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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Não há palavras!

Em democracia o jornalismo, ou de forma mais geral a Comunicação Social é um dos pilares importantes. Não por acaso existe censura nas ditaduras. Mas os jornalistas, em democracia, têm que respeitar um conjunto de regras e deveres essenciais à sua função. E uma delas é não usar a cretinice.
Anteontem Quarta-feira, por acaso, comecei a ver o programa do José Gomes Ferreira na SIC Notícias, cujo nome, salvo erro, é negócios da semana.
Na primeira parte do programa (confesso que já não consegui ver a segunda parte), o convidado era um tal Joaquim Paulo Conceição, apresentado como CEO do Grupo LENA. O objectivo era, penso eu, o de ouvir o entrevistado sobre o alegado favorecimento das empresas daquele grupo durante o tempo em que Sócrates foi primeiro-ministro. Mas o que o Ferreira fez, não foram perguntas, mas acusações. E com tal sofreguidão que o homem nem tinha tempo de se defender e de provar o contrário servindo-se dos documentos de que se muniu. Para ele, Ferreira, era evidente: As empresas do LENA eram empresas do regime.
Não há palavras para descrever tanta pulhice. Aquilo a que assistia era autêntico jornalismo de sarjeta! Às tantas não aguentei mais e mudei de canal.

Pergunto: Como é possível jornalismo daquele na SIC Notícias?

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Haja vergonha!!

Uma vergonha; é o que me apetece dizer do que se passou ontem na TVI, com as despedidas de Marcelo Rebelo de Sousa. Coisa nunca vista! Quantos comentadores políticos já deixaram os programas em que semanalmente faziam comentário político para se candidatarem a um importante cargo ou até integrarem um governo? Alguma vez foi feita uma despedida daquelas? Aquilo foi um despudorado acto de campanha eleitoral em favor de um dos candidatos à Presidência da República que, por sinal, beneficiou ao longo destes últimos meses de tempo de antena que ainda lhe foi pago. E, ao que se diz, muito bem pago.
Haja vergonha!

  

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Imbecilidade ou cretinice?

Há bons jornalistas no nosso país e alguns destes bons jornalistas estão na RTP. Mas, como muitas vezes já manifestei neste blog, também os há muitos maus e, entre os maus há alguns que se portam como autênticos cretinos. E a RTP, sendo embora uma estação de televisão de Serviço Público, também tem jornalista desta espécie.
José Rodrigues dos Santos pode ser um bom escritor, ou até um bom pai de família. Mas, como jornalista e, sobretudo enquanto pivô do telejornal não presta. Já todos vimos aquela criatura a fazer tristes figurinhas no telejornal, sobretudo quando acaba.
O Prof. Alexandre Quintanilha, eleito agora deputado pelo PS na lista do Porto, é um conceituadíssimo investigador científico e professor universitário, agora jubilado por limite de idade. Tem um invejável currículo universitário, não só em Portugal, mas também no estrangeiro e, como homem honesto que é, nunca escondeu a sua homossexualidade.
 Ontem, com o telejornal da RTP muito próximo do fim, é apresentada uma peça sobre alguns deputados eleitos e de entre eles referia-se o facto de o Prof. Quintanilha ser o deputado mais velho. José Rodrigues dos Santos, com aquele ar imbecil que tanto gosta de fazer diz: “O deputado mais velho tem 70 anos e foi eleito ou eleita pelo PS”. Eu, que estava a ver o telejornal, ao ouvir isto exclamei: “Que grande Cretino!”.  
Desta vez a imbecilidade de JRS foi longe de mais. É preciso que quem de direito e com poder tome a atitude que se impõe nesta situação que é grave. Foi ofendido de forma vil e rasteira um deputado eleito pelo Povo.

Mas não esperemos uma atitude séria da Administração da RTP, já que o comunicado que emitiu sobre o incidente é vergonhoso.

sábado, 10 de setembro de 2011

O Congresso do PS II

Ainda não percebi o porquê de os jornalistas estarem sempre a levantar a questão das duas listas para os órgãos dirigentes do partido. Não estamos em democracia? Num partido democrático deve procurar-se a unidade mas não a unicidade ou o unanimismo. Isso é próprio dos partidos únicos das sociedades não democráticas, o que não é o caso.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Completa falta de isenção

Praticamente todos os dias no "Jornal das 9" da SIC Notícias, apresentado pelo detestável Mário Crespo, há um tempo de debate com o título de "Frente a Frente" entre dois convidados, um ligado à área política da Direita e outro lidado à área política da Esquerda. Foi muitas vezes durante a segunda metade do 1º. Governo Sócrates e, sobretudo, nos dois anos do 2º. Governo Sócrates um momento de "dar pancada" no Governo e/ou no PS, já que muita vezes o par convidado era PCP vs PPD, BE vs PPD, PCP vs CDS ou BE vs CDS. E o detestável moderador também "molhava a sopa", quase sempre com um semblante de contentamento e entusiasmo.

Hoje os convidados do "Frente a Frente" foram Teresa Caeiro e Alfredo Barroso. O primeiro a intervir foi Alfredo Barroso que leu excertos de um artigo de opinião publicado num jornal, onde o autor, para provar que algumas das medidas já tomadas pelo actual Governo e outras a tomar, contrariam muito do que disseram para criticar o Governo Sócrates, sobretudo no que se refere ao aumento de impostos e aos cortes no subsídio de Natal de muitos portugueses. Teresa Caeiro, que ficou embaraçada, não teve argumentos para rebater o assunto, para lá do já estafado argumento do " buraco" ou "desvio colossal". E resolveu ser grosseira e mal educada para com Alfredo Barroso, que anda nisto há muitos anos e, poi isso, sentiu-se obrigado a responder-lhe à letra. O detestável moderador interveio em defesa da senhora, de tal forma que a determinada altura Alfredo Barroso disse mais ou menos: " eu sei que os senhores não gostam de ouvir isto...", ou seja, considerou o detestável Mário Crespo como um defensor do Governo.

A SIC, e nomeadamente a SIC Notícias, ganhou alguma credibilidade por se apresentar aos olhos dos portugueses como órgão de comunicação isento, mas infelizmente tem algumas "ovelhas negras", como o detestável Mário Crespo. É pena.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Desta vez falharam

Desta vez os palpites dos jornalistas falharam rotundamente. Não me lembro de ter ouvido falar em Vitor Gaspar, em Nuno Crato, em Álvaro Santos Pereira, em Paulo Macedo para a Saúde e até em alguns dos chamados ministros políticos. Relativamente a Miguel Relvas, até diziam que o homem não iria para o Governo para continuar a controlar o partido. Puro engano senhores (e senhoras) jonalistas; então o Relvas ia lá perder a oportunidade para chegar a ministro; vocês têm cada uma! Bem feito, falharam!

sábado, 11 de junho de 2011

O primeiro-ministro não é eleito

Desde a noite eleitoral de 5 de Junho que ouço os jornalistas referirem-se a Pedro Pasos Coelho como "o primeiro-ministro eleito". Então ontem não tive dedos nas mãos para contar o número de vezes que os jornalistas o referiram deste modo. Ora, como se sabe, em Portugal não há eleições para primeiro ministro e, assim, não há, nem pode haver, primeiro ministro eleito. O que há, ou melhor, o que houve, foram eleições legislativas para eleger os deputados que vão representar proporcionalmente os cidadãos na Assembleia da República. Pedro Passos Coelho foi eleito, sim, deputado pelo círculo eleitoral de Vila Real. No entanto, já é aceitável que o tratem por futuro primeiro-ministro, uma vez que é quase certo que, tendo em conta os resultados eleitorais seja ele o nomeado pelo Presidente da República de acordo com a nossa Constituição (artigo 187º).

Compreendo que os jornalistas andem eufóricos com os resultados eleitorais de 5 de Junho. Gostam sempre de bajular o novo poder, sabendo até que mais tarde vão dizer o pior dele. Mas, entretanto, sejam correctos naquilo que dizem, mesmo nos momentos em que lhes é difícil falar com isenção.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O MINUTO DE FAMA

Uma jornalista da RR teve ontem o seu minuto de fama ao fazer, após o seu discurso, uma pergunta a Sócrates. Há-de, um dia, contar aos netos como embaraçou, na sua despedida, um ex-primeiro-ministro arrogante. E já deve ter sido promovida. Não merece menos, salvo umas férias por conta.