Gamada a O Jumento
quarta-feira, 15 de maio de 2013
SANTOS SUBITO!
O êxito da sétima avaliação da troika foi um milagre da Senhora de Fátima, diz Aníbal que disse a sua senhora dona Maria.
Milagre como há muito se não via por estas paragens, tanto quanto sei. O último de que me recordo foi o da senhora que recuperou a visão depois de um acidente com o óleo de fritar batatas que a deixou cega, por intercepção do beato Nuno Álvares Pereira.
Santos subito, ambos; ela, dona Maria, pelo menos, que quanto a ele poderá ter que ficar, para já, apenas no patamar de beato, aguardando confirmação da sua sanidade, digo da sua santidade.
Milagre como há muito se não via por estas paragens, tanto quanto sei. O último de que me recordo foi o da senhora que recuperou a visão depois de um acidente com o óleo de fritar batatas que a deixou cega, por intercepção do beato Nuno Álvares Pereira.
Santos subito, ambos; ela, dona Maria, pelo menos, que quanto a ele poderá ter que ficar, para já, apenas no patamar de beato, aguardando confirmação da sua sanidade, digo da sua santidade.
terça-feira, 14 de maio de 2013
O CONSELHO DE ESTADO
Ontem, referi-me à oportunidade e à previdência de Cavaco Silva na convocação do Conselho de Estado para a próxima terça-feira, para ouvir os conselheiros sobre o Portugal pós-troika.
Mais parece uma acção da área governativa, ainda que a destempo, do que uma atitude do âmbito presidencial. Que pretende Cavaco com a convocação de tal reunião do CE? Fazer prova de vida? Se sim, perante quem? Conselheiro que eu fosse, teria sérias dúvidas em comparecer.
Se não, vejamos quais as competências do CE, de acordo com o respectivo Regimento:
CAPÍTULO II
Competência
Artigo 3.º
(Competência)
1. Compete ao Conselho de Estado:
a.Pronunciar-se sobre a dissolução da Assembleia da República e dos órgãos das regiões autónomas;
b.Pronunciar-se sobre a demissão do Governo, no caso previsto no n.º 2 do artigo 198.º. da Constituição;
c.Pronunciar-se sobre a nomeação e a exoneração dos ministros da República para as regiões autónomas;
d.Pronunciar-se sobre a declaração da guerra e a feitura da paz;
e.Pronunciar-se sobre as propostas de alteração ou substituição do estatuto do território de Macau, nos termos do n.º 2 do artigo 296.º da Constituição;
f.Aconselhar o Presidente da República no exercício das suas funções, quando este lho solicitar;
g.Aprovar e modificar o seu Regimento, interpretar as suas disposições e integrar as suas lacunas;
h.Praticar os atos previstos na Lei n.º 31/84, de 6 de setembro, e aqueles que o são no presente Regimento.
Vagamente, poderia dizer-se que a alínea f. comporta a convocatória. Mas não, já que a "Ordem de Trabalhos" invocada escapa ao exercício das suas funções e está, claramente, fora do tempo político. Se o PR não tem mais que fazer melhor fora que se dedicasse a alimentar os pavões do Palácio de Belém ou a cuidar da horta da Casa da Coelha.
O País afunda-se, o Governo está esfrangalhado, as pessoas estão desgastadas e apreensivas, e o PR entretem-se a reunir os seus Conselheiros para os ouvir sobre o que se passará depois de Junho do próximo ano! E não se pode destituir a criatura? Risível e ridículo, não fora os tempos que vivemos, que são tudo menos de euforia e circo.... Não há decoro nas mais altas instâncias do Estado.
Mais parece uma acção da área governativa, ainda que a destempo, do que uma atitude do âmbito presidencial. Que pretende Cavaco com a convocação de tal reunião do CE? Fazer prova de vida? Se sim, perante quem? Conselheiro que eu fosse, teria sérias dúvidas em comparecer.
Se não, vejamos quais as competências do CE, de acordo com o respectivo Regimento:
CAPÍTULO II
Competência
Artigo 3.º
(Competência)
1. Compete ao Conselho de Estado:
a.Pronunciar-se sobre a dissolução da Assembleia da República e dos órgãos das regiões autónomas;
b.Pronunciar-se sobre a demissão do Governo, no caso previsto no n.º 2 do artigo 198.º. da Constituição;
c.Pronunciar-se sobre a nomeação e a exoneração dos ministros da República para as regiões autónomas;
d.Pronunciar-se sobre a declaração da guerra e a feitura da paz;
e.Pronunciar-se sobre as propostas de alteração ou substituição do estatuto do território de Macau, nos termos do n.º 2 do artigo 296.º da Constituição;
f.Aconselhar o Presidente da República no exercício das suas funções, quando este lho solicitar;
g.Aprovar e modificar o seu Regimento, interpretar as suas disposições e integrar as suas lacunas;
h.Praticar os atos previstos na Lei n.º 31/84, de 6 de setembro, e aqueles que o são no presente Regimento.
Vagamente, poderia dizer-se que a alínea f. comporta a convocatória. Mas não, já que a "Ordem de Trabalhos" invocada escapa ao exercício das suas funções e está, claramente, fora do tempo político. Se o PR não tem mais que fazer melhor fora que se dedicasse a alimentar os pavões do Palácio de Belém ou a cuidar da horta da Casa da Coelha.
O País afunda-se, o Governo está esfrangalhado, as pessoas estão desgastadas e apreensivas, e o PR entretem-se a reunir os seus Conselheiros para os ouvir sobre o que se passará depois de Junho do próximo ano! E não se pode destituir a criatura? Risível e ridículo, não fora os tempos que vivemos, que são tudo menos de euforia e circo.... Não há decoro nas mais altas instâncias do Estado.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
REBAPTISMOS
A fazer fé nas palavras do ministro Marques Guedes, António José Seguro passou a chamar-se Paulo Portas, o líder do maior partido da oposição. Ter-lhe-há fugido a boca para a verdade? Nem tanto, nem tanto. O Portas, ou será o Seguro?, apenas gosta de umas narrativas de assim, como poderia ter dito o O'Neil.
Mas que há coisas do caraças, lá isso há...
Mas que há coisas do caraças, lá isso há...
PREVIDENTE E OPORTUNO
O venerando chefe de Estado decidiu convocar o Conselho de Estado para ouvir a opinião dos conselheiros quanto ao que há-de dizer ou fazer depois de a troika abandonar o país, o que se prevê ocorra em Junho do próximo ano. Homem previdente e com sentido de oportunidade, como tem que se reconhecer. E homem prevenido vale por dois, sempre ouvi dizer.
Disseram-me (não li nem ouvi) que, convidado a estar presente no jogo da final da Taça de Portugal, como é hábito, terá respondido que tinha que consultar a sua agenda pessoal (para ver se não teria que ir à Coelha colher umas alfaces?).
Não há pachorra!
Disseram-me (não li nem ouvi) que, convidado a estar presente no jogo da final da Taça de Portugal, como é hábito, terá respondido que tinha que consultar a sua agenda pessoal (para ver se não teria que ir à Coelha colher umas alfaces?).
Não há pachorra!
SABUJICES(*)
O meu nome é Pedro P. Lebre e a minha empresa ( a 'Portugal Agachado') atravessou um período difícil: as vendas caíram, a tesouraria era uma aflição, o crédito era de difícil acesso e caro (o meu gestor de conta nunca se encontrava disponível), etc., etc. Por isso, encomendei a uma reputada empresa de Estudos de Mercados (a 'XYZ') um estudo à empresa e o devido relatório conclusivo, no sentido de inverter o rumo. Decorrido o tempo adequado, sou contactado pela 'XYX' no sentido de me deslocar à sua sede (o que não tinha sido previsto), onde me disponibilizariam o relatório, contra a entrega de cheque, devidamente visado, no valor do intervalo previamente acordado.
E lá fui, atento e obrigado pelo favor prestado, não tendo retirado o chapéu da cabeça porque não uso (só na praia, mas boné).
Dois pormenores, aliás despeciendos: o montante para o cheque, visado, e despesas de deslocação e estada, veio de uma colecta interna junto do pessoal da empresa (o que não foi nada fácil!); e a sede da 'XYZ' era em Paris, o que me proporcionou rever a Torre Eiffel e Molin Rouge (só por fora).
(*) - consultar o dicionário, se preciso for.
E lá fui, atento e obrigado pelo favor prestado, não tendo retirado o chapéu da cabeça porque não uso (só na praia, mas boné).
Dois pormenores, aliás despeciendos: o montante para o cheque, visado, e despesas de deslocação e estada, veio de uma colecta interna junto do pessoal da empresa (o que não foi nada fácil!); e a sede da 'XYZ' era em Paris, o que me proporcionou rever a Torre Eiffel e Molin Rouge (só por fora).
(*) - consultar o dicionário, se preciso for.
Que pantomineiros!
Alguém
tem que pôr mão nesta enorme bagunça em que se transformou a vida política
portuguesa, já que o nosso Chefe de Estado nada faz. Continua calado em Belém,
provavelmente a olhar para o Tejo, a ver passar os navios.
Parece
que agora o Governo já não aldraba só os portugueses, mas também aldraba a
Troika que, conforme muitos comentadores dizem, até sabe que está a ser aldrabada.
Gaspar terá combinado com a Troika, fazer-lhes a vontade, e aplicar uma taxa
sobre as pensões de reforma. Passos Coelho avisa os portugueses que vai tomar
tal medida. Paulo Portas, fala também aos portugueses e garante-lhes que não.
Para ele taxar as pensões seria passar uma fronteira inultrapassável para ele.
Em Conselho de ministros a medida é aprovada para ser implementada a título
excepcional mas sob a condição de poder ser substituída por outra de valor
equivalente. Entretanto, vários dirigentes do CDS não se cansam de dizer que o
partido e Portas não traíram os portugueses. Taxar pensões, nunca. Pergunta-se:
Então para que foi a medida comunicada à Troika? Resposta: Para que a Troika
possa mandar o dinheiro.
Andam a brincar ao faz de conta, pensando que
enganam o povo. Todos querem fazer o papel de bonzinhos, incluindo a Troika.
Que pantomineiros!
domingo, 12 de maio de 2013
Os pantomineiros que nos governam
.jpg)
Já
hoje qualifiquei de aldrabão e de trapaceiro o terceiro-ministro Paulo Portas
por ter aceite, ainda que excepcionalmente, dizem eles, a TSU sobre as pensões.
Estou
a imaginar Passos Coelho, depois de ter aberto a reunião extraordinária do
Conselho de ministros de hoje, a informar os ministros que ele, primeiro-ministro,
e Gaspar, segundo-primeiro-ministro, têm que telefonar à Troika para lhes dizer
que sempre vai avante a tal TSU sobre as pensões, e assim considerarem fechada
a já famigerada sétima avaliação. Portas contesta e diz-lhe que prometeu ao
povo que não aceitava quaisquer taxas sobre as pensões, mas Passos Coelho “aponta-lhe
a faca ao peito” e diz-lhe: Ou dás o dito por não dito (e nisso és mestre), ou
para lá de ficares com o ónus da ruptura da coligação, vais deixar de ser
ministro dos Negócios Estrangeiros. Ah, para atenuar a reação do povo podemos é
mais uma vez enganá-lo dizendo que vamos procurar medidas alternativas para que
não seja necessário taxar as pensões. Pensa bem! E Portas que sonhou noites
inteiras com o cargo que ocupa, respirou fundo e disse a Passos: “Que se lixe.
Dou o dito por não dito”.
São
estes pantomineiros que governam o nosso país, com o apoio do padrinho Cavaco
Silva.
VAMOS A ISSO!
Li, algures, há dias, como que um apelo: vamos para a rua partir montras. Trata-se de uma actividade barata (basta uma pedra de tamanho médio, lúdica (o gozo que deve dar ver e ouvir os vidros a rebentar) e que permitirá fazer crescer o PIB (muito mais do que o Benfica ganhar o campeonato de futebol, como dizia o Mexia da luz china).
Vejamos:
. ao retirarmos as pedras da calçada vamos dar trabalho aos calceteiros para as reporem no seu local
. os lixeiros das câmaras não vão poder descansar para limpar os vidros e madeiramentos ou alumínios
. os vidraceiros vão ter que contratar pessoal para a substituição dos vidros, facturando como não tinham imaginado
. os fabricantes dos ditos vidros ou alumínios ou madeiramentos vão, também, contratar novo pessoal e, no imediato, fazer horas extraordinárias
. as empresas de avaliação de riscos, idem
. as seguradoras, a mesma coisa
. a PSP, a GNR e a PJ terão que abrir concursos para novos agentes e, no curto prazo, fazer regressar ao serviço os já reformados
. provavelmente vão ser necessárias novas viaturas, o que, por sua vez
. aumentará o consumo de combustível e outras despesas delas (viatiras) dependentes.
Também podemos munir-nos de umas fisgas para partir uns quantos vidros de janelas de estabelecimentos públicos.
E, a cereja em cima do bolo: todo este "negócio" rende IRS, IVA e TSU adicionais com que o Gaspar e o lambretas não contavam.
Vamos a isso?
Vejamos:
. ao retirarmos as pedras da calçada vamos dar trabalho aos calceteiros para as reporem no seu local
. os lixeiros das câmaras não vão poder descansar para limpar os vidros e madeiramentos ou alumínios
. os vidraceiros vão ter que contratar pessoal para a substituição dos vidros, facturando como não tinham imaginado
. os fabricantes dos ditos vidros ou alumínios ou madeiramentos vão, também, contratar novo pessoal e, no imediato, fazer horas extraordinárias
. as empresas de avaliação de riscos, idem
. as seguradoras, a mesma coisa
. a PSP, a GNR e a PJ terão que abrir concursos para novos agentes e, no curto prazo, fazer regressar ao serviço os já reformados
. provavelmente vão ser necessárias novas viaturas, o que, por sua vez
. aumentará o consumo de combustível e outras despesas delas (viatiras) dependentes.
Também podemos munir-nos de umas fisgas para partir uns quantos vidros de janelas de estabelecimentos públicos.
E, a cereja em cima do bolo: todo este "negócio" rende IRS, IVA e TSU adicionais com que o Gaspar e o lambretas não contavam.
Vamos a isso?
Mais que aldrabão. É trapaceiro
Leio, e depois ouço, e não “quero acreditar”! “CDS
aceita excepcionalmente TSU sobre pensões”.
Ó portas, não há dúvidas, és um homem sem palavra.
Então, “onde está a fronteira que não podes deixar passar num país em que parte
da pobreza está nos mais velhos e onde cada vez mais os avós têm que ajudar os
filhos”? Que grande aldrabão que és Portas. Ou melhor, és muito pior que aldrabão;
és um trapaceiro. Quem mais vai acreditar na tua palavra? Só conheço uma
pessoa: Um tal de Camilo Lourenço.
sábado, 11 de maio de 2013
A impopularidade do Presidente que temos!
É costume
dizer-se que as sondagens valem o que valem, mas são sempre um indicador
importante sobre o pensar e a vontade que os portugueses têm, em determinada
altura, dos assuntos sobre que são questionados.
Foi
divulgada este fim-de-semana uma sondagem para o Expresso e a SIC que só podia surpreender
quem tenha estado muito longe do país e não tivesse ouvido uma só notícia. Mas
se os resultados relativos aos partidos não mereceram grande relevo da maior
parte dos comentadores, já o resultado da popularidade de Cavaco Silva merece o
maior destaque, pois não há memória que um Presidente da República obtivesse um
resultado tão baixo. Cavaco ficou mesmo com um saldo negativo de opiniões, o
que quer dizer que, nesta altura, a maior parte dos portugueses têm muitas
críticas a fazer ao desempenho do seu Chefe de Estado. E isto é grave atendendo
ao momento complicado que vivemos, não só a nível externo, com uma Europa a
tratar-nos como se fossemos gente indigente, mas também e sobretudo a nível
interno com uma coligação aos pontapés uns aos outros, mesmo dentro do principal
partido que a compõe. Ora, é nos momentos de crise que os cidadãos se viram
para o seu Chefe de Estado e esperam dele firmeza e isenção para pôr alguma
ordem na vida política. Mas, o nosso Presidente não é firme, muito menos
isento, como comprovou no seu discurso do 25 de Abril e exerce o seu magistrado
com o lema do “não me comprometam”.
Infelizmente,
é o Presidente que temos!
sexta-feira, 10 de maio de 2013
A popularidade de Cavaco
Aí vai uma anedota que li, a propósito da
impopularidade de Cavaco Silva:
O Presidente de
Portugal, Cavaco Silva, vai visitar um hospital Psiquiátrico onde já estavam
internados Passos Coelho e Vítor Gaspar ... e tem uma recepção eufórica por uma
comissão de pacientes.
- Viva o Presidente de Portugal! Viva o Presidente de Portugal! - Gritavam eles entusiasmados.
Ao ver um dos elementos do grupo calado, um dos assessores abordou-o e perguntou:
- E você, por que é que não está a gritar “Viva o Presidente de Portugal”?
Responde o homem:
- Porque eu não sou maluco, sou o Médico!
- Viva o Presidente de Portugal! Viva o Presidente de Portugal! - Gritavam eles entusiasmados.
Ao ver um dos elementos do grupo calado, um dos assessores abordou-o e perguntou:
- E você, por que é que não está a gritar “Viva o Presidente de Portugal”?
Responde o homem:
- Porque eu não sou maluco, sou o Médico!
Um governante carrasco ou um carrasco governante?
Vi
na televisão, concretamente na SIC Notícias, duas intervenções do secretário de
Estado da Administração Pública, de seu nome Hélder Rosalino, cujo conteúdo não
consigo qualificar doutro modo que não seja o de que foram duas intervenções cretinas,
tal a falta de respeito que o dito Rosalino mostrou para com os seus concidadãos,
sobretudo os que são ou foram servidores do país. Então, dois dos assuntos
abordados – redução de 10% das pensões, com
efeitos retroactivos, tendo como objectivo a convergência do cálculo das
mesmas, e a redução sucessiva do salário para os funcionários públicos em
mobilidade, até atingir o valor zero – foram, no dizer de Manuela Ferreira
Leite, tratados de forma cruel.
Mas
o que mais me impressionou naquelas duas intervenções (uma na Assembleia da
República perante os deputados e outra em entrevista ao jornalista Gomes
Ferreira) foi o modo arrogante como enfatizou as medidas a tomar.
Perante
o que ouvi, e vi, interrogo-me se estamos em presença de um governante que se
tornou carrasco ou de um carrasco que chegou a governante.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Passos vs Portas
Ainda
há ecos da comunicação que Paulo Portas fez no Domingo à tarde. Muitos
comentadores disseram terem ficado surpreendidos, admirados e até estupefactos
com o conteúdo da mesma e quase todos consideraram que Portas desautorizou o
primeiro-ministro. Eu também considero que Paulo Portas desautorizou Pedro
Passos Coelho, mas de modo algum fiquei surpreendido. Quem não sabe que Coelho
e Portas são uma espécie de cão e gato do mesmo dono, que dão a ideia que
convivem bem, mas não perdem a oportunidade de se atirarem um ao outro?
Passos
Coelho tentou amarrar Portas e o CDS ao DEO. Realçou o contributo daquele partido
na elaboração das medidas e elogiou Paulo Portas chamando-lhe talentoso. Portas
não gostou, porque não quer ficar com qualquer ónus das consequências de mais
austeridade, e não só. Portas está farto de ouvir e ler na Comunicação Social
que está a trair muitos dos seus eleitores, já que o CDS vangloriava-se de ser
o partido dos contribuintes e dos reformados e pensionistas, sobretudo dos mais
idosos. E mais, ele sabe que brevemente há eleições autárquicas e que poderá
haver de um momento para o outro eleições legislativas. Como ia o Paulinho da
feiras visitá-las com o seu bonezinho de lavrador? E como ia, acompanhado do seu
ministro Pedro Mota Soares, visitar uns lares da terceira idade e dar uns
beijinhos às velhotas? Ainda se arriscava que uma delas, em vez de um beijinho
lhe desse uma ferradela.
Paulo
Portas - o político mais manhoso do nosso país - criou espectativas e veio dizer
aos portugueses que as medidas do DEO só não são piores, porque ele não deixou.
E fez um aviso a Passos Coelho: Os valores das pensões de reforma são sagrados.
Não podem sofrer reduções nem serem taxadas. Se não…(?)
MILAGRES?
Portugal é um dos melhores países do mundo para ser mãe, ocupando um honroso 13.º lugar num total de 176 países, leio nos jornais.
Não se tratando de milagre, suponho, a coisa só pode ter resultado dos esforçados trabalhos do casal Pedro e Paulo e do seu padrinho-médico Vítor, os quais devem estar orgulhosos por poderem vir a oferecer mão-de-obra barata e de primeira qualidade à madrinha de todos eles, a Ângela.
Não se tratando de milagre, suponho, a coisa só pode ter resultado dos esforçados trabalhos do casal Pedro e Paulo e do seu padrinho-médico Vítor, os quais devem estar orgulhosos por poderem vir a oferecer mão-de-obra barata e de primeira qualidade à madrinha de todos eles, a Ângela.
AS POUPANÇAS DO ÁLVARO
O ministro Álvaro quer retirar uns quantos carros e respectivos motoristas a não sei bem quem. Faz muito bem. Contudo, devia ir mais longe: os carros deviam ter o logotipo do Estado bem visível e não poderem circular em fins de semana ou transportar estranhos. Mas isto são miniudências com que o Álvaro nos quer tapar os olhos. Há muito, muito mais onde cortar, caro Álvaro e companheiros de jornada! E fale no assunto com os seus amigos da governação, nomeadamente com com o companheiro santo ptotector dos velhinhos e reformados da lavoura e das águas oceânicas. E dê uma olhadela nas tais Fundações de que nunca mais se ouviu falar, e nas empresas públicas e municipais, por exemplo.
MAIS UM RATO PARIDO
O Ministério Público pediu a absolvição dos três acusados no processo Taguspark, leio e ouço.
E agora, depois de os meios de comunicação social nos darem a saber que o trio era um bando organizado a soldo do malfadado estudante de Filosofia e a mão oculta, mas que tudo comendava, atrás do arbusto?
E agora, depois de os meios de comunicação social nos darem a saber que o trio era um bando organizado a soldo do malfadado estudante de Filosofia e a mão oculta, mas que tudo comendava, atrás do arbusto?
sábado, 4 de maio de 2013
Quem acredita num aldrabão?
Quando
ontem ouvia Passos Coelho, para lá de lhe ir dando uns “elogios” pouco
abonatórios, interrogava-me se havia alguém que acreditasse, um bocadinho que fosse,
naquilo que ele estava a dizer. É verdade que, mesmo com toda a pompa e
circunstância, o primeiro-ministro apenas anunciava um conjunto de intenções,
nenhuma delas novidade, mas todas no sentido de aumentarem a maldita
austeridade e, consequentemente, agravarem as condições de vida da classe média,
sobretudo a dos cidadãos trabalhadores por contra de outrem.
Já
todos ouvimos Passos Coelho dizer: “com estas medidas já não vamos ter
necessidade de aumentar impostos”, e…, os impostos aumentaram; “A partir de
agora, vamos crescer”, e…, só não crescemos, como, pelo contrário, a recessão e
o desemprego aumentam; Mas pior, Passos Coelho já se gabou de ter chegado a
acordo com os parceiros sociais sobre determinada matéria, nomeadamente com a
UGT, e passados poucos dias, a mando da sra Merkel ou da Troika, de quem é um
bom lacaio, “rasgou” o acordo e decretou o contrário do que acordou. Ora, quem
assim procede não passa dum aldrabão. E…, quem acredita num aldrabão?
Naturalmente, muito pouca gente.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Que descaramento!
Já
várias vezes disse que não tenho paciência para ouvir Pedro Passos Coelho, pois
a criatura mente descaradamente, defende uma coisa e o seu contrário e dá cada
pantomina quanto ao modo como atacar os problemas, que nos leva a concluir, sem
qualquer dúvida, que estamos perante um bom pantomineiro.
Mas
como as expectativas criadas em torno da comunicação de hoje eram grandes,
resolvi vê-la. Desiludido? Não, não fiquei. Passos Coelho, na senda do que têm
sido até aqui as suas comunicações, voltou a falar de medidas abstractas, sem
apresentar uma única medida concreta, e mentiu e fez dos portugueses tolos ao
dizer que estamos a recuperar da situação herdada em 2011, quando se sabe que o
desemprego, a dívida, a recessão e sobretudo a pobreza, aumentaram
exponencialmente. Ah! E lá deu, pelo menos, duas grandes pantominas:
- A
idade da reforma fica na mesma aos 65 anos; mas só deixa de haver penalização
no cálculo do valor da mesma aos sessenta e seis”.
-
Não há aumento de impostos. Só diminuição da despesa. Mas a taxa de solidariedade
vai aumentar para as reformas que já a pagam e vai ser alargada a muitas que,
pelo seu baixo valor, não a estão a pagar. Então…, isto não é um imposto
encapotado?
É preciso
descaramento!
VELHOS NÃO SÃO TRAPOS
Está visto: mesmo que com muletas, canadianas ou em cadeiras de rodas, com Parkinson ou Alzheimer, temos que assapar um golpe no cachaço do coelho e depois esfolá-lo, estufá-lo e atirá-lo aos cães, antes que nos esfole e estufe a nós e nos atire ao seu pastor alemão de estimação, o Gaspar.
E o venerando, não vai espumar de raiva?
E o venerando, não vai espumar de raiva?
AVISO
Prevejo, para não o afirmar categoricamente, que durante a segunda quinzena de Agosto vão ocorrer, nalgumas regiões do país, chuvas acompanhadas de trovoadas daquelas.
Por isso, é bom prevenirem-se.
Depois, "não digam que não avisei".
Por isso, é bom prevenirem-se.
Depois, "não digam que não avisei".
NÃO SEI QUE FAÇA...
Pena não haver hoje bola às 20 horas nas tvs. Assim, não sei se janto descansado, com a tv desligada, se janto mais tarde ou se não janto de todo e vou para a cama mais cedo, apenas com chazinho tomado. É que, leio por aí, o senhor de Passos vai fazer uma comunicação ao país e receio não gostar do que o adjunto do Gaspar vai dizer. Estou como o tolo na meio da ponte e não sei que faça. Procurei um "aviso" no facebook dos pastéis, mas o mesmo estava encerrado para actualização. E apenas disponho de cerca de uma hora para me decidir, gaita. Quem me ajuda na decisão?
quinta-feira, 2 de maio de 2013
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Política rasteira
Os
membros do Governo esquecem-se, às vezes e quando lhes dá jeito, que governam
(ou melhor, que desgovernam) este maltratado país há praticamente dois anos. E
Gaspar, como disse Manuela Arcanjo, o ministro que mais errou e por isso,
concluo eu agora, o mais incompetente de todos quantos já houve, é exímio em
assacar culpas ao governo anterior.
Ontem
na Assembleia da República, falando dos famosos contratos swaps, Gaspar começou
a querer imputar culpas ao Governo Sócrates esquecendo-se, propositadamente de
forma cretina, que os principais contratos e os mais especulativos foram
assinados por ex-secretários de Estado que por causa disso foram exonerados
das suas funções governativas. Mais, esqueceu-se, até, que a sua secretária de
Estado Maria Luís Albuquerque tem “rabos de palha “ em alguns dos contratos
assinados.
Mas
desta vez Gaspar não se ficou a rir. Fernando Medina, deputado do PS, e também
ele ex-secretário de Estado, deu-lhe a resposta adequada. Olhos nos olhos, e
com firmeza, desmentiu as acusações de Gaspar e qualificou-as como próprias de
quem estava a fazer política rasteira. Sem mais!
É
assim, que o PS tem que desmistificar de vez as acusações de que o mau resultado
da política deste governo é culpa do governo anterior.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


.jpg)