quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Para relembrar

Vou relembrar o que já escrevi : desde há alguns anos que a OCDE vem sucessivamente recomendando a Portugal o encerramento de escolas com as características das agora encerradas, com o fundamento de que: escolas sem meios, sem professores diferenciados, com poucos alunos e sem estímulos por parte das comunidades locais, são centros produtores de insucesso escolar e de futura desqualificação profissional, o que naturalmente prejudica o desenvilvimento económico.
Os argumentos desta conceituada organização internacional, não merecem crédito? Se calhar, para alguns, só quando lhes convém.

Critiquei o argumento de uma pessoa. Não critiquei os argumentos de outras quatro.

Na próxima passada Terça-feira dia 14, escrevi um artigo neste blog, criticando o argumento do Sr. Presidente da Câmara de Arraiolos que, a propósito do encerramento de uma escola do 1º ciclo do seu Concelho, com oito alunos, disse: "A escola tem 100% de sucesso escolar, não faz sentido encerrá-la". Classifiquei este argumento de ridículo, e mantenho a minha opinião. Uma escola, agora, com oito alunos pode, no imediato, ter 100% de succeso escolar (todos progrediram); mas no futuro?
Entretanto, o meu artigo mereceu alguns comentários, que agradeço (é muito bom sabermos que as nossas opiniões são lidas e comentadas). Dois deles, anónimos, manifestam acesa discordância com a minha crítica, o que é salutar (o pior que pode acontecer é estarmos todos de acordo). Acusam-me de ridículo e demagogo por escrever com parcialidade e, também, por escrever sem conhecer a realidade já que não li ou não conheço as declarações e opiniões de quatro conceituadas pessoas, entre as quais dois ex-responsáveis governamentais pelo ensino em Portugal - o Engº Roberto Carneiro e a Drª Ana Benavente.
Ora, é evidente que sou parcial quando escrevo, dando a minha opinião sobre determinado assunto. Se sou a favor do encerramento de escolas, tal como foi definido pelo Ministério da Educação, porque não hei-de defendê-lo? Não sou hipócrita nem preciso de agradar a alguém. Ah! Não vou seguir o conselho do Sr Anónimo e chamar demagogos às quatro pessoas que refere, porque não critiquei as opiniões deles. Eu critiquei, sim, o argumento de que o Sr Presidente da Câmara de Arraiolos se serviu para dizer que não faz sentido encerrar uma escola do seu Concelho.
Já agora, Senhor ou Senhores Anónimo(s); Considero o Engº Roberto Carneiro como um dos três melhores Ministros da Educação até hoje, apesar de algumas discordâncias. Os outros dois são: o Dr Veiga Simão (ministro que na parte final do Estado Novo começou a revolucionar e a massificar o ensino, sobretudo o ensino técnico) e a Drª Maria de Lurdes Rodrigues, cujos resultados do seu trabalho e da sua firmeza começam agora a dar frutos. Por isso a OCDE considera que o ensino em Portugal melhorou muito nos últimos anos. E sabe Sr Anónimo, foi muito criticada pela Drª Ana Benavente... É a vida!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

BOLAS À TRAVE II

O meu palpite (nem era palpite, era desejo...) saiu muito ao lado. O Braga foi cilindrado pelo Arsenal pala marca de 6 a zero e poderia ter sido mais dilatado.
Mas não são mais (?) que 3 pontos, recuperáveis. Esperemos melhores dias.

BOLAS À TRAVE

Ontem, o Benfica, sem convencer, venceu o Hapoel de Telavive, por 2-0. São 3 pontos importantes, e o Roberto não fez asneiras.
Segue-se, mais logo, o Braga, no campo do Arsenal. O meu palpite: 1-1. Valeu?

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O ridículo da demagogia

Uma das escolas encerradas pelo Ministério da Educação foi a Escola Básica do 1º ciclo de Santana do Campo em Arraiolos, frequentada por oito alunos. Esta escola dista da sede do concelho, para onde foram transferidos os mesmos alunos, não mais do que cinco a seis quilómetros. Quer isto dizer que, neste caso, nem se põe o problema do transporte.
Pois bem, os pais, apoiados pelo Presidente da Câmara, dizem que não deixam que os filhos vão para outra escola. "Ou naquela ou em mais nenhuma". Confesso que o meu primeiro comentário quando confrontado com esta posição dos pais, foi ter pena deles; mas agora , não. Tenho é pena, mesmo muita pena, dos filhos. Ainda mais quando li e ouvi o argumento do Presidente da Câmara para o não encerramento: "A escola tem 100% de sucesso escolar, não faz sentido encerrá-la". Isto é o ridículo da demagogia. Então se uma escola tiver um só aluno, é provável que o mesmo passe todos os anos. Conclusão: 100% de sucesso - a escola não deve fechar? Brilhante Sr. Presidente! Ao que chega a demagogia de um autarca!

Boa abertura do ano escolar

À parte meia dúzia de casos pontuais, a abertura do ano escolar foi boa. Gostei, sobretudo, de ver na comunicação social alunos (com sorrisos de alegria e até de felicidade) e pais a elogiarem os novos centros escolares, dizendo que têm agora muito melhores condições do que aquelas que tinham nas suas escolas que encerraram. Lá apareceram as carpideiras habituais, com relevância para os sindicatos dos professores, que fizeram os reparos do costume, muito parecidos, ou até iguais, àqueles reparos que fazem parte da já célebre cassete.

Abre os olhos Olegário...

Olegário Benquerença foi o árbitro do jogo Manchester United - Rangers, da Liga dos Campeões, transmitido no canal desportivo Sport TV 2. Não o vi, mas como acabou depois do jogo do Benfica, espreitei os minutos finais. Pelos comentários que ouvi, parece que o Olegário não deixou os seus créditos por mãos alheias, já que fez uma arbitragem polémica.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Dizer mal porque, sendo da oposição, não deve dizer bem

Para se mostrar, Pedro Passos Coelho líder do PSD foi hoje, inícico do novo ano lectivo, visitar uma Escola Secundária em Almada. Como se constactou pelos comentários de muita gente ouvida pela comunicação social, poderá dizer-se que as escolas reabriram com normalidade. Foram poucos ou muito poucos, atendendo ao número de escolas, os casos em que não se registou a normalidade desejada. Pedro Passos Coelho, perante esta evidência e não querendo dar mais um tiro no pé e ouvir outro raspanetede Marcelo Rebelo de Sousa, abordado para comentar este regresso às aulas, saudou que o ano lectivo se tenha iniciado com normalidade. Mas, pensando que lhe ficava mal o elogio, logo acrescentou que alguma coisa foi feita em cima do joelho. E deu alguns exemplos de situações que não sendo verdadeiras, são ridículas: Escolas que não sabiam que iam encerrar, professores que ficaram sem saber onde seriam colocados e pais que também não sabiam para que escola iam os filhos. Ah! Mas que isso não era dominante, o importante era que a abertura do novo ano estava a decorrer com normalidade. Então se as anomalias não são importanres, porquê falar nelas; para contentar os seus adeptos? E mais, não gostando provavelmente do elogio feito pela OCDE à evolução muito positiva do ensino em Portugal nos últimos anos, logo tratou de dizer um disparate: " É preciso olhar menos para as estatísticas, que às vezes são mentirosas e olhar mais para o conteúdo". Eu pergunto: conteúdo de quê? E outra pergunta Dr. Passos Coelho: O que fizeram os governos do PSD pela Educação? Provavelmente nada.

sábado, 11 de setembro de 2010

Cavaco Silva não gosta de ser criticado

Edite Estrela, na qualidade de dirigente do Partido Socialista, escreveu uma carta aos militantes do mesmo, fazendo um apelo a que se mobilizem na Campanha de Manuel Alegre, candidato às presidenciais do próximo ano, apoiado oficialmente pelo partido. Ao mesmo tempo, prevendo, como toda gente prevê, que Cavaco Silva se recandaditará a novo mandato, Edite Estrela criticou a sua presidência em termos politicamente correctos. Não se percebe, por isso, a reacção de Cavaco quando instado a comentar a carta da dirigente socialista: "Não devo fazer comentários. Eu prezo-me de ser uma pessoa educada e de respeitar os outros", disse. Quando um político critica outro, em termos politicamente correctos, não está a ser mal educado nem a faltar ao respeito. Já sabíamos que Cavaco Silva não gosta de ser criticado. Então concluo que não tem feitio para a política.

QUE PASA?

E Mourinho não ganha?... O Real empata hoje a zero, ao intervalo, em Madrid, com o Osasuna.
Bom, parece que, afinal, Mourinho ganhou 1-0...

UM MINUTO DE FAMA

O pastor de um rebanho de algumas dezenas de ovelhas de uma pequena cidade da Florida, tinha prometido para hoje, aniversário do ataque às Torres Gémeas, uma fogueira de Corões. A pedido de várias famílias, a fogueira foi suspensa sine die. O homem já teve o seu minuto de fama. É a América no seu melhor!

Não basta tirar-lhe a utilidade pública

Num Estado de Direito, como é Portugal, nenhum indivíduo, nenhum cidadão e nenhuma instituição está a cima da lei. Mesmo os cidadãos não comuns, presidentes, chefes de governo e outros, estão obrigados ao cumprimento das leis e não podem desobedecer a uma qualquer, mesmo manifestando a sua discordância. A Federação Portuguesa de Futebol está numa situação ilegal, já que os seus estatutos não estão de acordo com a Lei de Bases do Desporto. E não estão por capricho de alguns dos seus dirigentes, nomeadamente os representantes das Associações distritais que não querem perder o poder que têm de controlar e influenciar as decisões da Assembleia Geral. Perante esta situação, cabe ao Estado, através dos órgãos competentes, dirigir a reposição da legalidade. E sem demora, já que, tudo indica, haverá eleições em breve, as quais não deverão ocorrer enquanto os estatutos não forem alterados de modo a cumprirem a lei. Não estamos na república das bananas nem podemos estar à mercê dos senhores do futebol. Não basta tirar a utilidade pública à Federação. É preciso metê-la na ordem.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Foi um bom jogador, dos melhores de sempre, mas foi só isso!

António Simões foi um dos melhores jogadores do futebol português - do Benfica e da Selecção Nacional. Quem da minha geração não se lembra das suas jogadas pela ala esquerda e dos excelentes cruzamentos que depois fazia para Torres e Eusébio, que muitas vezes resultavam em golos. Mas, acabada a carreira de jogador (com muitos títulos e, de certeza, com muitas mais vitórias do que derrrotas), não se conhecem outros sucessos de António Simões, nem como treinador, nem como dirigente. Como treinador, penso que andou pelo futebol feminino, onde nada ganhou, e tem sido adjunto, sem qualquer relevo, de treinadores próximos de Carlos Queirós, de outros ligados a este e do próprio Queirós. Não tem curriculum. Como dirigente, foi director desportivo do Benfica no tempo de Vale e Azevedo, com os resultados que se conhecem. Portanto devia ter mais cuidado com a língua quando fala de dirigentes e de treinadores, sobretudo daqueles que têm grandes sucessos nas suas carreiras.
Ontem, num programa desportivo da RTP-N, António Simões, criticou dirigentes desportivos, políticos e o treinador Scolari. Como qualquer cidadão português, António Simões é livre de exprimir o seu pensamento e criticar, não ofendendo, quem quer que seja dentro do que a lei permite. O que não deve é dizer disparates. Pode criticar Laurentino Dias à vontade, mas dizer que o Estado nunca se intrometeu como agora nas questoes do Futebol é disparate, sim. Ó António Simões, você não se lembra que o seu amigo Eusébio não pôde fazer o contrato da vida dele com o Inter de Milão porque o Governo da época, então chefiado por Salazar, não deixou? Mas digo mais: atendendo ao estado de ilegalidade em que a Federação se encontra, não basta ao Governo tirar-lhe o estatuto de instituição de utilidade pública, deve mesmo intervir para que a lei seja cumprida.
Outra coisa: atacar Scolari como atacou por não ter sido Campeão da Europa em 2004, fica-lhe mal. António Simões como treinador nada ganhou. Scolari foi só Campeão do Mundo. E dizer que com ele não teria havido toda aquela euforia quando a selecção se deslocou do centro de estágio de Alcochete para o estádio da Luz, para o jogo da final, porque ele, António Simões, não deixava, é ridículo. Quem é António Simões para não deixar que o povo se manifeste? Foi um bom jogador, dos melhores de sempre, mas foi só isso!

Já se sentem os resultados

A Associação de Futebol do Porto homenageou há dias o árbitro português Olegário Benquerença pelo seu desempenho no Mundial da África do Sul. Tendo em conta o desempenho deste árbitro no jogo de hoje entre o Guimarães e o Benfica, não restam dúvidas: tal homenagem já está a mostrar os seus efeitos.
Mas..., entretanto, o Presidente do Benfica está mais preocupado em atacar o Secretário de Estado Laurentino Dias.

"CASA PIA"

Eu não disse que o processo Casa Pia era a confirmação da Lei de Murphy?
A justiça portuguesa em todo o seu explendor!
Não sei nem quero saber se as condenações são ou não justas, mas mostrem aos interessados e, já agora, à gente, os fundamentos dessas condenações.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Tive pena do Toni

Cada português tem direito a tomar partido neste triste caso que está a abalar o nosso futebol. E aqueles que serviram a Selecção, quer enquanto jogadores, quer enquanto treinadores têm, para lá do mesmo direito, um certo dever de emitirem as suas opiniões sem deitarem "gasolina para a fogueira", nem falarem com um certo ódio de outros que nada têm que ver com a situação a que se chegou.
Vem isto a propósito duma opinião, sobre o assunto, que ouvi de Toni. Não deixou dúvidas que Toni está do lado de Carlos Queirós, e de uma forma que me pareceu doentia. Parecendo estar perturbado por qualquer coisa, desvalorizou estes jogadores para atacar Scolari, dando a entender que os sucessos deste se deveram a ter Rui Costa, Figo e outros e que os actuais jogadores de que Queirós dispõe conduzem-no ao insucesso. E finalizou dizendo algo do género: "vão lá chamar o Scolari para treinar estes e pôr bandeiras nas janelas". Nem comento! só digo que Toni me pareceu ..., ou melhor, não me pareceu bem. Por isso tive pena do Toni.

O PROCESSO CASA PIA E A LEI DE MURPHY

Tenho para mim que a lei de Murphy é comprovada pelo processo Casa Pia. É só aguardar mais uns tempos...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Tinha que aparacer um deles

Toda a gente sabe que Gilberto Madail é há muito tempo Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, porque assim o quiz e ainda quer a Associação de Futebol do Porto (e, claro está Pinto da Costa - o líder supremo) desde os tempos de Adriano Pinto. Gilberto Madail é para eles um mal menor e a forma que encontraram para travar o aparecimento de alguém que não lhes fosse submisso ou, pior, que fosse independente deles ou, muito pior, que fosse influenciado por algum dos clubes lisboetas da segunda circular. A prova desta dependência foi visível quando Madail teve que arranjar substituto para Scolari. É sabido que a primeira preferência do presidente da FPF era Manuel José, mas Pinto da Costa vetou-o. Tinha contas antigas a ajustar com ele e "deu a ordem: Manuel José não". E Madail, é óbvio, fez-lhe a vontade. E também a vontade que se segiu: contratar Carlos Queirós. Como Gilberto Madail sabia ser Carlos Queirós pessoa não grata pela grande maioria dos outros dirigentes da FPF, tratou de tudo sozinho. Daí o péssimo contrato que fez com ele, quer no que diz respeito às condições financeiras, quer às outras.
Como era previsível o regresso de Carlos Queirós à Selecção Nacional deu mau resultado. Não pelos miseráveis resultados de agora, mas pelas confusões que com ele sempre se instalam por causa do seu mau feitio, pela dificuldade que tem em se relacionar com os outros e devido à sua prepotência e falta de humildade. E, como era de esperar, muita gente aponta o dedo a Gilberto Madail que, pouco hábil a resolver questões complicadas, mais uma vez assobiou para o tecto.
Em sua defesa, tinha que "aparecer um deles" (dos homens do líder supremo). Desta vez coube a Lourenço Pinto, actual Presidente da associação de Futebol do Porto e que há muito tempo (graças a Deus) foi (que bom, já não é!) Presidente do Conselho de arbitragem (lembram-se do caso Francisco Silva?). Diz Lourenço Pinto que a culpa é dos jogadores e nunca do bom do Sr. Madail. Ah! e já fala na substituição de Queirós; coitado do Professor, caiu em desgraça!
Espero que se faça cumprir a Lei de Bases do Desporto para que a Federação possa cair nas mãos de gente credível e independente desta gente. Mas ..., era previsível: tinha que aparecer um deles.

O ANO COMEÇA AGORA

O ano acaba de começar (que raio de frase!, mas é a que é usada pelos comentadores futebolísticos nas TVs).
Os incêndios deverão ter terminado, espera-se. Já há poucas matas públicas para arder e as privadas vão ser nacionalizadas na sua maioria (ministro dixit).
O Orçamento do Estado vai ser apresentado lá para Outubro, seguindo-se a discussão do costume, só que este ano mais animada, dentro e fora de S. Bento
Enquanto não começa a campanha oficial, Cavaco Silva vai fazendo a sua campanha particular e mandando uns recados ao seu partido para que não lhe estrague a festa. Lá para o final do Verão, após retemperadores banhos algarvios, pensará o que fazer com Sócrates e com o presidente do PSD que não adivinho quem possa ser.
A selecção de futebol vai começar a fazer contas e o dr. Madaíl está a pensar pedir a naturalização do Roberto do Benfica para ser o substituto do Eduardo, cujo golo sofrido hoje perante a Noruega vai ficar no anedotário do futebol; quanto ao seleccionador, está na dúvida: Agostinho Oliveira ou Oceano, que boas provas têm dado, uma vez que o Queirós já foi (e sem indemnização, ao que julgo).
O processo Casa Pia começa hoje (mais loguinho) a ter o seu final (outra vez o raio da frase!), final que se espera ocorra antes do passamento dos acusados e seus advogados. Um dos acusados, diz-se, vai publicar cerca de 200 nomes de pessoas que não foram ouvidas no processo e deveriam tê-lo sido, e, daí, poderá iniciar-se um ainda maior mega-processo. Os advogados da praça esfregam as mãos. Até os advogados pós-Bolonha têm esperança de virem a participar na contenda, isto se o dr. Marinho Pinto não os obrigar ao exame à Ordem.
O dr. Duarte Lima vai ter à perna a justiça brasileira enquanto não se recordar da marca do carro que alugou e onde o alugou, bem como do nome da lanchonete onde se encontrou com a dona Rosalina.
O Centro Materno-Infantil do Porto, mesmo a contra-gosto do dr. Rui Rio, vai começar a ser construido.
Em Janeiro vamos começar a pagar portagens nas ditas SCUTs.
Também em Janeiro, veremos o nosso recibo de vencimento ou de reforma mais magrito.
Mais "novas" se seguirão um dia destes.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Vassourada JÁ

A selecção portuguesa de futebol perdeu na Noruega por 1 -0.
Tal como já tinha acontecido frente ao Chipre, a nossa selecção fez uma exibição a rondar o miserável. Voltou a acumular muitos erros defensivos, alguns deles primários, como aquele que deu o gola à Noruega - uma enorme fífia do guarda-redes Eduardo. Inseridos num grupo fácil para obter o apuramento para o Europeu, estamos, passados apenas dois jogos, na contingência de não o conseguirmos. Vejamos: até Sexta-feira passada tínhamos ganho todos os jogos ao Chipre; e até hoje nunca tínhamos perdido com a Noruega.
Há culpados? Claro que há, e vários. Mas o principal é sem dúvida Gilberto Madaíl, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Nada pode ficar como até aqui. É preciso tomar medidas, e rapidamente. Não basta mudar de seleccionador, é preciso mudar "de federação" Vassourada Já".

domingo, 5 de setembro de 2010

A sério!?

Hoje, no discurso de encerramento da festa do Avante, Jerónimo de Sousa dá a notícia: "O PCP não vai aprovar o Orçamento de Estado para 2011". Que grande notícia, digo eu! Mas, alguma vez aprovou, Sr. Jerónimo? O PCP está sempre contra, sobretudo se a matéria em causa para discussão e aprovação é proposta pelo PS. Nem sequer vale a pena esperar pelo conteúdo. Ah! e outra novidade(?): " Os comunistas recusarão a instabilidade social em nome da estabilidade governativa ..."! Ó Senhor Jerónimo: Instabilidade social é aquilo que o PCP mais promove, dizendo que não quer. É na confusão e no barulho que melhor se move; e estabilidade governativa é o que mais o irrita. Pelo PCP andávamos sempre em eleições.
Já que falo no discurso do líder comunista, reparei que no fim do discurso deu vivas aos trabalhadores, à classe operária, à juventude comunista ... e, termina com "viva o Partido Comunista", e ... toca o hino do "Avante". E um viva Portugal, não há? Pelos vistos , não.

Pouco ou nada fizeram há trinta anos

Adelino Granja, ex-casapiano e advogado de Joel, o jovem que esteve na origem do processo da Casa Pia, comentava ontem num programa noticioso de um dos canais da RTP o desfecho deste processo (em primeira instância). Lembrou uma situação a que já se referira na altura em que foram conhecidas as primeiras detenções sonantes relacionadas com o mesmo processo: Em 1980 ano em que se comemoraram os duzentos anos da fundação da Casa Pia, Ramalho Eanes, então Presidente da República, visitou aquela instituição acompanhado do membro do Governo (da AD - PSD/CDS) que tinha a tutela directa daquela instituição, a Secretária de Estado da Família - Teresa Costa Macedo. Um grupo de casapianos, do qual fazia parte Adelino Granja, queixou-se dos abusos e violações de que eram vítimas alunos daquela casa. Eanes pediu, logo na altura, à Scretária de Estado que averiguasse as situações que estavam a ser denuciadas e que fossem tomadas medidas. E rematou Adelino Granja: Se há trinta anos iniciassem uma investigação rigorosa e tivessem afastado Carlos Silvino da Casa Pia, possivelmente, nada disto estaria a acontecer. Pois é, inacreditavelmente, pouco ou nada se fez há trinta anos e os resultados estão à vista. E não há culpados?

sábado, 4 de setembro de 2010

Quem acredita na justiça

Não me pronuncio sobre a justiça ou a injustiça da sentença do chamado processo Casa Pia porque, confesso, não acredito na justiça. Mas não só. Algumas contradições verificadas ao longo do processo, e alguns erros grosseiros cometidos que foram do conhecimento público, levam-me a pensar que as provas são frágeis. Como foi possível indiciar alguém de ter cometido um crime de abuso sexual num determinado dia e em determinado lugar, quando se verificou que esse alguém nesse dia esteve no Brasil a participar num programa transmitido por um dos canais duma televisão portuguesa? É um erro muito grave. Quem explica que um arguido tenha sido acusado de ter cometido quarenta e oito crimes e ter sido condenado por dois? Em que se fundamentaram as acusações dos outros quarenta e seis crimes? A Senhora que era acusada de ter permitido que numa casa sua em Elvas fossem abusadas algumas crianças, foi absolvida. Significa que, se foi absolvida, não cometeu qualquer crime; e se não cometeu os crimes de que era acusada, não houve violações em Elvas. Mas alguém foi condenado por dois crimes cometidos em Elvas. Em casa de quem? E muito mais coisas nos fazem pensar que, desde a investigação até à elaboração da sentença, muitos fundamentos são débeis.
Uma coisa é certa: há vítimas. E se algumas provas que acusam alguns dos arguidos condenados são pouco consistentes, então não é descabido pensar que poderá haver abusadores que nem sequer foram indiciados. E diz-se em surdina que pode haver!
Com tudo isto, quem acredita na justiça?

Morreu mais um homem bom

Morreu José Torres, um dos futebolistas mais carismáticos do Benfica e da Selecção Nacional (também jogou no Setúbal e no Estoril). Foi um dos elementos mais preponderantes da chamada equipa dos "magriços", a qual causou o maior espanto, pela positiva, no Campeonato do Mundo de 1966 que decorreu na Inglaterra, que foi a campeã. Sendo um atleta de eleição, José Torres foi sempre um jogador humilde, leal, solidário, defensor dos valores do bom desportista. Foi sobretudo um homem bom e, por isso, Portugal inteiro apelidou-o de "O Bom Gigante".
José Torres foi seleccionador nacional aquando da fase de apuramento para o campeonato do mundo de 1986 no México, e na fase final para a qual se qualificou. Ficou célebre a frase: "deixem-me sonhar", quando só uma vitória na Alemanha nos dava a qualificação. E o sonho tornou-se realidade! Portugal esteve no México, mas ... tudo correu mal, com o caso da célebre revolta de Saltillo. Torres foi quem mais sofreu com aqueles tristes episódios. Praticamente acabou aí a sua carreira de treinador. Hoje, numa reportagem sobre o seu funeral, ouvi o seu colega e amigo António Simões, referir com alguma revolta que ontem, no jogo Portugal-Chipre, ao mesmo tempo que José Torres era lembrado numa pequena homenagem que consistiu no cumprimento de um minuto de silêncio e no uso de uma fita preta no braço dos jogadores, estava sentado no banco dos suplentes quem, também presente em Saltilho foi talvez o grande responsável pela sua saída sem glória do cargo de seleccionador. Esse responsável é Amândio de Carvalho, dirigente que está na Federação desde 1982, e que nunca foi responsabilizado por nada. E continua nas confusões, já que é um dos responsáveis por esta polémica com Carlos Queirós. Até quando?

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Inacreditável

Inacreditável, é a palavra certa para qualificar o resultado do jogo Portugal-Chipre - empate a quatro. Como é possível que uma selecção que tem sido presença habitual nas fases finais dos campeonatos da Europa e do Mundo, nos últimos vinte anos, marque em casa quatro golos a uma selecção que nunca passou das fases de qualificação, e não ganhe o jogo? Bom, ficou a saber-se que é possível, e que tem culpados. Desde logo os jogadores, que menosprezaram o adversário e falharam golos fáceis para tentarem marcar golos "artísticos"(por exemplo, de calcanhar). Depois, muitas das opções tomadas, quer quanto aos jogadores convocados, quer quanto à constituição da equipa, também não foram as melhores. Finalmente, toda a instabilidade criada, e que afastou o seleccionador, sem que a Direcção da Federação fizesse algo para acabar com ela. Ah! e também do "piloto automático".
Senhores da Federação façam-nos um favor: Saiam, depois do jogo com a Noruega.