sábado, 20 de novembro de 2010

A vitória sobre a Espanha, a cimeira da NATO e os Juros da dívida

Desde Quarta-feira passada, que os telejornais e os noticiários da rádio não abrem com o tema dos juros da dívida pública, bem como as primeiras páginas dos jornais não lhe dão o destaque que lhe vinham dando desde há algum tempo. Nem Mário Crespo (o jornalista que mais odeia Sócrates e o seu Governo, desde que não lhe deram o lugar que ele queria em Washington) voltou ao tema com aquele estado de espírito de quem se está a vingar de alguém a quem quer mal.
E isto tudo, porque quer a estrondosa vitória da nossa selecção de futebol sobre a Espanha, que nos animou e nos deu ânimo, quer o período pré cimeira quer a própria cimeira "obrigou" os jornalistas a mudarem de discurso, e ainda bem porque os juros da dívida de Portugal são importantes mas, como diria o ex-Presidente Jorge Sampaio, há vida para lá dos juros da dívida pública!
Já agora, meditemos o porquê do conteúdo de uma frase hoje publicada no jornal Público na rubrica "Frases de ontem", da autoria do escritor francês Gustave Flaubert:"Considero como uma das felicidades da minha vida não escrever nos jornais; isto faz mal ao meu bolso, mas faz bem à minha consciência".

A cimeira da Nato



A cimeira da NATO que decorreu ontem e hoje em Lisboa foi um êxito, ao contrário do que muita boa gente previa.
Os líderes dos países aliados que constituem esta organização, aprovaram um novo conceito estratégico que constitui uma espécie de programa de acção para os próximos dez anos. Abre a porta à possibilidade de alargamento às democracias europeias que cumpram os requisitos para tal, reafirma que, de modo algum, representa uma ameaça para a Rússia e redefine a sua estratégia em termos de organização de comandos.
Para lá disto tudo, trouxe a Portugal os principais líderes da política mundial, entre os quais o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o que deu uma enorme projecção internacional ao nosso país, cuja organização foi elogiada por muitos dos participantes. Parecem-me, assim, mesquinhos os argumentos daqueles que criticam, dizendo que a factura foi pesada. Só por inveja!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Futebol a nossa selecção

Há muito tempo que a nossa selecção de futebol não jogava tão bem quanto jogou ontem. Portugal ganhou à Espanha por 4-0, num jogo particular, é certo, mas onde nenhuma das equipas tinha qualquer coisa de muito importante para ganhar, mas algumas coisas para perder. Desde logo a selecção da Espanha, campeã da Europa e do Mundo, teria que fazer tudo para ganhar e nunca deixar que Portugal ganhasse da maneira como ganhou. Sem "embandeirar em arco", direi que foi uma "lição de bola" ou, como disse um jornal espanhol, a Espanha foi toureada por Portugal. Para além de ter visto uma excelente vitória, vi cinco belos golos que só contaram por quatro, porque a equipa de arbitragem assim quiz. Parabéns pois à equipa portuguesa e que este jogo sirva de incentivo para os restantes jogos de apuramento para o europeu.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O Ditador

Para nós portugueses do Continente que andamos um bocado deprimidos com a crise, distrai-nos quando Jardim - o ditador da Madeira - verbera contra a República, chama loucos aos políticos nacionais, "faz fitas" nas reuniões dos órgãos nacionais do PSD, etc. Muitas vezes ficamos mais bem dispostos do que ir ao circo. Mas não podemos ficar indiferentes às atitudes próprias de um ditador que ele toma.
O conselho nacional executivo da Ordem dos Médicos, no âmbito das competências que lhe foram cometidas pelo Estado, resolveu considerar que diversos serviços hospitalares e centros de saúde da Madeira não tinham condições de formação por se recusarem à necessária e imprescindível avaliação extraordinária. Como sabemos, na Madeira todas as instituições de âmbito regional, para que possam sobreviver, têm que dizer ámen com o governo regional. Assim, a secção regional da Madeira daquela Ordem, resolveu cortar relações com as estruturas nacionais da OM, criando um conflito que poderá ser solucionado pelos tribunais. AJ Jardim resolveu "meter o nariz onde não foi chamado e, qual ditador, disse que quem governa é ele e, portanto, ali mais ninguém dá ordens.
Ora, que saibamos Jardim é apenas o líder de um Governo regional que tem de obedecer à Constituição e às leis da República. Tem autonomia, mas não é independente. Por isso, Senhor Presidente daRepública, meta-o na ordem!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Governo de Salvação Nacional; quem são os salvadores?

O que é um Governo de Salvação Nacional? Não encontro qualquer referência a este tipo de governo na Constituição da República Portuguesa. O que a nossa constituição diz, é que Primeiro-Ministro é nomeado pelo Presidente da República, tendo em conta os resultados eleitorais e que depois nomeia os outros ministros sobre proposta do Primeiro-Ministro; ou seja os governos resultam da vontade expressa pelos cidadãos e não da vontade daqueles super inteligentes que comentando a crise económico-financeiras, enquanto políticos no activo ou paineleiros, apresentam como solução para curar o mal, que se substitua este governo por um governo de salvação nacional.
É claro, que um dos arautos deste tipo, antidemocrático, de governo foi Paulo Portas, o rei da demagogia. Ah, com duas condições: formado com pessoas indicadas pelo PS, PSD e CDS/PP; e sem José Sócrates!
Com o CDS/PP, porque Paulo Portas quer chegar ao Governo sem eleições, pois tem medo do voto útil e não quer a representação do partido outra vez dentro dum taxi; sem Sócrares, porque Paulo Portas quer contrariar a vontade de uma maioria relativa de portugueses e quer mandar na vontade dos militantes do PS. José Sócrates ganhou as eleições internas para líder do PS (mais do que uma vez) e deu a cara pelo partido em duas eleições para o Parlamento, e ganhou-as. Por isso foi duas vezes convidado para formar governo pelo Presidente da República (curiosamente, por Jorge Sampaio e por Cavaco Silva).
De resto, tirando os governos de iniciativa presidencial de Eanes (que se julgou um de Gaulle à portuguesa, mas eleito pela esquerda!), Balsemão e Pedro Santana Lopes foram o mau exemplo de primeiros ministros não eleitos indicados pelo partido e/ou coligação com reptresentação maioritária no Parlamento. E vejam no que deu!
Governo democrático, sim; Governo de Salvação(?) Nacional, NÃO.

domingo, 14 de novembro de 2010

Uma nova forma de escravatura

O subsídio de desemprego é uma prestação social a que um cidadão tem direito quando perde o seu posto de trabalho por razões que não lhe são imputáveis, ou seja, quando cai involuntariamente na situação de desempregado. Esta prestação funciona como uma espécie de seguro para o qual o trabalhador vai pagando um prémio, através das suas contribuições para a Segurança Social que lhe são descontadas no seu salário. O objecto deste seguro é receber mensalmente (quase sempre ) ou de uma só vez (em casos pontuais) uma espécie de indemnização pelo "sinistro" (o despedimento) de que foi vítima. Quer isto dizer que o cidadão desempregado não recebe uma esmola nem uma qualquer contrapartida para estar disponível a efectuar qualquer trabalho a que a "sua seguradora" (o Estado através da Segurança Social) o obrigue a fazer, sobre pena de lhe cortar as prestações a que tem direito e que, queira ou não queira, possa ou não possa, tem que ir limpar as matas . O cidadão desempregado é, à partida, um cidadão digno, não é um escravo, sem direitos. Como português orgulho-me de Portugal ter sido pioneiro na abolição da escravatura; não me orgulho de Portugal ter políticos como Paulo Portas, Pedro Passos Coelho e agora Vasco Franco, que querem tratar os cidadãos desempregados como tal. Dos dois primeiros nada me espanta, pois servem-se da demagogia mais primária para poderem chegar ao poder. Já quanto a Vasco Franco, sabendo que chegou àquele tacho (secretário de Estado da Protecção Civil) porque ficou "desempregado" do tacho que teve durante anos na Câmara de Lisboa, só tenho pena que seja elemento, embora peça menor, de um Governo do Partido Socialista, fundado por Mário Soares e outros homens e mulheres, amantes da Liberdade de todos os outros homens, da solidariedade e do respeito pela pessoa humana.
Em jeito de rodapé pergunto: este Vasco Franco não é aquele cidadão que foi reformado por invalidez (?) aos cinquenta e poucos anos de idade? Só queria saber!

sábado, 13 de novembro de 2010

Desta vez até concordo

Sou um leitor assíduo dos artigos de "Opinião" de Vasco Pulido Valente publicados no jornal "Público", às Sextas-feiras, Sábados e Domingos. É raro, mesmo muito raro, concordar com ele. No entanto o "Opinião" publicado ontem dia 12, merece o meu acordo. VPV fala sobre o excesso de autarquias - municípios e freguesias, que existem no nosso país. E o pior, é que a tendência é para aumentar, sobretudo o número de municípios, já que os principais partidos do chamado arco do poder têm tendência a elevar a concelho ou a freguesia uma localidade fiel ao partido nos sucessivos actos eleitorais. Têm necessidade de satisfazer as suas clientelas e encaixar na gestão autárquica aqueles "clientes" que não tiveram lugar nas listas para deputados. As autarquias são um sorvedouro de dinheiros públicos e uma quantidade delas, como diz VPV, "tornou-se numa espécie de propriedade privada de algumas "máfias", sabiamente distribuídas pelo PS e pelo PSD".
É preciso aproveitar a crise e ter coragem para inverter esta situação.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Temos tantos sábios!

Se há coisa que esta crise que afecta a vida da maior parte dos portugueses nos mostra, é que temos muita gente a dar a sua opinião crítica sobre ela, quase sempre dizendo mal das decisões que vão sendo tomadas, e dos decisores, mas nunca apontando as soluções correctas para a debelar. São os chamados paineleiros que andam nos diversos canais das televisões e das rádios, quais arautos da desgraça, a anunciar o caos os portugueses. Ouço-os e fico zangado por não apresentarem a solução que nos conduziria ao paraíso, e penso: talvez estejam a fazer segredo daquilo que sabem e esperam a oportunidade para nos governarem. Que sábios; temos tantos sábios!

SÓ AGORA?

Foram feitas buscas na casa de João Rendeiro, o do BPP. A minha dúvida é: passados dois anos é que foram visitar a casa do senhor? Ou foram lá novamente? Em qualquer dos casos, não entendo o que procuram ou podem encontrar de relevante.
E os outros senhores do BPN, que não Oliveira e Costa, já foram visitados? Se sim o que encontraram? O senhor Madoff cumpre pena há mais de um ano e os bens encontrados já foram a leilão...

OS GALEGOS NAS SCUT

Parece que Paulo Campos já descobriu maneira de facilitar a vida aos nossos vizinhos da Galiza quanto ao pagamento de portagem virtual nas ex-SCUT. Deve ter sido ideia de um dos antigos sócios nomeados para os CTT. Já valeu a pena.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Por favor, não o mandem para um hotel de cinco estrelas!

Numa altura em que o comum dos cidadãos em Portugal faz contas à vida e, de uma maneira ou de outra, se vê afectado por uma crise económico-financeira para a qual não contribuiu, e assiste agora a esta triste novela dos juros da dívida pública, Oliveira e Costa - o ex-presidente do BPN, vê a sua qualidade de vida a melhorar. De prisão preventiva em estabelecimento prisional, passou a prisão domiciliária e agora foi colocado em liberdade, embora esteja obrigado a apresentar-se semanalmente no Tribunal Criminal de Lisboa.
Esta situação é mais uma afronta para todos os portugueses, que têm sempre bem presente que o Estado, para evitar problemas gravíssimos no sector bancário, teve de encaminhar para o BPN mais de quatro mil milhões de euros, em consequência de "maus actos de gestão" (ou mesmo de gestão danosa) das pessoas que o geriam, e não só de Oliveira e Costa. Quanto a este, têm-lhe melhorado tanto a qualidade de vida que eu peço: por favor, não o mandem para um hotel de cinco estrelas!

O PREÇO DAS BOLAS DE GOLFE

O FCP foi multado em 2500 euros pelas bolas de golfe arremessadas na direcção do guarda-redes do Benfica. Estão caras, estas bolas. A acrescer, mais uns 1700 euros por outras infracções.
Mas valeu a pena, não valeu?
Só espero é que não haja retribuição das "carícias", quendo o FCP se deslocar à Catedral.

MAIS JARDINICES?

Um jornalista do Diário de Notícias do Funchal foi agredido pelo presidente do Marítimo, instigado pelo Alberto João, dizem. O problema é fazer a prova... E alguém vai ter um processo por difamação, ai vai, vai.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Na Madeira pouco ou nada é livre

A propósito da lamentável agressão com que o Presidente do Marítimo "presentiou" um jornalista local, o Bloco de Esquerda requereu à ERC que se pronuncie sobre este caso e, de um modo geral, sobre a forma como o Clube Sport Marítimo tem tratado a Comunicação Social. Questiona também aquela entidade sobre as condições da liberdade de imprensa na Região Autónoma da Madeira.
Este incidente ocorre na sequência de declarações públicas de Alberto João Jardim que apelou aos adeptos do Marítimo que se revoltassem contra o Jornal Diário. O autor material deste bárbaro acto é, sem dúvida, o Presidente do Marítimo, embora saibamos que o mesmo age como comissário de Jardim Este o é o autor moral, tendo em conta as as irresponsáveis afirmações de instigação à violência.
Não há verdadeira liberdade na Madeira!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Errar foi humano; não assumir as responsabilidades do erro foi uma cobardia

É opinião unânime de todos os comentadores da especialidade e, de um modo geral, de toda a gente que está habituada a ver futebol, que Jorge Jesus errou, e muito, na constituição da equipa e não só, mas também em muitas das mudanças que foi fazendo ao longo do jogo. Ora, errar é humano; só não erra quem nada faz. Quando alguém erra e até tem a consciência de que errou (se, no caso, não a tem, então é irresponsável), tem a obrigação de assumir as responsabilidades do seu erro, sobretudo se errou enquanto comandante de um grupo. Pois bem, Jorge Jesus falando para a comunicação social, em vez de dizer que errou e que a culpa daquela humilhante derrota era sobretudo dele, disse que tentou arranjar maneira de travar HulK, o que não resultou; mas que na segunda parte emendou a estratégia e também não foi possível travá-lo. Com isto, quis dizer que a culpa não foi da estratégia, mas dos que, estando lá dentro, não souberam tirar partido dela. Uma cobardia! Um bom comandante assume a responsabilidade do que não correu bem, mesmo quando não é o principal responsável, o que não foi o caso. Jorge Jesus sacudiu a água do capote e, de certo, que esta situação caiu mal nos jogadores do Benfica. Será que Jesus perdeu o controlo do balneário?

domingo, 7 de novembro de 2010

Futebol

O Benfica foi hoje copiosamente derrotado no Dragão por 5-0. É um facto que esta época o Porto tem uma equipa melhor que a do Benfica, mas não foi só por isso. Mais uma vez Jorge Jesus - o conhecido mestre da táctica -, capitulou. Toda a gente estava à espera do duelo Fábio Coentrão - HulK e JJ, contrariando-os a todos, revolucionou a equipa, inventou e ... o resultado está à vista. Um descalabro! Ele é que foi o grande culpado e os jogadores sabem que assim foi. Ora, tinha-lhe ficado bem, no fim do jogo, ter assumido as suas responsabilidades pelo tremendo erro cometido. Mas não, já lhe subiu a vaidade à cabeça e, vai daí, o culpado foi o HulK!
Bom, nunca tive dúvidas que Jorge Jesus não é, nem nunca foi um grande treinador. Mas foi campeão na época transacta, não foi? Pois foi, mas como dizia Mário Wilson, no Benfica (e eu acrescento no Porto) qualquer treinador se arrisca a ser campeão. E assim sucedeu.

sábado, 6 de novembro de 2010

Deviam ter alguma vergonha

O sindicato dos Magistrados do Ministério Público resolveu juntar alguns associados, fazer uma assembleia Geral e decidir aderir à greve geral do próximo dia 24.
Até aí tudo bem, o direito à greve é um direito constitucional de todos os trabalhadores. Agora, vir uma das classes mais privilegiadas da Administração Pública e não só, dizer que faz greve por solidariedade de todas as pessoas que trabalham por conta própria neste país, é de um grande descaramento. Fazem greve porque as medidas, de agora, também lhes toca, e só por isso. Também me fartei de rir ao ouvir o sindicalista João Palma dizer que os sacrifícios para fazer face à crise são sempre pedidos aos mesmos. Deviam ter alguma vergonha.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Ninguém o mete na ordem

Mais uma vez Alberto João Jardim vem insultar tudo e todos, dizendo que o Estado é ladrão e uma fraude. E mais grave ainda, é que a maior parte das vezes em que diz estas boçalidades está numa qualquer inauguração ou num outro qualquer evento na qualidade de governante e não de dirigente partidário.
Desta vez, sentindo-se ameaçado pela não possibilidade de continuar a acumular pensões de reforma com altos vencimentos pagos pelo Estado, vem berrar contra o orçamento dizendo que o mesmo contém inconstitucionalidades e ilegalidades e chega ao descaramento de invocar o que aprendeu enquanto estudante de Direito. Ora, todos sabemos que Jardim foi um mau estudante e que andou na universidade muitos mais anos que o número de anos do curso. Podia e devia estar calado.

AS POPANÇAS EM OUTDOORS

"Cavaco Silva vai fazer visitas oficiais enquanto Presidente da República a todas as cidades, vilas e aldeias do País para se certificar que não existe nenhum "outdoor" da sua campanha colocado nas ruas"
In "O Inimigo Público"

Nem todos pagam a crise

Ouvi hoje duas notícias que confirmam aquilo que muitos portugueses já sabiam: são sobretudo os portugueses trabalhadores por conta de outrem, funcionários públicos ou trabalhadores de empresas privadas, quem paga a crise.
Primeira notícia: os principais bancos portugueses têm lucros de alguns milhões de euros por dia. Pois é, em consequência da crise os bancos portugueses sentem dificuldade em obter crédito juntos dos bancos estrangeiros e, por isso, o Banco Central Europeu, empresta-lhes dinheiro com uma taxa de juro muito baixa; dinheiro esse que depois vão emprestar às empresas portuguesas e aos portugueses em geral a taxas de juro quatro ou cinco vezes superiores, o que lhes traz lucros anormalmente superiores aos que teriam numa situação normal. E com estes lucros, o que contribuem para a crise? Nada. E mais, ainda ouvi um banqueiro a manifestar o seu descontentamento relativamente a qualquer imposto especial que venha a ser imposto à banca.
Segunda notícia: as dez maiores empresas cotadas na bolsa aumentaram os seus lucros em 24% nos últimos nove meses. E o que têm contribuído para a crise? Nada. E ainda ouvimos os representantes do patronato a quererem baixar salários e a não quererem assumir o salário mínimo acordado em Concertação Social.
Uns e outros só podem estar a brincar com os portugueses. Esta gente não tem vergonha!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Futebol europeu


O terceiro e último dia desta jornada do futebol europeu, não foi proveitoso para o futebol português. Sporting e Porto jogaram para a Liga Europa. O Sporting perdeu na Bélgica com o Gent e, para lá de não ter contribuído com qualquer ponto para a classificação de Portugal, não garantiu ainda o apuramento, já que teoricamente lhe falta conquistar um ponto.
O Porto empatou no Dragão com o Besiktas da Turquia a 1-1 mas, mesmo assim, conseguiu garantir o apuramento para a próxima fase da competição, já que o CSKA de Sofia foi à Austria vencer o Rapid de Viena.
Embora cada jogo tenha a sua história e não se possam comparar jogos de competições diferentes, há sempre ânimo ou desânimo para o jogo seguinte, conforme o resultado do jogo anterior seja positivo ou negativo. E memo o empate do Porto é, neste caso, um resultado negativo.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Futebol europeu

O segundo dia desta jornada europeia de futebol, também foi positiva para Portugal, já que o Sporting de Braga venceu em Belgrado o Partizan e pode ainda sonhar com apuramento para a fase seguinte.
Esperemos, agora, que Sporting e FC Porto vençam amanhã os seus jogos e que o ranking de Portugal na UEFA amealhe mais uns pontos e suba a sua posição.
Entretanto o Real Madrid de José Mourinho já assegurou a sua presença nos oitavos-de-final. Empatou 2-2 com o Milan , em Itália, tendo marcado o seu segundo golo (o do empate) nos últimos segundos dos cinco minutos que o árbitro deu de compensação (tempo perfeitamente justificado). Foi sem dúvida a melhor equipa em campo, sobretudo na primeira parte, no final da qual marcou o primeiro golo. José Mourinho queixou-se da equipa de arbitragem e tem razão. Para além de ter permitido alguma dureza a jogadores do Milan, validou a esta equipa o segundo golo precedido de um escandaloso "fora de jogo".

Cavaco-O Presidente vs Cavaco-O Candidato

Cavaco Silva já há muito tempo que anda em campanha eleitoral. Desde o fim do Verão que, duas a três vazes por semana, vemos Cavaco Silva mais a sua Maria a visitar lares de velhinhos e de criançinhas por todos os recantos deste país. Agora, que já se assumiu como candidato (o que todos os portugueses já sabiam), fala nas duas qualidades. Como político, enquanto presidente e como potencial político, enquanto Candidato. Faz-me lembrar aquela hilariante peça de teatro de revista, protagonizada pela saudosa actriz Ivone Silva cujo título era: "o eu Olívia patroa e o eu Olívia costureira".
Nas suas redes sociais de Candidato (no papel de "o eu Olívia costureira") Cavaco Silva vem dizer que está apreensivo com o desprestígio da classe política, e que o Presidente da República não pode contribuir para o espectáculo público de cinismo ou de agressividade. Mas, como Presidente (no papel de "o eu Olívia patroa"), Cavaco Silva não tem feito outra coisa que assobiar para o tecto sempre que se depara com atropelos ao normal funcionamento da vida política portuguesa. Isto não é cinismo político?
Por outro lado Cavaco Silva já não se lembra de algumas intervenções inflamadas que fez na Assembleia da República quando era primeiro-ministro? Bom, realmente não fez muitas porque, como sempre fugiu e foge, aos debates políticos, poucos debates travou no Parlamento. Ele é, sem subterfúgios, um dos portugueses que anda há mais anos ligado à política activa. Ele é político; e não lhe fica bem andar a incitar os portugueses contra os políticos.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Futebol europeu

Começou da melhor maneira a prestação das equipas portuguesas nesta jornada de futebol europeu que se iniciou hoje. Na Liga dos Campeões, o Benfica venceu o Olympique de Lyon por 4-3.
A equipa encarnada, não sendo brilhante, jogou bem durante setenta e cinco minutos. Depois, talvez já a pensar no jogo do próximo fim de semana no Porto para a Liga Portuguesa, entrou em poupança de esforços e sofreu três golos, sendo que os segundo e terceiro golos dos franceses foram bastante esquisitos, já que o canto do qual nasce o segundo golo do Lyon só o é porque o árbitro auxiliar que acompanhava o ataque da equipa francesa deixou passar um fora de jogo de dois jogadores, e o terceiro golo só é possível porque o guarda-redes Roberto voltou à normalidade e resolveu sair da baliza para falhar escandalosamente, não chegando com as mãos onde um jogador adversário de estatura média chegou com a cabeça. Também não entendi as substituições operadas pelo treinador Jorge Jesus. E só não acabou com o credo na boca porque o terceiro golo do Lyon já foi marcado dois ou três segundos após os quatro minutos de compensação dados pelo árbitro da fraca equipa de arbitragem.
Esperemos que as outras equipas portuguesas tenham o mesmo sucesso do Benfica.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Porque não lhe fazem a vontade

A propósito de tudo e de nada, a comunicação social, sobretudo as televisões, dão-nos a conhecer os disparates que Alberto João Jardim vai praguejando sobre o poder político da República e, de um modo geral, sobre os portugueses do continente que maioritariamente os elegem. Por mim estou farto e já não me dá o riso. Apenas me revolto com o facto de aquela caricata figura continuar a ter a conivência, por omissão de atitude, das altas autoridades do Estado, a quem ele insulta muitas vezes, quanto mais não seja, chamando-os de loucos.
Ouvi há pouco no telejornal Jardim a vociferar mais uma vez contra o acordo para a viabilização do orçamento, numa das muitas acções da sua propaganda de cacique. E, após outras considerações habituais, queixou-se da autonomia que tem, dizendo que é pouca por causa dos impostos, dando a ideia que lhe ficam com alguns. Pois bem sugiro que lhe façam a vontade. Ele fica com todos os impostos que cobra na Região, mas paga todas as despesas públicas, incluindo as de Saúde, Educação, Segurança Interna e Defesa, Prestações Sociais, etc. E não leva nem um cêntimo cá do Continente. Aí sim, era plenemente autónomo. Ainda gostava de ver. Só que os Madeirenses, sobretudo os mais desprotegidos, não têm culpa, apesar de muitos votarem nele.