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sexta-feira, 26 de abril de 2013

XIX Congresso Nacional do Partido Socialista


Começa hoje em Vila da Feira o XIX Congresso Nacional do Partido Socialista. Após alguma clarificação ocorrida em Fevereiro e depois da eleição directa do líder por esmagadora maioria, está na hora de o PS falar mais para fora. Muitos portugueses esperam que desta reunião magna dos socialistas saia um programa alternativo de governo que ponha fim à maldita crise que está a empobrecer o país e os portugueses, sem pôr em causa o cumprimento das obrigações assumidas aquando da assinatura do memorando, tal como foi acordado inicialmente.
Por outro lado, espero que o PS saia unido, sem perder o seu pluralismo de opiniões, no sentido de combater esta Direita ultra liberal que ocupa o poder em Portugal, agora vergonhosamente comandada por Cavaco Silva a partir da Presidência da República. 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Desta vez não dá para ficar calado!


Tenho criticado algumas vezes a liderança de António José Seguro e, consequentemente, o tipo de oposição a que os dirigentes do PS chamam de “oposição responsável”, mas que em meu entender é uma oposição pouco combativa e incapaz de se libertar do estigma de ter negociado e assinado um memorando com a Troika, entretanto muito alterado pelo actual governo, que o tornou num autêntico programa de governação neoliberal que está a destruir a classe média e a mandar muitos portugueses para a miséria. E mais frouxo seria ainda o combate político se não fossem as intervenções no Parlamento ou fora dele de alguns deputados mais jovens, mas muito competentes, como Pedro Marques, João Galamba, Pedro Nuno Santos e Fernando Medina. Por isso não admira que, segundo sondagens recentes, mais de oitenta por cento dos portugueses diz não gostar do Governo mas o PS, embora sendo o partido mais votado, tem uma votação pouco superior aos trinta por cento.
António José Seguro, convencido que está próximo o momento em que o poder lhe vai cair no colo, para lá de começar a pedir maioria absoluta, anuncia que o PS vai “antecipar o calendário”. Esqueceu-se que, ao dizer isto, se estava a pôr a jeito para que a oposição interna começasse a pedir a antecipação do Congresso (faz parte do calendário, não faz?). E começa a falar-se numa mudança de liderança, encabeçada por António Costa.
Ora, eu que não sendo militante - sou um cidadão sempre muito próximo do partido, até gostava de ver o PS liderado por outro líder (e porque não António Costa?), mas parece-me que neste momento os portugueses, que estão ansiosos por uma alternativa forte e credível, preferem ver o PS unido e não dividido. Por isso espero que António José Seguro se imponha como um verdadeiro líder e resolva rapidamente a situação, sem medo de perder o lugar. Desta vez não dá para ficar calado!  

domingo, 11 de setembro de 2011

O Congresso do PS III

Acabou o Congresso do PS, com o habitual discurso de encerramento do Secretário Geral. António José Seguro fez um bom discurso, motivador, prometendo, para lá de uma nova forma de acção do partido, fazer uma oposição positiva e construtiva. Pareceu-me que o PS sai deste Congresso unido, o que é fundamental para, fazendo oposição, apresentar alternativas de governação, como o deve fazer um partido de poder. Agora é tempo de acção. Vamos a isso!

sábado, 10 de setembro de 2011

O Congresso do PS II

Ainda não percebi o porquê de os jornalistas estarem sempre a levantar a questão das duas listas para os órgãos dirigentes do partido. Não estamos em democracia? Num partido democrático deve procurar-se a unidade mas não a unicidade ou o unanimismo. Isso é próprio dos partidos únicos das sociedades não democráticas, o que não é o caso.

O Congresso do PS

Não sendo militante do Partido Socialista, não me é indiferente a sua vida política interna, nomeadamente as suas reuniões magnas e as escolhas dos seus dirigentes, nomeadamente a escolha do líder. Manifestei na devida altura neste blog a minha preferência por Francisco Assis. Os militantes escolheram democráticamente António José Seguro para seu líder. E por isso é o líder de todos os socialistas, mesmo daqueles que apenas são simples simpatizantes do partido.

Dentro do possível e daquilo que nos é dado pela Comunicação Social, tenho acompanhado alguns momentos do Congresso do PS. Ouvi e vi o discurso de ontem de António José Seguro e a intervenção de hoje de Francisco Assis, na altura em que apresentou a sua moção.

Gostei do conteúdo do discurso de António José Seguro e por isso fico com boas expectativas que, passado este período de instalação das novas estruturas para um novo ciclo do partido, comece uma verdadeira e consequente oposição a este Governo. O PS, sem rejeitar nem esquecer os compromissos que assinou com a troika, não pode deixar de estar contra e de denunciar todas as acções do Governo que vão exigir ainda maiores sacrifícios aos portugueses.

Gostei, também e muito, da intervenção de Francisco Assis. Acabou com todas as expectativas de divisão e disse categóricamente não à formação de qualquer facção. Sem se oferecer, mostrou-se disponível para colaborar na vida do partido. Gostei, sobretudo, do facto de Francisco Assis não ter esquecido a história recente do partido, de mostrar que não tem vergonha dessa história, e ter realçado muito do que de bom foi feito pelos governos de José Sócrates. Bravo Francisco Assis.