Mostrar mensagens com a etiqueta grandes safados. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta grandes safados. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 20 de março de 2013

grandes safados!


Todos nos lembramos de Passos Coelho, enquanto líder do PPD na Oposição, justificar o voto contra do seu partido no PEC IV, dizendo que aquele plano de estabilidade e crescimento, posto em prática, ia agravar a vida dos portugueses de forma inaceitável. Chumbado o documento, que José Sócrates tinha concertado com alguns líderes europeus, o então primeiro-ministro concluiu que não tinha condições para continuar a governar, até porque o Presidente da República estava a “empurrá-lo”. Depois, durante a campanha eleitoral Passos Coelho fartou-se de dizer que, conhecendo bem a situação, tinha as soluções para resolver o problema. E, ironia das ironias, chegou ao desplante de, questionado por uma jovem cidadã se seria verdade a notícia que falava na hipótese de cortes nos subsídios de férias e de Natal, responder: “isso é um disparate”!
Já primeiro-ministro, Passos Coelho fartou-se de elogiar o memorando assinado com a Troika, chegando a referir que tal documento estava perfeitamente de acordo com o seu programa de governo, entretanto aceite pelo Parlamento. Mais; Passos Coelho disse que, em termos de medidas a tomar, era preciso ir para lá das do memorando. Ou seja, era preciso ser “mais troikista que a Troika”.
Sucedem-se, então, as chamadas avaliações: a primeira, a segunda, a terceira, etc. Em todas elas o resultado é o mesmo: avaliação positiva; estamos a cumprir o programa; estamos no bom caminho. E isto, apesar dos partidos da Oposição e de várias entidades e personalidades com relevo na área económico-financeira preconizarem o contrário. Mas em vão. O Governo e a Troika “fazem orelhas moucas”. Chega a sétima avaliação, considerada importantíssima, e o resultado…, não podia ser pior: o défice completamente descontrolado, a dívida pública a aumentar cada vez mais, a recessão económica e o desemprego sempre a subir. Um desastre. Reconhecido, até, por muita gente da área dos partidos do poder.
Pois bem, aparecem agora figuras (ou melhor, figurões) do PPD a dizer que o problema está no facto de o memorando ter sido mal negociado. Então, andaram quase dois anos a elogiá-lo, a dizer que nada os faria desviar dos caminhos nele apontados, e agora descobrem-lhe defeitos? Estes gajos (não merecem outro nome) são uns safados!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Um Presidente ..., para desgraça nossa.


1 - Num país democrático do “primeiro mundo”, semipresidencialista como o nosso, o Presidente da República já tinha chamado ao palácio presidencial o primeiro-ministro e tinha-lhe dito: “Em face da contestação de que é alvo o seu ministro Relvas, de quem a maioria dos portugueses não gosta; tendo em conta que o dito mentiu em tempos ao parlamento, dizendo ter habilitações académicas que não tem; tendo em conta que se diz licenciado, quando, de facto, só foi aprovado no exame a uma disciplina, curiosamente de um outro curso; tendo em conta que a sua manutenção no Governo, espanta muita gente, incluindo alguns ex-governantes e ex-dirigentes do seu partido (veja-se o exemplo de um tal de António Capucho); do que é que o senhor está à espera para me pedir a exoneração dele?” E, dir-lhe-ia mais: “Se não o fizer num prazo de quinze dias a um mês, vou dirigir-me aos portugueses informando-os do facto. Se teimar em mantê-lo no Governo, então tudo farei para o exonerar a si e, em último caso, dissolverei o Parlamento”. De imediato o Presidente chamava o líder do outro partido da coligação (estivesse ele na “China, nas arábias, no Irão ou até na Síria) e dava-lhe conhecimento da conversa.
2 - Num país democrático do “primeiro mundo”, semipresidencialista como o nosso, o Presidente da República já tinha chamado ao palácio presidencial o primeiro-ministro e tinha-lhe dito: “ O seu ministro Gaspar não acerta uma só previsão e, de seguida, com a maior cara de pau, apresenta uma nova, na qual já ninguém acredita. Ou ele muda de política e começa a acertar nas previsões ou terei de lhe propor o mesmo que propus para o tal Relvas”.
Pois é. Isto seria assim se tivéssemos um Presidente, de facto, e não um Presidente de faz de conta. Como alguém já disse, Cavaco Silva está em Belém a olhar para o Tejo e a ver passar os navios! Para desgraça nossa.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O que é que eles mereciam?


Toda a gente tem direito a dizer disparates. Mas há pessoas que nos últimos tempos não fazem outra coisa. E, ao dizê-los, estão sempre à espera de protagonismo, porque pensam que são mais espertos do que outros, quando na realidade só fazem figuras tristes. Mas foi mixordando, como eles mixordam, que lá conseguiram grandes reformas com meia dúzia de anos (ou menos) de trabalho.
Falo, neste momento de dois artistas da nossa praça: António Borges e Mira Amaral. Estavam tão bem calados e, p’ró que lhes deu, resolveram falar. Pronto, deu asneira.
António Borges veio dizer que: “Gaspar é muito bom, é uma sorte enorme tê-lo”. Só pode estar a afrontar a maioria dos portugueses que já não podem, sequer, ouvir falar em Gaspar (até se consta que este ano nos presépios portugueses só vão figurar dois reis magos: O Belchior e o Baltasar).
Mira Amaral deu uma no cravo e outra na ferradura a propósito do Orçamento do Estado e mandou calar o bico aos dirigentes dos dois partidos da coligação, sobretudo àqueles que, quanto a ele, têm “falado de mais”. Evidentemente que este tipo se está nas tintas para o comum dos portugueses e, por isso, chegou até ao desplante de dizer que é natural que seja a classe média a suportar mais os efeitos das medidas de austeridade. Grande safado este que acumula faustosos vencimentos com uma pensão, cujo valor vai muito acima da média, por meia dúzia de anos de Administrador na Caixa Geral de Depósitos.
O que é que estes tipos mereciam?