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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A POSSE, O MACHADO E O CACHIMBO

Cavaco Silva avisa/relembra que mantém todos os poderes, salvo o da dissolução da AR. Isto significa, entre outras coisas, que Cavaco diz claramente que pode demitir o governo ou pode não promulgar a legislação proveniente do Executivo ou da AR, se a mesma não lhe agradar ao palato ou ao olfacto.
António Costa devolve, afirmando que o governo responde perante o Parlamento.
E não seria bem melhor enterrarem os machados da guerra e fumarem uma cachimbada da paz?
O País ganhará alguma coisa se permanecer esta guerra surda intestina? 
António Costa (e ele, melhor que ninguém, deve sabê-lo), não vai ter uma vida facilitada, seja na AR seja em Belém. 

terça-feira, 10 de novembro de 2015

E AGORA?

O governo de Passos/Portas foi dispensado de funções pela maioria da AR. Ponto. Ponto? Não, já que suscelência o PR, que teve que adiar a revisitação às cagarras da Madeira, ainda vai dizer da sua justiça. Atendendo a que Passos já afirmou não querer ficar em regime de gestão, lá terá Cavaco que dar posse ao Costa do castelo. E, assim, Cavaco não vai conseguir terminar o seu mandato com a dignidade que esperava. O que escreverá ele no último dos seus 'Roteiros'? 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Coitados, dormem tão pouco!


Hoje o ministro Relvas, com ar a fingir de sério, veio dar-nos conta que os valores do desemprego no nosso país tiram o sono ao Governo. Agora sei a causa daquelas olheiras que vemos em todos os ministros, coitados. Mas já que passam muitas horas da madrugada acordados (a não ser que durmam de dia), podiam meditar, pensar e concluir como muita gente já concluiu que mais austeridade causa mais desemprego, porque a economia regride. Portanto, Sr ministro Relvas, é preciso que o Governo se preocupe mais com os portugueses do que em agradar à Troika e à Sra Merkel.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Não basta agir no "Laboratório", é preciso agir no "terreno"

O Secretário Geral do PS e seu líder, António José Seguro, apresentou hoje o "Laboratório de Ideias e de Propostas para Portugal". É constituído por pessoas com currículo na área das Ciencias Sociais - economia, questões do trabalho, solidariedade social - da Saúde e da Educação, muitas delas com experiência governativa. Por acaso, ouvi e vi em directo uma boa parte do discurso de António José Seguro. Tocou questões fundamentais, explicou o que pretende com este grupo de trabalho e fez algumas críticas à actual governação, cujo lema é combater a crise tornando os portugueses cada vez mais pobres.

Atendendo à qualidade dos componentes do grupo, tenho esperança que dele saia um conjunto de propostas que permitam recuperar o país aliviando a classe média e os mais desfavorecidos dos enormes sacrifícios que lhes foram impostos por este governo de direita radical.

Mas não chega. O PS faz bem em agir no "Laboratório", mas é preciso agir no "terreno". Muitos portugueses, sobretudo aqueles que estão a caminhar para a miséria, exigem do PS que passe das palavras aos actos.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A figurinha e a falta de bom senso

O primeiro-ministro tem feito uma triste figurinha quando pretende justificar a não concessão de tolerância de ponto no dia de Carnaval aos funcionários públicos. Quando ele diz que o país ganha muito com o fim da tolerância de ponto, nem dá conta que muitas empresas privadas, nomeadamente bancos, seguradoras, fábricas, empresas de serviços, etc, estão fechadas por força do que está previsto nos contratos colectivos de trabalho. E que mesmo na função pública há muitos trabalhadores que não vão trabalhar, dado que várias Câmaras Municipais já anunciaram que vão dispensar os seus colaboradores. E algumas delas de peso, como Porto, Lisboa, Cascais, Vila Real (onde Passos Coelho foi até há pouco Presidente da Assembleia Municipal) e quase todas as que têm corsos de carnaval. Também a Região Autónoma da Madeira fez saber que vai dar tolerância de ponto. Que dizer disto? Que é uma afronta para Pedro Passos Coelho, que se pôs a jeito. Mas ele não tem emenda, "mete a cabeça na areia" e não é capaz de emendar o erro. Uma das primeiras regras para se ser governante é ter bom senso. Infelizmente, uma das características do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho é a falta de bom senso.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Aí vai a minha boa ideia para o país

De vez em quando o primeiro-ministro Pedro Pasos Coelho, quer dar aos cidadãos a ideia de que os ouve e que não lhe é indiferente aquilo que eles dizem mas, na verdade, não os ouve e, pior, não lhes liga mesmo nada. Como agora é moda entre os políticos, o primeiro-ministro serviu-se do Facebook para apelar à participação dos cidadãos com "boas ideias para o país". Pois bem, aí vai a minha boa ideia: Sr. primeiro-ministro, para bem de Portugal e dos portugueses demita-se ou, pelo menos, demita o ministro das Finanças. As cada vez mais rigorosas medidas de austeridade, muito mais severas do que as previstas no acordo com a Troika, estão destruir o que resta da economia portuguesa e estão a acabar com a classe média e, com ela, as pequenas e médias empresas que vivem sobretudo do consumo interno. Para lá disto, que não é pouco, o descontentamento da maioria da população que vive do seu salário ou da sua pensão de reforma é cada vez maior e ao menor rastilho pode eclodir uma grande convulsão social. Aliás, como o Sr. primeiro-ministro sabe, esta ideia não é só minha, mas também do Presidente da República e de alguns dos seus amigos (seus, dele Presidente, embora muitos deles também já tivessem sido seus amigos. Mas, pelos vistos, eram "amigos de Peniche! ). Portanto, Sr. primeiro-ministro, siga a minha boa ideia e faça-me a vontade, na totalidade, de preferência, ou pelo menos em parte e livre-me a mim e aos meus concidadãos dessa personagem confusa e enigmática que é o Louçã Gaspar. Conto consigo.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Os portugueses não são "burros"

O ministro Miguel Relvas, de certo pensa que os portugueses são burros. Hoje, convidado a dar opinião sobre os protestos de algumas populações que não aceitam, ou não querem aceitar, a criação de portagens nas chamadas SCUT's, disse que era mais ou menos esperado que as pessoas demonstrassem algum descontentamento, mas que o Governo não podia fazer outra coisa, já que outros mandaram fazer estradas e mais estradas sem terem dinheiro, e que agora era preciso pagá-las. Mais uma vez o Relvas pretendeu passar a culpa de medidas políticas que este Governo tomou aos Governos anteriores. Esqueceu-se que o seu partido talvez tenha sido quem mais dinheiro gastou em betão, e que muitas das estradas e auto estradas feitas há pouco, aproveitando comparticipações da União Europeia, estavam há muito programadas. Enfim, para ele, todas as medidas do Governo que mexem nos bolsos dos portugueses, são culpa dos outros que já não mandam. É um passa culpas. Razão tem alguém da Direita que, após comentar algum disparate dele, disse: "Votei no Passos Coelho e saíu-me o Relvas"!

sábado, 8 de outubro de 2011

Ministro, ou bloguer?

O Álvaro, nosso putativo ministro da Economia, está outra vez na crista da onda das notícias. Desta vez, não por andar desaparecido, como quase sempre, mas porque pela sua falta de jeito para a política foi para uma audição parlamentar na Assembleia da República discutir o Plano Estratégico dos Transportes, sem que previamente o tenha dado a conhecer aos deputados da respectiva comissão parlamentar, para que estes pudessem preparar a discussão do documento. O resultado foi que a audição foi uma autêntica encenação, com interpelações e contra-interprelações com os ânimos bastante exaltados. Vi, no Canal Parlamento, uns minutos desta reunião. Confrangedor, não me ocorre outro termo. O Presidente da Comissão e o deputado Pedro Pinto, ambos do PPD, intervinham de forma acalorada, mas completamente incomodados com a situação. E quem é o culpado dela, é o Álvaro? Acho que não. O culpado é quem quis fazer dum bloguer, ministro da Economia do Governo de Portugal.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Leio e não quero acreditar

Leio: "Salários acima dos 1300 euros vão pagar mais sobretaxa". Então, não eram estes gajos (não merecem outro nome) que não iam aumentar impostos? Não foram estes gajos que votaram contra o PEC IV porque era muito penalizador para os portugueses? E depois, porque hão-de ser sempre os mesmos a contribuir para o aumento das receitas das Finanças Públicas? Porque não vão buscar dinheiro às grandes fortunas e aos lucros fabulosos de algumas empresas? A continuar assim, o Povo vai ficar cheio!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ao que chegámos. Que grande lição!

A vontade do Governo em "mexer" no bolso dos portugueses é tanta, que até cai no ridículo. O Secretário de Estado da Agricultura, tendo em conta o aumento do preço dos cereais, admitiu que o preço do pão iria aumentar. Ora, a Associação do Comércio e da Indústria do pão veio esclarecer que não era aceitável um aumento do preço do pão neste momento, não por não ser necessário, mas porque estão solidários neste tempo de crise com as pessoas que não têm dinheiro no bolso. Que grande lição! O pão é o grande recurso de muitos portugueses que, sem ele, passariam fome. Pois bem, estão mais preocupados com as dificuldades dos portugueses os empresários da panificação do que um membro do nosso Governo. Ao que chegámos!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Acabou o "estado de graça"?

Para lá das críticas dos partidos da Oposição, mais contundentes e às vezes até agressivas as do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista, ouvem-se críticas de todos os sectores da Sociedade às medidas que este Governo tem implementado nestes pouco mais de dois meses de governação. E se as dos sindicatos e associações sócio profissionais são quase diárias e mais enérgicas, ouvem-se também críticas de sectores patronais e até na Igreja Católica, não obstante todo o esforço do Governo, sobretudo do Ministro da Segurança Social, para lhe agradar através do aumento dos apoios às suas IPSS's. Mas, para lá de todas estas críticas, cresce algum descontentamento interno e surgem críticas violentas feitas por pessoas ligadas aos partidos do Governo, com mais notoriedade para as de Manuela Ferreira Leite, Marques Mendes, Pacheco Pereira (que comparou a acção do Governo ao martelo pilão) e do eurodeputado Vasco Graça Moura, entre outros. E, claro está, como já era esperado, de Marcelo Rebelo de Sousa que até referiu no seu comentário semanal que algumas declarações do primeiro-ministro são sinais de grande insegurança. Será que acabou o estado de graça? Parece que sim, a pouco mais de dois meses de governação!

sábado, 13 de agosto de 2011

O grupo da poeira para os olhos?!

Toda a gente sabe que durante a campanha elitoral o PPD anunciou que, sendo governo, privatizaria a RTP. Agora que governa em coligação com o CDS, que em campanha eleitoral dizia "nim" a esta medida, o PPD não sabe bem o que fazer, até porque terá a forte oposição do seu fundador Pinto Balsemão que não quer de modo algum que a sua SIC tenha a concorrência de mais um canal privado, ainda por cima quando é voz corrente que esse canal iria, ou irá, parar a mãos da Ongoing, uma empresa neste momento hostil aos interesses da Impresa, a holding de Balsemão que manda na SIC. Portanto, privatizar ou não tem consequências que o PPD não mediu bem quando elaborou o se programa eleitoral. E como também quer mostrar-se reconhecido a alguns jornalistas e comentadores que infernizavam a vida a Sócrates e ao seu governo, criou um grupo a que deu o nome pomposo de "grupo de trabalho para definir o que é serviço público de Comunicação Social". É bonito, sempre dá mais tempo para pensar no que fazer, não dá? Ah, depois de conhecer as doutas e sábias figuras que compõem o dito grupo, fiquei surpreendido de não figurar nele a jornalista Felícia Cabrita, sábia biófrafa do senhor primeiro-ministro.

Mais poeira para os nossos olhos!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Coitados!

Fiquei muito preocupado com uma notícia de hoje: "Pelo menos sete ministros deste Governo vão perder dinheiro". Coitadinhos, que notícia preocupante! Vejam lá, meus amigos, o grande sacrifício que estes senhores (ou senhoras) fazem para servirem a causa pública, a bem dos seus concidadãos. E sobretudo agora que vão ficar sem metade do Subsídio de Natal e vão ter que suportar o aumento do preço da luz e do gás. Não são afectados pelo aumento dos transportes porque, como sabemos, andam nos pópós do Estado. Mas, como sempre, vão esperar que se cumpra a velha regra que diz : "bom não é ser ministro, mas tê-lo sido".

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Coitada da Marta!

Tem sido muito falado o facto de o Ministro da Economia, o nosso conhecido Álvaro, ter uma "super-chefe" de gabinete, já considerada também por alguns como uma espécie de super-mulher. E aquilo que tem sido mais referido é o colossal vencimento que aufere a dita super-mulher, de seu nome Marta. Parece que é muito superior ao vencimento auferido pala sua antecessora (à volta de mais 50%). Bom, mas segundo o nosso ministro Álvaro, ocupa o cargo com muito sacrifício, já que perde, segundo ele, muito dinheiro por trabalhar para a causa pública. Coitada, que grande sacrifício que a Marta faz pelos portugueses. É de louvar, não é? Coitada da Marta, ou melhor, coitados de todos nós que ainda somos afrontados com uma situação destas.

sábado, 23 de julho de 2011

Os boys

O Governo, embora de coligação, é um governo predominantemente do PPD. Pois é, muito se criticou o PS e Sócrates, que eram acusados de colocar boys em lugares chave de determinadas empresa públicas. Soubemos agora que Pedro Passos Coelho vai nomear para presidente da Caixa Geral de Depósitos o seu amigo e Vice-Presidente do partido, António Nogueira Leite. Que coerência! Ai se fosse o Sócrates a nomear um amigo para um cargo desta envergadura, a Comunicação Social não lhe dava sossego.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

A baralhada colossal

Alguém que participou num Conselho Nacional do PPD bufou a um jornalista do Expresso (porquê do Expresso de Balsemão - militante nº.1 deste partido) que o primeiro-ministro Pedro Pasos Coelho informou os conselheiros que existia um desvio colossal na execussão das contas públicas. Ninguém desmentiu cabalmente que tal tivesse acontecido. Mais, até houve declarações contraditórias de dirigentes do partido. Alimentou-se a polémica. A partir dela alguns políticos do PPD e do CDS justificavam o IRS extraordinário. Dez dias depois, eis que surge um vídeo que, DIZEM, prova (prova o quê ?) que o primeiro-ministro não falou em desvio colossal, mas sim em "desvio, .... qualquer coisa, .... qalquer coisa, ... que vai dar um trabalho colossal". E é curioso que desta vez a contra informação (o vídeo) foi parar a RTP. Mas, é lógico que se pergunte: Porque motivo a notícia do Expresso não foi logo desmentida? Porque motivo é que o PPD alimentou a polémica? Quem obteve as imagens do vídeo? Porque motivo só foi divugado dez dias após o Conselho Nacional e depois de pedidos de esclarecimentos da troika?

Tudo isto é muito estranho, não é? A quem aproveitou esta baralhada colossal? Naturalmente que não foi àqueles portugueses que, como eu, vão ficar sem quase metede do subsídio de Natal. Uma coisa fiquei a saber melhor: estes gajos sabem muito!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Onde esteve o PS?

Feita a apresentação do seu programa de governação na Assembleia da República, que foi discutido e debatido durante os dias de ontem e de hoje, e uma vez não foi rejeitado, o Governo entrou na plenitude das suas funções. Ora, atendendo em que estava em causa debater medidas de austeridade que em muito vão afectar a vida dos portugueses, sobretudo a classe média que vive dos rendimentos do trabalho ou de pensões de reforma para as quais contribuiu ao longo da sua vida activa, esperava-se um debate mais vivo. Mas não, foi um debate de certa forma morno, propício até para que os ministros estreantes nestas "lutas" políticas fizessem a sua estreia sem sobressaltos. E tendo em conta que na abertura do debate o primeiro-ministro anunciou uma medida duríssima que vai reduzir, e muito, o poder de compra da já referida classe média, ainda mais se esperava uma reação enérgica da Oposição. Mas não. À parte meia dúzia de intervenções de outros tantos deputados, quase deu a sensação que os outros deputados estavam resignados. E o PS, pergunto eu, onde esteve o PS? Até dava a ideia que não achava relevante que uma parte substancial dos trabalhadores e dos pensionistas portugueses percam uma percentagem grande do seu subsídio de Natal. O PS só deve considerar-se vinculado às medidas que negociou com a troika. Quanto às que vão para lá delas o PS deve combatê-las energicamente, se não concordar. Dir-me-ão, mas os dois candidatos a líderes manifestaram discordância com aquele brutal aumento de impostos. É verdade mas deviam tê-lo feito intervindo no debate. Os portugueses, e não só os que votaram no PS esperam vê-lo a fazer oposição, construtiva é certo, mas enérgica. Não quero um PS a favor da tal situação explosiva de que fala Cavaco Silva, mas quero um PS que defenda os direitos dos cidadãos. E já, sem ter que esperar por um novo líder.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Afinal, a coligação era mesmo negativa

A posição do PPD sobre a avaliação do desempenho dos professores foi sempre muito confusa e durante quase toda a legislatura anterior não deixou que o Bloco de Esquerda e os Comunistas, tacticamente aliados ao CDS, conseguissem a suspensão e até a revogação daquele processo. Porém, quando o Parlamento já funcionava sabendo-se que ia ser dissolvido e, que em consequência dessa dissolução, haveria eleições legislativas antecipadas, foi o prório PPD, numa atitude demagógica e eleitoralista, a ser testa de ferro duma coligação negativa que aprovou, sem explicações consistentes a suspensão do processo avaliativo, mesmo sabendo que ia mandar para o lixo muito do trabalho entretanto feito nas escolas. Felizmente que o Tribunal Constitucional, instado pelo Presidente da República, considerou inconstitucional tal suspensão, por intromissão do Parlamento nas competências do Governo. E o que se sabe agora do programa do actual Governo PPD/CDS sobre a avaliação docente, vai suspender e revogar o diploma ? Não, não vai. Vai manter tudo como está até Setembro. Depois, pretende "reformar o actual modelo", tornando-o menos burocrático e inspirado no sistema usado no ensino particular. E eu agora pergunto: Qual era a pressa? Afinal, nenhuma. O interesse era meramente demagógico e eleitoralista - ganhar uns votos entre os professores que se manifestaram. Afinal a coligação era mesmo negativa.

terça-feira, 28 de junho de 2011

SECRETÁRIOS DE ESTADO

Pronto, está pronto o novo governo, após a tomada de posse dos novos secretários de Estado cuja qualiadade, tal como a dos ministros, só se há-de conhecer a posteriori, como acontece com os melões de Almeirim, comprados na berma da estrada.
Muitos independentes, muitos académicos, muitos teóricos e tal, alguns deles sem aparente ligação à área para que foram nomeados.
Estranho é um secretário para a Justiça, Fernando Santo, ex-bastonário da Ordem dos Engenheiros. Que faz um engenheiro na Justiça? Vão ser construídos novos palácios da dita? Ou, pelo contrário, vão ser implodidos uns quantos? Ou, será o mais verosímil, postos à venda para hotéis de charme?

sábado, 25 de junho de 2011

Os actos simbólicos do novo Governo

Todos nós sabemos que o bom povo, ou como lhe chama Vasco Pulido Valente a populaça, gosta que quem nos governa tome medidas que vão no sentido de mostrarem que são os primeiros a mudar de hábitos de modo a pouparem uns tostões ao erário público, querendo com isso dizer que se a crise não os atinge, são eles que, querendo estar ao lado de quem sofre, abdicam de algumas regalias que têm. São inspirados no exemplo de S. Francisco de Assis, um italiano muito rico que tinha tudo na vida, mas a quem um "chamamento" fez pensar quão injusta era a sua vida se comparada com a daqueles que nada tinham. Então resolveu renunciar a tudo o que tinha e foi viver com os pobres, como se fosse um deles. Mas esta espécie de franciscanismo em nada, ou quase nada, pesa na diminuição das despesas do Estado e não melhora, nem um bocadinho, a vida dos portugueses mais desfavorecidos. São, pelo contrário, atitudes domagógicas que apenas servem para os distrair. Como classificar esta decisão de Passos Coelho em viajar em classe económica, quando paga o mesmo se viajar em executiva, que é: paga nada? Bem, se fosse o Sócrates a fazer isto os nossos comentadores chamavam-lhe, no mínimo, mentiroso, aldrabão e, até, desonesto. Mas como foi Passos Coelho, dizem que são actos simbólicos para embalar o povo. Mas o povo um dia vai acordar e, depois, a coisa vai ser séria!...