Neste dia, em 1803, nasce Hector Berlioz, compositor francês
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
sábado, 6 de dezembro de 2014
CONTIBUTOS EXTERNOS
Quem se lixa é o mexilhão
Por Antunes Ferreira
“Ao contrário do que era o jargão popular de que quem se lixa é o
mexilhão, de que são sempre os mesmos (...) desta vez todos contribuíram e
contribuiu mais quem tinha mais, disso não há dívida", afirmou Coelho, em Braga ao encerrar um seminário sobre Economia
Social, organizados pela União de Misericórdias de Portugal. A notícia é do
Correio da Manha, ups, com til e afigura-se-me muito interessante.
Coelho, aparentemente, interessa-se por ditados, o que não é exactamente
por diktats. Desta feira escolheu o exemplo do “quando o mar bate na rocha quem
se lixa é o mexilhão” para o negar peremptoriamente afirmando sem pejo que “(…)
desta vez todos contribuíram e contribuiu quem tinha mais” Se fora Portas a
fazer tal afirmação teria dito que ela era irrevogável; mas para o chefe do
(des)Governo “disso não há dúvidas”. O trocadilho fácil que eu queria evitar,
saiu-me: Mas há dívidas…
Num contexto gravíssimo como é este que estamos a viver quotidianamente,
o (des)Executivo não pára de dar arrotos de importância. É a Dona Maria Luís
que afirma convictamente que todos os que se pronunciam negativamente sobre o
OE 2015 estão errados; o único que está certo é o gangue em que está inserida.
É Portas quem quer voltar atrás (honny soit…) no (des)feriado de 1 de Dezembro,
enquanto o nosso primeiro diz que nem penar, talvez daqui a cinco anos.
No meio da salganhada há até quem diga que a coligação está uma outra
vez em risco, o que me cheira a reprise, desta feita quiçá irrevogável. As
frases e as palavras que as constituem estão cada vez mais prostituídas; mas,
infelizmente não são só elas: é o país que se transformou num bordel que vive
num pântano lamacento e mal cheiroso. E eu que também sou gente – ainda que,
por vezes não pareça – cito também um dito popular. Deus manda ser bom, mas não
manda ser parvo.
É, bem vistas as coisas, disso que se trata: os membros deste
(des)Governo querem fazer de nós parvos. E se calhar somos: parvos e péssimos
(o mau não chega), agachados ou inclinados como se devem fazer as vénias. E
sofredores. E pacientes: E sem coluna vertebral. Sá assim se podem qualificar
os portugueses (que também sou); se fossemos de outro jaez, as coisas não
estavam assim, plácidas e serenas.
Basta vermos as reportagens televisivas sobre a Grécia e os Estados
Unidos (e são apenas dois exemplos dum pat-pourri generalizado) para
compreendermos que somos uns bananas, o que para mim é não só desagradável, não
é só irritante – é criminoso. E não me venham com Aljubarrota e com os
Descobrimentos, com os conjurados do João Pinto Ribeiro, ou seja com o “passado
glorioso”.
Porque a verdade é que o Dom Sebastião nunca voltou do nevoeiro montando
um cavalo branco; porque a verdade é que Sidónio Pais o Presidente-Rei mal
chegou ao poder foi assassinado; porque a verdade é que Oliveira Salazar não
era eterno: uma conspícua cadeira tornou-o num imbecil que julgava que os
ridículos conselhos de ministros eram verdadeiros e não uma encenação burlesca
e dramática.
Coelho enveredou pelos adágios populares – a opção é dele – mas podia
ter usado termos mais politicamente correctos. O povo também usa o termo
mexilhão, mas muitas vezes não usa que é este que se lixa: usa a palavra de
calão que não é “trama”, mas que é exactamente a mesma coisa.
Para mal dos nossos pecados (os meus são muitos, mas vivo excelentemente
com eles…), quem não se sente, não é filho de boa gente; e pelo andar da
carruagem coelho nem se sente. No tempo da outra senhora havia uma quadra
popular que dizia:
Dos dois Antónios
de que Lisboa desfruta
Um é filho das Sé;
E o outro… não é…
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
MEMÓRIAS
Neste dia, em 1791, morre Wolfgang Amadeus Mozart, compositor austríaco do período classico
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
MEMÓRIAS
Neste dia, em 1911, morreu SÓCRATES Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, o doutor Sócrates, futebolista, e não só, brasileiro
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Estão com medo de quê?
Até
preso – preventivamente – José Sócrates mete medo a muita gente, sobretudo à Comunicação
Social. Agora, questiona-se o facto de Sócrates estar a mandar cartas para
jornais, para canais de televisão e estações de rádio, através de telefonemas
para o seu advogado, desmentindo muito do que tem sido noticiado como factos
que constam da investigação do Ministério Público e que são motivo de o terem
indiciado da prática de alguns crimes e de o terem privado preventivamente da
sua liberdade. Porquê, questiono? Têm medo que quando se souber toda a verdade,
muito do que têm dito seja mentira? Se calhar têm! Ou acham que, porque são na prática inimputáveis sobre a
violação do segredo de justiça, podem dizer tudo o que lhes apetece sobre um
cidadão e que este não tem direito a defender-se das acusações que lhe fazem? Já
não lhes chega terem-no “julgado e condenado” na Praça Pública?
Mas,
ainda bem que Sócrates lhes mandou dizer que não lhes faz o favor de estar
calado. Ainda bem, digo eu. É preciso que alguém lhes faça frente!
sábado, 29 de novembro de 2014
MEMÓRIAS
Neste dia, em 1981, morre Natalie Wood, actriz norte-americana, e...
...em 1986, morre Cary Grant, actor norte-americano
terça-feira, 25 de novembro de 2014
SÓCRATES
Sem surpresa, Sócrates vai aguardar o julgamento em prisão preventiva. Depois do circo mediático montado, só podia ser esta a decisão do juiz. Espera-se, contudo, a fundamentação de tal medida, uma vez que não parece justificar-se a manutenção do segredo de justiça.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
domingo, 23 de novembro de 2014
SÓCRATES
O super juiz Carlos Alexandre ainda não conseguiu a confissão dos pecados/crimes do Sócrates? Porra, a lista deve ser do tamanho da légua da Póvoa! É sujeitá-lo ao waterboarding, ou ameaçá-lo com a entrega ao chamado Estado Islâmico, que o gajo confessa logo tudo, incluindo o BPN, o GES/BES, os Submarinos, a ONG da Tecnoforma e os vistos gold.
sábado, 22 de novembro de 2014
GRAUS DE OPORTUNIDADE
Sócrates foi detido na chegada ao aeroporto de Lisboa, com jornais, rádios e tvs (previamente avisados), a tomarem as devidas notas. Não teria sido aconselhável e possível tê-lo detido à chegada a casa (ou ao hotel), sem tanto estardalhaço mediático?
Do mesmo modo como me insurgi (e aqui escrevi) com a desnecessária e humilhante detenção, em sua casa, de Ricardo Salgado, também aqui não posso deixar de lamentar a actuação das autoridades policiais.
De notável, neste caso, há a coincidência da detenção com a votação de António Costa a líder do PS. Não havia melhor oportunidade para uma machadada dolorosa, que não fatal, no PS! Por acaso, também coincidiu com a Convenção do BE, mas, aqui, deve ter sido mera, real, coincidência.
Nota - não sei, mas quero vir a saber, e tão rápido quanto possível, se Sócrates é ou não culpado do que é acusado. Que a "coisa" não fique a marinar, como muitas outras, por tempo indeterminado...
Do mesmo modo como me insurgi (e aqui escrevi) com a desnecessária e humilhante detenção, em sua casa, de Ricardo Salgado, também aqui não posso deixar de lamentar a actuação das autoridades policiais.
De notável, neste caso, há a coincidência da detenção com a votação de António Costa a líder do PS. Não havia melhor oportunidade para uma machadada dolorosa, que não fatal, no PS! Por acaso, também coincidiu com a Convenção do BE, mas, aqui, deve ter sido mera, real, coincidência.
Nota - não sei, mas quero vir a saber, e tão rápido quanto possível, se Sócrates é ou não culpado do que é acusado. Que a "coisa" não fique a marinar, como muitas outras, por tempo indeterminado...
CONTRIBUTOS EXTERNOS
Dos Dourados ao BES
Por Antunes Ferreira
Zangam-se as comadres, dizem-se as verdades. O ditado
precisa de adaptação aos dias de hoje e basta um ponto de interrogação no seu
final para a coisa estar feita; Zangam-se as comadres, dizem-se as verdades?
A comissão de inquérito parlamentar sobre os infelizes
Vistos Gold ainda vai ter que suar as estopinhas durante muito tempo, quiçá a
legislatura não chegue. O que, sendo lamentável, não é difícil. Marcelo Caetano
dizia nas suas aulas, ouvi-o eu, que em Portugal quando se nomeia uma comissão
é muito raro ela chegar ao fim e muito menos a conclusões definitivas. Tinha
razão o herdeiro do dr. Salazar? Parece-me que sim, ainda que me tenha chumbado
em Direito Administrativo…
Até à data (escrevo na sexta-feira, 21) há uns quantos
suspeitos de desonestidade e sobretudo corrupção – activa e/ou passiva –
aliadas a trocas de influências, manejos políticos, e quejandos, em previsão
preventiva; mais precisamente cinco. São pessoas importantes, actores e
decisores políticos a um nível muito alto. A Polícia Judiciária fez (e faz) buscas
domiciliárias, a locais de trabalho, a tudo o cheira mal. Nunca as mãos lhe
doam.
Mas, tem-se debatido com circunstâncias indiscritíveis, como
por exemplo computadores de suspeitos absolutamente “limpos” cuja “limpeza”
fora mandada fazer por outros suspeitos, aparentemente nos “termos da lei”
expressão utilizada mas com muitos sentidos. São considerados “normais”, mas
com vírgulas a mais, o que resulta em buracos por entre os quais se foge
sinuosamente, mas sempre explicado na base das disposições “nos termos da lei”
Todos sabemos que a corrente parte sempre pelo elo mais
fraco; no caso dos sinistros Vistos Dourados, ela quebrou-se por elos mais
fortes. Ou, pelo menos, por gente que acreditava que vivia nos cornos da Lua,
que se considerava insuspeita de qualquer pecado. Mas, quando a ponta do
icebergue apareceu foi o princípio de um afundamento impossível. Ter-se-ão
esquecido do caso Titanic, ou nem sequer sabiam dele.
Deste imbróglio parecia não poder-se escapar. Fazia sentido
recordar o labirinto de Creta em que reinava o Minotauro que comia todos os que
o tentavam eliminar. Julgava-se o misto de corpo de homem e cabeça de touro que
era impossível vencê-lo; mas um dia apareceu o herói Teseu que, superando o que
Dédalo construíra, eliminou o Monstro. Acabara o impossível…
Porém a comissão de inquérito decidiu ouvir o cidadão que
trouxera os Dourados para Portugal, o seja Paulo Portas, que, curiosa
coincidência, também é vice- Presidente do Conse,…, perdão, vice
primeiro-ministro deste (des)Governo; poderia
perfeitamente não ter lá ido, mas num verdadeiro rasgo de urbanidade,
solidariedade e patriotismo foi declarar que sim, que os desgraçados Vistos
eram muito importantes para trazer investimentos em Portugal.
Se acabassem com eles, os “investidores” iriam “investir”
para outros países que também os concedem e acabava-se o investimento para o
progresso e desenvolvimento do país e para salvar a construção civil que estava
de rastos. Quando ao progresso e desenvolvimento do país estávamos (e estamos)
conversados. Já no quês peita à construção civil são outros quinhentos mal réis.
Na verdade os “investidores” dourados vêm comprar a um belo
preço imóveis. Dizem que o fazem para lavar dinheiro sujo, desde chineses até
angolanos com ucranianos e quiçá russos à mistura. Mas não há provas em “termos
legais”. Boa maneira de desenvolver Portugal e alavancar o seu progresso
técnico, tecnológico e mais, nos domínios da ciência, da indústria, da
agricultura e do berlinde às três covas, principalmente este que é altamente
deficitário entre nós.
Lê-se, ouve-se e vê-se o que os órgãos de comunicação
benignamente nos ofereceram – pagos – e começa a descobrir-se que os Vistos
Gold são uma panaceia universal, no mínimo para Portugal. Nós, os portugueses,
andávamos (quase) todos enganados sobre o valor e a bondade deles. Ainda durar
a trabalheira atribuída à comissão parlamentar de inquérito. Só em audições
espera-se demorem tanto – ou mais – do que a quem a tarefa de investigar a
gigantesca fraude do Espírito Santo (não me refiro ao da Santíssima Trindade)
que é quase Deus pois está por toda a parte como um polvo tsunâmico com montanhas de tentáculos.
Há quem lhe chame Hidra, por mor das muitas cabeças que
fazem parte dele , mas de uma maneira ou doutra está para durar até às calendas
– se a PJ deixar ou se deixarem a PJ continuar. A investigar.
MEMÓRIAS
Neste dia, em 1862, nasce Claude Debussy, compositor francês, e...
...em 1913, nasce Benjamin Britten, compositor britânico
...em 1913, nasce Benjamin Britten, compositor britânico
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
terça-feira, 18 de novembro de 2014
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
domingo, 16 de novembro de 2014
MIGUEL MACEDO
Miguel Macedo foi-se abaixo das canetas por causa dos vistos dourados e Passos não conseguiu segurá-lo. Ele, Macedo, não tem o estofo nem o arcaboiço de um Nuno Crato ou de uma Paula Teixeira da Cruz, que, contra ventos e marés, continuam de velas enfunadas, ainda que não se tenham dado conta de que tais velas estão rotas e esfarrapadas e os barcos estão condenados a imergir para junto dos submarinos do Paulo, autor que é dos vistos gold.
Estranho é que o Marques Mendes não estivesse informado da coisa, já que dela não deu notícia.
Estranho é que o Marques Mendes não estivesse informado da coisa, já que dela não deu notícia.
sábado, 15 de novembro de 2014
EFEMÉRIDES
Neste dia, em 1945, nasce Anni-Fid Synni Lyugstad (Frida), cançonetista sueco-norueguesa, um dos elementos dos ABBA, e....
...em 1976, morre Jean Gabin (alguém recorda?), actor francês
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
LIDO
PINIÃO
A velhice do dr. Cavaco
O dr. Cavaco está velho e está no fim da sua carreira política. Gostava, por isso, de sair suavemente, com a benevolência do país, com muitas palmas, mas sobretudo sem sarilhos.
O dr. Cavaco está velho e está no fim da sua carreira política. Gostava, por isso, de sair suavemente, com a benevolência do país, com muitas palmas, mas sobretudo sem sarilhos. A ambição dele é voltar para o Algarve e receber discretamente alguns notáveis que não o incomodassem muito.
Se marcasse eleições para a Primavera, este plano idílico ia por água abaixo. O PSD e o CDS protestariam. Provavelmente, não haveria uma nova maioria e, apesar das promessas, ele teria de aceitar um governo minoritário que poria a oposição, qualquer que ela fosse, em constante tumulto. Pior ainda: numa situação dessas ele com certeza não escapava às críticas da esquerda e da direita e dos tresloucados que por aí andam, convencidos que vão ser importantes. Em vez de paz, deixaria um motim.
Quando ele se agarra com um certo desespero à letra da lei para empurrar este Governo até Setembro, ganha duas coisas. Primeira, em Setembro ele já não poderá dissolver o Parlamento, mesmo que o resultado seja catastrófico e Portugal se torne numa aldeia de macacos; esfregando as mãos ele dirá, e com razão, que nada é já da sua conta e deixará uma herança confusa ou catastrófica, mas nunca da sua imediata responsabilidade. Quem cá ficar que se arranje, enquanto ele, da sua merecida reforma, contemplará com equanimidade e deleite as desordens da Pátria. Segunda coisa, se lhe perguntarem, ele responderá que os partidos tiveram a culpa porque não se entenderam como tantas vezes lhes recomendou e porque "se crisparam”, quando ele pedia ao bom povo português mais tranquilidade e doçura.
Claro que este programa de abstenção não passa de uma desculpa para poupar os nervos do dr. Cavaco. A ideia de que um país pobre e dividido se consegue unir precisamente porque é pobre e dividido não ocorreria a ninguém, excepto ao dr. Cavaco (pelos motivos que acima se explicaram), ao bando de frenéticos que persistem em viver do Estado e aos diletantes persuadidos do valor da sua opinião ou com um irresistível apetite de notoriedade. Nenhum homem – ou mulher – inteligente e cordato se meteria voluntariamente nesta sopa turva. O “entendimento” futuro por que suspira Cavaco e uma dúzia de sábios a cair da tripeça talvez traga algum consolo espiritual e uma reputação de realismo. O que não traz é o mais leve vestígio de senso da realidade ou de franqueza.
Vasco Pulido Valente in PÚBLICO
CONTIBUTOS EXTERNOS
O marido (malcriado) da ministra
Por Antunes Ferreira
Tricas entre jornalistas como entre outros membros de classes profissionais
são muito frequentes. Normalmente acabam em bem, mas há guerras entre o alecrim
e a manjerona que dão que falar e prolongam-se ao longo do tempo. São
inevitáveis, se há problemas entre eles, nós, em tempos dirimiam-se à pistola
ou à espada, os famosos duelos. Hoje, porém, já ninguém sai à estacada para
duelar. Uma boa polémica substituiu a utilização das armas.
No entanto, são raras as vezes em que um jornalista move uma acção contra
outro – o que é válido também para uma ou outra – caindo no foro judicial, indo
a tribunal, responder ao processo que foi levantado com o contraditório. De
resto, com a (in)Justiça que hoje temos por cá, mesmo tendo em conta o
famigerado Citius, as acções andam (?) a passos de tartaruga, se não mesmo de
caranguejo, deixando passar o tempo para se alcançar a tão ansiada prescrição,
o procedimento judicial é mais uma farsa.
Foi tempo em que figura da Justiça era uma dama vendada empunhando na mão
direita uma espada e na esquerda uma balança. Neste país da treta, a pobre
senhora perdeu a espada e na balanção tão pesado é um do pratos que o outro não consegue o desejado
equilíbrio. No primeira cresce o dinheiro e a corrupção, o poder (?)
mancomunado com a banca, o tráfico influências de braço ado com as drogas, a
traficância mais criminosa, a venda (e compra) de armamento e a prostituição. E
fico-me por aqui sob pena de enunciar uma velha lista telefónica que já deu o
que tinha a dar.
Além disso a venda – se é que ainda existe – é uma falácia. Mesmo dando de
barato que ela ainda tapa os olhos da Justiça, é transparente. Não quero dizer
com este quadro que todos os intervenientes nos autos são os proprietários do
descalabro que antes enunciei , no prato
mais pesado de uma balança não aferida. Generalizar seria impossível, porque
continua a haver juízes, advogados, meirinhos, oficiais de diligências e
administrativos que vêm tentando ter as coisas em dia e lutando contra o
Citius, plataforma malvada. Penso que na maioria dos casos o profissionalismo,
a isenção, a verticalidade, a equidade
vão sobrevivendo.
Vem tudo isto a propósito duma peixeirada entre dois jornalistas, um dos
quais marido de uma ministra. O caso é do conhecimento público, mas aqui o
alinhavo. António Albuquerque, marido da ministra das Finanças e ex-jornalista
do Diário Económico , foi alvo de um queixa no Ministério Público
por ameaças e pressões a um jornalista do mesmo órgão da comunicação
social. Em causa está uma troca de
mensagens em que António Albuquerque insulta e ameaça Filipe Alves por causa de
um artigo de opinião publicado no jornal.
Na base da troca de sms estava um artigo, publicado na edição de 22 de
Setembro do Diário Económico, com o título "O que
acontece se o Novo Banco for vendido com prejuízo?", em que Filipe Alves questiona as eventuais consequências para os
contribuintes da venda do Novo Banco.
Este passou a receber várias mensagens, que Albuquerque, o autor delas,
confirmou ter sido o seu autor. Este saiu despropositadamente em defesa da sua
dama Maria Luís Albuquerque, a ministra das Finanças.
Entre os “mimos” enviados por António Albuquerque destaco: “Tira a minha
mulher da equação ou vou-te aos cornos” ou “Não sabes quem é que eu sou. Metes
a minha mulher ao barulho e podes ter a certeza que vais parar ao hospital”.
Alves ainda deu um prazo para Albuquerque lhe pedir desculpas da má e educação
que usara; António Albuquerque enviou
uma carta ao jornalista a ameaçar com um processo por este ter descoberto a sua
morada. Perante as perguntas que órgãos de informação lhe fizeram Albuquerque
confirmou ser o autor das mensagens e recusou pedir desculpas: “Antes ser
condenado”.
Por isso Alves avançou com uma queixa junto do Ministério Público. E espera
ver o que daí resulta na barra do tribunal, sede própria para a resolução desta
estúpida questão. Mas, eu não espero pelo que quer que seja. Tenho a minha
opinião – é melhor ter uma que até pode estar errada do que não ter nenhuma.
Duvido que do caso saia um coelho (sem caixa alta); penso que poderá ser o mons parturiens. Mas também penso que o
facto de ser marido da ministra das Finanças não o devia ilibar das ameaças e
impropérios que se deu ao luxo de utilizar.
Porém estamos num país que se chama (ainda) Portugal em que os habitantes
dele somos nós os Portugueses a quem falta energia e sobretudo coragem para
afrontar o (des)Governo que nos agride todos os dias. Habituámo-nos a estar
agachados perante o poder (?) perdemos a vergonha, copiando os desenvergonhados
que saltam entre Belém e S. Bento, passando pelo Terreiro do Paço, pela 5 de
Outubro e outros locais também mal-afamados.
Temos aquilo que quisemos quando depositámos os votos nas urnas
(permitam-me s salvaguarda, eu não o fiz): Fomos enganados? Fomos. Mas o marido
enganado é sempre o último a saber…
Com abortos destes nem escrevi sobre os casos da famigerada legionela ou
dos vistos gold. Ficam porém guardados.
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