sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

DA LÍNGUA PORTUGUESA

TRATAR AS PESSOAS POR VOCÊ OU TU?

Sabe a diferença entre o tratamento por tu e por senhor?  Pensa que sabe, mas leia abaixo um pequeno exemplo, que ilustra bem a diferença:


O Director Geral de um Banco, estava preocupado com um jovem e brilhante director, que depois de ter trabalhado durante algum tempo com ele, sem parar nem para almoçar, começou a ausentar-se ao meio-dia. Então o Director Geral do Banco chamou um detective e disse-lhe:
- Siga o Dr. Mendes durante uma semana, durante a hora do almoço.
O detective, após cumprir o que lhe havia sido pedido, voltou e informou:
- O Dr. Mendes sai normalmente ao meio-dia, pega no seu carro, vai a sua casa almoçar, faz amor com a sua mulher, fuma um dos seus excelentes cubanos e regressa ao trabalho.
Responde o Director Geral:
- Ah, bom, antes assim. Não há nada de mal nisso.
O detective pergunta-lhe:
- Desculpe. Posso tratá-lo por tu?
- 'Sim, claro' respondeu o Director surpreendido!
- Então vou repetir: o Dr. Mendes sai normalmente ao meio-dia, pega no teu carro, vai a tua casa almoçar, faz amor com a tua mulher, fuma um dos teus excelentes cubanos e regressa ao trabalho.

Fabulosa... esta língua portuguesa! Ler devagar e atentamente!


A lingua Portuguesa é estupenda e presta-se a estas coisas: Por exemplo:

Se o Mário Mata, a Florbela Espanca, o Jaime Gama e o Jorge Palma, o que é que a Rosa Lobato Faria?
E, já agora: alguém acredita que a Zita Se-abra para o António Peres Metello?
A lingua Portuguesa é mesmo fascinante!




quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

DA LÍNGUA PORTUGUESA

Esta pérola veio parar à minha caixa de correio electrónico, através de um amigo, e decidi partilhá-la com quem passar por aqui.
"Uma das histórias judiciais que ficaram célebres, na primeira metade do século XX, teve a ver com a defesa de um arguido acusado de chamar "filho da puta" ao ofendido, expressão que, na altura, era considerada altamente ofensiva.
Nas suas alegações, o escritor e advogado Ramada Curto começou por chamar a atenção do juiz para o facto de muitas vezes se utilizar esta expressão em termos elogiosos: «Grande filho da puta, és o melhor de todos!», ou carinhosos: «Dá cá um abraço, meu grande filho da puta!», tendo concluído da seguinte forma:
«E até aposto que, neste momento, V.Exa. está a pensar o seguinte: "Olhem lá do que este filho da puta não se havia de ter lembrado só para safar o seu cliente!"...»

Chegada a hora da sentença, o juiz vira-se para o réu e diz :
«O senhor está absolvido, mas bem pode agradecer ao filho da puta do seu advogado!»"


Esta já é velhinha, mas como voltei a recebê-la hoje, entendi dar dela conhecimento a quem ainda a não conheça.

POESIA, PARA VARIAR

Afirmas que brigámos. Que foi grave.

​ ​ 
Que o que dissemos já não tem perdão.

​  ​  
Que vais deixar aí a tua chave 

​      ​
e vais à cave içar o teu malão.


Mas como destrinçar os nossos bens? 

​ ​ 
Que livro? Que lembranças? Que papel? 

​  ​  
Os meus olhos, bem vês, és tu que os tens. 

​   ​   
Não te devolvo - é minha! - a tua pele.
Achei ali um sonho muito velho, 

​ ​ 
não sei se o queres levar, já está no fio. 

​  ​  
E o teu casaco roto, aquele vermelho 

​   ​   
que eu costumo vestir quando está frio?
E a planta que eu comprei e tu regavas? 

E o sol que dá no quarto de manhã? 

​  ​  
É meu o teu cachorro que eu tratava? 

​   ​   
É teu o meu canteiro de hortelã?


A qual de nós pertence este destino?

​ ​ 
Este beijo era meu? Ou já não era?

​  ​  
E o que faço das praias que não vimos?

​   ​   
Das marés que estão lá à nossa espera?


Dividimos ao meio as madrugadas?

​ ​ 
E a falésia das tardes de Novembro?

​  ​  
E as sonatas que ouvimos de mãos dadas?

​   ​   
De quem é esta briga? Não me lembro.

Rosa Lobato de Faria


SÓ?

O outro tema maior do dia é sobre a sucessão na liderança da Caixa Geral de Depósitos. A administração liderada por José de Matos está a chegar ao fim e já foram convidadas duas pessoas, contam o João Vieira Pereira e a Anabela Campos. Mas a coisa não está fácil, por causa do salário do novo presidente da Caixa, 16.578 euros brutos, bem inferior ao auferido pelos seus concorrentes da banca privada.

Expresso online


De facto, é um vencimento miserável. Eu até era capaz de aceitar o cargo, se escorressem por fora outras mordomias.
A vida não está fácil.

Os resultados das presidenciais e o PS

Ainda os resultados das presidenciais não estavam completamente apurados, já muita gente – jornalistas, comentadores e políticos de todas as cores, sobretudo da Direita Neoliberal – opinava que o PS, diziam uns, e a esquerda diziam outros, tinham sofrido uma derrota. É evidente que tendo vencido um candidato da Direita, recomendado (o que é isso??) pela dupla Passos/Portas, o PS perdeu, sem qualquer dúvida, pois o PS é um partido de Esquerda, aliás o maior partido da Esquerda. Mas desenganem-se aqueles que pensam que o PS perdeu porque Maria de Belém teve aquele resultado miserável. Não, o PS perdeu porque a Esquerda perdeu.
 Não era fácil, bem pelo contrário, derrotar Marcelo, um comentador político cheio de treta, que todo o bicho careta conhece de o ver pelo menos uma vez por semana na televisão a ganhar dinheiro promovendo-se. E mais difícil se tornou quando António Guterres ou António Vitorino não quiseram ir a votos.
Confesso que não entendi, nem entendo, as críticas que alguns apoiantes de Maria Belém – Vera Jardim, Alberto Martins e Manuel Alegre – mandaram para dentro do partido. Maria de Belém não era candidata apoiada pelo partido, nem poderia sê-lo, uma vez que, de uma forma que já classifiquei de velhaca, Maria de Belém anunciou a sua candidatura num momento em que o líder, António Costa, estava a ser entrevistado na RTP. Quanto a mim, o erro do líder e, consequentemente do partido, foi não ter assumido e apoiado de facto (com a máquina do partido em acção) a candidatura de Sampaio da Nóvoa.
Por tudo isto, com todo o respeito e até gratidão que tenho por eles, recomendo a estes barões do PS: JUIZINHO!
Já agora, uma lembrança Para Manuel Alegre: Sampaio da Nóvoa teve, nestas eleições, um resultado melhor que os seus nas duas eleições em que foi candidato.


MEMÓRIAS

Neste dia,



em 1756, nasce W. A. Mozart, compositor austríaco




em 1901, morre Giuseppe Verdi, compositor italiano

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

MEMÓRIAS

Neste dia,







em 1925, nasce Paul Newman, actor norte-americano







em 1973, morre Edward G. Robinson, actor norte-americano







em 1992, morre José Ferrer, actor norte-americano, nascido em Porto Rico

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

RESULTADOS ELEITORAIS

A minha leitura sobre o resultado das presidenciais:

Marcelo ganhou.

Cavaco, sem ser concorrente, perdeu. E nem lhe deram oportunidade de dizer que bem tinha avisado do que aí vinha, o que se lamenta.

Nóvoa, caindo de pé, regressa ao seu métier do velho Tempo Novo, em que dizem ser competente.

Passos Coelho, sem surpresa, vai à vida, talvez por conta de Ângelo Correia.

Portas deixou de contar e a Cristas ainda é estagiária.

O PS perdeu em toda a linha.

António Costa não perdeu nem ganhou, antes pelo contrário.

Maria de Belém, levezinha que é, foi levada pelo vento que passa para a companhia do  padre Melícias.

Os seguristas recolhem, de vez, a penates ou vão continuar a jantar na Mealhada? 

A Mariza vendeu o seu peixe a preço bem conveniente, embora a qualidade do pescado não esteja certificada pela ASAE, sendo certo que o mesmo ostenta um belíssimo aspecto.

O avô Jerónimo inventou um ex-padre e deu-se mal, já quem os crentes não foram à missa, talvez porque o sino não tenha sido ouvido e esteja a precisar de reforma.

O Morais é um ignorante: não sabe que vive no país da cunha institucionalizada e a sua bandeira de uma só cor, desgastada e desbotada, não é chamariz para grandes batalhas.

O vencedor da noite (não fora Marcelo desmancha-prazeres) é o Tino de Rans, em que o país se reviu, como se estivesse a mirar-se ao espelho.

Dos restantes, Henrique Neto, Jorge Sequeira e Cândido Ferreira, a História será omissa.



Breve balanço das presidenciais

Acabadas as eleições presidenciais é hora de fazer um rápido balanço e dizer alguma coisa sobre os resultados das mesmas.
Marcelo Rebelo de Sousa foi o vencedor (permitam-me confessar que contra a minha vontade), conseguindo 52% dos votos – 2 410 130 votos num universo de 9 699 000 eleitores inscritos, o que é um bocadinho menos do que 25% dos potenciais votantes. Mas, sem qualquer dúvida, foi eleito e será por direito próprio o próximo Presidente da República.
Quanto aos outros candidatos:
Previsíveis os resultados de Paulo de Morais, Henrique Neto, Jorge Sequeira e Cândido Ferreira.
Que dizer do resultado de Tino de Rans? Uma completa surpresa. Perde para Edgar Silva por 0,67% dos votos e para Maria de Belém por 0,96% dos votos! Impensável no início da campanha.
Marisa Matias e Sampaio da Nóvoa, perderam as eleições, sem quaisquer dúvidas. Mas os scores conseguidos por ambos, foram animadores. Sampaio da Nóvoa que não pôde contar com a máquina e o apoio real do PS, por força da candidatura revel de Maria de Belém, atingiu praticamente os 23%, percentagem de votos superior àquelas que Manuel Alegre teve nas duas eleições que disputou.
Edgar Silva teve uma grande derrota. Um enorme erro de cálculo do Partido Comunista, que convencido fidedignidade do seu eleitorado candidatou uma figura com pouco ou nenhum carisma.
E Maria de Belém? Maria de Belém teve uma estrondosa derrota. Ficou atrás de Tino de Rans nos distritos do Porto, Viana do Castelo e Viseu. Para quem, com bazófia, dizia dever ser dona dos votos dos socialistas, teve a resposta adequada. Ela e a tralha segurista que, com desejos de vingança de António Costa, a mandou para a fogueira. Não por acaso a Comunicação Social de hoje fala em derrota do segurismo.  

  

A DEVOLUÇÃO DA SOBRETAXA

Estou fulo. 
Até Setembro/Outubro fui consultando o Portal das Finanças para ver a quanto montava a devolução da sobretaxa do IRS de que eu iria beneficiar. À medida que o tempo decorria, ia vendo um valor cada vez mais diminuto, mas sempre acreditei que ia ver algum - promessa da então senhora ministra das Finanças, a dos cofres cheios. Ouço hoje que, afinal, não há nada para ninguém. Está visto: o António Costa e o Mário Centeno arranjaram maneira de me lixar. Se "lá" tivessem continuado o Passos e a Maria Luís nada disto acontecia e talvez eu pudesse vir a trocar de carro. Mas por que é que eu havia de ter votado no Costa?

PRESIDENCIAIS

Não votei Marcelo, porque sim, mas a partir de 9 de Março será o "meu" Presidente e espero que continue a sê-lo durante o mandato.
Um "pormenor" bem grande no seu discurso de vitória: a diferença entre tal discurso e o de Cavaco Silva, em noite idêntica, em 2011. 

Acabaram-se as presidenciais. Marcelo Presidente

E pronto! Acabaram-se as eleições presidenciais. Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito, como previsto desde o início da pré-campanha, à primeira volta com 52% dos votos, num acto eleitoral em que se abstiveram mais de 51% dos eleitores inscritos. Ora, como ele próprio disse, o Povo é quem mais ordena e, assim, Marcelo será a partir de 9 de Março – dia da posse –, o próximo Presidente da República. Embora, como muitos portugueses, saiba que Marcelo já disse muitas vezes uma coisa e o seu contrário, fico à espera que cumpra o seu mandato com os princípios e regras que se fartou de apregoar durante a campanha. Gostaria de poder dizer daqui por algum tempo que Marcelo tem sido o Presidente de todos os portugueses. 

MEMÓRIAS

Neste dia, 




em 1990, morre Ava Gardner, actriz norte-americana











 morre Ava Gardner, actriz norte-americana

domingo, 24 de janeiro de 2016

NOVO PRESIDENTE DA REPÚBLICA





Marcelo Rebelo de Sousa é o novo Presidente da República

Espero que a sua prática corresponda ao discurso de vitória.


MEMÓRIAS


Neste dia, em 1943, nasce Sharon Tate, modelo e actriz norte-americana, casada com o actor e realizador Roman Polanski, e que foi assassinada quando grávida

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

VAMOS REFLECTIR

Estamos quase, quase a entrar em período de reflexão, uma das coisas bem esdrúxulas que nos impingiram. Reflictam, pois.
Por mim, e se mais não fora (e é) por exclusão de partes, quero ver, na 2.ª volta, o Marcelo e o Nóvoa e continuar a assistir (o que não faço) à missa dominical na TVI.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

CONTRIBUTOS EXTERNOS

NA MARGEM DO MANDOVI


 0HERALD0

Antunes Ferreira em Goa



Corre tranquilo o Mandovi a caminho do oceano Índico que o espera. Está uma noite deliciosa, não faz muito calor e até desliza  uma brisa, termo que aqui é muito usado… quando ela ocorre. No rio os barcos casinos fosforejam num arraial de cores; há tempos, mais precisamente dois anos, pude ler em 0HERALD0 que o Governo do estado ia proibir os navios onde funcionam os casinos; mas foi sol de pouca dura; o turismo, a segunda fonte de receitas de Goa, tem muita força, a corrupção também e eles lá estão, carregados de luzes que anunciam a riqueza, a felicidade e a plenitude para toda a vida. Isto é, para se encherem de rupias ou preferencialmente de dólares, de euros ou de libras inglesas, moedas correntes em Goa paralelamente com a indiana.

Estou sentado na esplanada Riviera  que pertence ao hotel Mandovi, do outro lado da rua, que foi construído no tempo dos Portugueses e depois da invasão muito remodelado. Comigo estão a Raquel e o doutor Zito Menezes, que foram colegas no então Liceu Nacional Afonso de Albuquerque, uma instituição com muito peso, fundada em 1854 e encerrada em Dezembro de 61, Janeiro, Março e Abril de 1962. Os dois parecem irmãos gémeos, ambos não gostam de arroz (???) a não ser do basmati e bem solto cozido a preceito para não ficar duro nem empapado. Para Goeses isto não se compreende; mas o problema é deles.

Abro o tema da conversa. O HERALDO era um diário do tal tempo dos Portugueses e obviamente escrito na nossa língua. Ainda o encontrei em inglês mas com duas páginas em Português. Li-o pela primeira vez em 1980, aquando da minha primeira visita a Goa. Em 82 já era todo em inglês. No entanto havia que mudar o título para que não fosse exemplo da colonização lusa; mas como queriam mantê-lo “disfarçado” arranjaram uma solução gráfica. Os “O” inicial e final foram “transformados” em “adereços” do mesmo título; daí 0HERALD0… A imaginação tem coisas…

Há dois anos o diário entrevistou-me. A jornalista que veio falar comigo fez um excelente trabalho. Chama-se Diana Fernandes, faz parte da comunidade católica cada vez mais reduzida mas, apesar do nome, só fala inglês e concanim. Mas disse-me que depois de me entrevistar tinha gostado tanto da conversa que ia apender Português. Achei quase carinhosa a ideia. Transmiti-a ao Alexandre Moniz Barbosa, um dos editores do periódico e meu Amigo.

Alexandre tinha sido o editor do “Times of Índia” (Goa), um dos maiores jornais do Mundo com delegações em todos os Estados da India e decidira mudar para 0HERALD0 onde também tinha a mesma categoria profissional, mas já foi promovido sendo hoje editor executivo; fala correctamente Português. E quando há dois anos fiz uma conferência na Fundação Oriente, no bairro mais castiço da capital, Fontaínhas, foi ele o meu tradutor, pois o meu inglês não é suficiente para uma palestra. Para uma conversa ou para uma entrevista chega-me…

Moniz Barbosa e eu tornámo-nos  bons amigos e até já tenho escrito umas “coisas” de Lisboa para o quotidiano. Mas, agora o que está na moda é o novo primeiro-ministro português que apenas eleito passou a ser conhecido pelo “Gandhi lisboeta”. Agora, António Costa é conhecido: o chefe do Governo Português é luso-indiano. A História é muito complicada, eu diria até muito traiçoeira. Num Estado como Goa subsiste algum anticolonialismo em relação aos lusos. Um exemplo: falar Português é indício de neocolonialismo, mas há quem negue a afirmação –o que acontece com muito boa gente, incluindo – pasme-se hindus.

Na cavaqueira agora a quatro pois Moniz Barbosa combinara ir ter connosco ao Riviera, o tema é controverso, Os dois interlocutores, de cepa goesa e de boa casta, interrogam-se sobre esse “receio” do facto de se usar a língua de Camões e de Pessoa. Decido meter uma coelhada numa tal sopa de letras. E sublinho, com o ar mais inocente possível, que a segunda língua oficial da Índia é o inglês. E se a grande Mãe Índia foi esmagadoramente colonizada pelos súbditos de vários reis britânicos, por que raio de bulas o inglês não  é considerado um resíduo do colonialismo do Reino Unido?

Boa pergunta diz-me o médico (que para mim é o exemplo típico de luso-indiano ainda que sedeado em Goa, tal é o seu amor por Portugal, uma vez mais igualzinho à Raquel). Alexandre Moniz Barreto carrega o cenho: tem piada nunca tinha pensado nisso, mas a tua pergunta tem toda a razão de ser. Vou tentar saber alguma informação sobre a questão e depois disso dir-te-ei o resultado. Ao lado lado, o Mandovi continua a deslizar, plácido, apenas interrompido pelos motores dos dois ferry-boats que unem as duas margens. Goa é definitivamente “sôssêgada”…

(Há gravuras do jornal no Google Images)




Eleições presidenciais 5

À medida que a campanha para as presidenciais vai caminhando para o fim, mais me convenço que só dois dos candidatos podem ganhar: Marcelo Rebelo de Sousa, sem dúvida o candidato com melhores expectativas de poder vencer, já que é o único da área da Direita e António Sampaio da Nóvoa, o candidato da Esquerda não refém de nenhum partido. E Maria de Belém? Bom, Maria de Belém, com tantos tiros nos pés que foi dando e continua a dar, com a radicalização do seu discurso, com a arrogância com que ela se acha dona dos votos dos socialistas e ainda com a aceitação que Sampaio da Nóvoa foi conquistando em muitos eleitores de esquerda, perdeu, em meu entender, todas as hipóteses de ganhar.
E este meu entender vem-me daquilo que vou ouvindo e lendo e, sobretudo, das conversas que vou tendo com amigos e algumas pessoas com quem falo. Quando lanço a pergunta: e se Maria de Belém, por absurdo, for à segunda volta, em quem votas? Tenho recebido dois tipos de resposta: ou, não vou votar, ou, voto em branco; em Maria de Belém é que não voto, complementam.

Tenho pena, muita pena mesmo, que o PS se tenha alheado destas eleições. Sei que a actual direcção do partido se viu confrontada com a candidatura velhaca e revel de Maria de Belém, e não quis dividir os militantes. Fez mal.        

EFEMÉRIDES

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Neste dia, em 1941, nasce Placido Domingo, tenor lírico espanhol 


MEMÓRIAS

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Neste dia, em 1961, morre João Villaret, actor e declamador português




quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

MEMÓRIAS - 2



Morreu Etore Scola, realizador italiano 

MEMÓRIAS

Neste dia,





em 1920, nasce Federico Fellini,. realizador italiano





em 1993, morre Audrey Hupburn, actriz de origem belga

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Eleições presidenciais 4

Parece que a candidata Maria de Belém se arroga em ser, ou melhor, em querer ser a candidata do Partido Socialista. É claro que não é. E eu digo, ainda bem. De qualquer modo, ou ando muito mal informado, ou estou certo que o PS, e quando digo o PS, quero dizer os seus órgãos dirigentes e a sua Direcção foram bem explícitos quanto à posição do partido nestas eleições presidenciais: Na primeira volta o PS não apoia nenhum dos candidatos; se houver segunda volta, o PS poderá apoiar oficialmente um dos candidatos, presumo eu, o candidato da esquerda que for disputá-la com Marcelo Rebelo de Sousa. E se há candidato (neste caso candidata) que nada pode apontar a esta posição do PS, é Maria de Belém, já que a sua candidatura aparece completamente à revelia do partido. Pior, aparece como um acto de vingança da tralha segurista, à qual se juntaram alguns apoios de barões para os quais o partido não deve apoiar quem não for seu militante. E eu pergunto: Muitos destes barões não foram apoiantes de Eanes? A Jorge Coelho não, porque não sei por onde ele andava, mas a Vera Jardim e a Manuel Alegre gostaria que me informassem em quem votaram nessa altura. E se o PS decidiu não apoiar um candidato na primeira volta, os seus dirigentes e outras figuras de primeiro plano, tal como todos os outros militantes e simpatizantes, votam de acordo com a sua vontade e consciência, como é óbvio num país do “primeiro mundo”.
Espero que muitos deles façam como eu que não sou militante e votem em António Sampaio da Nóvoa.


LUTO


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Morreu António Almeida Santos

Paz à sua alma