Há dias vieram a lume os Panama Papers, que se espera ( eu espero) façam mesmo faísca.
Há dias também, a PJ deteve colegas e superiores por suspeita de suborno, corrupção e tráfico de influências.
Hoje, a mesma PJ deteve funcionários (alguns de categoria superior), empresários, advogados e Técnicos de Contas, por fuga (ou ajuda) ao Fisco.
Será que se trata de bons sinais, no sentido em que, como dizia uma ministra da Justiça a propósito de um outro caso mediático, acabou a impunidade? 'No lo creo', mas que é um bom sinal, lá isso é. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos....
O Supremo Tribunal de Justiça decidiu levar a julgamento a juíza da Relação do Porto Joana Salinas, pelo crime de peculato, por utilizar verbas da Cruz Vermelha Portuguesa para pagar a advogadas que alegadamente faziam projetos de acórdãos.
A decisão de pronunciar a desembargadora foi tomada há dias pela 3.ª Secção Criminal do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), após o Ministério Público ter acusado Joana Salinas Calado do Carmo Vaz e a advogada Alexandra Valente Novais da prática em co-autoria de crimes de peculato (utilização indevida de dinheiro) num caso ligado à contratação de duas advogadas, para a elaboração de acórdãos do Tribunal de Relação do Porto.
Alexandra Valente Novais, também pronunciada por um crime de peculato, concordou, segundo os autos a que a agência Lusa teve acesso, estudar os processos da Relação do Porto que estavam distribuídos à juíza, a qual, na qualidade de presidente da delegação de Matosinhos da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) determinou, a 25 de outubro de 20012, que aquela advogada fosse contratada pela CVP, com uma avença de 1500 euros mensais, pagamento considerado como contrapartida pelo acordo assumido.
Dos jornais
Como dizia o outro, este mundo está perigoso. Até os juízes entram em "esquemas" mais ou menos marginais.
