quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Novamente os milhões para o estádio

A propósito do chumbo do Tribunal de Contas do contrato-programa entre o Governo regional da Madeira e o Marítimo, vi hoje noticiado que a "prenda" do Governo ao clube não era só de 45,1 milhões de euros, mas de 80 milhões. Uma loucura! E mais, numa região com 250 mil habitantes poderão ser gastos em dois estádios de futebol qualquer coisa como 100 milhões de euros! Maditemos sobre as palavras ditas por um deputado regional: " Ninguém compreende que não haja dinheiro para um novo hospital e se gaste mais de 100 milhões em dois estádios". E volto a referir: isto é uma afronta para os portugueses do Continente.

Futebol europeu

Pois é; a participação das equipas nossas representantes na Liga dos Campeões, Braga e Benfica, não podiam fazer muito pior. O Braga , que jogou em casa, perdeu com o Shakhtar Donetsk da Ucrânia por 3 - 0. Esta derrota é, de certo modo, pesada atendendo a que o Braga jogou em casa e só sofreu metade dos golos que sofreu em Londres com o Arsenal.
Quanto ao Benfica: bem pode o seu presidente dizer que tem uma grande equipa, ganhadora, e ... "blá blá, blá blá", que não chega. É preciso jogar muito melhor. Mas eu tenho dúvidas de que uma equipa possa ser considerada boa, quando no onze inicial jogam Cardozo e César Peixoto.
Aguardemos por Sporting e FC Porto que jogam amanhã para a Liga Europa.

BOLAS À TRAVE E BOLAS DENTRO

O Benfica não fez muito melhor que o Braga, embora fora de casa.
No intervalo, apercebi-me de que já me foram, mais uma vez, ao bolso.
Aguardo o Orçamento, para ver até onde vamos.

BOLAS À TRAVE

Agora vou ver o Benfica. Espero que que faça melhor que o Braga do Dominguinhos.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Madeira - 45 milhões para um estádio

Como sabemos na Região Autónoma da Madeira tudo é possível. Só que às vezes um órgão da República "lá se enche de coragem" e não deixa Jardim fazer disparates.
Falo da notícia que nos diz que o Tribunal de Contas recusou o visto de um contrato- programa celebrado entre o Governo Regional e o Marítimo para a construção do novo Estádio dos Barreiros, no valor de 45,1 milhões de euros. Este contrato programa que recebeu o não do referido tribunal, consistia numa engenharia financeira em que o Marítimo recorria à banca (já estava constituído um consórcio bancário), mas quem assumia os encargos de capital e dos juros era o Governo Regional. Ora, como o Orçamento do Governo Regional é deficitáro e como o défice é coberto com os dinheiros das transferências do Governo da República, lá ia o dinheirinho dos meus impostos e dos impostos de muitos continentais pagar o Estádio ao Marítimo, clube do qual não sou sócio.
Mas não é só isso que está em causa. Se um qualquer autarca do Continente inventasse um sistema igual para financiar um clube lá da terra, o que não lhe acontecia, e os nomes que não lhe chamavam. Mas pior, ainda há pouco tempo a Madeira teve de ser socorrida, e bem, pela solidariedade de muitos portugueses, algum dos quais estão a sofrer com as medidas para suster a crise. Como se sentirão ao saberem que na Madeira se vão gastar mais de 45 milhões de euros para deitar um estádio abaixo e construir um novo que, tal como a maior parte dos estádios do Euro 2004, vai estar "às moscas".
Até quando Jardim afronta os portugueses do Continente?

PODERES INSTALADOS

Funes, El Memorioso, na sequência de um comentário a um post seu, brindou-me com um post, que já comentei.


Como ele muito bem sabe, quem podia alterar o rumo da actual situação do país não está interessado, já que ou está no poder (nos diversos poderes instalados), ou espera vir a estar (e já lá está, até).


Quem, de livre vontade, abdica das mordomias, das prebendas, dos diversos poderes de que dispõe? A aranha construiu a sua teia e dela não sai, esperando que os insectos descuidados nela pousem para continuar a alimentar-se e a engordar e continuar a tecer, a tecer a sua infindável teia.

QUEM O NOMEOU?

Ouvi o senhor Presidente da República afirmar que o governo tem cinco partidos na oposição com quem pode dialogar para fazer passar o Orçamento. Dei por mim a fazer contas e só contei quatro: PSD, CDS-PP, PCP e BE. Voltei a contar e nada. Lá fui à procura e constatei que o PR tem razão: há um chamado de PEV, que nunca vi no boletim de voto. Como é que esse de PEV está na AR? Foi nomeado pela quota de quem?

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Prós e Contras, um enfado!

Está efectivamente a decorrer um Prós e Contras no canal 1 da RTP. Um enfado! O tema, perfeitamente actual , até dava "pano para mangas", mas com outros protagonistas. Participam no debate dois professores de economia - Jacinto Nunes, que há muitos anos foi ministro e durante alguns anos governador do Banco de Portugal, e Abel Mateus que foi um sofrível presidente da autoridade para a concorrência, muito contestado por muitos sectores da economia; um sindicalista - Carvalho da Silva; e muitos, mesmo muitos representantes dos patrões - da indústria, do comércio, dos bancos, do turismo, de actividades, ligadas ao agro-alimentar, dos restaurantes, etc.. Só falta o representante do "jogo do bicho". É só blá ... blá ...
Ainda gostava de ver estes tipos a governar e/ou a fazer oposição.
Ah! A Fátima Campos Ferreira é sexista. Falou uma senhora da plateia, sentada. A seguir, muito perto, falou um cavalheiro, que começou a sua intervenção também sentado. Pois a D. Fátima mandou-o levantar (com bons modos, é certo).

PRÓS E CONTRAS

Está a decorrer o 'Prós e Contras', com a presença dos suspeitos do costume.
Se dali sair algo de novo e de relevante, informem-me, por favor.

O relatório da OCDE

A vinda a Portugal do Secretário Geral da OCDE e o relatório que ele hoje divulgou sobre a consolidação orçamental do nosso país, pareceu-me um ponto de partida importante para que os partidos do chamado arco do poder se entendam sobre a viabilização de um orçamento para o país. Agora não pode o PSD continuar a sua estratégia eleitoral de não querer ficar minimamente ligado a medidas duras para os portugueses (sobretudo daqueles sectores da classe média que ora votam PS, ora votam PSD) e continuar a pôr exigências que sabe não poderem ser aceites pelo Governo.
Gostei de ouvir dizer ao representante da OCDE que não são admisíveis as pressões das entidades financeiras internacionais, já que Portugal tomou medidas adequadas antes da crise e durante a crise.

TRANSCRIÇÕES

O P2 do Público de hoje honrou A Zorra com a transcrição do post de sábado com o título "A guerra verbal e o orçamento".

domingo, 26 de setembro de 2010

Uma reação boçal

Olegário Benquerença resolveu quebrar o silêncio sobre as críticas que lhe foram feitas em consequência da péssima arbitragem que fez no jogo Guimarães-Benfica . E, digo eu, mais valia estar calado, não só pela forma arrogante como falou, mas também pela ocasião em que falou, pois fê-lo durante o "encontro nacional do jovem árbitro" para o qual tinha sido convidado, provavelmente por ser um dos árbitros internacionais presentes no Campeonato do Mundo. Não que o merecesse na minha opinião, já que não é, nem nunca foi, o melhor árbitro português, mas já sabemos que em Portugal sobe-se na arbitragem, não por se ser bom, mas por se ter um bom padrinho.
Bom, Olegário Benquerença começou por dizer que admitia um certo desconforto nas últimas duas semanas, mas depois resolveu disparatar de uma forma grosseira, empregando linguagem imprópria para a ocasião, roçando até a boçalidade. Qualificou-se como forte, para dizer aos jovens árbitros que só os fortes resistem e que, por isso, não fazia como o comum dos mortais que era desatar à bofetada. Mas o pior, para quem assumiu que poderá servir de exemplo para os sessenta árbitros jovens, foi dizer que aquela capacidade de resistir só está ao alcance dos predestinados (coitado do predestinado para a asneira!) e que"90 por cento de quem os critica se algum dia lhes pusessem um apito na boca borravam-se todos, a começar por um senhor que não diz o nome, mas tem o cabelo encaracolado". Uma boçalidade! Pretendeu ofender muitas pessoas ligadas ao futebol: dirigentes, atletas, trinadores, jornalistas e comentadores desportivos, e público em geral. É inadmissível. Isto qualifica a baixeza do árbitro ... e do homem. Que aja quem tem que agir.

O estatuto jurídico das Misericórdias. Quem manda, os bispos ou o Estado?

Há um diferendo grande entre a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) e a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) sobre a definição do estatuto jurídico das misericórdias. A UMP considera que as misericórdias são associações privadas de fiéis, enquanto a CEP considera-as associações públicas de fiéis e, sendo assim, para eles bispos cada misericórdia está sujeita à autoridade do bispo da diocese onde está inserida. Como este desacordo não tinha solução à vista, os senhores bispos resolveram acabar com a conversa e, através do Presidente da CEP, publicaram um "decreto dos bispos", entretanto sancionado pelo Vaticano (?), que decide o desacordo a favor deles, bispos, considerando as misericórdias como associações públicas de fiéis. E mais, "decretam" os bispos que as misericórdias estão sujeitas à hierarquia da autoridade eclesiástica competente - o bispo da respectiva diocese - a quem prestam contas e que tem o poder de confirmar os elementos eleitos para as respectivas administrações, podendo demovê-los do cargo e nomear uma comissão provisória. Custa a acreditar! Mais parece um decreto publicado pela conferência dos ayatolas do Irão. Mas, o Irão é um Estado Confessional. Portugal é um Estado de Direito Democrático, em que as associações de pessoas (fiéis ou infiéis) se regem pela Constituição e pelas restantes leis da República, aprovadas e promulgadas pelos órgãos competentes e não pelos bispos com a anuência do Vaticano. Portugal, respeita todas as confissões religiosas, mas é um estado laico. E mesmo que as misericórdias sejam propriedade da Igreja Católica, os seus desacordos são solucionados pelos órgãos competentes do Estado Português.

sábado, 25 de setembro de 2010

E O VENCEDOR É...

...Milliband, Ed, não o David.


O Labour britânico tem novo líder e quem ganhou foi o mano mais novo e menos conhecido, já que David foi ministro dos Negócios Estangeiros de Brown (ainda que Ed tenha sido ministro do Ambiente). Parece que em número de votos ganhou David, mas no reino de sua Majestade as coisas não são assim tão simples. (Repare-se que até conduzem pela esquerda, o que não acontece no Contenente (como diria o Alberto João). O voto dos sindicatos alterou a vontade dos militantes e dos deputados. Dizem que o vencedor é mais à esquerda.

VALENTÃO

No átrio de uma escola de Felgueiras, uma menina de 9 anos dá uma boferada numa sua colega. Esta, queixinhas, telefona ao pai que, azinho, se dirige à escola, esbofeteando a "agressora", pirando-se de mansinho. Foi, no entanto, identificado e o assunto segue o rumo normal.
Juiz que eu fosse e se o caso me viesse parar às mãos, ditava a sentença: "um pontapé, lá onde o Sol nunca bate" (no dizer do escritor Vasco Pratolini, que desconhecia os naturistas). Para um valentão destes, só assim. E era deixá-lo a gritar caím, caím...
E à agredida diria que há dar e levar (poderia ter dito Alexandre O'Neil) até ao fim da vida. Ou, agora malhas tu, ora agora malho eu.

Futebol

O Braga ganhou ontem à Naval por 3-1, com alguma facilidade. Hoje, o Guimarães perdeu com a Académica pelo mesmo resultado. O Benfica jogou com a fraquinha equipa do Marítimo, a quem ganhou só por 1-0. Nesta altura, a pouco mais de 10 minutos do fim, o FCPorto vence por 2-0, presumindo-se, assim, que também vai ganhar e continuar cem por centro vitorioso.
O Jogo do Benfica foi um jogo fraco, que o clube da Luz podia e devia ter ganho por uma goleada. Não são admisíveis algumas perdidas do jogador Cardozo, a quem Jorge Jesus e a comunicação social continuam a considerar um bom jogador. O melhor jogador do Benfica foi, para não variar, Fábio Coentrão, o autor do único golo da partida. Mais uma vez houve erros grosseiros da equipa de arbitragem. Até quando?

AS SCUTs

Raramente concordo com as medidas e as propostas de Rui Rio, presidente da Câmara do Porto, que se referiu, na qualidade de presidente da Junta Metropolitana, ao problema das SCUTs. Estou, no entanto, de acordo com o problema do pagamento e seu calendário no que respeita àquelas SCUTs. Deve haver coincidêndia de datas, de preços e de descontos/isenções para todo o país. A que título a zona envolvente do Porto há-de ser penalizada face às restantes zonas? Que eu saiba, a regionalização ainda não entrou em vigor. Se necessário, vamos para a rua/SCUTs protestar. Que outras vozes se façam ouvir. Não podemos aceitar bovinamente a discriminação.

A GUERRA VERBAL E O ORÇAMENTO

PS e PSD, por interpostos actores, vão fazendo a sua guerra de desgaste quanto ao Orçamento para 2011. Cavaco, que não quer ondas e pretende que haja Orçamento, dcidiu convocar os partidos para uma conversinha de pé de orelha em Belém. Convém-lhe e convém ao país. Entendam-se, porra. Mas, se não for pedir muito, não retirem as últimas moedas dos bolsos de quem sempre pagou todas as crises e todas as abundâncias alheias.

GUERRAS INTERNAS

O PS vai, brevemente, a votos internos para as distritais.
No que ao Porto concerne, estão frente a frente o actual líder, Renato Sampaio, deputado da Nação, de quem ouvi falar há tempos por causa de um falhado projecto de Lei para o uso dos piercings, e José Luís Carneiro, presidente da Câmara de Baião, um jovem turco, dizem.
A Federação do Porto do PS é a maior do país e não é indiferente quem a lidera. Há anos que o Porto (cidade e distrito) não tem voz activa. Em termos políticos, o Porto desapareceu de cena, mete dó.
Que apareça alguém, mesmo que do partido do governo (ou por causa), que se mostre, que reponha no mapa o distrito e a cidade, que bata o pé ao centralismo despudorado dos últimos anos.
O marasmo insalubre e doentio tem que acabar. É a hora, como dizia o outro.
Têm a palavra os militantes do PS. Escolham bem e exijam dos candidatos o cumprimento das promessas programáticas que vão apresentar.
O Porto merece mais e diferente.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Coitadinha!

Foi bastante comovido que li a notícia que Sua Magestade a Rainha de Inglaterra pediu ao seu Governo um subsídio social estatal para pagar as contas de electricidade e de gás. Mais ainda, quase chorei quando li que o tesoureiro-adjunto de Sua Magestade escreveu ao Governo a perguntar se seria possível beneficiar de um fundo social que está destinado a ajudar famílias carenciadas e instituições que têm dificuldade em pagar as contas relacionadas com o aquecimento das suas casas. Ah! Os custos com os consumos de gás e de electricidade dos palácios reais aumentou, e rondam agora o milhão de libras (ou seja, cerca de 1,2 milhões de euros), verba insustentável para a casa real, segundo os conselheiros.
Como o Governo disse não, já estou a imaginar a coitada da Isabel II segunda a bater o dente com o frio do inverno.
Refira-se que o Governo foi insensível ao pedido, provavelmente a pensar que já gasta 45 milhões de euros com a manutenção do pessoal e dos palácios reais ao serviço da rainha, a quem também atribui um subsídio anual para despesas correntes de 9 milhões de euros. Como vive com tão pouco a rainha, coitada! E o que ela produz. Ponham os olhos nestas monarquias!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Num país verdadeiramente civilizado não há pena de morte

Nos Estados Unidos, concretamente no Estado da Virgínia, uma mulher sabe que vive as últimas horas da sua vida, já que está programada para esta noite a execução da sentença que a condenou à morte por ter planeado o homicídio do seu marido e do seu enteado, cujos autores materiais foram dois homens que ela própria contratou. O objectivo foi receber o valor dum seguro de vida . Apesar de ser a primeira responsável por um crime horrível e merecedor da reprovação de toda a gente, não podia nunca pagar o seu erro com a perda da sua vida. A justiça, que é aplicada por homens, devia condená-la a uma pesada pena, mas nunca tirar-lhe a vida.O direito à vida é um direito inviolável. Num Estado de Direito civilizado, nenhum homem tem o direito de acabar com a vida de outro homem, mesmo invocando que o faz para o punir algo de muito grave, e que com isso está a proteger a sociedade. Felizmente que muitos países já aboliram há muito a pena de morte, incluindo Portugal, um dos primeiros, se não o primeiro a fazê-lo. Infelizmente para Teresa Lewis o Estado da Virgínia nos Estados Unidos ainda não. E é este um país civilizado?

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Custa largar as mordomias

Manuel Maria Carrilho já não é um jovem político (e, muito menos um político jovem). Sabe perfeitamente que quando alguém é nomeado por um governo para ocupar um cargo de nomeação política, é porque tem, nesse momento, a confiança política desse governo. Sabe que a permanência nesse cargo não tem prazo (é costume dizer-se que é efémero) e que a todo o tempo pode deixá-lo, quer por razões estratégicas, quer porque perdeu a confiança do governo que o nomeou. Ora, é provável que Manuel Maria Carrilho vá ser afastado do cargo de embaixador junto da UNESCO pelas duas coisas. Quem ocupa um cargo de confiança política não pode desobedecer a uma orientação que lhe é dada pelo Governo nem deve fazer considerações pouco abonatórias sobre determinadas medidas do mesmo. Manuel Maria Carrilho tem todo o direito de discordar das opções governativas, mas se quer que publicamente se saiba dessas discordâncias, só tem que pedir a demissão, invocando motivos pessoais. É assim que um político eticamente correcto faz. Mas Manuel Maria Carrilho "gosta de entrar, mas não gosta de sair", porque lhe custa largar as mordomias.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Estava à espera de quê?

Narciso Miranda anda a fazer uma figurinha triste, que lhe retira toda a credibilidade que adquiriu enquanto autarca e membro de órgãos dirigentes do Partido Socialista. Querer ser do partido e: candidatar-se contra o partido e ser, presentemente, o seu maior adversário na gestão da Câmara de Matosinhos, é eticamente reprovável e politicamente desonesto. Se Narciso Miranda não queria aceitar a decisão dos órgãos competentes do partido, escolhidos democraticamente, de não o candidatarem à presidência da Câmara, só tinha uma coisa a fazer: demitia-se do partido e candidatava-se como independente. Não se tendo demitido Narciso teve aquilo que mereceu: Foi expulso. De acordo, aliás, com os estatutos do partido e de todos os partidos que se regem por princípios democráticos. Quem não aceita a democracia interna dum partido como o PS, não merece ser seu militante. Narciso estava á espera de quê?
Ah, desta vez não falou de Kafka nem de purgas!

OS VÉUS, OS CIGANOS E E OS CHEFES

O senhor Sarkozy, chefe francês, não quer na rua mulheres de véu. Quem prevaricar é multada. Ainda não sei a opinião dos demais países da UE, mas creio a moda vai pegar. Acho bem, que é gostoso ver uma cara larocas.
O senhor Sarkozy também não quer ciganos (romenos e búlgaros) acampados nas cercanias das suas cidades e manda-os de volta aos seus países. O senhor Berlusconi, chefe italiano, já vinha fazendo isso, sem grande aparato. Há por aí (na UE) uns protestos, a começar pelos do Zé Manel (depois de uma senhora luxemburguesa ter exagerado nas críticas), mas a coisa deve ter pegado de estaca. Por cá, a AR votou um protesto, que não foi aprovado. Uns poucos deputados do PS, na hora de votar, sentiram necessidade de ir ao WC e aproveitaram para fumar um cigarro, o deputado Sousa Pinto votou a favor e a restante bancada votou contra, dizem que "a mando" do chefe. Não sei quem é o chefe dos deputados (será o dr. Francisco Assis, que agora deixou crescer as pilosidades faciais?). Mas se o chefe manda, a gente deve obedecer, não é? Palpita-me que o chefe deve ser amigo íntimo do chefe Sarkozy; se assim for, retiro a suspeita sobre o dr. Assis.

NOVAS FRESQUINHAS (OU NEM TANTO?)

- Os quatro maiores bancos portugueses têm níveis de reputação acima da média mundial. Fico contente por sabê-lo.
- 12 dos 16 ministérios gastaram, até Agosto, à tripa-forra, de tal modo que a despesa total nos primeiros 8 meses do ano cresceram 2,7% em termos homólogos. Diz José Lello, e é verdade, que ainda faltam 4 meses para o ano terminar. Vamos lá a ver se são mais contidos.
- O dr. Bagão Félix diz que o FMI deve estar por aí a chegar. O dr. Teixeira dos Santos ignora, pois não tem ido ao aeroporto. O FMI, por seu lado, diz que não tem prevista nenhuma viagem a Portugal.
- O nosso primeiro afirma que "os tempos de hoje exigem juízos claros e vontade firme". E os de ontem, bem como os de amanhã, não precisa(ra)m de idêntica receita? Olho vivo e pé ligeiro é que são precisos.
- Mantorras vai a julgamento por ter, ao que parece, difamado, num livro que alguém escreveu por ele, o médico Bernardo Vasconcelos.
Coitado do Mantorras... Não o deixavam jogar (segundo o Toni) e agora arrisca-se a ser condenado.
- Uma mão dentro da grande área pode não ser penálti? Pode, sim senhor. Depende de muitas circunstâncias, desde logo pelo facto de o árbitro e fiscal de linha verem ou não (podem estar ambos de costas, por hipótese). É verdade, depois de o Benfica ter ganho ao Sporting, o FCP ganhou no Nacional.