terça-feira, 22 de março de 2011

BOLAS À TRAVE

Dúvida: porque é que o Jesus não põe o Nuno Gomes a jogar nos últimos minutos, pelo menos, de todos os encontros?

sábado, 19 de março de 2011

Futebol

Mais que confirmado. Os problemas do Sporting não estão, nem nunca estiveram, nos treinadores. Afinal, Paulo Bento, Carlos Carvalhal e Paulo Sérgio não eram assim tão maus. A equipa tem dois ou três jogadores deTop, mas os outros, ou são jogadores vulgares ou jogadores que, pertencendo ao patamar dos bons, não se esforçam. Dá até a ideia de que estão a fazer um frete.
Também não ajuda à motivação dos jogadores, bem pelo contrário, que alguns dos candidatos a presidente falem em vassourada no balneário. Como diz o ditado: "Quem não se sente, não é filho de boa gente".

sexta-feira, 18 de março de 2011

Um incidente próprio de um país do terceiro mundo

Numa aldeia já de si pobre e meio abandonada do distrito de Bragança, uma criança de dois anos que brincava à porta de casa, abeira-se de um bidão com água, cai e morre por afogamento. Após chamado o INEM, bastante tempo depois por culpa da própria família, intervém o Ministério Público que não viu necessidade de autópsia do corpo da infeliz criança, deixando-o à guarda da família, que começou a tratar do seu funeral. Ora, ao tomar tal decisão o Ministério Público não tinha dúvidas que a causa da morte tinha sido o afogamento acidental e, portanto, não havia quaisquer indícios que permitissem suspeitar de crime.
No dia seguinte, à tarde, como quase sempre acontece nas pequenas terras de província, realiza-se o funeral. No decurso do mesmo, aparece a GNR para levar o corpo a fim de ser autopsiado, cumprindo ordens do Ministério Público que, afinal, tinha dúvidas sobre se tinha havido crime de abandono (?).
Levado o corpo para o hospital, escoltado pela GNR devido à óbvia indignação e revolta das pessoas presentes, é feita a autópsia que ..., confirma o afogamento como causa da morte. Como classificar este comportamento por parte do Ministério Público? Todos sabemos como são importantes, para aquelas gentes simples e quase sempre pobres das aldeias do interior, as horas de luto que se seguem à morte de um ente querido, incluindo as solenidades do funeral. Pelos vistos só o Ministério Público não sabe. Por isso foi o causador de um incidente próprio de um país do terceiro mundo!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Sem ele a cerimónia valia zero

Nunca entendi porque é que tem de haver cerimónia oficial de abertura do ano judicial. E menos ainda porque razão esta cerimónia se realiza já o ano vai adiantado, como a deste ano que decorreu hoje, já na segunda metade do terceiro mês. Segundo ouvi ao líder do sindicato dos funcionários judiciais, esta cerimónia de abertura não serve para nada, a não ser para que se juntem pessoas que pouco ou nada percebem de justiça, para que se façam alguns discursos de circunstância e no fim "bebam vinho do Porto e comam um croquete".
Felizmente que desde que há Marinho Pinto as coisas não são tanto assim. Com a frontalidade e o seu estilo habitual, o bastonário da Ordem dos Advogados diz o que está mal na justiça e, ao contrário de outros, que apontam a falta de estruturas e de pessoal como a causa de todos os males, Marinho Pinto arrasa os magistrados, sobretudo os juízes, a quem acusou de fazerem ataques a orgãos de soberania, a não respeitarem a autoridade do presidente do Supremo Tribunal e a quererem um certo mediatismo. Mas, infelizmente, é o único a pôr o dedo na ferida. Os outros que falam ..., é só retórica. Mais dois ou três como ele e as coisas de certo que, pelo menos, começariam a mudar. Que pena!

terça-feira, 15 de março de 2011

Mais respeito pelos jovens de hoje e pelos de "ontem", Sr. Presidente

O nosso país tem a obrigação e o dever de não se esquecer e de homenagear todos aqueles que, voluntariamente ou obrigatoriamente, combateram numa qualquer Guerra. Por isso, se o Presidente da República é convidado a presidir a uma dessas homenagens, deve dizer umas palavras de apreço e até de gratidão aos ex-combatentes. Não pode, por insensibilidade, dizer disparates.
Numa cerimónia comemorativa do 50% aniversário do início da Guerra do Ultramar, Cavaco Silva faz um apelo aos jovens de hoje para que "se empenhem em missões e causas essenciais ao futuro do país com a mesma coragem, o mesmo empenho e a mesma determinação com que os jovens de há 50 anos assumiram a sua participação na Guerra do Ultramar".
Sr. Presidente: Sobre que aspecto a Guerra do Ultramar foi essencial para o futuro do país? Coragem, não tenho dúvida que os então jovens combatentes tiveram, mas desprendimento e determinação duvido. Eu não tive, Sr. Presidente. Ainda me lembro que comigo deram entrada em Mafra à volta de seiscentos jovens, em tempo de exames nas Universidades, muitos dos quais ainda tinham direito a adiamento de incorporação, segundo as normas de recrutamento de então. Mas foram incorporados para servir de exemplo a todos os outros que se manifestavam contra aquela guerra e de um modo geral contra a ditadura e o colonialismo. Ambas as coisas condenadas por quase todas as instâncias internacionais. É que, Sr. Presidente, ao contrário dos jovens de hoje, a quem V.Exa pede que se façam ouvir, nós os jovens combatentes do Ultramar nada podíamos dizer. Por isso pedimos mais respeito!

A crise é mais que previsível

Pela declaração de hoje do líder do PSD - Passos Coelho, e pela entrevista, também de hoje, do primeiro-ministro aos canais SIC e SIC-Notícias, é mais do que previsível que a crise política está instalada. De facto, como o primeiro-ministro disse, não é possível participar numa cimeira dos líderes europeus fragilizado por se saber que, não tendo maioria absoluta no Parlamento, tem a ameaça dos partidos da Oposição de que reprovarão todas as medidas relacionadas com a redução do défice das contas públicas. E, é óbvio, sabe que não pode contar com qualquer tipo de apoio ou colaboração do Presidente da República, bem pelo contrário. Aliás foi o Presidente que iniciou as hostilidades, e consequentemente a crise, com o seu discurso de posse.
Infelizmente a crise vai-nos fazer passar um mau bocado.

CONTEM-ME COMO FOI

Sócrates vai dar uma entrevista à SIC, que não vou poder seguir.
Contem-me como foi, sff.

VAI TUDO PARA O TOREL

Recordo um filme com o Vasco Santana ('A Canção de Lisboa') em que, às tantas, por desacato público, vai tudo, (incluindo as velhas e provincianas tias do Vasquinho) para o Torel.
No Face Oculta também vai tudo para julgamento. Ainda bem, digo eu, que gosto de seguir as cenas da vida real, seja isso o que for.
Daqui a uns anos, depois de uns largos milhares (milhões?) de custos, vai tudo para o arquivo. O mais recente exemplo é o do 'saco azul' de Felgueiras, em que, ou não se provou rigorosamente nada, ou prescreveu nos meandros das gavetas e das prateleiras dos diversos tribunais por onde andou a coisa. É preciso dar que fazer aos 'actores' da justiça, não é? 'The show must go on'.

segunda-feira, 14 de março de 2011

SOLENIDADES

"Pronto, Sócrates atira a toalha ao chão". disse para comigo ao fim da tarde.
Ansioso, esperei pelos telejornais das 20 horas. Solenemente, Sócrates veio, afinal, comunicar que está para lavar e durar. E espera, isso digo eu, a comunicação no Facebook de Belém ou a saída de Belém, onde ocorre um encontro de alto nível, na próxima quinta-feira.

MAIS, DA JUSTIÇA

Dois dos três cimes de que Fátima Felgueiras era acusada no processo "saco azul", prescreveram, dizem os jornais.
Sem comentários desnecessários. A justiça continua a funcionar.

Iva para o leite achocolatado - 23%; Iva para o golfe - 6%. Porquê?

Foi hoje noticiado que o Governo vai alterar o IVA aplicado aos campos de golfe de vinte e três por cento para seis por cento. Tomei conhecimento desta triste medida logo de manhã, pela rádio. Fiquei tão surpreendido que comecei a imaginar se hoje seria um de Abril. Mas não, parece que há mesmo intenção do Governo em baixar o IVA nesta actividade, numa altura em que anuncia mais medidas de austeridade para atingir as metas de redução das contas públicas do Estado, medidas essas que vão atingir muita gente que já corta naquilo que come. Custa a acreditar que o Governo aumente o IVA para alguns produtos alimentares e o diminua para os serviços prestados nos campos de golfe. O golfe não é um desporto de massas, bem pelo contrário. Ninguém acredita que um praticante de golfe pondere se vai ou não vai jogar porque já não pode suportar o aumento do imposto aplicado. Mas já acredita que se venda menos leite achocolatado devido ao aumento do IVA. Por muitas voltas que dê à cabeça, não consigo compreender esta controversa medida.

domingo, 13 de março de 2011

Greve das empresas?

Por definição, Greve é a paragem colectiva e voluntária do trabalho, realizada por trabalhadores com o propósito de obter benefícios como aumento de salário, melhoria de condições, etc. Sendo assim, não faz sentido falar em greve das empresas de transportes, prevista para começar às zero horas de Segunda-feira. Aliás os sindicatos ligados ao sector, representantes dos trabalhadore, já vieram questionar a legitimidade e a legalidade desta paragem. Mais ainda, dizem os sindicatos que, sendo uma das reivindicações dos patrões a alteração da legislação laboral, os trabalhadores são usados para lutarem contra eles próprios.
Duas coisas têm que merecer a atenção das autoridades competentes:
- Há que tomar medidas se esta paragem vier a pôr em causa as condições de vida das populações;
- Defender, através das forças policiais, aqueles que quiserem não parar e, pelo contrário, queiram continuar com a sua actividade.
Num Estado de Direito ninguém pode impor aos outros as suas vontades.

ABSTENCIONISMO

Vi o assunto abordado algures e merece o meu acolhimento. O eleitorado queixa-se há muitos anos, com razão, dos políticos que temos e das políticas praticadas. Porém quando se trata de escolher os que nos hão-de 'governar' (AR, autarquias e PR), prefere ir para a praia ou ficar no quentinho, a ver a bola e a beber uma cervejolas.
Queixam-se porquê e para quê?

E AGORA?

Surpreendentemente para alguns, as manifs de ontem registaram a comparência de multidões, com a presença de filhos, pais e avós, mas tudo um pouco pífio.
Sócrates, sem dar cavaco a Cavaco, compromete-se a apertar o garrote, "para salvar o país". Passos Coelho diz que não viabiliza as medidas impostas pela sra. Merkel, para que o país se salve. Faz o quê? Está à espera que Sócrates apresente uma moção de confiança? Deixem-me rir. E Cavaco, que incentivou as manifs, faz o quê, também? Já aqui o disse: depois do discurso de posse (mal interpretado por alguns, diz), só pode convocar eleições. Fá-lo-á? Duvido. Para além de não estar no seu feitio, não tem quem "nomear".

BOLAS À TRAVE

Um nojo, o que se está a passar com a alegada agressão a um dirigente do Benfica e comentador futebolístico de um canal de televisão. Já não há o mínimo de decoro e já nem as velhas (no sentido de antigas) protistutas utilizam o vucabulário que ouço e vejo trancrito. Haja bom senso, contenção e vergonha na cara.

MAIS, DA JUSTIÇA

É um tema recorrente, este da Justiça, já várias vezes aqui abordado.
Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados, em artigo inserto no JN de hoje, dá notícia de uma queixa que apresentou na PJ contra desconhecidos, tendo tomado conhecimento do seu arquivamento através de um jornalista, que consultou o processo. Sem mais aquelas, foi depois informado de tal arquivamento.
Se tratam assim o próprio bastonário da OA, que pode esperar um cidadão comum?

sábado, 12 de março de 2011

Futebol

Afinal o mau da fita no Sporting não era afinal o treinador Paulo Sérgio. Hoje foi confrangedor vê-lo jogar. O empate, por aquilo que jogou, foi em excelente resultado. Por tudo o que se vai vendo desta equipa do Sporting o terceiro lugar já será um lugar de luxo.

Contradizer o que disse?

Cavaco Silva, líder da Oposição ao Governo, não gostou das críticas ao seu discurso de posse de Presidente de todos os portugueses ... da direita. E como acha que nunca se engana e raramente tem dúvidas, veio esclarecer na rede Facebook que não disse aquilo que muitos portugueses dizem que ele disse. Para ele, alguns portugueses fizeram uma leitura abusiva ou distorcida das suas palavras, e que o seu discurso, ao contrário do que foi comentado, não identificou destinatários. É o costume, já que não foi a primeira vez que Cavaco Silva se queixou de interpretação abusiva das suas palavras. Como sempre, convive mal, mesmo muito mal, com a crítica.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Será que amanhã vou ter uma surpresa

Vamos lá a ver. Será que amanhã vou ver o líder da Oposição, Cavaco Silva, a desfilar ao lado do Jerónimo e do Francisco na manif do pessoal que está à rasca? Gostava de ver.

LEMBRETE

Não esqueça: amanhã há manif. Há previsão de chuva.

PARA DESANUVIAR

- Tu, aí, ó Manel: a quem de deve o pinhal de Leiria?
- Fosga-se, p'sora, então essa m*** ainda não está paga?

O manual

Pelos vistos o PSD, se for e quando for governo, pretende governar, não pelos seus princípios, mas pelo conteúdo de um manual que junta contributos de 55 dos mais poderosos empresários e gestores nacionais, de entre eles os nossos multimilionários e banqueiros (será que Oliveira e Costa também contribuiu?). Ah!, este livro, cujo título é "Voltar a Crescer" (as fortunas deles?), é leitura de cabeceira de Eduardo Catroga! Por isso o homem anda cheio de insónias.
Ainda não li atempadamente esta "preciosa" obra, mas algumas das medidas já me fizeram rir:
- "Melhorar a remuneração dos governantes ... "
- "Reduzir o número de deputados no Parlamento ..."
- "Aplicar o sistema do cheque ensino, permitindo às pessoas escolherem a escola privada ..."
- "Conceder benefícios fiscais a grandes empresas ..."
- "Baixar os impostos sobre os lucros... "
Mas há mais, muito mais. Por ora tomem lá mais duas:
- "Conceder benefícios fiscais a grandes fortunas que queiram fixar-se em Portugal ..."
- "Aceitar deduções em sede de IRS de gastos com empregadas (domésticas?), obras e outros expedientes que, normalmente ficam fora da contabilidade oficial ..."
E é o PSD um Partido Social Democrata? Não, não é; é um partido de empresários e não de cidadãos!

A crise não é para todos, bem pelo contrário

A crise economico-financeira que surgiu em 2009 e que atingiu as economias mais poderosas do mundo, trouxe menor poder de compra para o comum dos cidadãos, mais pobreza para os mais pobres e criou mais pobres em consequência do desemprego.
Parecia, então à partida, que a crise iria afectar toda a gente, mesmo os mais poderosos, os tais chamados multimilionários. Puro engano. Segundo a revista Forbes, os detentores das maiores fortunas aumentaram-nas. Quer dizer que ao contrário das outra pessoas a crise para eles foi uma dádiva dos deuses.
Em Portugal, um país periférico e com um tecido produtivo pobre (destruído nos tempos do cavaquismo) a crise fez-se sentir muito mais do que na maior parte dos outros países. Difícil seria que os nossos multimilionários fossem, assim, muito beneficiados. Mas não. O crescimento das fortunas dos nossos três multimilionários foi de 1,4 mil milhões de euros em 2010. Valor que mais ou menos correspondente aquilo que o Governo foi tirar aos funcionários públicos. Por isso, para estes: Viva a crise!

PRONTO...

...Agora é que é, de vez.
Vêm aí novas, as últimas, medidas para estancar a crise e acalmar os mercados. Se porém, o que não se espera, os mercados se não acalmarem, uns derradeiros ajustamentos se seguirão, até que a sra. Markel também acalme e não nos aconteça como ao cavalo do inglês que, como se sabe, depois de se habituar a não comer, morreu, desidratado e esquelético.