O Presidente da República ainda está no activo ou já, resignando, refugiou-se na sua Casa da Coelha? E não disse água vai? Ou continua nas catacumbas de Belém à cata de erros nas leis promulgadas pelos seus antecessores? Ele, que era tão expedito a mandar bitaites na anterior governação, ele, que na campanha eleitoral para o segundo mandato, prometia mundos e fundos se fosse eleito, ele, que interrompeu as férias para fazer uma inopinada comunicação ao país, não diz nada ao povo que o (re)elegeu? Um silêncio ensurdecedor e sepulcral reside em Belém.
Que fale e diga da sua justiça ou então que faça como Ratzinger e deixe o lugar vago.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
O GASPAR
Várias vezes me interroguei aqui sobre se Miguel Relvas ainda era ministro. É, e pelos vistos, continuará a ser até que o Coelho seja esganado ou enforcado (salvo seja).
Agora pergunto: o Gaspar ainda é ministro das Finanças? E não tem vergonha? Com que cara vê ele a própria cara, de manhã, frente ao espelho? Alguma empresa aceitava mantê-lo ao seu serviço num qualquer cargo de mediana responsabilidade?
Até quando? Até estarmos todos mortos e já não haja quem nos enterre?
Agora pergunto: o Gaspar ainda é ministro das Finanças? E não tem vergonha? Com que cara vê ele a própria cara, de manhã, frente ao espelho? Alguma empresa aceitava mantê-lo ao seu serviço num qualquer cargo de mediana responsabilidade?
Até quando? Até estarmos todos mortos e já não haja quem nos enterre?
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
sábado, 23 de fevereiro de 2013
O ESPELEÓLOGO
Várias vezes me interroguei aqui sobre o paradeiro do venerando Chefe de Estado. Descobriu-se agora que se dedica afincadamente à espeleologia: anda nas cavernas, grutas e catacumbas de Belém a miscrar as leis promulgadas pelos seus antecessores. E, helas!, descobriu que Jorge Sampaio promulgou uma lei - a da limitação dos mandatos autárquicos -, do ano da graça de 2005, que foi objecto de publicação errada no Diário da República, coisa de que o Cenoura (e os autores da lei, diga-se) se não deu conta, já que era suposto não ser função sua ler, antes do pequeno almoço, o tal Diário; ele preferia começar pelo Financial Times e pelo Correio da Manhã. E que descobriu Cavaco? Convenientemente (?), que alguém substituiu um "da" por um "de". Coisa de somenos para quem não domina a língua materna, mas não para um entendido na matéria, que a exemplo do Vasquinho, que sabia o que era o mastoideu, no seu tempo de estudante Cavaco até dividiu as orações dos Lusíadas, como é sabido, ainda que tendo esquecido do número de cantos da obra épica do Luís Vaz.
Um dia destes vamos ter um doutoramento em Espeleologia, com arguição do professor doutor M. Relvas.
Um dia destes vamos ter um doutoramento em Espeleologia, com arguição do professor doutor M. Relvas.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
RIMAS DO ZÉ GIL
BEIJAR
O beijar foi o primeiro ato do bebé ao mamar
com palmadinhas no rabo, tinha despertado,
no banho, tinha feito gluglu e a família sorriu,
vestido foi para o colo da mamã transportado.
Em terra de vinho, onde o fino pontifica
umas gotas foram dadas ao recém-nascido a degustar.
Todos brindam e nos cálices nem gota fica!
Muita neve caiu, no tempo da corujeira
abundantes caminhos de Escola palmilhou,
em escorregas ingremes dos montes brincou
roupas rompeu e sujou, e à família deu canseira!
No tempo do liceu, uma rosa retirou do jardim,
oferecida a uma colega bonita, não murchou.
Flores dedicadas, passeios aprazados, em
ruas, jardins e praças, eram sítios de devaneio
cruzaram-se destinos, satisfeito o enseio.
Tempo agreste e, nas ruas ou praças a passear,
bátegas de chuva fazem o vão de porta abrigo
vento forte, porta estreita, guarda chuva a tapar,
permitiu o primeiro beijo, puro e casto, dar!
Porto, 13/2/13
José Gil
jose.gcmonteiro@gmail.com
O beijar foi o primeiro ato do bebé ao mamar
com palmadinhas no rabo, tinha despertado,
no banho, tinha feito gluglu e a família sorriu,
vestido foi para o colo da mamã transportado.
Em terra de vinho, onde o fino pontifica
umas gotas foram dadas ao recém-nascido a degustar.
Todos brindam e nos cálices nem gota fica!
Muita neve caiu, no tempo da corujeira
abundantes caminhos de Escola palmilhou,
em escorregas ingremes dos montes brincou
roupas rompeu e sujou, e à família deu canseira!
No tempo do liceu, uma rosa retirou do jardim,
oferecida a uma colega bonita, não murchou.
Flores dedicadas, passeios aprazados, em
ruas, jardins e praças, eram sítios de devaneio
cruzaram-se destinos, satisfeito o enseio.
Tempo agreste e, nas ruas ou praças a passear,
bátegas de chuva fazem o vão de porta abrigo
vento forte, porta estreita, guarda chuva a tapar,
permitiu o primeiro beijo, puro e casto, dar!
Porto, 13/2/13
José Gil
jose.gcmonteiro@gmail.com
Um Presidente ..., para desgraça nossa.
1 - Num país democrático do “primeiro
mundo”, semipresidencialista como o nosso, o Presidente da República já tinha
chamado ao palácio presidencial o primeiro-ministro e tinha-lhe dito: “Em face
da contestação de que é alvo o seu ministro Relvas, de quem a maioria dos
portugueses não gosta; tendo em conta que o dito mentiu em tempos ao
parlamento, dizendo ter habilitações académicas que não tem; tendo em conta que
se diz licenciado, quando, de facto, só foi aprovado no exame a uma disciplina,
curiosamente de um outro curso; tendo em conta que a sua manutenção no Governo,
espanta muita gente, incluindo alguns ex-governantes e ex-dirigentes do seu
partido (veja-se o exemplo de um tal de António Capucho); do que é que o senhor
está à espera para me pedir a exoneração dele?” E, dir-lhe-ia mais: “Se não o
fizer num prazo de quinze dias a um mês, vou dirigir-me aos portugueses
informando-os do facto. Se teimar em mantê-lo no Governo, então tudo farei para
o exonerar a si e, em último caso, dissolverei o Parlamento”. De imediato o
Presidente chamava o líder do outro partido da coligação (estivesse ele na “China,
nas arábias, no Irão ou até na Síria) e dava-lhe conhecimento da conversa.
2 - Num país
democrático do “primeiro mundo”, semipresidencialista como o nosso, o
Presidente da República já tinha chamado ao palácio presidencial o
primeiro-ministro e tinha-lhe dito: “ O seu ministro Gaspar não acerta uma só
previsão e, de seguida, com a maior cara de pau, apresenta uma nova, na qual já
ninguém acredita. Ou ele muda de política e começa a acertar nas previsões ou
terei de lhe propor o mesmo que propus para o tal Relvas”.
Pois
é. Isto seria assim se tivéssemos um Presidente, de facto, e não um Presidente
de faz de conta. Como alguém já disse, Cavaco Silva está em Belém a olhar para
o Tejo e a ver passar os navios! Para desgraça nossa.
LIDO
Não ser Relvas
Não gosto de Miguel Relvas. Mesmo nada. Não gosto do ministro, não gosto do político, deploro o discurso, a pose e o historial. Execro o que fez - não tenho dúvida de que fez - a Maria José Oliveira, a jornalista do Público que ameaçou com revelação de factos da sua vida privada para tentar evitar que ela o questionasse sobre declarações suas no Parlamento a propósito da relação com o ex-espião Jorge Silva Carvalho. Execro o facto de, na oposição, ter afirmado que a família do anterior primeiro-ministro, os filhos, deveriam ter vergonha dele - a vergonha, precisamente, de que o próprio demonstrou não ter pinga, ao manter-se, e ser mantido, em funções quando o próprio presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social diz não ter dúvidas sobre o facto de o ministro ter ameaçado a jornalista. E, por fim, deploro que haja quem o convide para falar de jornalismo, passado, presente ou futuro, depois de tal se ter passado: se a pessoa Relvas não percebe que não pode continuar ministro, que ao menos jornalistas e órgãos de comunicação social evidenciem não lhe reconhecer dignidade para tutelar o sector.
Compreendo e sinto a justa fúria que tantos sentem ante um governo que diz governar "lixando-se para as eleições" quando, para ganhar as últimas, garantiu que faria tudo ao contrário do que está a fazer. Compreendo quem se lembra de ver Relvas insurgir-se contra aumentos de impostos e austeridade e desemprego e jurar que tudo seria diferente com o PSD, para agora sugerir que quem está mal que emigre. Compreendo quem se indigne por um ministro que fez uma licenciatura à pala de equivalências estar no mesmo governo que chamou às Novas Oportunidades "certificação de incompetência". Compreendo quem recorda Relvas a vituperar os ministros socialistas quando se insurgiam contra manifestações insultuosas ao ver o PSD clamar por "respeito democrático" pela "dignidade das funções" se tal se passa com os seus ministros - exigindo até ao PS que se lhe junte na reprovação "enfática".
Mas não gosto de ver pessoas acossadas. Aliás, não gosto sequer de ver pessoas a serem humilhadas, menos ainda publicamente - por mais que sejam culpadas de humilhar um país e de desrespeitar a democracia e a Constituição que agora querem como mártires (!) invocar. Daí que, pese tudo o que penso e sinto, me tenha desagradado ver Relvas insultado no chamado "clube dos pensadores", ainda com aquele sorriso apalhaçado com que tentou fazer coro no Grândola com quem protestava. Não gostei de o ver, em pânico, pelos corredores do ISCTE, sob os gritos dos estudantes, à procura de abrigo, de uma porta por onde sair de cena. Por mais que queira isso mesmo, que Relvas saia, que este governo se vá, não deve ser assim. Não decerto por ele, não decerto por eles: por nós, que não somos Relvas. Que não temos da democracia o entendimento oportunista e canalha de quem dela se serve em vez de a servir e honrar.
Fernanda Câncio, DN
Comungo da opinião de FC: não gosto de ver pessoas acossadas e humilhadas, muito menos governantes do meu país. Mas de quem é a culpa e quem se põe a jeito?
Não gosto de Miguel Relvas. Mesmo nada. Não gosto do ministro, não gosto do político, deploro o discurso, a pose e o historial. Execro o que fez - não tenho dúvida de que fez - a Maria José Oliveira, a jornalista do Público que ameaçou com revelação de factos da sua vida privada para tentar evitar que ela o questionasse sobre declarações suas no Parlamento a propósito da relação com o ex-espião Jorge Silva Carvalho. Execro o facto de, na oposição, ter afirmado que a família do anterior primeiro-ministro, os filhos, deveriam ter vergonha dele - a vergonha, precisamente, de que o próprio demonstrou não ter pinga, ao manter-se, e ser mantido, em funções quando o próprio presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social diz não ter dúvidas sobre o facto de o ministro ter ameaçado a jornalista. E, por fim, deploro que haja quem o convide para falar de jornalismo, passado, presente ou futuro, depois de tal se ter passado: se a pessoa Relvas não percebe que não pode continuar ministro, que ao menos jornalistas e órgãos de comunicação social evidenciem não lhe reconhecer dignidade para tutelar o sector.
Compreendo e sinto a justa fúria que tantos sentem ante um governo que diz governar "lixando-se para as eleições" quando, para ganhar as últimas, garantiu que faria tudo ao contrário do que está a fazer. Compreendo quem se lembra de ver Relvas insurgir-se contra aumentos de impostos e austeridade e desemprego e jurar que tudo seria diferente com o PSD, para agora sugerir que quem está mal que emigre. Compreendo quem se indigne por um ministro que fez uma licenciatura à pala de equivalências estar no mesmo governo que chamou às Novas Oportunidades "certificação de incompetência". Compreendo quem recorda Relvas a vituperar os ministros socialistas quando se insurgiam contra manifestações insultuosas ao ver o PSD clamar por "respeito democrático" pela "dignidade das funções" se tal se passa com os seus ministros - exigindo até ao PS que se lhe junte na reprovação "enfática".
Mas não gosto de ver pessoas acossadas. Aliás, não gosto sequer de ver pessoas a serem humilhadas, menos ainda publicamente - por mais que sejam culpadas de humilhar um país e de desrespeitar a democracia e a Constituição que agora querem como mártires (!) invocar. Daí que, pese tudo o que penso e sinto, me tenha desagradado ver Relvas insultado no chamado "clube dos pensadores", ainda com aquele sorriso apalhaçado com que tentou fazer coro no Grândola com quem protestava. Não gostei de o ver, em pânico, pelos corredores do ISCTE, sob os gritos dos estudantes, à procura de abrigo, de uma porta por onde sair de cena. Por mais que queira isso mesmo, que Relvas saia, que este governo se vá, não deve ser assim. Não decerto por ele, não decerto por eles: por nós, que não somos Relvas. Que não temos da democracia o entendimento oportunista e canalha de quem dela se serve em vez de a servir e honrar.
Fernanda Câncio, DN
Comungo da opinião de FC: não gosto de ver pessoas acossadas e humilhadas, muito menos governantes do meu país. Mas de quem é a culpa e quem se põe a jeito?
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
ATITUDES
O ministro Paulo Macedo (dos menos maus desta desgovernação), teve hoje, no Hospital de S. João, no Porto, uma atitude diferente da do seu colega Relvas, ontem, no ISCTE. Não fugiu pela porta das traseiras, deixou que as coisas acalmassem e proferiu a sua declaração, de cujo teor não tomei nota, nem me interessa, de momento.
Bem sei que a "vacina" Relvas deverá ter tido a sua influência, mas louvei o gesto muito mais elegante e político, num ministro não-político.
Bem sei que a "vacina" Relvas deverá ter tido a sua influência, mas louvei o gesto muito mais elegante e político, num ministro não-político.
PERIGOSOS À SOLTA
Há quase unanimidade (passe o exagero) de que Miguel Relvas há muito que se deveria ter demitido ou ter sido demitido; talvez melhor: nunca deveria ter sido convidado para ministro. Mas Relvas é apenas um chico-esperto, um fura-vidas, que atropela tudo e todos para atingir o seu lugar, para marcar o golo e receber prémio previsto. É um perigoso relativo, se assim me posso expressar.
Perigoso é o Gaspar, que parece estar a acordar estremunhado de um longo sono, durante o qual se julgou detentor de uma qualquer profecia que haveria de aplicar a um qualquer país que, para nosso azar, se chama Portugal. Um técnico "altamente considerado e respeitado" algures (no Burkina Faso, sem desprimor?), que não acerta uma, mesmo nas mais elementares regras da Economia, das Finanças Públicas, da Econometria e quejandos, ou sabendo que não vai acertar nos impinge uma cartilha de alguém que virá a dar-lhe emprego altamente remunerado pelos bons serviços prestados no "laboratório" português e que, ainda estremunhado, vem reconhecer que o pesadelo que infligiu aos portugueses poderia ter sido atenuado ou, até, muito diferente. Gaspar, é um perigo. Atrever-me-ia a dizer que é um criminoso de lesa-Pátria, pelas consequências da sua errada política; outros apelidaram de criminosos outros, anteriores, por menos. E o seu suposto chefe, que continua a dar-lhe a devida cobertura e que por tal é conivente, deveria ter o mesmo destino: a saída pela porta da rua, a porta baixa como julgo que se diz na arte teatral. Falta quem lhes indique que o seu papel terminou e a porta, pequena, se situa lá atrás à direita quem sobe. Mas quem poderia dizer-lhes que o seu tempo acabou está a fazer contas à diminuição da sua pensão de reforma.
Perigoso é o Gaspar, que parece estar a acordar estremunhado de um longo sono, durante o qual se julgou detentor de uma qualquer profecia que haveria de aplicar a um qualquer país que, para nosso azar, se chama Portugal. Um técnico "altamente considerado e respeitado" algures (no Burkina Faso, sem desprimor?), que não acerta uma, mesmo nas mais elementares regras da Economia, das Finanças Públicas, da Econometria e quejandos, ou sabendo que não vai acertar nos impinge uma cartilha de alguém que virá a dar-lhe emprego altamente remunerado pelos bons serviços prestados no "laboratório" português e que, ainda estremunhado, vem reconhecer que o pesadelo que infligiu aos portugueses poderia ter sido atenuado ou, até, muito diferente. Gaspar, é um perigo. Atrever-me-ia a dizer que é um criminoso de lesa-Pátria, pelas consequências da sua errada política; outros apelidaram de criminosos outros, anteriores, por menos. E o seu suposto chefe, que continua a dar-lhe a devida cobertura e que por tal é conivente, deveria ter o mesmo destino: a saída pela porta da rua, a porta baixa como julgo que se diz na arte teatral. Falta quem lhes indique que o seu papel terminou e a porta, pequena, se situa lá atrás à direita quem sobe. Mas quem poderia dizer-lhes que o seu tempo acabou está a fazer contas à diminuição da sua pensão de reforma.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Ministro; até quando?
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Em
consequência da ruinosa política que nos conduziu a esta cretina austeridade, o
actual governo é, quase de certeza, o mais impopular de todos. Provavelmente
comparando-o até com os governos de Salazar e Caetano dos tempos do Estado
Novo. Por isso, não se estranha que qualquer membro deste governo, sempre que
participa num qualquer evento, seja confrontado, antes, durante e depois, com a
contestação de cidadãos. Sobretudo o primeiro-ministro e o ministro Miguel Relvas,
talvez o governante de que o Povo gosta menos ou detesta. Passos Coelho, até
foi contestado na Assembleia da República durante o último debata quinzenal.
Ontem,
no Clube dos Pensadores, em Gaia, e hoje, no ISCTE, em Lisboa, Miguel Relvas
foi alvo de manifestações de desagravo. Na de ontem quando Relvas falava, um
grupo de cidadãos levantou-se e começou a entoar a “Grândola Vila Morena” (está
na moda nos protestos ao Governo, não só em Portugal, mas também em Espanha – é
obra!). Relvas, fazendo uma figurinha ridícula, começou também a cantar e,
cantando, ria. Só visto!
Hoje,
no ISCTE, nem sequer iniciou o discurso que, viu-se, trazia escrito. E houve
reboliço, e grande, ao ponto de Relvas ter de se refugiar numa sala que, por
precaução, foi fechada à chave.
É
verdade que estamos num Estado de Direito democrático onde estas coisas não
podem acontecer, mais a de hoje do que a ontem, pois a de ontem, provavelmente,
só não ficou pela Grândola porque Relvas, com uma cara de safado e com grande
lata, desafiou os manifestantes com aquela atitude de começar a cantar (como, a
cantar?) com eles.
Por
isso, para que estas situações não aconteçam e, sobretudo não descambem para
outras bem mais complicadas ou até violentas, é preciso que o Governo e,
particularmente, os governantes deixem de afrontar os cidadãos. Miguel Relvas,
ao aceitar estar presente naquela conferência do ISCTE, afrontou, e muito,
todos aqueles estudantes universitários que fazem um enorme esforço para
tirarem uma licenciatura que ele, vergonhosamente, tirou sem ir a aulas, sem estudar e sem fazer
exames.
Com
estes dois incidentes, não há dúvidas: Miguel Relvas não tem condições para
continuar ministro!
ALELUIA!
Aleluia! O venerando chefe de Estado apareceu hoje nas TVs a distribuir condecorações, algumas delas a muito custo, digo eu e, aparentemente, está bem e recomenda-se. Mas que eu saiba foi parco em palavras. Também é verdade que estamos em época de poupanças, até porque o rendimento doméstico deve ter levado um rombo daqueles...
RELVAS
O senhor ministro doutor Relvas foi ontem, em V.N. de Gaia, objecto de contestação e de perguntas tidas por impertinentes, e hoje impedido de botar discurso no ISCTE, em Lisboa, com vaias e insultos pelo meio, tendo que fugir como um rato.
Mas quem é que manda o senhor ministro doutor Relvas meter-se nestes assados, ele que nem sabe cantar e ignora a letra e a música do "Grândola Vila Morena" e de Comunicação Social apenas sabe que quer acabar com a RTP pública?
Retire-se, homem, recolha-se a um convento, lá para Tomar, a expiar os seus pecadilhos. Não se dá conta de que ninguém já está disposto a ouvi-lo, até porque nada de interessante e credível tem a dizer, que não há alma que o leve a sério? Não tem a noção de que o ridículo mata?
Mas quem é que manda o senhor ministro doutor Relvas meter-se nestes assados, ele que nem sabe cantar e ignora a letra e a música do "Grândola Vila Morena" e de Comunicação Social apenas sabe que quer acabar com a RTP pública?
Retire-se, homem, recolha-se a um convento, lá para Tomar, a expiar os seus pecadilhos. Não se dá conta de que ninguém já está disposto a ouvi-lo, até porque nada de interessante e credível tem a dizer, que não há alma que o leve a sério? Não tem a noção de que o ridículo mata?
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
O SONO DOS JUSTOS
Contrariamente ao que sucede com o seu ministro doutor Relvas, o primeiro-ministro dorme bem, ainda que poucas horas, com o desemprego em Portugal. Passos, depois de deixar de ser primeiro-ministro (o que espero aconteça brevemente) está respaldado pelo seu padrinho Ãngelo, pelo que não tem que se preocupar. Quanto aos desempregados, que emigrem ou vão cultivar nabos e rabanetes.
E o senhor de Belém, o que é feito dele? Meteu férias de inverno ou está de baixa?
E o senhor de Belém, o que é feito dele? Meteu férias de inverno ou está de baixa?
domingo, 17 de fevereiro de 2013
E VOCÊ, ACREDITA NOS GLUTÕES?
O ministro doutor Relvas diz, de acordo com o DN on line, que "o desemprego e o desemprego jovem tiram-[lhe] o sono".
A ser assim, não percebo como é que o cansaço e as olheiras, não patentes na figura, passam para o ministro Gaspar. Não julgava o doutor Relvas possuidor de tanta capacidade.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
PRÉMIO
Proponho-me iniciar a colecta para um fundo destinado a uma investigação que faça com que, sempre que o doutor Relvas apareça num qualquer canal de TV, a imagem seja interrompida até o homem desaparecer. Quem mais quer contribuir?
Não é por nada, mas a verdade é que sempre que o sujeito aparece na pantalha fico com a pele eriçada e dá-me uma volta ao estômago que só visto.
Não é por nada, mas a verdade é que sempre que o sujeito aparece na pantalha fico com a pele eriçada e dá-me uma volta ao estômago que só visto.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
TOMAR NO CU...
"Caro Paulo Núncio: queria apenas avisar que, se por acaso, algum senhor da Autoridade Tributária e Aduaneira tentar «fiscalizar-me» à saída de uma loja, um café, um restaurante ou um bordel (quando forem legalizados) com o simpático objectivo de ver se eu pedi factura das despesas realizadas, lhe responderei que, com pena minha pela evidente má criação, terei de lhe pedir para ir tomar no cu, ou, em alternativa, que peça a minha detenção por desobediência. Ele, pobre funcionário, não tem culpa nenhuma; mas se a Autoridade Tributária e Aduaneira quiser cruzar informações sobre a vida dos cidadãos, primeiro que verifique se a C. N. de Proteção de Dados já deu o aval, depois que pague pela informação a quem quiser dá-la".
Francisco José Viegas no seu blogue A Origem as Espécies
Francisco José Viegas no seu blogue A Origem as Espécies
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Que ridículo!
Também
quero dar a minha opinião sobre aquela ideia absurda do Governo me obrigar a
pedir factura sempre que fizer alguma compra, apesar do assunto já ter sido
abordado, e bem neste blog, pelo amigo 500.
Que
ideia tão ridícula! Como é que o Governo ameaça um cidadão de o punir se não
pedir factura, quando isenta de as emitir algumas pequenas empresas? E depois,
se houver um qualquer comerciante ou prestador de serviços que me responda: não
“emito facturas”, o que faço; vou, armado em bufo, fazer queixa à polícia? Se
há pessoas que sempre abominei, foram os bufos.
Que
mais podemos esperar desta gentalha que nos governa?
Onde já vai o desemprego!
São
records atrás de records.
O
desemprego em Portugal sobe a cada dia que passa e, soubemos hoje, já vai em
quase dezassete por cento, bem acima do que tinha sido estimado pelo Governo.
Mas, pior que a notícia do novo record atingido no quarto semestre do ano
transacto, é a previsão de que dentro de alguns meses deverá atingir os dezassete
e meio por cento. Coisa que o primeiro-ministro, de forma ligeira, acha perfeitamente
normal. Aliás, Passos Coelho teve uma tirada brilhante, daquelas que, de forma
irónica, se costumam classificar como “descobertas da pólvora”. Disse o
primeiro-ministro que espera que a taxa de desemprego venha a crescer…, antes
de começar a cair. Brilhante!
Mas
não toma medidas para o combater. Até parece que se está nas tintas para os
desempregados, não parece? Ou será que está mesmo?
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