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domingo, 10 de abril de 2011

Nunca me enganou

O PSD anunciou hoje que o ex-candidato à presidência da República Fernando Nobre, será o cabeça de lista pelo círculo de Lisboa às eleições legislativas do próximo dia 5 de Junho. Confesso que não fiquei perplexo com este anúncio feito com pompa e circunstância por Pedro Passos Coelho. O discurso de Fernando Nobre durante as presidenciais nunca me enganou, nem enganou, tenho a certeza, muitos daqueles que o apoiaram porque não queriam votar em Cavaco Silva e em Manuel Alegre. E mesmo sendo uma afronta (muito bem feito!) para aqueles soaristas que se colaram directa ou indirectamente à candidatura presidencial deste lobo com pele de cordeiro, para se vingarem de Manuel Alegre, não é totalmente uma surpresa, pois serviram-se dele para lutarem em tempos de antena contra a candidatura do candidato poeta.

É evidente que Fernando Nobre tem todo o direito de se candidatar a deputado e pelo partido que entender. O que esta candidatura prova é a sua incoerência relativamente ao discurso do anti-político que se fartou de apregoar na candidatura presidencial. E, sobretudo, agora que o PSD virou à direita e se tornou o partido mais neo-liberal do espectro político português.

E o que dizer do PSD? O PSD (este PSD de Passos e de Relvas) serve-se de tudo e de todos com medo de perder as eleições. Como se sentirão determinadas figuras do partido ao saberem que para além de convidarem este anti-partidos para cabeça de lista por Lisboa, o indigitam desde já para o cargo de segunda figura do Estado. Creio que é caso inédito na política portuguesa. Mas, deste PSD já espero tudo.

quarta-feira, 30 de março de 2011

JOGADAS

Não sei como qualificar pior, se a actuação do Governo ao publicar um DL que aumentava os limites para autorização de despesas de contratos públicos em valores absurdos (e ao que parece fora do período que tinha para legislar sobre o assunto), se o chumbo do referido DL pela oposição unida na AR. Na dúvida, prefiro o chumbo, ainda que me pareça puro oportunismo. E talvez houvesse a possibilidade de o DL não ter sido promulgado ou o recurso ao TC. Jogadas sujas, de um e outro lado. Assim, não vamos lá.