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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Aí vai a minha boa ideia para o país

De vez em quando o primeiro-ministro Pedro Pasos Coelho, quer dar aos cidadãos a ideia de que os ouve e que não lhe é indiferente aquilo que eles dizem mas, na verdade, não os ouve e, pior, não lhes liga mesmo nada. Como agora é moda entre os políticos, o primeiro-ministro serviu-se do Facebook para apelar à participação dos cidadãos com "boas ideias para o país". Pois bem, aí vai a minha boa ideia: Sr. primeiro-ministro, para bem de Portugal e dos portugueses demita-se ou, pelo menos, demita o ministro das Finanças. As cada vez mais rigorosas medidas de austeridade, muito mais severas do que as previstas no acordo com a Troika, estão destruir o que resta da economia portuguesa e estão a acabar com a classe média e, com ela, as pequenas e médias empresas que vivem sobretudo do consumo interno. Para lá disto, que não é pouco, o descontentamento da maioria da população que vive do seu salário ou da sua pensão de reforma é cada vez maior e ao menor rastilho pode eclodir uma grande convulsão social. Aliás, como o Sr. primeiro-ministro sabe, esta ideia não é só minha, mas também do Presidente da República e de alguns dos seus amigos (seus, dele Presidente, embora muitos deles também já tivessem sido seus amigos. Mas, pelos vistos, eram "amigos de Peniche! ). Portanto, Sr. primeiro-ministro, siga a minha boa ideia e faça-me a vontade, na totalidade, de preferência, ou pelo menos em parte e livre-me a mim e aos meus concidadãos dessa personagem confusa e enigmática que é o Louçã Gaspar. Conto consigo.

terça-feira, 14 de junho de 2011

A TSU

Já havia escrito noutro local que a descida da Taxa Social Única não resolveria os problemas das empresas, complicando, contudo, a Segurança Social.
Segundo um estudo do Público de hoje, a descida daquela taxa em 4 pontos percentuais reduziria os custos nas empresas, em 0,8%, em média, provocando, por outro lado, um buraco de 1600 milhões de euros na SS, que teria que ser compensado por uma qualquer outra via, nomeadamente pelo aumento do IVA ou reclassificação de alguns bens e serviços de taxa reduzida ou intermédia para a taxa normal e/ou subida desta. Acresce que os mais beneficiados seriam as empresas produtoras de bens e serviços não transacionáveis.
Não será melhor procurar encontrar outras medidas? Ou, então, como parece que terá dito Ferraz da Costa, é diminuir a TSU em 20 pontos, ou seja, para 3,25% ou, como afirma um guru da Universidade Nova, um corte de 16 pontos.
Eu diria mais: acabe-se com a TSU e com a SS e cada um que se amanhe. E eu que julgava que as teorias dos Chicago boys já tinham ido à vida!