Neste dia, em 1951, nasce Phil Collins
sábado, 30 de janeiro de 2016
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
DA LÍNGUA PORTUGUESA
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TRATAR
AS PESSOAS POR VOCÊ OU TU?
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
DA LÍNGUA PORTUGUESA
Esta pérola veio parar à minha caixa de correio electrónico,
através de um amigo, e decidi partilhá-la com quem passar por aqui.
"Uma das histórias judiciais que ficaram célebres, na
primeira metade do século XX, teve a ver com a defesa de um arguido acusado de
chamar "filho da puta" ao ofendido, expressão que, na altura, era
considerada altamente ofensiva.
Nas suas alegações, o escritor e advogado Ramada Curto começou
por chamar a atenção do juiz para o facto de muitas vezes se utilizar esta
expressão em termos elogiosos: «Grande filho da puta, és o melhor de todos!»,
ou carinhosos: «Dá cá um abraço, meu grande filho da puta!», tendo concluído da
seguinte forma:
«E até aposto que, neste momento, V.Exa. está a pensar o seguinte: "Olhem lá do que este filho da puta não se havia de ter lembrado só para safar o seu cliente!"...»
«E até aposto que, neste momento, V.Exa. está a pensar o seguinte: "Olhem lá do que este filho da puta não se havia de ter lembrado só para safar o seu cliente!"...»
Chegada a hora da sentença, o juiz vira-se para o réu e diz :
«O senhor está absolvido, mas bem pode agradecer ao filho da puta do seu advogado!»"
«O senhor está absolvido, mas bem pode agradecer ao filho da puta do seu advogado!»"
Esta já é velhinha, mas como voltei a recebê-la hoje, entendi dar dela conhecimento a quem ainda a não conheça.
POESIA, PARA VARIAR
Afirmas que
brigámos. Que foi grave.
Que
o que dissemos já não tem perdão.
Que
vais deixar aí a tua chave
e
vais à cave içar o teu malão.
Mas como
destrinçar os nossos bens?
Que livro? Que lembranças?
Que papel?
Os meus olhos, bem vês, és tu
que os tens.
Não te devolvo - é minha! - a
tua pele.
Achei ali um
sonho muito velho,
não sei se o queres levar, já
está no fio.
E o teu casaco roto, aquele
vermelho
que eu costumo vestir quando
está frio?
E a planta
que eu comprei e tu regavas?
E o sol que dá no quarto de
manhã?
É meu o teu cachorro que eu
tratava?
É teu o meu canteiro de
hortelã?
A qual de
nós pertence este destino?
Este beijo era meu? Ou já não
era?
E o que faço das praias que
não vimos?
Das marés que estão lá à
nossa espera?
Dividimos ao
meio as madrugadas?
E a falésia das tardes de
Novembro?
E as sonatas que ouvimos de
mãos dadas?
De quem é esta briga? Não me
lembro.
Rosa Lobato
de Faria
SÓ?
O outro tema maior do dia é sobre a sucessão na liderança da Caixa Geral de Depósitos. A
administração liderada por José de Matos está a chegar ao fim e já foram convidadas duas pessoas,
contam o João Vieira Pereira e a Anabela Campos. Mas a coisa não está fácil, por causa do salário do novo presidente
da Caixa, 16.578 euros brutos, bem inferior ao auferido pelos
seus concorrentes da banca privada.
Expresso online
De facto, é um vencimento miserável. Eu até era capaz de aceitar o cargo, se escorressem por fora outras mordomias.
A vida não está fácil.
Expresso online
De facto, é um vencimento miserável. Eu até era capaz de aceitar o cargo, se escorressem por fora outras mordomias.
A vida não está fácil.
Os resultados das presidenciais e o PS
Ainda
os resultados das presidenciais não estavam completamente apurados, já muita
gente – jornalistas, comentadores e políticos de todas as cores, sobretudo da
Direita Neoliberal – opinava que o PS, diziam uns, e a esquerda diziam outros,
tinham sofrido uma derrota. É evidente que tendo vencido um candidato da
Direita, recomendado (o que é
isso??) pela dupla Passos/Portas, o PS perdeu, sem qualquer dúvida, pois o PS é
um partido de Esquerda, aliás o maior partido da Esquerda. Mas desenganem-se
aqueles que pensam que o PS perdeu porque Maria de Belém teve aquele resultado
miserável. Não, o PS perdeu porque a Esquerda perdeu.
Não era fácil, bem pelo contrário, derrotar
Marcelo, um comentador político cheio de treta, que todo o bicho careta conhece
de o ver pelo menos uma vez por semana na televisão a ganhar dinheiro
promovendo-se. E mais difícil se tornou quando António Guterres ou António
Vitorino não quiseram ir a votos.
Confesso
que não entendi, nem entendo, as críticas que alguns apoiantes de Maria Belém –
Vera Jardim, Alberto Martins e Manuel Alegre – mandaram para dentro do partido.
Maria de Belém não era candidata apoiada pelo partido, nem poderia sê-lo, uma
vez que, de uma forma que já classifiquei de velhaca, Maria de Belém anunciou a
sua candidatura num momento em que o líder, António Costa, estava a ser
entrevistado na RTP. Quanto a mim, o erro do líder e, consequentemente do
partido, foi não ter assumido e apoiado de facto (com a máquina do partido em
acção) a candidatura de Sampaio da Nóvoa.
Por
tudo isto, com todo o respeito e até gratidão que tenho por eles, recomendo a
estes barões do PS: JUIZINHO!
Já
agora, uma lembrança Para Manuel Alegre: Sampaio da Nóvoa teve, nestas
eleições, um resultado melhor que os seus nas duas
eleições em que foi candidato.
MEMÓRIAS
Neste dia,
em 1756, nasce W. A. Mozart, compositor austríaco
em 1901, morre Giuseppe Verdi, compositor italiano
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
MEMÓRIAS
Neste dia,
em 1925, nasce Paul Newman, actor norte-americano
em 1973, morre Edward G. Robinson, actor norte-americano
em 1992, morre José Ferrer, actor norte-americano, nascido em Porto Rico
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
RESULTADOS ELEITORAIS
A minha leitura sobre o resultado das presidenciais:
Marcelo ganhou.
Cavaco, sem ser concorrente, perdeu. E nem lhe deram oportunidade de dizer que bem tinha avisado do que aí vinha, o que se lamenta.
Nóvoa, caindo de pé, regressa ao seu métier do velho Tempo Novo, em que dizem ser competente.
Passos Coelho, sem surpresa, vai à vida, talvez por conta de Ângelo Correia.
Portas deixou de contar e a Cristas ainda é estagiária.
O PS perdeu em toda a linha.
António Costa não perdeu nem ganhou, antes pelo contrário.
Maria de Belém, levezinha que é, foi levada pelo vento que passa para a companhia do padre Melícias.
Os seguristas recolhem, de vez, a penates ou vão continuar a jantar na Mealhada?
A Mariza vendeu o seu peixe a preço bem conveniente, embora a qualidade do pescado não esteja certificada pela ASAE, sendo certo que o mesmo ostenta um belíssimo aspecto.
O avô Jerónimo inventou um ex-padre e deu-se mal, já quem os crentes não foram à missa, talvez porque o sino não tenha sido ouvido e esteja a precisar de reforma.
O Morais é um ignorante: não sabe que vive no país da cunha institucionalizada e a sua bandeira de uma só cor, desgastada e desbotada, não é chamariz para grandes batalhas.
O vencedor da noite (não fora Marcelo desmancha-prazeres) é o Tino de Rans, em que o país se reviu, como se estivesse a mirar-se ao espelho.
Dos restantes, Henrique Neto, Jorge Sequeira e Cândido Ferreira, a História será omissa.
Marcelo ganhou.
Cavaco, sem ser concorrente, perdeu. E nem lhe deram oportunidade de dizer que bem tinha avisado do que aí vinha, o que se lamenta.
Nóvoa, caindo de pé, regressa ao seu métier do velho Tempo Novo, em que dizem ser competente.
Passos Coelho, sem surpresa, vai à vida, talvez por conta de Ângelo Correia.
Portas deixou de contar e a Cristas ainda é estagiária.
O PS perdeu em toda a linha.
António Costa não perdeu nem ganhou, antes pelo contrário.
Maria de Belém, levezinha que é, foi levada pelo vento que passa para a companhia do padre Melícias.
Os seguristas recolhem, de vez, a penates ou vão continuar a jantar na Mealhada?
A Mariza vendeu o seu peixe a preço bem conveniente, embora a qualidade do pescado não esteja certificada pela ASAE, sendo certo que o mesmo ostenta um belíssimo aspecto.
O avô Jerónimo inventou um ex-padre e deu-se mal, já quem os crentes não foram à missa, talvez porque o sino não tenha sido ouvido e esteja a precisar de reforma.
O Morais é um ignorante: não sabe que vive no país da cunha institucionalizada e a sua bandeira de uma só cor, desgastada e desbotada, não é chamariz para grandes batalhas.
O vencedor da noite (não fora Marcelo desmancha-prazeres) é o Tino de Rans, em que o país se reviu, como se estivesse a mirar-se ao espelho.
Dos restantes, Henrique Neto, Jorge Sequeira e Cândido Ferreira, a História será omissa.
Breve balanço das presidenciais
Acabadas
as eleições presidenciais é hora de fazer um rápido balanço e dizer alguma
coisa sobre os resultados das mesmas.
Marcelo
Rebelo de Sousa foi o vencedor (permitam-me confessar que contra a minha
vontade), conseguindo 52% dos votos – 2 410 130 votos num universo de 9 699 000
eleitores inscritos, o que é um bocadinho menos do que 25% dos potenciais
votantes. Mas, sem qualquer dúvida, foi eleito e será por direito próprio o
próximo Presidente da República.
Quanto
aos outros candidatos:
Previsíveis
os resultados de Paulo de Morais, Henrique Neto, Jorge Sequeira e Cândido
Ferreira.
Que
dizer do resultado de Tino de Rans? Uma completa surpresa. Perde para Edgar
Silva por 0,67% dos votos e para Maria de Belém por 0,96% dos votos! Impensável
no início da campanha.
Marisa
Matias e Sampaio da Nóvoa, perderam as eleições, sem quaisquer dúvidas. Mas os
scores conseguidos por ambos, foram animadores. Sampaio da Nóvoa que não pôde contar
com a máquina e o apoio real do PS, por força da candidatura revel de Maria de
Belém, atingiu praticamente os 23%, percentagem de votos superior àquelas que
Manuel Alegre teve nas duas eleições que disputou.
Edgar
Silva teve uma grande derrota. Um enorme erro de cálculo do Partido Comunista,
que convencido fidedignidade do seu eleitorado candidatou uma figura com pouco
ou nenhum carisma.
E
Maria de Belém? Maria de Belém teve uma estrondosa derrota. Ficou atrás de Tino
de Rans nos distritos do Porto, Viana do Castelo e Viseu. Para quem, com bazófia,
dizia dever ser dona dos votos dos socialistas, teve a resposta adequada. Ela e
a tralha segurista que, com desejos de vingança de António Costa, a mandou para
a fogueira. Não por acaso a Comunicação Social de hoje fala em derrota do
segurismo.
A DEVOLUÇÃO DA SOBRETAXA
Estou fulo.
Até Setembro/Outubro fui consultando o Portal das Finanças para ver a quanto montava a devolução da sobretaxa do IRS de que eu iria beneficiar. À medida que o tempo decorria, ia vendo um valor cada vez mais diminuto, mas sempre acreditei que ia ver algum - promessa da então senhora ministra das Finanças, a dos cofres cheios. Ouço hoje que, afinal, não há nada para ninguém. Está visto: o António Costa e o Mário Centeno arranjaram maneira de me lixar. Se "lá" tivessem continuado o Passos e a Maria Luís nada disto acontecia e talvez eu pudesse vir a trocar de carro. Mas por que é que eu havia de ter votado no Costa?
Até Setembro/Outubro fui consultando o Portal das Finanças para ver a quanto montava a devolução da sobretaxa do IRS de que eu iria beneficiar. À medida que o tempo decorria, ia vendo um valor cada vez mais diminuto, mas sempre acreditei que ia ver algum - promessa da então senhora ministra das Finanças, a dos cofres cheios. Ouço hoje que, afinal, não há nada para ninguém. Está visto: o António Costa e o Mário Centeno arranjaram maneira de me lixar. Se "lá" tivessem continuado o Passos e a Maria Luís nada disto acontecia e talvez eu pudesse vir a trocar de carro. Mas por que é que eu havia de ter votado no Costa?
PRESIDENCIAIS
Não votei Marcelo, porque sim, mas a partir de 9 de Março será o "meu" Presidente e espero que continue a sê-lo durante o mandato.
Um "pormenor" bem grande no seu discurso de vitória: a diferença entre tal discurso e o de Cavaco Silva, em noite idêntica, em 2011.
Um "pormenor" bem grande no seu discurso de vitória: a diferença entre tal discurso e o de Cavaco Silva, em noite idêntica, em 2011.
Acabaram-se as presidenciais. Marcelo Presidente
E
pronto! Acabaram-se as eleições presidenciais. Marcelo Rebelo de Sousa foi
eleito, como previsto desde o início da pré-campanha, à primeira volta com 52%
dos votos, num acto eleitoral em que se abstiveram mais de 51% dos eleitores
inscritos. Ora, como ele próprio disse, o Povo é quem mais ordena e, assim, Marcelo
será a partir de 9 de Março – dia da posse –, o próximo Presidente da
República. Embora, como muitos portugueses, saiba que Marcelo já disse muitas
vezes uma coisa e o seu contrário, fico à espera que cumpra o seu mandato com
os princípios e regras que se fartou de apregoar durante a campanha. Gostaria
de poder dizer daqui por algum tempo que Marcelo tem sido o Presidente de todos
os portugueses.
MEMÓRIAS
Neste dia,
em 1990, morre Ava Gardner, actriz norte-americana
morre Ava Gardner, actriz norte-americana
domingo, 24 de janeiro de 2016
NOVO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Marcelo Rebelo de Sousa é o novo Presidente da República
Espero que a sua prática corresponda ao discurso de vitória.
MEMÓRIAS
Neste dia, em 1943, nasce Sharon Tate, modelo e actriz norte-americana, casada com o actor e realizador Roman Polanski, e que foi assassinada quando grávida
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
VAMOS REFLECTIR
Estamos quase, quase a entrar em período de reflexão, uma das coisas bem esdrúxulas que nos impingiram. Reflictam, pois.
Por mim, e se mais não fora (e é) por exclusão de partes, quero ver, na 2.ª volta, o Marcelo e o Nóvoa e continuar a assistir (o que não faço) à missa dominical na TVI.
Por mim, e se mais não fora (e é) por exclusão de partes, quero ver, na 2.ª volta, o Marcelo e o Nóvoa e continuar a assistir (o que não faço) à missa dominical na TVI.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
CONTRIBUTOS EXTERNOS
NA MARGEM DO MANDOVI
0HERALD0
Antunes Ferreira em Goa
Corre tranquilo o Mandovi a caminho do oceano Índico que o
espera. Está uma noite deliciosa, não faz muito calor e até desliza uma brisa, termo que aqui é muito usado…
quando ela ocorre. No rio os barcos casinos fosforejam num arraial de cores; há
tempos, mais precisamente dois anos, pude ler em 0HERALD0 que o Governo do estado ia proibir os navios onde funcionam
os casinos; mas foi sol de pouca dura; o turismo, a segunda fonte de receitas
de Goa, tem muita força, a corrupção também e eles lá estão, carregados de
luzes que anunciam a riqueza, a felicidade e a plenitude para toda a vida. Isto
é, para se encherem de rupias ou preferencialmente de dólares, de euros ou de
libras inglesas, moedas correntes em Goa paralelamente com a indiana.
Estou sentado na esplanada Riviera que pertence ao hotel Mandovi, do outro lado
da rua, que foi construído no tempo dos Portugueses e depois da invasão muito
remodelado. Comigo estão a Raquel e o doutor Zito Menezes, que foram colegas no
então Liceu Nacional Afonso de Albuquerque, uma instituição com muito peso,
fundada em 1854 e encerrada em Dezembro de 61, Janeiro, Março e Abril de 1962. Os
dois parecem irmãos gémeos, ambos não gostam de arroz (???) a não ser do
basmati e bem solto cozido a preceito para não ficar duro nem empapado. Para
Goeses isto não se compreende; mas o problema é deles.
Abro o tema da conversa. O HERALDO era um diário do tal tempo dos Portugueses e obviamente
escrito na nossa língua. Ainda o encontrei em inglês mas com duas páginas em
Português. Li-o pela primeira vez em 1980, aquando da minha primeira visita a
Goa. Em 82 já era todo em inglês. No entanto havia que mudar o título para que
não fosse exemplo da colonização lusa; mas como queriam mantê-lo “disfarçado”
arranjaram uma solução gráfica. Os “O” inicial e final foram “transformados” em
“adereços” do mesmo título; daí 0HERALD0…
A imaginação tem coisas…
Há dois anos o diário entrevistou-me. A jornalista que veio
falar comigo fez um excelente trabalho. Chama-se Diana Fernandes, faz parte da
comunidade católica cada vez mais reduzida mas, apesar do nome, só fala inglês
e concanim. Mas disse-me que depois de me entrevistar tinha gostado tanto da
conversa que ia apender Português. Achei quase carinhosa a ideia. Transmiti-a
ao Alexandre Moniz Barbosa, um dos editores do periódico e meu Amigo.
Alexandre tinha sido o editor do “Times of Índia” (Goa), um
dos maiores jornais do Mundo com delegações em todos os Estados da India e
decidira mudar para 0HERALD0 onde
também tinha a mesma categoria profissional, mas já foi promovido sendo hoje
editor executivo; fala correctamente Português. E quando há dois anos fiz uma
conferência na Fundação Oriente, no bairro mais castiço da capital, Fontaínhas,
foi ele o meu tradutor, pois o meu inglês não é suficiente para uma palestra.
Para uma conversa ou para uma entrevista chega-me…
Moniz Barbosa e eu tornámo-nos bons amigos e até já tenho escrito umas
“coisas” de Lisboa para o quotidiano. Mas, agora o que está na moda é o novo
primeiro-ministro português que apenas eleito passou a ser conhecido pelo
“Gandhi lisboeta”. Agora, António Costa é conhecido: o chefe do Governo
Português é luso-indiano. A História é muito complicada, eu diria até muito
traiçoeira. Num Estado como Goa subsiste algum anticolonialismo em relação aos
lusos. Um exemplo: falar Português é indício de neocolonialismo, mas há quem
negue a afirmação –o que acontece com muito boa gente, incluindo – pasme-se
hindus.
Na cavaqueira agora a quatro pois Moniz Barbosa combinara ir
ter connosco ao Riviera, o tema é controverso, Os dois interlocutores, de cepa
goesa e de boa casta, interrogam-se sobre esse “receio” do facto de se usar a
língua de Camões e de Pessoa. Decido meter uma coelhada numa tal sopa de
letras. E sublinho, com o ar mais inocente possível, que a segunda língua
oficial da Índia é o inglês. E se a grande Mãe Índia foi esmagadoramente
colonizada pelos súbditos de vários reis britânicos, por que raio de bulas o
inglês não é considerado um resíduo do
colonialismo do Reino Unido?
Boa pergunta diz-me o médico (que para mim é o exemplo
típico de luso-indiano ainda que sedeado em Goa, tal é o seu amor por Portugal,
uma vez mais igualzinho à Raquel). Alexandre Moniz Barreto carrega o cenho: tem
piada nunca tinha pensado nisso, mas a tua pergunta tem toda
a razão de ser. Vou tentar saber alguma informação sobre a questão e depois
disso dir-te-ei o resultado. Ao lado lado, o Mandovi continua a deslizar,
plácido, apenas interrompido pelos motores dos dois ferry-boats que unem as
duas margens. Goa é definitivamente “sôssêgada”…
(Há gravuras
do jornal no Google Images)
Eleições presidenciais 5
À
medida que a campanha para as presidenciais vai caminhando para o fim, mais me
convenço que só dois dos candidatos podem ganhar: Marcelo Rebelo de Sousa, sem
dúvida o candidato com melhores expectativas de poder vencer, já que é o único
da área da Direita e António Sampaio da Nóvoa, o candidato da Esquerda não refém
de nenhum partido. E Maria de Belém? Bom, Maria de Belém, com tantos tiros nos
pés que foi dando e continua a dar, com a radicalização do seu discurso, com a
arrogância com que ela se acha dona dos votos dos socialistas e ainda com a
aceitação que Sampaio da Nóvoa foi conquistando em muitos eleitores de
esquerda, perdeu, em meu entender, todas as hipóteses de ganhar.
E
este meu entender vem-me daquilo que vou ouvindo e lendo e, sobretudo, das conversas
que vou tendo com amigos e algumas pessoas com quem falo. Quando lanço a
pergunta: e se Maria de Belém, por absurdo, for à segunda volta, em quem votas?
Tenho recebido dois tipos de resposta: ou, não vou votar, ou, voto em branco;
em Maria de Belém é que não voto, complementam.
Tenho
pena, muita pena mesmo, que o PS se tenha alheado destas eleições. Sei que a
actual direcção do partido se viu confrontada com a candidatura velhaca e revel
de Maria de Belém, e não quis dividir os militantes. Fez mal.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
MEMÓRIAS
Neste dia,
em 1920, nasce Federico Fellini,. realizador italiano
em 1993, morre Audrey Hupburn, actriz de origem belga
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Eleições presidenciais 4
Parece
que a candidata Maria de Belém se arroga em ser, ou melhor, em querer ser a
candidata do Partido Socialista. É claro que não é. E eu digo, ainda bem. De
qualquer modo, ou ando muito mal informado, ou estou certo que o PS, e quando
digo o PS, quero dizer os seus órgãos dirigentes e a sua Direcção foram bem
explícitos quanto à posição do partido nestas eleições presidenciais: Na
primeira volta o PS não apoia nenhum dos candidatos; se houver segunda volta, o
PS poderá apoiar oficialmente um dos candidatos, presumo eu, o candidato da
esquerda que for disputá-la com Marcelo Rebelo de Sousa. E se há candidato
(neste caso candidata) que nada pode apontar a esta posição do PS, é Maria de
Belém, já que a sua candidatura aparece completamente à revelia do partido.
Pior, aparece como um acto de vingança da tralha segurista, à qual se juntaram
alguns apoios de barões para os quais o partido não deve apoiar quem não for
seu militante. E eu pergunto: Muitos destes barões não foram apoiantes de
Eanes? A Jorge Coelho não, porque não sei por onde ele andava, mas a Vera Jardim
e a Manuel Alegre gostaria que me informassem em quem votaram nessa altura. E se
o PS decidiu não apoiar um candidato na primeira volta, os seus dirigentes e
outras figuras de primeiro plano, tal como todos os outros militantes e
simpatizantes, votam de acordo com a sua vontade e consciência, como é óbvio
num país do “primeiro mundo”.
Espero
que muitos deles façam como eu que não sou militante e votem em António Sampaio
da Nóvoa.
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