O excelso PR parece querer excluir putativos candidatos à sua sucessão. E alguns já enfiaram o boné, afirmando que se encontram nas circunstâncias. Eu, se fosse a ele, diria, já, quem deverá ser o seu sucessor. E que tal alterar a Constituição no sentido de permitir mais que dois mandatos sucessivos? Eu votava a favor e exigia que o senhor se recanditasse. Melhor não poderia ser. Em alternativa, proponho a dona Maria como candidata, com o senhor Silva como chefe da Casa civil.
Sugiro uma petição pública sobre o assunto.
segunda-feira, 9 de março de 2015
domingo, 8 de março de 2015
DA LÍNGUA
França diz que podem haver 10 mil europeus no Estado Islâmico em 2016
TSF on line
"Isto" terá sido escrito por um jornalista ou foi o segurança que meteu o bedelho onde não devia ?
sábado, 7 de março de 2015
CAVAQUICES
Cavaco Silva reduz dívidas de Passos Coelho a "lutas político-partidárias"
Fotografia © Nuno Pinto Fernandes/Globalimagens
Presidente da República não quis comentar a dívida do primeiro-ministro à Segurança Social por estar "acima das polémicas dos partidos". E realçou que já "cheira a campanha eleitoral".
DN online
O homem não se enxerga?
AUTOMÓVEIS
A Borgward vai regressar ao fabrico de automóveis.
(Na foto o modelo Isabella, dos anos 50 do século passado.
(Fonte: Expresso online)
sexta-feira, 6 de março de 2015
LIDO
Perfeitamente invulgar
por FERNANDA CÂNCIOOntem
Faz quatro anos que Passos recebeu, em biografia, o cognome de Um Homem Invulgar. Assinada por Felícia Cabrita, a obra dá-nos a saber o que o atual PM queria que dele soubéssemos à beira das legislativas.
Por exemplo que quando saiu do parlamento, em 1999, "tinha direito à subvenção vitalícia, mas abdicou". Um deputado só podia pedir a subvenção vitalícia a partir dos 55; Passos tinha 35. O que pediu - e recebeu - foi o subsídio de reintegração, de 60 mil euros. Factos sobre os quais a biografia é omissa, citando antes o encómio de Marques Mendes - "Ficou sem rendimentos e foi trabalhar e estudar. É extremamente sério" - e acrescentando: "Sem ficar refém de quaisquer interesses, passa a viver como qualquer estudante-trabalhador com família." Esforçado como é, porém, na página seguinte (152) já tem emprego. "Trabalha agora na Tecnoforma, empresa de recursos humanos vocacionada para a formação na área dos petróleos, onde começara do nada até chegar a consultor."
Curioso Passos ter "começado do nada" na empresa de Fernando Madeira, o mesmo que em 1996 o convidara para presidir a uma organização denominada Centro Português para a Cooperação. O CPPC, do qual Marques Mendes também fazia parte, tinha, explicou Madeira numa entrevista à Sábado em maio de 2014, o objetivo de "explorar as facilidades de financiamentos da UE para projetos nos PALOP". Sabe-se que o atual PM se esqueceu de colocar esta invulgar ONG - que teria a Tecnoforma como principal "mecenas" e visaria canalizar dinheiros europeus para projetos em que a empresa participasse - no seu registo de interesses como deputado; recentemente, afetou até não recordar se auferira alguma coisa pelos seus serviços. Natural pois não a ter mencionado à biógrafa, que no mesmo capítulo exalta a epopeia da candidatura autárquica, em 1997, na Amadora: "É uma batalha impossível, mas ele parte sempre do princípio contrário. (...) Paulo de Carvalho (...) é o mandatário. Com ele voa para Cabo Verde. (...) O cantor recorda essas andanças: "Ele acreditava no que defendia, e andou numa roda-viva. Até falou com o Presidente da República e outros políticos para ver se eles também podiam ajudar na melhoria de vida dos seus conterrâneos [os habitantes do bairro da Cova da Moura, subentende-se]."" Madeira, do qual o livro não reza, tem outra versão da viagem: ocorreu no âmbito do CPPC. E do cantor diz: "Apareceu no aeroporto de Lisboa. Acho que foi também para desbloquear, mas dá-me a impressão de que havia uma segunda agenda entre eles. Em Cabo Verde, depois das reuniões, eles foram para outro lado." Como, atesta Madeira, "as despesas que envolviam os custos do CPPC eram todas pagas pela Tecnoforma" e Marcelo, então líder do PSD, garante na biografia que "o partido estava completamente falido, o homem teve de fazer uma campanha sem recursos", teme-se que o PM tenha de vir a acrescentar às confessas imperfeições campanhas eleitorais acima das suas possibilidades.
Fernanda Câncio, in DN
quinta-feira, 5 de março de 2015
MEMÓRIAS
Neste dia, em
1887, nasce Heitor Villa-Lobos, compositor brasileiro
e em
1922, nasce Pier Paolo Pasolini. realizador italiano
quarta-feira, 4 de março de 2015
LIDO E CONCORDADO
SOCIEDADE ABERTA
00:05
Ortofonia
VITAL MOREIRA
É justificável a inquietação com os erros ortográficos (com ou sem Acordo Ortográfico) que manifestam em anúncios, jornais e legendas de televisão e que um recente teste oficial a professores veio reforçar.
Menos notados, porém, são os crescentes atropelos à ortofonia, ou seja, à pronúncia correta da língua.
Em geral as línguas têm variantes coloquiais ou populares, que naturalmente variam de região para região, e uma norma fonética formal ou erudita, que se ensina nas escolas e se utiliza no discurso oficial e no discurso público em geral. Em Portugal, porém, parece que deixou de haver norma fonética, deixando a língua à mercê de derivas desviantes.
Houve tempo em que as crianças aprendiam, por exemplo, a pronunciar "acordos" e "molhos" (culinária) com "o" fechado e não com "o" aberto, como hoje frequentemente se ouve. E também aprendiam que se devia dizer "ozolhos (os olhos) e não "ojolhos", "azalmas" (as almas) e não "ajalmas", como diz tanta gente mesmo com instrução superior.
Mas a principal responsabilidade pela degenerescência do Português falado no discurso público é a sua colonização pela pronúncia coloquial dominante em Lisboa, por efeito da rádio e da televisão.
Por exemplo, palavras como "rio", "pavio", "tio" e outras semelhantes são pronunciadas com "i" breve e não com "i" longo, como no resto do país. O ditongo "ai" desaparece em palavras como "baixa" e "faixa" (pronunciadas como "baxa" e "faxa") e o ditongo "ou" desaparece em "frouxo" ou "souto" (que são pronunciadas como "froxo" ou "soto") e outras palavras semelhantes. Mais perturbante é a generalizada palatalização da pronúncia de palavras como "piscina", "crescimento", "nascer", "seiscentos", etc. que soam como "pichina", "crechimento", "nacher", "seichentos", etc. O caso torna-se patético em palavras como "excesso", "excelente" ou "excitante", em que a primeira sílaba desaparece e a pronúncia sai como "chesso", "chelente" ou "chitante"! Imaginar que um dia todos os portugueses vão falar assim, dá pesadelos.
Outra caraterística do coloquialismo lisboeta é a tendência para omitir a pronúncia de vogais átonas no meio e no fim das palavras, como por exemplo em "parecer", "alemão", "diferente", "pele" ou "telefone", pronunciadas respetivamente como "parcer", "almão", "difrente", "pel" e "telfone" (ou mesmo "te'fone"!). Essas palavras perdem uma sílaba, por vezes duas, na sua versão falada. Outras formas correntes de "sintetização" do modo de falar de Lisboa é a contração de "mesmo" em "memo" ou de "estar" em "tar", de "para" em "pa" (como, por exemplo, em "ir pa Lisboa" ou "viajar pa Coimbra") e muitos outros casos. O recente anúncio em que Ricardo Araújo Pereira diz que os "pós-saldos" da MEO são "pós [para os] portugueses" (...) pode parecer uma caricatura mas é um traço cada vez mais corrente da pronúncia da capital.
É evidente que as pessoas falam como aprenderam e como ouvem outros falar. A escola e os meios de comunicação têm um papel decisivo no modo de falar. Professores e comunicadores deveriam respeitar a norma erudita da pronúncia da língua. A adoção do dialeto lisboeta como norma vai tornando o português ibérico uma língua cada vez mais exótica, mesmo no contexto da lusofonia.
Vital Moreira, in Diário Económico
Assino por baixo.
Em geral as línguas têm variantes coloquiais ou populares, que naturalmente variam de região para região, e uma norma fonética formal ou erudita, que se ensina nas escolas e se utiliza no discurso oficial e no discurso público em geral. Em Portugal, porém, parece que deixou de haver norma fonética, deixando a língua à mercê de derivas desviantes.
Houve tempo em que as crianças aprendiam, por exemplo, a pronunciar "acordos" e "molhos" (culinária) com "o" fechado e não com "o" aberto, como hoje frequentemente se ouve. E também aprendiam que se devia dizer "ozolhos (os olhos) e não "ojolhos", "azalmas" (as almas) e não "ajalmas", como diz tanta gente mesmo com instrução superior.
Mas a principal responsabilidade pela degenerescência do Português falado no discurso público é a sua colonização pela pronúncia coloquial dominante em Lisboa, por efeito da rádio e da televisão.
Por exemplo, palavras como "rio", "pavio", "tio" e outras semelhantes são pronunciadas com "i" breve e não com "i" longo, como no resto do país. O ditongo "ai" desaparece em palavras como "baixa" e "faixa" (pronunciadas como "baxa" e "faxa") e o ditongo "ou" desaparece em "frouxo" ou "souto" (que são pronunciadas como "froxo" ou "soto") e outras palavras semelhantes. Mais perturbante é a generalizada palatalização da pronúncia de palavras como "piscina", "crescimento", "nascer", "seiscentos", etc. que soam como "pichina", "crechimento", "nacher", "seichentos", etc. O caso torna-se patético em palavras como "excesso", "excelente" ou "excitante", em que a primeira sílaba desaparece e a pronúncia sai como "chesso", "chelente" ou "chitante"! Imaginar que um dia todos os portugueses vão falar assim, dá pesadelos.
Outra caraterística do coloquialismo lisboeta é a tendência para omitir a pronúncia de vogais átonas no meio e no fim das palavras, como por exemplo em "parecer", "alemão", "diferente", "pele" ou "telefone", pronunciadas respetivamente como "parcer", "almão", "difrente", "pel" e "telfone" (ou mesmo "te'fone"!). Essas palavras perdem uma sílaba, por vezes duas, na sua versão falada. Outras formas correntes de "sintetização" do modo de falar de Lisboa é a contração de "mesmo" em "memo" ou de "estar" em "tar", de "para" em "pa" (como, por exemplo, em "ir pa Lisboa" ou "viajar pa Coimbra") e muitos outros casos. O recente anúncio em que Ricardo Araújo Pereira diz que os "pós-saldos" da MEO são "pós [para os] portugueses" (...) pode parecer uma caricatura mas é um traço cada vez mais corrente da pronúncia da capital.
É evidente que as pessoas falam como aprenderam e como ouvem outros falar. A escola e os meios de comunicação têm um papel decisivo no modo de falar. Professores e comunicadores deveriam respeitar a norma erudita da pronúncia da língua. A adoção do dialeto lisboeta como norma vai tornando o português ibérico uma língua cada vez mais exótica, mesmo no contexto da lusofonia.
Vital Moreira, in Diário Económico
Assino por baixo.
O QUEIXINHAS DESMEMORIADO
El tradicional eje franco-alemán parece cosa del pasado. ¿Qué opinión le merece lo que Tony Judt denominaba “el inquietante poderío de Alemania”?
R. Grecia es el ejemplo de que esa impresión acerca de que Alemania lidera Europa con mano de hierro no se corresponde con la realidad. Ha habido varios países más severos que Alemania: Holanda, Finlandia, Eslovaquia, los bálticos, Austria. En las últimas semanas, España y Portugal han sido muy exigentes en relación con Grecia.
De uma entrevista do sr. Junker a El Pais
Isto só confirma o que o primeiro-ministro grego afirmou. Porém, o sr. Rajoy e o sr. Passos Coelho foram fazer queixinhas a Bruxelas. Que responde a isto Passos Coelho?
MEMÓRIAS
Neste dia,
...em 1678, nasce Antonio Vivaldi, compositor italiano
em 1394, nasce, no Porto, o Infante Dom Henrique e...
...em 1678, nasce Antonio Vivaldi, compositor italiano
terça-feira, 3 de março de 2015
POR EXEMPLO...
Erros em matérias fiscais e contributivas são muitas vezes fatais na política europeia.
Em Outubro de 2006, na Suécia, a ministra da Cultura demitia-se no meio de grande polémica: Cecilia Stego Chilo admitia que não tinha pago durante 16 anos a taxa sobre a licença de televisão (2.861 euros, em valores desse ano), nem feito as contribuições sociais para a sua empregada doméstica. No momento da demissão, a ministra afirmou que a falha em cumprir estas obrigações "não era aceitável".
Falhas em matéria de obrigações fiscais são muitas vezes fatais para os governantes.
Nos últimos anos foram conhecidos vários casos mais graves, envolvendo contas ocultas na Suíça (que causaram baixas ministeriais no Governo francês de Hollande e no anterior Executivo da chanceler alemã Angela Merkel), suspeita de favorecimentos e fraude fiscal (que levou à demissão do ex-primeiro-ministro da Irlanda), ou condenações por fraude fiscal (como o ex-pimeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi).
Contudo, mesmo casos menos complexos e mais próximos daquele que afecta o primeiro-ministro português - que não pagou durante cinco anos as suas contribuições para a Segurança Social - encontram alguns desfechos duros, quer na Europa, quer em Portugal.
O caso da ministra sueca, de 2006, seguiu-se ao de uma colega sua no mesmo Governo, que saiu também por não ter pago as contribuições para a Segurança Social da sua empregada doméstica.
Mais recentemente, no Governo de François Hollande, o jovem e promissor Thomas Thévenoud acabou demitido passados apenas nove dias de mandato como ministro do Comércio. Thévenoud não tinha entregue a declaração de impostos durante três anos seguidos antes de ser ministro - o facto de ter regularizado entretanto a situação não serviu para travar a tempestade mediática e a saída do Governo.
Em Portugal, um dos casos mais notórios foi o da demissão em 1997 do então ministro da Defesa do Governo socialista de António Guterres, António Vitorino. Como no caso que hoje afecta Passos Coelho, foi o jornalista José António Cerejo, no Público, a fazer as perguntas sobre o pagamento em falta de um imposto sobre a compra de uma casa (a antiga Sisa) - uma falha cometida antes de estar no cargo. Vitorino saiu de imediato, antes do apuramento sobre o caso (que viria a indicar que não houvera falha).
No caso actual, que envolve o primeiro-ministro, nem na maioria, nem nos restantes partidos - com excepção do Bloco de Esquerda - se falou na hipótese da demissão.
Falhas em matéria de obrigações fiscais são muitas vezes fatais para os governantes.
Nos últimos anos foram conhecidos vários casos mais graves, envolvendo contas ocultas na Suíça (que causaram baixas ministeriais no Governo francês de Hollande e no anterior Executivo da chanceler alemã Angela Merkel), suspeita de favorecimentos e fraude fiscal (que levou à demissão do ex-primeiro-ministro da Irlanda), ou condenações por fraude fiscal (como o ex-pimeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi).
Contudo, mesmo casos menos complexos e mais próximos daquele que afecta o primeiro-ministro português - que não pagou durante cinco anos as suas contribuições para a Segurança Social - encontram alguns desfechos duros, quer na Europa, quer em Portugal.
O caso da ministra sueca, de 2006, seguiu-se ao de uma colega sua no mesmo Governo, que saiu também por não ter pago as contribuições para a Segurança Social da sua empregada doméstica.
Mais recentemente, no Governo de François Hollande, o jovem e promissor Thomas Thévenoud acabou demitido passados apenas nove dias de mandato como ministro do Comércio. Thévenoud não tinha entregue a declaração de impostos durante três anos seguidos antes de ser ministro - o facto de ter regularizado entretanto a situação não serviu para travar a tempestade mediática e a saída do Governo.
Em Portugal, um dos casos mais notórios foi o da demissão em 1997 do então ministro da Defesa do Governo socialista de António Guterres, António Vitorino. Como no caso que hoje afecta Passos Coelho, foi o jornalista José António Cerejo, no Público, a fazer as perguntas sobre o pagamento em falta de um imposto sobre a compra de uma casa (a antiga Sisa) - uma falha cometida antes de estar no cargo. Vitorino saiu de imediato, antes do apuramento sobre o caso (que viria a indicar que não houvera falha).
No caso actual, que envolve o primeiro-ministro, nem na maioria, nem nos restantes partidos - com excepção do Bloco de Esquerda - se falou na hipótese da demissão.
Diário Económico online
TRIO MARAVILHA
Fonte: Expresso online
Foto esquisita!
A foto ficava mais composta e menos enigmática se também nela figurasse o doutor Relvas de boa memória.
A EMPÁFIA DE PASSOS
"Não sou perfeito", afirma o amado primeiro-ministro, a propósito das dívidas que parece não devidas, porque prescritas, à Segurança Social e de que apenas terá pago parte, vá lá entender-se porquê.
Mas alguém o julgava perfeito, mesmo o Marco António?
Na religião católica, que é suposto Passos seguir, a soberba é um pecado dos grandes.
Por mais voltas que dê não consegue explicar direitinho esta embrulhada, como já não havia explicado o caso Tecnoforma. Só que este fia mais fino...
"Não sou perfeito", diz ele! E até eu acredito.
Mas alguém o julgava perfeito, mesmo o Marco António?
Na religião católica, que é suposto Passos seguir, a soberba é um pecado dos grandes.
Por mais voltas que dê não consegue explicar direitinho esta embrulhada, como já não havia explicado o caso Tecnoforma. Só que este fia mais fino...
"Não sou perfeito", diz ele! E até eu acredito.
MEMÓRIAS
Neste dia, em 1983, morre Georges Prosper Remi, mais conhecido como Hergé, autor belga de banda desenhada
segunda-feira, 2 de março de 2015
CONTRIBUTOS EXTERNOS
ÁGUA DE COCO
Glorioso
Santo
Antunes Ferreira (*)
Em Goa não há católicos não praticantes. Aqui o catolicismo é “radical”:
ou se é católico de missa dominical ou mesmo quotidiana, ou não se é. Não há
meios-termos como no maniqueísmo entre o branco e o preto: o cinzento, seja
mais carregado ou menos não existe. E nas missas (quase) toda a gente comunga.
Naturalmente não me refiro aos hindus, uma maioria destacada. De resto os
católicos – embora firmes - são cada vez menos: nem 30% chegam a ser. A zona de
Salcete, de onde a Raquel é natural, é onde os católicos predominam – ainda.
Como me disse o padre Mouzinho daqui a pouco só restarão as igrejas…
Que aqui não faltam: catedrais, igrejas, capelas, nichos votivos,
cruzeiros e similares. Quando se vai de Pangim a Margão (a segunda cidade) são
tantos que já deixei de os contar. Porém a maior parte do estado é hinduísta. O
hinduísmo não é uma religião, é uma forma de vida; nele existem templos
diversos dedicados aos deuses que são em número para dar e vender… Só para dar
um exemplo, quando há anos fui de Bengalore a Misore, pelo caminho encontrei
uma multidão com serpentes vivas nas mãos. Iam ao templo da deusa da serpente
cujo nome não retive.
Em Goa os templos católicos convivem com os hindus e as mesquitas e as
sinagogas. Ainda que os muçulmanos não sejam do agrado dos outros. O Francis,
chofer de táxi, disse-me que um dia destes Goa passará a chamar-se Burquistão.
De burca, naturalmente… Aliás para ele e para mais gente o tempo dos
Portugueses é que era porreiro… Os muslimes invadiram a terra, ou vão-no
fazendo e já são em número considerável. São facilmente reconhecidos, eles de
barbas grandes, elas vestidas normalmente de negro e somente com os olhos numa
fresta que não deixa ver mais nada do que eles. O Aycha condutor de riquexó
informou-me que até nesse meio de transporte muito utilizado e barato eles
estão a tirar o lugar aos goeses e já dominam o mecado, de Meca, obviamente. O
mecado e o mercado.
Porém volte-se ao catolicismo. Há igrejas, capelas e até a Sé Catedral
em Velha Goa esgotam os nomes sagrados, desde o Coração de Jesus até à
Santíssima Trindade, passando por Santa Inês, São Pedro, São Paulo, Nossa de
Fátima, diversas outras Nossa Senhoras, Sagrada Família, naturalmente São
Francisco Xavier que continua a reinar sem contestação alguma. Tudo indica que
mais dia, menos dia, haverá um templo com o nome do Santo padre José Vaz,
recentemente canonizado. Curioso. Mas para além do apóstolo das Índias quem
pontifica é o São Sebastião que se afigura ter caído na graça dos católicos
goeses. Ele é a igreja, ele é a capela, ele é omnipresente. Nas Fontainhas (a
“Alfama” de Pangim onde reina a arquitectura portuguesa antiga) há uma capela
dedicada ao Santo junto da qual está a casa onde morou a Raquel.
Já estava convencido da importância do santo carregado de flechas
(enterradas no tronco nu dele) mas acabo de confirmar o que pensava. Vindo de
Vernã para Pangim no táxi do já citado Francis passei por mais uma capela. O
que não é motivo de espanto…, bem pelo contrário. Como atrás referi elas são
como os cogumelos, salvo seja, só que não são de geração espontânea. Quem as
edificou foram os nossos antepassados. E nada de enganos. Homens são homens,
esporos são… esporos. Já vejo no horizonte o Vaticano agitar-se e brandir a
excomunhão; porém Roma não se safa, já plantei o salvo seja que espero como
boia de salvação ou bula redentora d Mas
desta feita o templo tem o nome bem destacado na frontaria: Chapel of the Glorious Saint Sebastian.
Para que não haja dúvidas ou maledicências que há por este Mundo fora, o
letreiro acaba com elas. Ou seja neste caso o santo é reconhecidamente
glorioso.
(*) que continua por férias atribuladas por Goa
OUTRO DESMEMORIADO (2)
Afinal, o cidadão Pedro Passos Coelho foi alertado pela Segurança Social, em 2012, para a dívida que tinha perante aquele organismo, mas que só a pagaria se quisesse, já que a mesma se encontrava prescrita. Terá respondido que sim, que iria pagar, mas apenas quando "desocupasse" o cargo que exerce.
Como, porém, o jornalista Cerejo lhe descobriu a careca, apressou-se a pagar, para pôr fim às especulações.
E "isto" é um primeiro-ministro. Balha-me deus!
Como, porém, o jornalista Cerejo lhe descobriu a careca, apressou-se a pagar, para pôr fim às especulações.
E "isto" é um primeiro-ministro. Balha-me deus!
domingo, 1 de março de 2015
MEMÓRIAS
Neste dia, em 1810, nasce Frédéric Chopin, compositor e pianista franco-polaco
(Contrariamente ao afirmado em tempos pelo então secretário de Estado da Cultura, Santana Lopes, não há notícias de ter composto música de concerto para violino)
sábado, 28 de fevereiro de 2015
OUTRO DESMEMORIADO
O cidadão Pedro Passos Coelho esqueceu-se de pagar contribuições devidas à Segurança Social durante alguns anos em que exerceu actividades por conta própria. Alertado, agora, por um jornalista chato como a potassa, o primeiro-ministro, que não o cidadão, mandou que alguém do seu gabinete viesse esclarecer que aquele cidadão nunca fora notificado para pagar tal dívida, que entretanto prescreveu, sem deixar de manifestar o seu (do cidadão) enfado com o acesso indevido à informação. Parecendo assumir a falta, o cidadão Passos Coelho, através do porta-voz do primeiro-ministro, veio informar que já se terá apressado a mandar liquidar a dívida e os inerentes juros de mora.
Espanto-me com a acanhada caixa craniana do cidadão-trabalhador Passos Coelho (tal como o Bava, que não retém memória de nada que lhe passou à frente do nariz na PT) e com a "incapacidade" ou "esquecimento" da SS, que não notificou a tempo o devedor até à prescrição da dívida, contrariamente ao que é habitual em relação a qualquer pé-descalço.
Espanto-me com a acanhada caixa craniana do cidadão-trabalhador Passos Coelho (tal como o Bava, que não retém memória de nada que lhe passou à frente do nariz na PT) e com a "incapacidade" ou "esquecimento" da SS, que não notificou a tempo o devedor até à prescrição da dívida, contrariamente ao que é habitual em relação a qualquer pé-descalço.
MEMÓRIAS
Neste dia, em 2007, morre Bily Thorpe, cantor de música rock, de origem inglesa e naturalizado australiano
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