É mesmo; fiquei muito comovido quando soube que os deputados de todos os partidos vão trabalhar para a Assembleia da República no dia de Carnaval. Assim é que é bonito! De certo, contribuirão para o aumento da riqueza nacional. Eu, desde já, agradeço-lhes o seu esforço.
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Afinal a chamada do PPD para o INEM, nem foi a sério, nem foi a brincar, dizem eles!
É evidente que a confissão da deputada do PPD Joana Barata Lemos, sobre a já célebre chamada para o 112, causou mal estar no seio do próprio partido e, sobretudo, no grupo parlamentar. Que houve chamada para o 112, houve, e que a divulgação da mesma no Parlamento, por uma deputada que pensou estar a fazer um figurão, causou polémica e indignação em muitos portugueses, também é verdade. Por isso o grupo parlamentar do PPD, veio agora deitar-nos poeira para os olhos e dizer que sim senhor houve chamada para o número europeu de urgência , ou seja, o número para o qual ligamos quando queremos pedir socorro , mas que a dita chamada, nem foi verdadeira, nem foi falsa. Então o que foi? Quando alguém liga para o 112, liga a pedir socorro. Caso contrário está a brincar com coisas sérias, não está? Claro que está. Mas o PPD, em vez de pedir dsculpas ao INEM veio fazer aquilo a que se costuma designar por : "ser pior a emenda do que o soneto". Até dava vontade de rir se não estivessemos a falar de algo que pode ter influência na vida das pessoas. A quem entregámos a nossa representação parlamentar!
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Demagogia, eleitoralismo, oportunismo
Apesar do anúncio da dissolução da Assembleia da República por parte do Presidente, esta ainda vai funcionar e tomar decisões em plenário até à próxima Quarta-feira. Vamos assistir, infelizmente, a decisões que não são mais do que acções da mais pura demagogia e dos mais descarados eleitoralismo e oportunismo. Vão aparecer propostas para revogar outros decretos-leis do Governo, como os relacionados com portagens nas scuts, preços dos medicamentos, etc. Vão passar aldeias a vilas e vilas a cidades, quando é quase consensual que Portugal precisa de uma profunda reforma na divisão administrativa do Estado, que a torne mais pequena e, consequentemente, mais eficaz. Enfim, vamos assistir a um triste comportamento dos representantes do povo que, não se importando de afrontar as mais elementares regras da ética democrática, vão tentar, a todo o custo, agradar aos seus potenciais eleitores. Uma vergonha!
quarta-feira, 30 de março de 2011
Dissolução já
A partir do dia em que na Assembleia da República se formou a coligação dos cinco partidos da Oposição para chumbarem o PEC IV e derrubarem o Governo, tem sido deprimente ver, no todo ou em parte, através de reportagens televisivas, os trabalhos deste órgão de soberania. Neste momento só serve para "lavar roupa suja" e revogar Decretos Leis do Governo, entretanto já promulgados e em plena execução. Como estamos em vésperas de eleições legislativas, reina o oportunismo eleitoralista. Por isso: Dissolução já!
sexta-feira, 25 de março de 2011
Amplo consenso? Já o há
Vejo e ouço muita gente a opinar que o país só consegue tomar medidas eficazes para combater a crise se houver um amplo consenso ou até uma coligação alargada a vários partidos. Mas, coligação já existe : PSD, CDS/PP, BE e PCP. Não foi esta coligação de partidos, de larguíssimo espectro, que chumbou o PEC IV? Não foi esta muito ampla coligação que hoje votou a revogação da avaliação de professores? Então, para quê eleições? O Sr.Presidente da República deve chamar os líderes destes partidos e pedir-lhes que formem um governo, evitando-se os custos de novas eleições e o arrastar da crise política. Talvez os mercados, perante esta sólida coligação, recuperassem a confiança nas nossas finanças públicas! Ao que chegamos.
domingo, 28 de novembro de 2010
Água da torneira para os deputados. Não há mais que fazer?
O PS apresentou um projecto de deliberação na Assembleia da República para instituir a utilização da água da torneira , em lugar de água engarrafada. Parece que esta medida tem dois objectivos: um de impacto ambiental e outro de impacto financeiro.
São objectivos aceitáveis ou até mesmo louváveis, mas não neste momento. O comum dos cidadãos acha-os estranhos e no que respeita ao objectivo financeiro, acha-o até demagógico, pois não entende como os mesmos deputados pretendem poupar em questões menores e, por exemplo, aprovem uma lei que cria um regime de excepção aos cortes salariais dos trabalhadores e gestores das empresas públicas, e não aprovem uma lei que faça já incidir um imposto sobre as mais valias bolsistas e/ou taxar os dividendos distribuídos por algumas grandes empresas que já apresentam bons lucros na actividade do corrente ano de 2010.
Senhores deputados do PS, preocupem-se mais com as coisas das pessoas atingidas com a crise. Sejam, sim, solidários com o governo, mas não se esqueçam que são deputados de um partido de centro esquerda e, portanto, estejam mais atentos e solidários com aquelas pessoas que, para não passarem fome, têm que recorrer à caridade.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Para lá de indisciplinados, são mentirosos
Quatro deputados do PSD eleitos pelo círculo da Madeira, quebraram a disciplina de voto e resolveram votar contra a Proposta do Orçamento do Estado para 2011, aquando da votação final global do mesmo. Foi um acto de indisciplina partidária, pois como sabemos há assuntos do foro parlamentar em que os deputados estão obrigados a seguir a orientação dos dirigentes do partido. O Orçamento Geral do Estado é um deles. No entanto, a maioria dos portuguses já sabe que os deputados madeirenses são subservientes ao seu chefe, sob pena de não mais ocuparem qualquer cargo directa ou indirectamente político. O chefe manda e os subordinados obdecem.
Mas para lá de indisciplinados aqueles deputados madeirenses são mentirosos, pois não tiveram a coragem de referir a verdade na declaração de voto que apresentaram. Deviam ter dito: Lamentamos, mas temos que obedecer ao nosso régulo.
E mais uma vez dentro do PSD, assobiam para o tecto. Ninguém tem coragem para os meter na ordem!
sábado, 23 de outubro de 2010
Há coisas curiosas!
Há realmente coisas muito curiosas. Agostinho Branquinho, deputado (ou melhor, ex-deputado já que renunciou ao mandato para "ponderar" ) do PSD, foi um dos elementos predominantes na comissão de inquérito parlamentar à eventual interferência do Governo no negócio PT/TVI. Criticou fortemente a linha editorial das publicações da Ongoing, com especial destaque para o Diário Económico, as quais acusava de sustentarem as posições do Governo. Ó ... ironia das ironias! ..., não é que este ex-deputado sai do parlamento para ir ocupar (sabe-se lá com que sacrifício) um alto cargo na Ongoing! Realmente: Há coisas curiosas.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
O deputado que não sabe perder
Victor Baptista, deputado do Partido Socialista pelo círculo de Coimbra, perdeu a liderança da respectiva Federação Distrital nas últimas eleições internas realizadas para o efeito. Apareceu agora, alguns dias após o acto eleitoral em que saiu derrotado, a fazer uma acusação grave ao chefe de gabinete do Secretário Geral do partido, José Sócrates, dizendo que foi aliciado a não se recandidatar, recebendo em troca um lugar de Administrador de uma empresa pública importante (segundo ele a REFER), onde iria auferir um vencimento a rondar os quinze mil euros. Ora, a ser verdade estamos em presença de um facto grave que deverá merecer a melhor atenção dos dirigentes do PS.
Contudo, impõe-se questionar: Porquê só agora denunciou esta situação? Porque não o fez logo, logo, após ter sido aliciado? Confirmou Victor Baptista que o fez porque perdeu as eleições. Se as tivesse ganho não o faria para não prejudicar o partido (tive que parar para me rir), referiu. A ser verdade, repito, prova-se mesmo assim que o deputado Victor Baptista não sabe perder em democracia. E gosta da vingança o que é pior! Quem não sabe perder não merece andar na alta roda da política. Não pode passar de mera figura para fazer número.
sábado, 19 de junho de 2010
Até que enfim
Pronto, acabou a novela da " comissão de inquérito ao negócio PT/TVI". E acabou da pior maneira possível, com os deputados a insultarem-se uns aos outros. Se havia dúvidas de que as comissões de inquérito não servem para nada, esta foi a prova disso. Antes do início dos trabalhos já se conheciam as conclusões. As perguntas eram feitas com o objectivo de se obterem determinadas respostas. Foi-se ao ponto de um deputado ter votado favoravelmente o relatório e , de seguida, porque queria arrumar com José Sócrates e não conseguiu, fez uma declaração de voto que é, no fim de contas, um segundo relatório cujo objectivo era fazer cair o primeiro-ministro e, consequentemente, o Governo. Pacheco Pereira mostrou todo o ódio que tem a José Sócrates e não perdoa aos outros deputados não lhe terem feito a vontade. Para ele as conclusões do relatório deviam ser as suas conclusões, ou seja,. não aceita a vontade maria, e acha que a maioria devia aceitar a vontade dele. Ah, grande democrata!
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Não percam mais tempo
Leio que: "PS aponta omissões à proposta de relatório de João Semedo". E eu digo: Para quê?
Que credibilidade tem um relatório que na prática conclui que o Primeiro-ministro tinha conhecimento do negócio PT/TVI, mas que não mentiu quando disse no Parlamento que não sabia? É claro que não tem qualquer credibilidade. Para além disso, que não é pouco, todos sabemos que os relatórios das comissões de inquérito dependem muito da maioria política do momento. Muitos de nós, para fazermos a vontade aos deputados da oposição e sobretudo ao deputado Pacheco Pereira (que não consegue disfarçar o seu ódio de estimação por José Sócrates), escrevíamos um relatório em tudo semelhante ao do deputado Semedo.
Por isso, o que ganha o PS em contestar este relatório? Quanto a mim, nada. Então: Não percam mais tempo.
sábado, 12 de junho de 2010
"A Pescada"
Não quero plagiar o ex-administrador da PT Rui Pedro Soares mas, tal como ele, também acho que o relatório da Comissão de Inquérito ao negócio PT/TVI é como a pescada, ou seja, antes de o ser (pescada) já o era! E tenho a certeza que uma grande maioria dos portugueses até o poderia redigir e concluir, tal como fez o deputado João Semedo: o Primeiro-ministro mentiu mas não há provas, portanto é como não tivesse mentido! Dá para rir, não dá? Mas a culpa não é minha. E gastou-se tanto dinheiro em burocracias, tanto tempo de deputados e, sobretudo, de funcionários da Assembleia da República, para se chegar a uma aberração: "Pode alguém, sabendo de alguma coisa, dizer que nada sabe e não estar a mentir? Pode".
Eis, para o que servem as comissões de inquérito do nosso Parlamento!
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