quarta-feira, 14 de outubro de 2015

MEMÓRIAS

Neste dia, em




1959, morre Errol Flynn actor britânico





1977, morre Bing Crosby, actor e cançonetista norte-americano





em 1990, morre Leonard Bernstein, compositor e maestro norte-americano



em 2009, morre Al Martino, cançonetista norte-americano


MÚSICAS E POEMAS


Ouvi há dias, na rádio.


Ronda do Soldadinho
1.
Um e dois e três
Era uma vez
Um soldadinho
De chumbo não era
Como era
O soldadinho
Um menino lindo
Que nasceu
Num roseiral
O menino lindo
Não nasceu
P'ra fazer mal
Menino cresceu
Já foi à escola
De sacola
Um e dois e três
Já sabe ler
Sabe contar
Menino cresceu
Já aprendeu
A trabalhar
Vai gado guardar
Já vai lavrar
E semear
2.
Um e dois e três
Era uma vez
Um soldadinho
De chumbo não era
Como era
O soldadinho
Menino cresceu
Mas não colheu
De semear
Os senhores da terra
O mandam p'rà guerra
Morrer ou matar
Os senhores da guerra
Não matam
Mandam matar
Os senhores da guerra
Não morrem
Mandam morrer
A guerra é p'ra quem
Nunca aprendeu
A semear
É p'ra quem só quer
Mandar matar
Para roubar
3.
Um e dois e três
Era uma vez
Um soldadinho
De chumbo não era
Como era
O soldadinho
Dancemos meninos
A roda
No roseiral
Que os meninos lindos
Não nascem
P'ra fazer mal
Soldadinho lindo
Era o rei
Da nossa terra
Fugiu para França
P'ra não ir
Morrer na guerra
Soldadinho lindo
Era o rei
Da nossa terra
Fugiu para França
P'ra não ir
Matar na guerra

TAUTOLOGIAS



Com um misto de impulso e reflexão, Maria de Belém concorre para “disputar a vitória”


Portugal precisa de um Presidente da República “independente” que saiba “interpretar a vontade do povo”, disse a socialista na apresentação da candidatura presidencial. No Centro Cultural de Belém, em Lisboa, estiveram socialistas como Manuel Alegre, Almeida Santos, ou Jorge Coelho.

Público online

Nada de novo na candidatura de Belém a Belém.


E ENTÃO?

O venerando Chefe de Estado disse há semanas, em Nova Iorque, que já sabia muito bem o que iria fazer após o acto eleitoral do passado dia 4. 
O certo é que nada transpira sobre a sua tomada de posição, segredo ainda bem guardado. Será que ele já contava com o ovo no cu da galinha e esta ainda não havia sido galada? Como é que su celência vai descalçar a bota, já que o Costa parece mais inclinado para a esquerda do que para a direita? Ou será mero bluff deste? Se sim, qual o preço? E quem vai cobrar tal preço e quem o vai pagar?

terça-feira, 13 de outubro de 2015

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

COELHOS


O grito, após a Catarina afirmar que o bicho se finou (o que era, evidentemente e para já um exagero publicitário).

PàF À RASCA

Aquando do encontro Passos/Portas-António Costa, de há dias, o PàF diz ter ficado incomodado pelo facto de Costa não ter levado nenhuma proposta concreta para viabilizar um governo de que Passos seria primeiro-ministro, quando este não apresentou, ele próprio, qualquer proposta que o aproximasse do programa do PS que bem conhecia.
Costa, entretanto, deu uma volta ao redondel da esquerda e eis que o PàF, à rasca (a mando do ainda PR, que vê a sua vida a andar para trás?),  remete 20 - vinte - medidas subscritas pelo PS e por si (PàF) aceites, tendentes a uma governação de centro/direita. 
Que vai responder Costa?
A seguir as cenas dos próximos capítulos....

Haja vergonha!!

Uma vergonha; é o que me apetece dizer do que se passou ontem na TVI, com as despedidas de Marcelo Rebelo de Sousa. Coisa nunca vista! Quantos comentadores políticos já deixaram os programas em que semanalmente faziam comentário político para se candidatarem a um importante cargo ou até integrarem um governo? Alguma vez foi feita uma despedida daquelas? Aquilo foi um despudorado acto de campanha eleitoral em favor de um dos candidatos à Presidência da República que, por sinal, beneficiou ao longo destes últimos meses de tempo de antena que ainda lhe foi pago. E, ao que se diz, muito bem pago.
Haja vergonha!

  

sábado, 10 de outubro de 2015

LIDO

(...)
4. No terreno da vitória da coligação há duas soluções possíveis: uma é a coligação governar com o apoio do PS, outra, que ninguém refere, o PS governar com o apoio da coligação. Ambas as soluções manteriam o governo dentro daquilo que se tem chamado “arco de governação”. Se a manutenção desse “arco” é a coisa mais importante que há, como diz a coligação, a segunda hipótese não pode ser excluída por muito abstrusa que pareça. Aliás, o discurso da estabilidade é ambíguo, porque se se trata apenas da estabilidade formal de uma maioria parlamentar, favorece o PS mais do que o PSD-CDS.



Pacheco Pereira, in Público

E esta, hein?

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

CONTRIBUTOS EXTERNOS


"Erro” ou homofobia

 

Por Antunes Ferreira

Inadmissível? Lamentável? Ignominioso? Desleixo? Este pot-pourri de interrogações  não serve para qualificar o que é inqualificável. Refiro-me obviamente à actuação de José Rodrigues dos Santos, um pivot de qualidade mas também de alguns excessos frente às câmaras da RTP. Por mais desculpas esfarrapadas que sejam apresentadas (e que já foram por Paulo Dentinho, director de Informação da televisão pública, ao visado) tenho de estar do lado do povo:” desculpas não curam!” 

A cena caricata (para não dizer pior!) teve por protagonista (indesejável) Santos que ao apresentar os deputados à nova Assembleia da República, afirmou que “o deputado mais velho  tem 70 anos e foi eleito - ou eleita - pelo PS.” Decorreu na quarta-feira no telejornal. Gafe, descuido, distracção? Um jornalista como JRS, qualificado universitariamente, tarimbado por muitas intervenções vividas em canários de guerra , inúmeras reportagens e etc. não pode dar-se ao luxo deste incrível lapso (???) O professor jubilado Alexandre Quintanilha é homossexual assumido e casado com o escritor norte-americano Richard Zimler. ´

 

Também e como é sabido sou jornalista, reformado ao que dizem, pois para mim um jornalista nunca se reforma e aceito que se cometa um erro, seja por que por que motivo for. Quem anda em tais vidas – e, curiosamente, também andei – por mais que o alinhamento dum programa em directo não pode dizer “o deputado mais velho tem 70 anos e foi eleito – ou eleita pelo PS” Uma simples regra da morfologia – que aprendi na 4.ª classe da instrução primária (quando a havia…) diz que o sujeito sujeita o complemento directo em número, grau ou espécie.

 

Parece que nos dias que vão correndo a terminologia é outra; mas foi assim que aprendi e embora se diga que só os burros não mudam, continuo a sentir-me confortável com aquilo que digo e escrevo. Outro tanto digo sobre o famigerado Acordo Ortográfico que para mim é hortugráphico.. . Mas, já me afastei do objectivo que aqui me trás: o dislate, mais, o despautério de José Santos.

 

Explico: quando o pivot diz o deputado  foi eleito, por mais distraído que esteja e não deve estar, não pode concluir, dando de barato que a gramática não é uma cebola, “ eleito ou eleita” Mau… Desse-lhe o nome mais antigo ou mais moderno (eu fico-me pelo primeiro) parece que há casos em que não se deve respeitar a concordância. Assim sendo, pergunto: em que ficamos? Cumprem-se as mais elementares regras? Não se cumprem? Sabe muito bem JRS destrinçar essa incómoda e maniqueísta situação. É escritor bem publicitado e professor universitário.

Confessou ele um dia depois que. “por equívoco, referi que o deputado mais velho eleito para o parlamento era uma mulher. Na verdade, o deputado mais velho é Alexandre Quintanilha”. Estava levantada a polémica. As redes sociais que dia-após-dia vão aumentando o seu poder de disseminação começaram de imediato a publicar inúmeras mensagens a insultar o apresentador e exigindo severa punição.


Em comunicado, a ERC referiu que o processo contra a estação pública resulta da "notícia do Telejornal de ontem [quarta-feira] sobre os novos deputados", explicando que a abertura do mesmo "deve-se a indícios de violação de direitos fundamentais dos cidadãos". Este anúncio surgiu depois do director de informação da televisão (ainda) nacional, Paulo Dentinho perante o anúncio do processo pela ERC ter vindo “esclarecer” que se tratou de "um erro não intencional" a referência no feminino, feita pelo apresentador José Rodrigues dos Santos, quando falava do deputado Alexandre Quintanilha, a quem já foram pedidas desculpas.

Aqui, faço mais uma pergunta: que vai sair deste imbróglio? Talvez nada. Num país em que ainda na quinta-feira o senhor que vive em Belém e às nossa custas veio reivindicar a necessidade de uma revisão constitucional para ampliar os poderes do chefe do Estado. Mas quem é senhor gajo para se intrometer nos domínios da Assembleia da República e do (des)Governo. Cada vez mais tenho vergonha desde sujeito que se diz Presidente da República; infelizmente ainda tenho que o aturar durante mais quatro meses.

Mas, voltando a R. Santos ainda me pergunto se foi um “erro não intencional” ou uma demonstração de homofobia? Quem souber – e se souber - responder-me que o faça. O ignorante autor ficar-lhe-á muito grato. Mas mesmo assim, não posso ditar para a acta: se eu fosse um Grande da RTP, José R. Santos já estava no olho da rua.





 

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Imbecilidade ou cretinice?

Há bons jornalistas no nosso país e alguns destes bons jornalistas estão na RTP. Mas, como muitas vezes já manifestei neste blog, também os há muitos maus e, entre os maus há alguns que se portam como autênticos cretinos. E a RTP, sendo embora uma estação de televisão de Serviço Público, também tem jornalista desta espécie.
José Rodrigues dos Santos pode ser um bom escritor, ou até um bom pai de família. Mas, como jornalista e, sobretudo enquanto pivô do telejornal não presta. Já todos vimos aquela criatura a fazer tristes figurinhas no telejornal, sobretudo quando acaba.
O Prof. Alexandre Quintanilha, eleito agora deputado pelo PS na lista do Porto, é um conceituadíssimo investigador científico e professor universitário, agora jubilado por limite de idade. Tem um invejável currículo universitário, não só em Portugal, mas também no estrangeiro e, como homem honesto que é, nunca escondeu a sua homossexualidade.
 Ontem, com o telejornal da RTP muito próximo do fim, é apresentada uma peça sobre alguns deputados eleitos e de entre eles referia-se o facto de o Prof. Quintanilha ser o deputado mais velho. José Rodrigues dos Santos, com aquele ar imbecil que tanto gosta de fazer diz: “O deputado mais velho tem 70 anos e foi eleito ou eleita pelo PS”. Eu, que estava a ver o telejornal, ao ouvir isto exclamei: “Que grande Cretino!”.  
Desta vez a imbecilidade de JRS foi longe de mais. É preciso que quem de direito e com poder tome a atitude que se impõe nesta situação que é grave. Foi ofendido de forma vil e rasteira um deputado eleito pelo Povo.

Mas não esperemos uma atitude séria da Administração da RTP, já que o comunicado que emitiu sobre o incidente é vergonhoso.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Cavaco - já falta pouco!!!

Ontem Cavaco Silva resolveu falar aos portugueses a propósito dos resultados eleitorais das legislativas e, por causa deles, da formação de um novo governo. E falou para dizer mais ou menos isto:
“ Meus amigos: não estou para me chatear com essa coisa de ter de falar com os diversos partidos na tentativa de rapidamente se formar um governo. Que maçada! Por isso, chamei o Passos Coelho e mandatei-o para falar com os outros partidos e encontrar forma de arranjar um governo estável. Mas avisei-o que não quero nele gente que diga mal da Europa e que não gosta do Euro nem da NATO”.
E para fazer jus ao nome, não deu cavaco a ninguém. É verdade que oficialmente Cavaco ainda não indigitou Passos Coelho para formar governo, mas por respeito aos outros partidos que, juntos, até têm maioria no Parlamento, tinha obrigação de os ter recebido primeiro e dizer-lhes pessoalmente o que ia fazer. Mas não. Cavaco, neste momento, aproveita todos os bocadinhos para “uma boa zaragata” com os partidos de Esquerda.

Não vale a pena arreliarmo-nos. Já falta pouco para nos vermos livres dele. Que venha esse dia, e depressa!!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Porque não?

Francisco Louçã, como comentador convidado da SIC-Notícias, num programa de comentário aos resultados eleitorais, de que fui espectador, lançou para a discussão o nome de Ferro Rodrigues como possível candidato dos partidos da Esquerda representada no Parlamento a Presidente da Assembleia da República. Disse mesmo que esse deveria ser um dos primeiros acordos que o PS deveria propor ao Bloco de Esquerda e ao Partido Comunista. Fiquei algo surpreendido, ou talvez não. Já hoje, logo de manhã, ao ouvir na rádio a notícia dessa sugestão de Louçã, fui confrontado com o facto de que já Miguel Relvas a tivera noutro canal, também como comentador dos resultados eleitorais. Então, pensei: Porque não? Se a Esquerda, nomeadamente o Bloco e o PCP, querem dar aos portugueses que nela votaram um sinal de que não votaram em vão, nada melhor que elegerem a segunda figura do Estado.

E Ferro Rodrigues será um bom candidato e, eleito, um bom Presidente da Assembleia da República.    

Vele a pena ser um político honesto?

Pergunto: Vale a pena um político ser honesto? Se calhar não vale a pena, já que parece que o desonesto, ou se quisermos o mentiroso, tem melhor aceitação que o honesto. Vem isto a propósito dos resultados destas últimas eleições legislativas.
Se não, vejamos:
Relativamente a Passos Coelho, já nem vale a pena falar daquelas cenas da campanha eleitoral das legislativas de 2011, onde prometeu não fazer aquilo que fez, enquanto governo. Depois, seria exaustivo enumerar as centenas (ou até milhares?) de mentiras que disse e todas as trafulhices que fez durante a governação, como manobrar e mandar manobrar os números do desemprego, da inflação, do défice, etc, etc. Ah! e agora durante a campanha, o corta ou não corta os 600 milhões nas pensões, são o melhor exemplo de como podemos avaliar a sua palavra.
E Portas? Nem vale a pena perder tempo com tal figurante. A célebre demissão irrevogável, que depois revogou, definem a seriedade e a palavra de honra (de quê?) do tipo.
António Costa, como Homem honesto que é, disse aos portugueses que não fazia promessas que não pudesse cumprir e apresentou um programa de governo credível, elaborado por conceituados economistas, para que os portuguese votassem sabendo como iriam ser governados.
Resultado: Passos Coelho e Paulo Portas, apesar de terem perdido mais de 700 mil votos foram mais votados do que António Costa que, apesar de tudo, subiu a votação do PS relativamente às anteriores eleições legislativas.

Perante isto, é ou não legítimo questionar se vale a pena um político ser honesto?      

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

O Presidente que não temos




É ESTE O PRESIDENTE QUE AFINAL NÃO TEMOS. OU MELHOR, QUE ELE NÃO QUER SER

Espero Juízo

Quando me inscrevi como simpatizante do PS para poder participar na escolha do candidato do partido a primeiro-ministro e, consequentemente, a líder do partido, fi-lo não só porque não concordava com acções de oposição do Tozé e do seu séquito, mas sobretudo porque era (e é) meu convencimento que António Costa faria muito melhor. E mesmo agora perante os resultados eleitorais, pouco abonatórios para o PS, não mudo de ideia. Continuo a apoiar António Costa. Estou convencido que Tozé Seguro acolitado pelos Antónios Galambas, Álvaros Beleza, Junqueiros e outros que tais não faria melhor, bem pelo contrário. Não é possível, nem honesto, comparar as eleições europeias com estas eleições legislativas. São eleições muito diferentes e tiveram lugar em momentos diferentes.
A confirmar a minha ideia sobre a importância da sua continuidade na liderança do partido, veja-se o apelo, eu diria até o grito lancinante, que a Direita faz, ajudada pela Comunicação Social que controla quase na totalidade, para que António Costa se demita.
Por isso espero juízo!!


Legislativas 2015

Sinto-me muito desiludido com os resultados eleitorais das eleições legislativas que decorreram ontem. Mas, não conformado.
Acho que, após algum, pouco, tempo para assentar a poeira torna-se necessário reflectir como foi possível que esta Direita que nos desgraçou, infernizou e empobreceu durante quatro anos tenha conseguido mais votos e mais deputados que o Partido Socialista – o segundo partido mais votado. E, consequentemente, tenha ganho as eleições, já que, em Democracia, ganha as eleições quem tem mais votos e não, como pensam o Bloco de Esquerda e o PCP, “ quem me interessa que ganhe”.
Apesar da chamada PaF ter perdido mais de setecentos mil votos e â volta de trinta deputados comparativamente com as legislativas de 2011, e de todos os outros partidos terem conseguido mais votos e mais deputados nestas legislativas do que nas anteriores, foi ela (a PaF) a vencedora. Mas, pergunto agora: por quanto tempo vão governar?  Sou adepto da estabilidade governativa, mas pressinto que não por muito tempo

domingo, 4 de outubro de 2015

JÁ PODEMOS VOTAR

Diz-me alguém: "gostava de ver o Marinho e Pinto e o Garcia Pereira serem eleitos". E eu respondo: "não comungando, também eu gostava, eram vozes diferentes, que iriam agitar o Parlamento. Só que há um pequeno problema: o meu ou teu voto, no Porto (ou em Aveiro, Braga, Faro e etc.), não ajudam nada à sua eleição. Sã votos para o lixo. Deixa, então, que Coimbra e Lisboa decidam, não é nada contigo, é o 'sistema'".

sábado, 3 de outubro de 2015

REFLEXÃO

Continuo a reflectir e, assim, agradeço que não me interrompam. Parece que su celência já  falou ao país, mas não o ouvi, para não interromper a reflexão, que tem que ser muito reflectida, e também por não querer que a sua comunicação, eventualmente, me fizesse inclinar a votar em quem não quero.

JOSÉ VILHENA

 



Morreu hoje, dia da reflexão, José Vilhena


DIA DE REFLEXÃO (?)

Hoje é um dia dedicado à reflexão, por isso reflicta. Debruce-se bem sobre a coisa, mas não tanto que possa cair sobre o lavatório e partir a testa. Desde logo, reflicta sobre a bondade das propostas constantes do programa da coligação PàF para a sua improvável próxima governação Se porventura tiver a ventura de as descobrir, que por mim as não vislumbrei, diga-me, pois estou muito indeciso.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

5 DE OUTUBRO

Suspeito que a figura maior da República Portuguesa suspeite não poder presidir às cerimónias do 5 de Outubro por suspeitar encontrar-se indisposto, com uma imprevisível diarreia. O(a) cozinheiro(o) vai ser despedido(a), e bem. Poderá ir para a fábrica de enchidos de Bragança.

MEMÓRIAS



Neste dia, em 1890, nasce Marx, Groucho Marx, comediante norte-americano 

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

CONTRIBUTOS EXTERNOS

Não revelar um centímetro


Por Antunes Ferreira

Alguns Portugueses mais ingénuos ou menos informados julgavam e julgam que o senhor que ocupa o Palácio de Belém (felizmente em regime de transitoriedade) era/é o Chefe do Estado (a que isto chegou…piada calina, mas que gosto de utilizar). Gente bem-intencionada, muita dela que ainda acredita no Pai Natal, acha que é melhor ter um Presidente da República do que não ter nenhum. De resto o povo também afirma que é melhor ter um pássaro na mão do que dois a voar. Longe de mim fazer tal comparação espúria: os passarinhos não a mereceriam; já os passarões…
E já que estamos no tema voar, refiro aqui as palavras de Sua Excelência aos jornalistas em Nova Iorque para onde voou a fim de tomar parte no âmbito da abertura da 70.ª sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas. Antes de embarcar de volta a Lisboa e perante perguntas que lhe foram feitas por elementos da comunicação, Cavaco não foi de modas e disse com todas as letras que "Quanto ao dia 5, eu estou com muita tranquilidade, sei muito bem aquilo que irei fazer e todos sabem que eu sou totalmente insensível a quaisquer pressões, venham elas de onde vierem.”
O putativo PR ainda declarou: “Decidirei nos termos dos meus poderes constitucionais e colocando sempre em primeiro lugar o superior interesse nacional". No entanto Cavaco  escusou-se a revelar a forma como irá decidir, apesar de afirmar já ter uma solução pensada: "a forma como irei decidir, embora já esteja na minha cabeça, eu não irei revelar nem um centímetro". E acrescentou: "Não quero avançar absolutamente mais nada, segui o princípio de nunca fazer nenhuma afirmação que pudesse ser entendida como interferência na campanha eleitoral".
Porém, não se ficou por ali, reiterando que a campanha eleitoral está a decorrer com "uma razoável normalidade" e que parece ter sido "mais esclarecedora" e sem "níveis de ataque pessoal" como no passado, Cavaco  pediu que se deixe os partidos terminarem este período com "o mesmo espírito esclarecedor com que chegaram até aqui". Ele também fez referência a notícias que saíram sobre o que pensava do pós-eleições, mas assegurou que nem ele, nem nenhum elemento do seu gabinete fez declarações sobre a campanha eleitoral além do "pedido elementar" para que todos se empenhem no esclarecimento e no respeito pelo eleitorado.

"Aguardo, de facto, com toda a tranquilidade e serenidade o conhecimento dos resultados que irei acompanhar - como percebem - com muita, muita atenção", disse. Face a uma pergunta
sobre se o número de mandatos que os partidos alcançarem será um factor determinante na sua decisão, o chefe de Estado insistiu na recusa em fazer qualquer afirmação sobre o pós-eleição, argumentando que "poderia ser interpretado como tentando condicionar aqui ou acolá".

"Irei ainda falar ao povo português no sábado, será aquilo que é hábito da parte do Presidente da República, o apelo a que todos vão votar. Isso é o mais importante, que todos vão votar em consciência", acrescentou, insistindo que "agora ainda é o tempo dos partidos" e que "não é ainda o tempo do Presidente da República". No que concerne à abstenção, o venerando chefe de Estado disse ter esperança que os habituais níveis elevados possam reduzir-se, aludindo às recentes eleições na Catalunha, onde a taxa de participação foi muito elevada, porque os eleitores consideraram que estava em causa algo muito importante para o futuro da Espanha e da região.

Terminou em glória, ainda que sem palmas: "Eu desejava isso, que os portugueses considerassem que esta decisão do próximo dia 4 também é algo muito importante para o futuro do país. É uma decisão dos portugueses e eu espero que eles não deixem de encontrar lá um espaçozinho nas suas actividades do dia 4 para dirigirem-se às secções de voto", disse ainda. Gostei particularmente do “espaçozinho” que deverá, por certo, na galeria de disparates pronunciados: “cidadões”, “façarei”, etc., tudo com o apoio à produção da Senhora de Fátima e da editora do Manual de Berros da autoria de Manuel de Barros.

Este comentário é 90 % respigado da comunicação social; mas para mal dos meus pecados – que são muitos – também os ouvivi, contrariando uma vez mais uma decisão irrevogável que antes tinha tomado e afirmado, E anda um aditamento: quando este texto for lido já estaremos no período de reflexão. Mas podem crer que ele foi escrito antes, mais precisamente às 01:30 da quarta-feira passada; porque combater contra os calendários e relógios que impávidos e serenos marcam, inexoráveis,  o tempo, não há reflexão que resista. 

EFEMÉRIDES


Neste dia, em 1935, nasce Julie Andrews, actriz e cançonetista britânica