Volto à demissão do demitido ex-director da PSP, Paulo
Gomes, e à nomeação do seu substituto (entretanto já empossado), Luís Farinha,
ex-chefe dos guarda-costas de Cavaco Silva.
Cada vez tenho menos dúvidas de que esta substituição
há muito devia estar pensada e só aguardava uma oportunidade que parecesse
espontânea. E ela apareceu com a manifestação das forças policiais junto ao
Parlamento que decorreu na próxima passada Quinta-feira. Se não, como
interpretar que o anterior director, a quem se provocou a demissão por não ter
havido “porrada” para cima dos polícias manifestantes, tenha sido substituído
por quem comandava os polícias de intervenção e que, ao que parece, tudo fez
para que se evitasse qualquer confronto? Responda quer souber.
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terça-feira, 26 de novembro de 2013
sábado, 23 de novembro de 2013
É estranho. Coincidência ou talvez não?
Ninguém acredita que Miguel Macedo, ministro da Administração
Interna, não tenha falado com o demissionário (ou demitido?) director nacional
da PSP, Paulo Gomes, no dia da manifestação, mal deu conta que o assunto era
muito complicado. Relata hoje a comunicação social que ontem, quando Paulo Gomes
se deslocava para uma reunião do topo da hierarquia da PSP, em Vieira de
Leiria, recebeu via telefone um ultimato para fazer meia volta, regressar a
Lisboa e apresentar-se no ministério, pois o ministro estava desejoso de
vingança e se calhar frustrado por não ter havido “porrada”, e da boa, entre
polícias na escadaria do Parlamento.
Claro que o “sabidola” do Miguel Macedo já previa que,
sendo o superintendente Paulo Gomes um polícia cauteloso e sobretudo muito
ponderado nas suas acções, era fácil e rápido conseguir que o mesmo se
demitisse das suas funções de chefe máximo da polícia. E daí abrir-se a porta a
outro, mais dócil e predisposto a ser pau-mandado. Só assim se compreende que
para substituir Paulo Gomes não tenha sido escolhido Paulo Lucas, o número dois
da hierarquia da polícia, e sempre apontado como o seu sucessor natural, mas
sim, coincidência ou talvez não, um tal Luís Farinha, comandante da Unidade
Especial da PSP (os homens da “porrada”) que já foi chefe dos guarda-costas de …,
Cavaco Silva.
Pergunto: É coincidência, ou talvez não? Se não é
coincidência, é muito estranho, não acham?
Já agora; Miguel Macedo tutela o MAI há mais ou menos
dois anos e meio e já demitiu dois directores nacionais. Por este andar o
Macedo vai ter uma grande performance como ministro das polícias. Cá para mim,
o homem quer é ser o ministro da porrada.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
ATITUDES
O ministro Paulo Macedo (dos menos maus desta desgovernação), teve hoje, no Hospital de S. João, no Porto, uma atitude diferente da do seu colega Relvas, ontem, no ISCTE. Não fugiu pela porta das traseiras, deixou que as coisas acalmassem e proferiu a sua declaração, de cujo teor não tomei nota, nem me interessa, de momento.
Bem sei que a "vacina" Relvas deverá ter tido a sua influência, mas louvei o gesto muito mais elegante e político, num ministro não-político.
Bem sei que a "vacina" Relvas deverá ter tido a sua influência, mas louvei o gesto muito mais elegante e político, num ministro não-político.
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