terça-feira, 10 de maio de 2011

BOLETIM ELEITORAL



Boletim de voto para as próximas eleições

(Recebido por email)

O Debate de hoje

O debate pré-eleitoral de hoje decorreu na TVI entre Passos Coelho e Jerónimo de Sousa. As expectativas não eram grandes à partida, mas previa-se que fosse um debate com, pelo menos, a animação que teve o debate de Jerónimo de Sousa com Paulo Portas. Puro engano. Foi um debate sensaborão com o líder do PCP a "fazer o discurso do costume"(para não falar da cassete), e o líder do PSD a falar para o fantasma de José Sócrates. Era tanta a ansiedade de falar para o fantasma de Sócrates, que até iniciou o debate a criticar o PS e Sócrates em vez de responder a Jerónimo de Sousa. É verdade que foi o baptismo de Passos Coelho em debates entre líderes de partidos políticos, mas esperava-se mais de quem quer ser primeiro-ministro. Mostrou toda a sua impreparação para o cargo.

EUROPEUS NOSSOS AMIGOS

A taxa directora do BCE é de 1,25%.
A tranche europeia do empréstimo a Portugal negociado com a troika vencerá juros a uma taxa entre 5,5% e 6%.
Quem é amigo, quem é?
Falta conhecer a taxa dos fundos provenientes do FMI. Espero que este seja ainda mais amigo.

ACTUALIDADES



Almanaque Bertrand 1908


(recebido por email)

LEGISLATIVAS - SONDAGENS

As sondagens valem o que valem, dizem alguns quando lhes convém. E, como dizia o outro, prognósticos, só no fim. Certo é que permitem ir "tirando a temperatura" ao eleitorado a cada momento. Certo é, também, que a "marca" do termómetro é importante para aferir da qualidade da medição, já que uma sondagem telefónica não será tão credível quanto outra com voto em urna, desde que amostra seja devidamente escolhida.
O jornal Público publica hoje a 2.ª de oito sondagens que se propõe. E o que se retira dessas duas sondagens é que nada está garantido, havendo um empate técnico entre o PSD e o PS, com aquele ligeiramente à frente, ainda que descendo da primeira para a segunda, dando-se o inverso quanto ao PS, o que não deixa de ser estranho, já que seria de esperar uma maior folga para o PSD. Parece retirar-se, também, que o BE já foi, o que não constitui surpresa.
Será que a campanha e os debates vão alterar alguma coisa de significativo? Tendo a duvidar.

Já é tempo de ele explicar

Estou farto de ouvir Eduardo Catroga a falar em mix, a propósito de medidas económicas, de impostos, de leis, etc. Ainda há pouco, no programa Prós e Contras, empregou este termo por mais de uma vez. A moderadora do mesmo, Fátima Campos Ferreira, a determinada altura perguntou-lhe: O que é isso..., um mix? E Eduardo Catroga não respondeu. Se calhar, nem ele sabe.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

PRÓS E CONTRAS

Vai começar, na RTP, o programa da dona Fátima, "Prós e Contras". Presentes, em estúdio, Silva Pereira e Eduardo Catroga. De Luanda, Pires de Lima. De Luanda?!!! É imprescindível, o dr. Pires de Lima? Quanto custa? Não pago, isto é, não assisto. Passem bem.

Arrogância desmesurada

No PSD reina, neste período pré-eleitoral, uma arrogância desmesurada nas suas intervenções políticas, que vai aumentando de tom à medida que nos vamos aproximando do período de campanha e, consequentemente, do acto eleitoral, o que me parece até absurdo tendo em conta que, de acordo com os estudos de opinião que vão sendo publicados, os aconselhava a mudarem de estratégia. Foi pejorativo qualificar de pau de cabeleira um qualquer partido que se dispõe a fazer parte de uma coligação com o partido mais votado nas eleições, para formarem um governo que possa governar o país com estabilidade. Quem diz a atoarda que Pedro Passos Coelho disse, mostra que não está preparado para a vida política em democracia verdadeiramente representativa da vontade dos cidadãos. Mas, há duas figuras (ou figurinhas, ou figurões?) que para lá da arrogância política enfermam de arrogância pessoal. Falo de António Nogueira Leite e de Eduardo Catroga. O primeiro, num painel de comentadores onde estava também presente o ex-ministro Manuel Pinho, fez questão de afirmar e reafirmar que não era só licenciado em economia, era Doutor e professor catedrático! Nem Salazar se atreveu a tanto. O segundo, sempre que fala como interlocutor, seja num debate, seja numa entrevista, está sempre com um ar professoral a dizer ao seu par ou pares na conversa que: "você não sabe, você não entende, vá ler melhor, eu explico..., etc. Triste arrogância e falta de humildade.

E já agora. Que triste figura está hoje a fazer no "Prós e Contras" Eduardo Catroga (perdão, o Sr. Prof. Doutor ...). Será que o PSD não tem melhor figura, ou foi uma imposição de Cavaco?

POUPANÇAS II

É necessário acrescentar ao post anterior que a redução do número de deputados não depende da vontade do dr. Passos Coelho, salvo se ele admitir que vai dispor na AR do número de deputados suficiente para alterar a Constituição, o que, convenhamos, não passa de utopia.

domingo, 8 de maio de 2011

POUPANÇAS

Bem sabemos que muitos deputados passam pelo Parlamento sem abrirem a boca durante a legislatura. Dizem que trabalham nas diversas comissões para que são nomeados e até acredito. Certo é, também, que cada vez que há eleições legislativas me arrepio com alguns nomes constantes das listas de candidatos e isto não acontece apenas num partido. E alguns deles até são eleitos, seja directamente, seja porque há desistências ou nomeações para o governo de quem os antecede ou por nomeação para os diversos cargos dourados de que o poder dispõe e distribui pelos seus boys & girls.
Há quem diga que o Parlamento fica muito caro ao erário público, aspecto com que concordo, mas apenas parcialmente, assunto que mereceria uma abordagem autónoma.
Não me parece, porém, que seja pela redução do número de deputados que se ganha o que quer que seja. Poupa-se algum? De certo. E o que se ganha? Ganha-se qualidade, seja política, seja legislativa? Reduz-se a AR a 3 ou 4 partidos, deixando de fora uma boa parte do eleitorado que neles se não revê?
Passos Coelho quer reduzir o número de deputados de 230 para 181 porquê e para quê? Se for explícito e convincente pode ser que me convença. Creio, contudo, que não passa de mera demagogia. "Veem como eu vou ser poupado, com apenas 10 ministérios e 181 deputados? " Assim, não "compro".

CAMPANHAS

Cavaco Silva é candidato a algum cargo? Pergunto porque o vejo a viajar por aí a botar discurso como se andasse em campanha.

DA COMPETITIVIADE

As empresas portuguesas são pouco competitivas, diz-se, e eu concordo tal é a evidência das estatísticas. Mas será com política de baixos salários (vendida aos chineses pelo antigo ministro Manuel Pinho), pela contratação a falsos recibos verdes, pela diminuição dos encargos para a Segurança Social, pela descida do IRC, que a maior parte das empresas não paga e a que devia pagar a taxas elevadas o paga a taxas miseráveis, como a banca, que a competitividade vai aumentar? E se as diversas corporações empresariais aconselhassem os seus associados a fazer formação em gestão ou os aconselhassem a contratarem pessoal qualificado a quem deveriam pagar decentemente? Porque razão os trabalhadores portugueses são, de um modo geral, apreciados e produtivos quando no estrangeiro? Só os melhores emigram e por cá restam os analfabetos e os "vencidos da vida"? Nada disto bate certo.

PROGRAMAS

Descida da TSU suportada pelas empresas até 4%, diz Passos Coelho. Onde, a compensação? Será no desconto dos trabalhadores? Há que o dizer.
Admissão de um funcionário público por cada cinco saídas, acrescenta. Uns poucos anos mais e não temos quem nos atenda em qualquer serviço público. Ou essa é, precisamente, a ideia? Assuma-se, homem.
É tudo muito bonito, mas um balanço é um balanço, é um balanço.

sábado, 7 de maio de 2011

Continua o regabofe na Madeira. Nem mais um cêntimo para lá

Como todos sabemos, Portugal e a quase totalidade dos portugueses vão ser confrontados nos próximos tempos com muitas privações e até com algum empobrecimento, dadas as medidas de austeridade impostas pela troika que acordou com o estado português o financiamento externo que nos vai permitir enfrentar a crise económico-financeira que se instalou. Ainda ontem, dirigindo-se ao país através da Comunicação Social, e hoje no seu facebook, o Presidente da República fala nos sacrifícios que se aproximam, que é preciso gastar menos e reduzir drásticamente o desperdício dos dinheiros públicos. Ora, parece que a Madeira de Jardim quer, à revelia dos poderes do Estado, passar ao lado dos sacrifícios a que todos vamos estar sujeitos. Estão a construir dois estádios de futebol cujo custo vai rondar os cem milhões de euros, estádios esses que vão ter uma ocupação muito pequena, atendendo ao número de habitantes da ilha e à distância a que estão dos adeptos dos clubes do continente, e agora, numa afronta a todos os outros portugueses que os ajudaram directa ou indirectamente aquando da catástrofe de que foram vítimas à pouco mais de um ano, vão construir um campo de golfe onde o governo regional vai gastar sete milhões de euros. Não pode ser, basta, está na hora de lhe fecharem a torneira do dinheiro. Nem mais um cêntimo para lá.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Não consigo entender.

Já nos habituámos a ver num dia de greve, seja em que sector for, grande disparidade na percentagem de adesão dita pelas estruturas representativas dos trabalhadores e as estruturas representativas do patronato ou, se quizermos ser mais rigorosos, dos empregadores. Hoje foi dia de greve na Função Pública. Ora, os sindicatos do sector dizem que a percentagem de adesão foi de 60%, enquanto o Governo informou que a adesão não foi além de 2,77%. Uma diferença de 57,23%. Como é possível? Quem fala verdade ou, se quisermos, quem está mais próximo da realidade? Há, no entanto, dados que nos permitem dizer que a adesão devia ter sido baixa, já que não causou grandes transtornos nos diversos serviços do Estado. Por exemplo: os sindicatos esperavam que fossem afectados, por falta de funcionários não docentes, os exames de aferição de Língua Portuguesa que hoje decorreram nas escolas. Ora, verificou-se que dos cerca de 273 mil alunos objecto deste exame, só 270 não o puderam fazê-lo. O mesmo aconteceu em muitos centros de saúde, onde decorreram com muita normalidade as consultas programadas. Dá ideia, então, que esta greve foi um flop. Por isso, não consigo entender o contentamento dos líderes sindicais.

INCONGRUÊNCIAS?

Passe o exagero, não conheço ninguém que goste de ou apoie Sócrates, que mais de meio mundo execra. Porém, a última sondagem, hoje publicada, coloca o PS à frente do PSD nas intenções de voto, embora 30% dos inquiridos estejam (ou diga que estão) indecisos. Como interpretar os resultados da sondagem? Esta foi feita antes do memorando de acordo com a chamada troika. Se fosse hoje, a sondagem daria resultados diferentes? Se sim, em que sentido? Reforçaria a posição do PS ou levaria o PSD para cima? Palpita-me que o PS "vendeu" melhor o memorando, pelo que não me espantaria que uma próxima sondagem o coloque ainda mais à frente.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Uma Constatação

Quantos jogadores do Benfica, de entre os que hoje jogaram a meia-final, tinham lugar no plantel de uma equipa de nível europeu? Provavelmente, só Coentrão (que neste momento é, de longe, o melhor jogador da equipa), Luisão, Maxi Pereira, Gaitán e, com boa vontade, Jara. César Peixoto e Saviola, não têm lugar nas equipas da 2ª.Liga. Cardozo, não tem lugar numa equipa do 3º escalão do futebol português.

O mestre da táctica voltou a falhar

O Benfica acaba de ser eliminado da Liga Europa pelo Braga. E, diga-se de passagem, bem eliminado. É verdade que o Braga teve um bocadinho a chamada sorte do jogo em ambos os jogos, mas foi também das duas equipas a única que se convenceu que nunca há vencedores antecipados, mesmo que o adversário tenha um plantel teoricamente mais valioso, em termos da soma dos valores dos passes dos jogadores. Depois, o Braga tem um treinador e um corpo técnico que estudaram bem o adversário, montaram uma boa estratégia nos dois jogos e souberam explorar as fraquezas do adversário, nomeadamente toda a tremideira que se instala no Benfica quando há um lance de bola parada em direcção à baliza de Roberto. Ao contrário, o Benfica tem um treinador que gosta de ser chamado de mestre da táctica, mas que não passa de um mestre da asneira. E pior do que isso, quando perde um jogo importante, nunca assume as suas responsabilidades. Desculpa-se, como hoje, com a falta de sorte ou com a sorte do adversário, com os erros dos árbitros ou com os erros dos jogadores que não puseram em campo a estratégia que ele delineou, quebrando a solidariedade que deveria ter para com eles. No jogo de hoje, o mestre da táctica voltou a falhar.

Futebol europeu

Porto e Braga apuraram-se para a final da Liga Europa, já que eliminaram nas meias-finais, respectivamente, o Villarreal de Espanha e o Benfica. Parabéns, pois, ao Porto e ao Braga que vão jogar uma final inédita entre dois clubes portugueses, que decorrerá em Dublin.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

TÍTULOS...

Título de notícia no DN online: "Custos com ADSE reduzidos em 30% e subsídio de maternidade no IRS".


Fiquei elucidado.

OS MILIONÁRIOS

"No Espaço Shengen pode-se: grafitar, roubar, caçar ou circular?" A concorrente, estudante de Direito, passa.

"Que país não faz fronteira com a Argélia: Tunísia, Egipto, Marrocos ou Líbia?" Líbia, responde o concorrente, engenheiro de Recursos Hídrícos.


Estes também foram ao concurso só para conhecer, em carne e osso, o Malato!

Há pessoas que não se "enxergam"

Ouvi na rádio (TSF) e vi na Televisão (SIC Notícias) comentários de Torres Couto, antigo líder da central sindical UGT, dando a sua opinião sobre as medidas acordadas entre o Governo e a Troika que representa as entidades que vão dar ajuda financeira a Portugal. E, quer na TSF, quer na SIC Notícias, Torres Couto é apresentado como um dos negociadores do apoio pedido ao FMI em 1983 pelo então Governo português. Com o maior desplante e falta de vergonha, o ex-sindicalista assume-se mesmo como um dos negociadores, o que como se sabe não é verdade. Torres Couto foi, então, tão negociador quanto agora o foram João Proença e Carvalho da Silva. Foram ouvidos, sim, na sua condição de líderes de dois parceiros sociais importantes, deram naturalmente as suas opiniões e sugestões, mas só isso. Há pessoas que não se enxergam!

terça-feira, 3 de maio de 2011

LICENCIADO, NÃO!

Sócrates disse. Pouco. Apenas o suficiente para sossegar as hostes.
Na RTP ouve-se dois "entendidos", dos milhentos que invadem as tvs.
Manuel Pinho: "V., que é licenciado em Economia..."
Nogueira Leite: "Licenciado, não, doutorado em Economia."
M. P. : "OK, eu também..."
E assim vamos, com licenciados, mestres, doutorados e catedráticos a debitarem as suas doutas opiniões sobre como fizemos e não deveríamos ter feito ou sobre como não fizemos e deveríamos ter feito. Começa a não haver pachorra para estes senhores, impantes, que tudo sabem e pouco fazem ou fizeram quando por lá andaram. Palpites, até eu, nomeadamente no final.

ASSOMBRAÇÕES

Assombrações em Belém



(recebido por email)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Surpreendido porquê?

Um jornal diário divulgou os rendimentos de Fernando Nobre, relativos ao ano de 2010. Pelos vistos o casal Nobre recebeu, naquele ano, só da AMI 73.170 euros que divididos por 14 meses (os 12 do calendário, mais subsídio de férias e subsídio de Natal) dá um rendimento mensal de 5.226 euros, ou seja, segundo Diogo Leite Campos vice-presidente do PSD, um rendimento próprio de pessoas da classe média baixa.

Bem, penso que só ingénuos poderiam acreditar que Fernando Nobre não era remunerado pelo seu trabalho naquela ONG. É evidente que a AMI é uma organização de nível internacional com grande actividade e, por isso, tem que ser gerida com grande profissionalismo. Logo, os seus servidores, incluindo os seus administradores, têm que ser bem remunerados, e ainda bem. Nada tenho contra isso nem estou surpreendido. Agora, o que me surpreende é que Fernando Nobre se surpreenda com a notícia. Não foi ele candidato anti-partidos à presidência da República, dizendo-se moralmente superior aos outros por nunca ter ocupado um cargo político-partidário? Então agora, qual vira casacas, não deu o dito por não dito e, dizendo-se de esquerda (deixa-me rir ...), aceitou ser cabeça de lista do partido actualmente mais à direita na condição de ser eleito segunda figura do estado? Não o avisaram que a sua ambição desmesurada 0 tornou alvo da comunicação social, sobretudo dos chamados jornalistas de sarjeta? Então está surpreendido porquê?