quinta-feira, 12 de abril de 2012
ENTREVISTAS MINISTERIAIS
Dei-me conta de que o ministro Relvas está a dar uma entrevista na RTP1. Como tenho o estômago um pouco sensível e ando com o astral em baixo, não arrisquei e desliguei. Contudo, se quem viu/ouviu entender que o homem disse alguma coisa de jeito e com interesse, desde já agradeço me informe sobre a coisa.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Mais uma taxa
O Governo português pretende criar uma nova taxa sobre o comércio de alimentos para criação dum Fundo de Saúde e Segurança Alimentar. Quem ouviu a ministra Cristas a justificar este novo imposto, até é capaz de acreditar que o objectivo é o bem estar dos portugueses. Mas, analisando melhor a situação, conclui-se que afinal o que se pretende é arranjar dinheiro para custear despesas que o Estado acha que não pode suportar nesta altura. Agora, dizer-se que as empresas que comercializam os produtos em causa têm que participar nas despesas de criação e manutenção do tal Fundo de Saúde e Segurança alimentar, é ridículo. Pois quem vai acabar por pagar tal taxa (ou imposto) são os consumidores, por agravamento dos preços dos produtos. "Paga Zé!"
PROIBIÇÕES

Proibida a venda de álcool a menores de 18 anos; proibida a venda de álcool nas estações de serviço; proibido fumar nos carros com crianças a bordo; proibidas as máquinas de venda de tabaco.
Já todos vimos filmes do Al Capone sobre a Lei Seca, não é? Está lá tudo.
E um dia destes é proibido entrar num supermercado sem que antes se pague uma taxa, se mostre o número de contribuinte e o bilhete de identidade e se aponha a impressão digital num papel de uma qualquer ASAE.
Não sei porquê, lembrei-me da velha licença de uso e porte de isqueiro.
terça-feira, 10 de abril de 2012
PARA VARIAR, UMA LEGAL GOLPADA
Zezão parou o seu camião na frente da loja do turco Kaled e perguntou:
- Sr. Kaled tenho aqui um camião de arroz sem documento de transporte, o senhor quer?
- Claro que Kaled quer. Vira-se para o filho e diz:
- Kaledinho, vai para a esquina e se aparecer o Fiscal vens cá avisar.
Começam a descarregar o camião e no meio da descarga aparece o Kaledinho a gritar dizendo que o Fiscal vem lá.
- Pára tudo e volta a carregar, grita Kaled.
Entretanto chega o Fiscal.
- Grande venda seu Kaled?
- A melhor venda que Kaled fez este ano.
- E essa mercadoria tem documento de transporte?
- Ainda não tem documento de transporte porque estou a espera para ver quanto leva o camião.
- Não pode, diz o Fiscal. O documento de transporte tem de ser emitida antes de carregar!
- Ah... então pára tudo, que Kaled não quer problemas com a justiça! Descarrega tudo do camião e guarda dentro do armazém!...
Só no Brasil?
- Sr. Kaled tenho aqui um camião de arroz sem documento de transporte, o senhor quer?
- Claro que Kaled quer. Vira-se para o filho e diz:
- Kaledinho, vai para a esquina e se aparecer o Fiscal vens cá avisar.
Começam a descarregar o camião e no meio da descarga aparece o Kaledinho a gritar dizendo que o Fiscal vem lá.
- Pára tudo e volta a carregar, grita Kaled.
Entretanto chega o Fiscal.
- Grande venda seu Kaled?
- A melhor venda que Kaled fez este ano.
- E essa mercadoria tem documento de transporte?
- Ainda não tem documento de transporte porque estou a espera para ver quanto leva o camião.
- Não pode, diz o Fiscal. O documento de transporte tem de ser emitida antes de carregar!
- Ah... então pára tudo, que Kaled não quer problemas com a justiça! Descarrega tudo do camião e guarda dentro do armazém!...
Só no Brasil?
Será que vamos voltar às praças de jorna, ou até, sei lá, à escravatura?
Pela forma desenfreada como este Governo e a maioria que o apoia no Parlamento está alterar as leis do trabalho, sempre em desfavor dos trabalhadores, que são a parte mais fraca nas relações laborais entre patrões e empregados, não tenho a menor dúvida que estamos a regredir, e muito, no que diz respeito à segurança do emprego e a dar aos patrões a possibilidade de arbitrariamente mandarem um trabalhador para o desemprego e, em muitos casos, para a pobreza. Já referi neste espaço que não falta muito para que os trabalhadores de agora tenham mais insegurança no emprego do que tinham os trabalhadores dos últimos anos do Estado Novo. Ainda agora ficamos a saber que estes vilões (não consigo outro qualificativo) querem acabar com qualquer compensação a pagar aos trabalhadores que são mandados para a rua no fim dos contratos a termo, e sem aviso !... Não há palavras!! Pior do que isto só voltarmos às praças de jorna. Ainda me lembro, nos tempos do salazarismo, de ouvir os feitores das quintas do Douro a comentarem, entre si e com os patrões, o valor da jorna naquele dia, normalmente à segunda-feira: “Hoje estava mais cara do que na semana passada”, diziam. E completavam: “Na semana passada estava a dez, mas hoje queriam doze. Há mais trabalho e menos homens!” Era a lei da oferta e da procura. Não para comprar e vender homens, é verdade, mas sim para comprar e vender a sua força de trabalho. Só por isso, as praças de jorna não eram consideradas mercados de escravos. Mas hoje, com a embalagem com que o Governo pretende agradar ao patronato, não sei mesmo se não iremos ver mercados de escravos. Mas, é claro, mais sofisticados. Uma vergonha!
sábado, 7 de abril de 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
PARA AMENIZAR
Sabedoria Chinesa
"Uma mulher pergunta a um mestre chinês:
- Mestre, por que um homem que faz sexo com várias mulheres é chamado de campeão e uma mulher que faz sexo com vários homens é chamada de "mulher de má vida"?
E o mestre responde:
- Filha...Veja bem, uma chave que abre várias fechaduras é uma chave-mestra. Já uma fechadura que abre com qualquer chave, não serve para nada."
(Recebida por email)
"Uma mulher pergunta a um mestre chinês:
- Mestre, por que um homem que faz sexo com várias mulheres é chamado de campeão e uma mulher que faz sexo com vários homens é chamada de "mulher de má vida"?
E o mestre responde:
- Filha...Veja bem, uma chave que abre várias fechaduras é uma chave-mestra. Já uma fechadura que abre com qualquer chave, não serve para nada."
(Recebida por email)
NOVOS MODELOS
As universidades de topo, nomeadamente as americanas, terão que rever os seus programas de formação dos economistas e financistas, pelo menos que respeita aos modelos econométricos e de planeamento, já que os seus licenciados, mestres e doutorados, que enxameiam a banca, os ministérios, os FMIs, os bancos centrais, o BCE e quejandos não acertam uma única vez na aplicação concreta dos modelos que lhes foram ministrados. Ou são todos nabos e obtiveram os diplomas ao domingo emitidos que foram por fax, sem autenticação? Então, demita-se todo o corpo docente ou encerrem-se as baiúcas.
PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS VOLTAM A SUBIR...
...e não se sabe por onde o Paulinho das Feiras, perdão, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, que tanto se insurgia num passado recente contra idênticas subidas!
MÁ FÉ?
Diz o DN online que Pacheco Pereira acusou Passos Coelho de má fé no que respeita à reposição dos subsídios de férias e de Natal. Quem sou eu para contraditar tão ilustre pensador e membro da tribo? Salvo se Passos foi levado ao engano pelo Gaspar e, se assim for, só tem uma opção: demitir o colossal enganador.
BOLAS À TRAVE
O Benfica, com umas ajudinhas extra, foi afastado das competições europeias de futebol e o rejuvenescido Sporting segue em frente. Que venha o Atlético de Bilbau, que o Sá Pinto e seus rapazes vão mostrar a sua raça!
FOI VOCÊ...
...que andou a perder tempo e a gastar dinheiro para na próxima semana "meter" os papeis para uma reforma antecipada a partir do próximo mês de Junho, antecipando umas belíssimas férias? Pois é: o cacau foi-se, os papeis podem ir para a casa de banho e as férias com a família toda ficam adiadas para as calendas. O da lambreta lixou-o sem você dar conta! Isto é, f...-o! Também não lamento, V. votou nele por interposto coelho. Agora aguente mais uns aninhos, sem subsídios, sem aumentos e com IRS agravado. É a vida, como diria o outro.
São mais que mentirosos; são trapaceiros
Pedro Passos Coelho e todos ou muitos dos outros membros do Governo, quando dentro ou fora da vida partidária faziam oposição a Sócrates e ao seu governo, criticavam aumentos de impostos, eventuais cortes nos salários ou nos subsídios sociais e diziam-se muito preocupados quando se falava em medidas de austeridade. Mais, Passos Coelho, Portas e os seus séquitos chumbaram o PEC IV, o que levou à demissão de Sócrates, porque entendiam que os portugueses não podiam suportar tantos sacrifícios. Bem, chegados ao poder, é o que se vê. Tomam medidas muito mais austeras para a vida dos portugueses do que as previstas no defunto PEC IV e das que foram acordadas com a troika no programa de assistência financeira. O que quer dizer que mentiram descaradamente aos portugueses. Mentiram e continuam a mentir. Passos Coelho na oposição, uma vez interpelado sobre corte de subsídio de férias e de Natal disse que tal ideia era um disparate. Pois bem, chegado a primeiro-ministro logo se apressou a informar que os servidores do estado e os reformados iriam sofrer cortes daqueles subsídios em 2012 e 2013. Ah, mas não seriam necessárias outras medidas de austeridade. “Chegam as que foram tomadas”, dizia!...
Agora, com a mesma desfaçatez, veio dizer que subsídios de férias e de Natal só lá para 2015 e …, às pinguinhas! Isto já não é de mentiroso, mas de trapaceiro. O mesmo qualificativo se aplica a Gaspar e outros governantes (nomeadamente uma secretária de Estado) que falaram explicitamente em 2012 3 2013 e agora, pensando que os portugueses são pategos, vêm dizer que se enganaram. Não há palavras para qualificar esta gente!
Agora, com a mesma desfaçatez, veio dizer que subsídios de férias e de Natal só lá para 2015 e …, às pinguinhas! Isto já não é de mentiroso, mas de trapaceiro. O mesmo qualificativo se aplica a Gaspar e outros governantes (nomeadamente uma secretária de Estado) que falaram explicitamente em 2012 3 2013 e agora, pensando que os portugueses são pategos, vêm dizer que se enganaram. Não há palavras para qualificar esta gente!
quinta-feira, 5 de abril de 2012
A LEVEZA DOS SERES QUE NOS GOVERNAM
A gente que "elegemos" para nos governar, desde o início que mente descaradamente, com leviandade, com desconsideração e com desrespeito. E fá-lo sem um pingo de vergonha na cara. Para o comprovar, basta ler ou ouvir a novela (ou tragédia?) dos subsídios de férias e de Natal. Quando e em que medida vão ser repostos? Ou não vai haver reposição? Já começo a vomitar com o estudado discurso "pausado" e professoral do Gaspar, com as lérias do Relvas e com as mentirolas sinuosas do Passos Coelho. Esta gente, que tinha um programa de governo antes de tomar o poder, prova que nem de um rascunho mínimo dispunha e era só basófia oca, sem qualquer sentido de Estado e de respeito para com os portugueses. Onde está a propalada consolidação orçamental, pronta a aplicar, de 1/3 por via das receitas e 2/3 por via das despesas? Um governo que ao fim de três meses tem necessidade de apresentar um Orçamento "rectificativo" (e não será, porventura, o último), não merece confiança. E receio ter que, por motivos análogos, voltar ao tema desta desgraça de governação.
Que irá escrever Cavaco no prefácio do seu próximo Roteiro? Ou estará a esquecer-se de tomar apontamentos?
PS - Por mero acaso, assisti a um urgente "directo" televisivo para ouvir o Relvas comunicar que não sei quem, do ministério, ia reunir com 36 secretários de Estado e (re)afirmar que "Portugal está no bom caminho", sem mais. O que era suposto ser uma conferência de imprensa, importante, resumiu-se a um seco comunicado sem qualquer interesse. Não há o mínimo de pudor!
Que irá escrever Cavaco no prefácio do seu próximo Roteiro? Ou estará a esquecer-se de tomar apontamentos?
PS - Por mero acaso, assisti a um urgente "directo" televisivo para ouvir o Relvas comunicar que não sei quem, do ministério, ia reunir com 36 secretários de Estado e (re)afirmar que "Portugal está no bom caminho", sem mais. O que era suposto ser uma conferência de imprensa, importante, resumiu-se a um seco comunicado sem qualquer interesse. Não há o mínimo de pudor!
terça-feira, 3 de abril de 2012
PRÉDICAS POLÍTICAS
Há por aí, numa qualquer igreja, que não frequento, um pároco que se dedica a umas prédicas dominicais, com suposta elevada e interessada assistência e cujo teor é objecto de discussão durante a semana seguinte pelos crentes e pelos agnósticos. Parece que um assistente (?) não apreciou o último sermão e requereu ao "dono" da capela o direito de aí contrariar tal prédica. Não ouvi nenhuma delas, limitando-me a tomar conhecimento da ocorrência. O que me intriga é que um cónego (ou bispo?) entre no "jogo"( sem árbitro nem fiscais de linha) de um "mero" pároco. Ou haverá o receio de uma ultrapassagem dignitária?
ADVERTÊNCIAS
Isabel Moreira, deputada independente eleita pelo PS, foi advertida por ter votado contra a posição oficial do partido na questão do Código do Trabalho. Espero que seja coerente na votação final se, como é previsível, não forem acolhidas as sugestões do PS, ainda que o risco seja o de ter que passar a independente de facto.
(IN)DEPENDÊNCIA
Portugal é, hoje em dia, um país apenas formalmente autónomo e independente, já que quem nos governa de facto está algures em Berlim, Washington, Bruxelas ou Paris. A ser assim não seria dispensável o "governo" local", que poderia ser substituído por um qualquer pró-cônsul nomeado pelos que realmente governam e, assim, sempre se poupavam uns milhões de euros em vencimentos e inerentes mordomias? E evitávamos ter que ouvir os maiores dislates de ministros e seus ajudantes, bem como de deputados e líderes políticos, a começar pelo primeiro-ministro e mais o seu caminho de ferro para nenhures.
Agora, o subsídio de férias e o 13.º mês, cujo corte o Tribunal Constitucional considerou "aeitável" como medida transitória, pode ir definitivamente à viola, segundo os mandantes. E os nossos governantes, no mínimo, não coram de vergonha?
Agora, o subsídio de férias e o 13.º mês, cujo corte o Tribunal Constitucional considerou "aeitável" como medida transitória, pode ir definitivamente à viola, segundo os mandantes. E os nossos governantes, no mínimo, não coram de vergonha?
Tenha vergonha Sr Ministro!
Este governo é o mais insensível, em termos sociais e não só, de todos os governos que já governaram Portugal no pós 25 de Abril. Eu direi que até é mais anti social do que o último governo do Estado Novo liderado por Marcelo Caetano. E digo-o tendo e conta as alterações que pretendem fazer à legislação do trabalho, para que os patrões possam mais facilmente despedir um trabalhador, “com uma mão atrás e outra à frente”.
Foi noticiado que o Governo se prepara para diminuir o valor de quase todas as prestações sociais, incluindo o subsídio de doença, sobretudo nas baixas de curta duração. E o ministro Pedro Mota Soares (o conhecido ministro da lambreta, que depois passou a andar de “carrão”) que já tinha dito que as novas restrições ao acesso ao rendimento de inserção eram uma medida contra os abusos (que ridículo!), veio agora dizer que o corte nos subsídios de doença são uma maneira de combater as situações fraudulentas. Se quer combater as baixas fraudulentas, aumente as fiscalizações e proponha medidas a serem aprovadas pelo Parlamento no sentido de criminalizarem e punirem severamente quem pratica essas fraudes, sejam os médicos ou os hipotéticos doentes. Não podem pagar os justos pelos pecadores. Então, Sr ministro da lambreta, o Governo aumenta o preço dos medicamentos e diminui as comparticipações aos mesmos, aumenta o valor das taxas moderadoras e agora ainda quer cortar, forte e feio, nos subsídios de baixa por doença? Não acha que isso é cruel? Mas o dinheiro não chega, dirá o senhor. Pois é, não chega porque é preciso pô-lo nos bancos, pagar à Lusoponte e pagar também as rendas à EDP do Mexia, para benefício deste e agrado dos chineses. Ó Sr ministro, tenha vergonha!
Foi noticiado que o Governo se prepara para diminuir o valor de quase todas as prestações sociais, incluindo o subsídio de doença, sobretudo nas baixas de curta duração. E o ministro Pedro Mota Soares (o conhecido ministro da lambreta, que depois passou a andar de “carrão”) que já tinha dito que as novas restrições ao acesso ao rendimento de inserção eram uma medida contra os abusos (que ridículo!), veio agora dizer que o corte nos subsídios de doença são uma maneira de combater as situações fraudulentas. Se quer combater as baixas fraudulentas, aumente as fiscalizações e proponha medidas a serem aprovadas pelo Parlamento no sentido de criminalizarem e punirem severamente quem pratica essas fraudes, sejam os médicos ou os hipotéticos doentes. Não podem pagar os justos pelos pecadores. Então, Sr ministro da lambreta, o Governo aumenta o preço dos medicamentos e diminui as comparticipações aos mesmos, aumenta o valor das taxas moderadoras e agora ainda quer cortar, forte e feio, nos subsídios de baixa por doença? Não acha que isso é cruel? Mas o dinheiro não chega, dirá o senhor. Pois é, não chega porque é preciso pô-lo nos bancos, pagar à Lusoponte e pagar também as rendas à EDP do Mexia, para benefício deste e agrado dos chineses. Ó Sr ministro, tenha vergonha!
segunda-feira, 2 de abril de 2012
PASSOS, UM ARTISTA
Há muitos anos, Raúl Solnado dizia ter feito a viagem de Lisboa ao Porto por auto-estrada. Por distração, saiu dela na zona de Vila Franca de Xira e só conseguiu retomá-la nos Carvalhos, já perto do Porto.
Agora, Passos Coelho, em alternativa à gorada linha de TGV, vai mandar construir uma linha ferroviária, em bitola europeia, entre Sines e a "Europa". Tudo bem, é uma boa intenção para o sector exportador (que maoritariamente até se localiza a Norte, mas isso são outros quinhentos), só que acontece que a ligação entre Badajoz e a tal "Europa" só encontra ligação em Barcelona. Como é que os comboios vão circular entre o Caia e Barcelona é que Passos (ou Relvas?, ou Álvaro?) não consegue explicar.
Agora, Passos Coelho, em alternativa à gorada linha de TGV, vai mandar construir uma linha ferroviária, em bitola europeia, entre Sines e a "Europa". Tudo bem, é uma boa intenção para o sector exportador (que maoritariamente até se localiza a Norte, mas isso são outros quinhentos), só que acontece que a ligação entre Badajoz e a tal "Europa" só encontra ligação em Barcelona. Como é que os comboios vão circular entre o Caia e Barcelona é que Passos (ou Relvas?, ou Álvaro?) não consegue explicar.
O mentiroso compulsivo
Já várias vezes confessei que não acredito naquilo que o primeiro-ministro diz, e cada vez tenho mais razão para não acreditar. Há poucos dias todos vimos Pedro Passos Coelho nas televisões, cheio de pompa e circunstância, comunicar “urbi et orbi” que o projecto TGV tinha acabado. Ah, e parecendo alguém endinheirado, logo tratou de complementar o anúncio da morte daquele projecto que já estava em andamento, afirmando, como quem está a falar de trocos: Quem tiver que ser indemnizado será indemnizado. É de homem!
Mas para que os portugueses não vissem só nele um bota abaixo do que os outros queriam fazer, tratou de dar uma boa notícia: não há TGV, mas vai haver linha ferroviária de alta velocidade para transporte de mercadorias de Sines para a Europa. Seria uma ligação ferroviária de craveira europeia entre um grande porto português e o coração económico da Europa. Só que o primeiro não disse aos portugueses que os comboios chegariam a Badajoz e…, “esperariam por boleia até Barcelona”. Porque ou o primeiro-ministro anda a dormir e não sabe que anunciou um projecto irrealizável ou anda compulsivamente a mentir aos portugueses, o que é grave!
Perante isto, como posso acreditar no primeiro-ministro do meu país?
Mas para que os portugueses não vissem só nele um bota abaixo do que os outros queriam fazer, tratou de dar uma boa notícia: não há TGV, mas vai haver linha ferroviária de alta velocidade para transporte de mercadorias de Sines para a Europa. Seria uma ligação ferroviária de craveira europeia entre um grande porto português e o coração económico da Europa. Só que o primeiro não disse aos portugueses que os comboios chegariam a Badajoz e…, “esperariam por boleia até Barcelona”. Porque ou o primeiro-ministro anda a dormir e não sabe que anunciou um projecto irrealizável ou anda compulsivamente a mentir aos portugueses, o que é grave!
Perante isto, como posso acreditar no primeiro-ministro do meu país?
domingo, 1 de abril de 2012
MUDANÇA NA BIRMÂNIA?
O MINISTRO RELVAS
Ao que li, e li pouco, no recente Congresso do PSD Miguel Relvas viu-se relegado para segundo plano no 'quem é quem' no partido. Agora, são os "fregueses" de todo o país, os seus melhores "clientes", que se rebelam contra o homem e rejeitam a mèzinha que Relvas lhes reservava. Coitado do Relvas, ainda mais agora que não chove e a relva nem chega a nascer... Nem as orações da sua colega Cristas lhes vão valer.
PRAXES
Agora, é Coimbra que suspende a praxe, depois de mais uns actos de violência. Mas quando acabarão, de vez, esses espectáculos macabros, medievais e enxovalhantes da dignidade humana? A integração dos alunos na Universidade tem que passar por actos de degradação e de bestialidade, muitos deles exibidos na praça pública, como se de um circo romano se tratasse?
MUDANÇA DE REGRAS
O líder do PS propôs, na comissão nacional, alterações ao Estatuto do Partido, nomeadamente no que respeita à eleição directa, por parte dos militantes, dos candidatos a deputado e a presidente de câmara. Nada contra, ainda que o assunto não me pareça pacífico. A minha dúvida é, no entanto, se tal medida não deveria ser discutida e votada em congresso normal, desde que houvesse proposta concreta nesse sentido, ou extraordinário convocado para o efeito. Assim cheira-me a golpe de Estado.
EXCEPÇÕES EXCEPCIONAIS
Promoções, mudanças de escalão e quejandos estão fora de questão, salvo para as forças de segurança, interna e externa. Porque será?
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