeou. Ora, é provável que Manuel Maria Carrilho vá ser afastado do cargo de embaixador junto da UNESCO pelas duas coisas. Quem ocupa um cargo de confiança política não pode desobedecer a uma orientação que lhe é dada pelo Governo nem deve fazer considerações pouco abonatórias sobre determinadas medidas do mesmo. Manuel Maria Carrilho tem todo o direito de discordar das opções governativas, mas se quer que publicamente se saiba dessas discordâncias, só tem que pedir a demissão, invocando motivos pessoais. É assim que um político eticamente correcto faz. Mas Manuel Maria Carrilho "gosta de entrar, mas não gosta de sair", porque lhe custa largar as mordomias.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
AS EMPRESAS MUNICIPAIS
Já tinha ouvido o presidente da câmara de Faro afirmar que vai fechar algumas empresas municipais. Agora, leio que Paulo Portas propõe a extinção de metade daquelas empresas. Só não estou de acordo com Portas numa coisa: por mim acabava com TODAS as empresas municipais, cuja criação nunca entendi (melhor, entendi muito bem) e que tive a oportunidade de, na altura, criticar.
Como era urgente, aliás, acabar com dezenas de institutos públicos e fundações de capitais públicos e similares, cuja utilidade é questionável, salvo para se sobreporem uns aos outros e permitirem centenas de cargos principescamente remunerados. Não haverá coragem? Por que não aproveitar a oportunidade? Batia palmas, com ambas as mãos, ao primeiro-ministro. Receio ter que ficar sentado, com as mãos nos bolsos, à espera...
Como era urgente, aliás, acabar com dezenas de institutos públicos e fundações de capitais públicos e similares, cuja utilidade é questionável, salvo para se sobreporem uns aos outros e permitirem centenas de cargos principescamente remunerados. Não haverá coragem? Por que não aproveitar a oportunidade? Batia palmas, com ambas as mãos, ao primeiro-ministro. Receio ter que ficar sentado, com as mãos nos bolsos, à espera...
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