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sábado, 25 de junho de 2011

Os actos simbólicos do novo Governo

Todos nós sabemos que o bom povo, ou como lhe chama Vasco Pulido Valente a populaça, gosta que quem nos governa tome medidas que vão no sentido de mostrarem que são os primeiros a mudar de hábitos de modo a pouparem uns tostões ao erário público, querendo com isso dizer que se a crise não os atinge, são eles que, querendo estar ao lado de quem sofre, abdicam de algumas regalias que têm. São inspirados no exemplo de S. Francisco de Assis, um italiano muito rico que tinha tudo na vida, mas a quem um "chamamento" fez pensar quão injusta era a sua vida se comparada com a daqueles que nada tinham. Então resolveu renunciar a tudo o que tinha e foi viver com os pobres, como se fosse um deles. Mas esta espécie de franciscanismo em nada, ou quase nada, pesa na diminuição das despesas do Estado e não melhora, nem um bocadinho, a vida dos portugueses mais desfavorecidos. São, pelo contrário, atitudes domagógicas que apenas servem para os distrair. Como classificar esta decisão de Passos Coelho em viajar em classe económica, quando paga o mesmo se viajar em executiva, que é: paga nada? Bem, se fosse o Sócrates a fazer isto os nossos comentadores chamavam-lhe, no mínimo, mentiroso, aldrabão e, até, desonesto. Mas como foi Passos Coelho, dizem que são actos simbólicos para embalar o povo. Mas o povo um dia vai acordar e, depois, a coisa vai ser séria!...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Não é ataque concertado nem campanha negra; são as pessoas que se sentem traídas

Parece que no decorrer de algumas acções de campanha, Fernando Nobre tem sido alvo de manifestações de desagrado por parte de muitos cidadãos que lhe dizem sentirem-se traídos por ele, pelas suas contradições enquanto candidato às eleições presidenciais e, agora, enquanto candidato a deputado.

Fernando Nobre disse à Comunicação Social que estas manifestações fazem parte de uma campanha negra e de um ataque concertado, político e partidário, no sentido de o atingir a ele, à família e à AMI. E, não o dizendo declaradamente, se calhar por falta de coragem, dá a entender que tal ataque foi lançado pelo PS.

Ora, com esta atitude, Fernando Nobre julga ter uma importância que não tem e, como não se enxerga, volta a não entender que não passou e não passa de figurinha ou de figurão que nas presidenciais serviu a dois grupos de pessoas - aquelas que quiseram vingar-se de Manuel Alegre por ter afrontado Mário Soares nas anteriores presidenciais, e aquelas que quiseram aproveitar a ocasião para manifestar aos políticos que é necessário fazer uma certa renovação das pessoas, dos princípios (sobretudo aos partidos de esquerda) e dos métodos, e que agora nas legislativas serve o PSD de Passos Coelho (contra a vontade dos chamados barões) que pretende atrair para o partido votos das presidenciais.

Ah, já agora Dr. Nobre, as pessoas não queriam que ficasse numa redoma. O que queriam e esperavam era não serem traídos por quem criticou os políticos, os partidos e os seus métodos e, ao primeiro prato de lentilhas que lhe puseram à frente, logo se juntou a eles, independentemente da "cor da camisola". Que homem coerente!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Há pessoas que não se "enxergam"

Ouvi na rádio (TSF) e vi na Televisão (SIC Notícias) comentários de Torres Couto, antigo líder da central sindical UGT, dando a sua opinião sobre as medidas acordadas entre o Governo e a Troika que representa as entidades que vão dar ajuda financeira a Portugal. E, quer na TSF, quer na SIC Notícias, Torres Couto é apresentado como um dos negociadores do apoio pedido ao FMI em 1983 pelo então Governo português. Com o maior desplante e falta de vergonha, o ex-sindicalista assume-se mesmo como um dos negociadores, o que como se sabe não é verdade. Torres Couto foi, então, tão negociador quanto agora o foram João Proença e Carvalho da Silva. Foram ouvidos, sim, na sua condição de líderes de dois parceiros sociais importantes, deram naturalmente as suas opiniões e sugestões, mas só isso. Há pessoas que não se enxergam!

sábado, 30 de abril de 2011

OPORTUNIDADES OPORTUNAS

Não sei, nem vem ao caso, a sua cor política, quem o nomeou, há quanto tempo se encontra na função e outros pormenores que gostava de conhecer. Mas, não deixa de ser estranho que o presidente da Carris aproveite uma sessão de debates do chamado Movimento Mais Sociedade para desancar o "accionista" da empresa pela sua actual situação financeira. "Claro que há má gestão, sobretudo do accionista", disse. Admitindo que o senhor não conhecia a situação e as "regras" quando foi nomeado, porque é que lá permaneceu? Que contributos veiculou à tutela para inverter a situação? O salário e demais mordomias são demasiado atraentes e o melhor é não fazer ondas? E porque fala agora, em público? "Cheira-lhe" que o "barco" se vai afundar e vá de saltar para o salva-vidas para poder embarcar em nova nau, com um novo comandante?