segunda-feira, 30 de março de 2015

MADEIRA

Nas regionais da Madeira, o PSD, mesmo sem ou contra Jardim, voltou a ganhar com maioria absoluta. Nada de novo nem de grave.
De novo (ou talvez nem tanto), a abstenção, que superou os 50%.
De grave, digo eu, é que o PS, com uma coligação estranha, tenha sido relegado para 3.º lugar, o que conduziu à demissão do líder regional; e nem outra coisa seria de esperar, salvo se o homem não tivesse um pingo de vergonha.
Sendo certo que a Madeira não é o país todo, convém que António Costa afine o discurso.

MEMÓRIAS


Neste dia, em 2008, morre Dirth Pran, de origem cambodjana, fotojornalista de que uma missão profissional resultou o belo filme "The Killing Fields" ("Terra Sangrenta")

domingo, 29 de março de 2015

sábado, 28 de março de 2015

O MARCO ANTÓNIO

PSD oferece ajuda ao PS para elaborar programa de governo

28 | 03 | 2015   17.45H
O vice-presidente do PSD, Marco António Costa, convidou hoje os militantes a enviarem propostas para o Largo do Rato, afirmando que os socialistas revelam necessidade de ajuda para apresentar um projeto de governo.
"Espero que os meus amigos possam ter a oportunidade de mandar algumas ideias que é para os ajudar a fazer o programa porque senão for com o apoio, com ajuda dos portugueses e também dos militantes do PSD não será com estes dirigentes que o PS apresentará um projeto para Portugal", afirmou.


Este rapazola julga-se fino e ter esperto no cabeça. 
Mas, quem não pode a mais não é obrigado e ele, nitidamente, não pode. 

MUDANÇA DA HORA

Resultado de imagem para relógios de sol


Não esquecer de, à 01H de amanhã, adiantar os seus relógios em uma hora

MEMÓRIAS


Neste dia, em 2004, morre Peter Ustinov, actor  britânico

sexta-feira, 27 de março de 2015

ROTEIROS

Cavaco. "Intriga e polémica político-partidária não criam um único emprego"

Para o presidente da República, a prioridade dos agentes políticos deve ser o combate à pobreza e ao desemprego. Empenhado em "dar visibilidade aos bons exemplos", Cavaco Silva, que andou entre Barcelos e Famalicão, terminou a jornada dedicada ao têxtil com a condecoração de seis empresários.

Expresso online

Mais uma corrida, mais uma viagem a constar da próxima edição de os " Roteiros".

Espero que nenhum dos seis condecorados seja eliminado da obra, que ninguém vai ler, como é sabido; quando muito, o prefácio para ver quais as bicadas e em quem.

PASSISSES

"Passos antevê Portugal como uma das nações mais competitivas do mundo".


Dos jornais

Permitam-me a pergunta: em que áreas e com quem vai o Passos operar o milagre? 
Este homem não tem a noção do ridículo.

quinta-feira, 26 de março de 2015

PASSOS COELHO, O VENDEDOR

Passos Coelho já fala em "retoma robusta"

por LusaHoje15 comentários
Passos Coelho já fala em "retoma robusta"
Fotografia © Gonçalo Delgado /Arquivo Global Imagens

Primeiro-ministro assegura que "o investimento está a retomar com mais força".

Nota-se. Só não vê quem não quer e neste ritmo, lá para Setembro foram ultrapassadas todas as
previsões, mesmo as mais optimistas, vão ver...

A LISTA VIP

Afinal, sempre havia lista, mas minimal. Apenas 4 contribuintes constavam dela. E porquê só 4 e aqueles? Para quê tanto trabalho, tantas explicações, tantas demissões, tanta embrulhada, tanta falta de tacto político, tanta ausência de assunção de responsabilidades, tantos pontapés ao lado? Que falta nos faz uma classe política adulta, transparente e responsável...
Certo é que dois altos quadros, tidos por competentes, se demitiram (foram demitidos?), sendo que o responsável-mor já foi substituído por alguém que não tinha passado, para a função, no crivo da CRESAP. Pois...

PRESIDENCIAIS

Henrique Neto, cumprindo todos os requisitos exigidos (salvo as assinaturas, de que ainda não dispõe), apresentou ontem a sua candidatura a PR, num local simbólico - O Padrão dos Descobrimentos.
Que seja do meu conhecimento, ontem ainda, deu uma entrevista à SICN, e hoje outra à Maria Flor Pedroso, na Antena 1 e mais uma ao jornal Público.
Do que li e ouvi, mais parece que Henrique Neto quer ser candidato a primeiro-ministro.
Seja como for, por este andar o homem vai desgastar-se rapidamente e quando chegar o tempo de campanha oficial nada terá a acrescentar.
Como diria o Tozé; qual é a pressa?

CONTRIBUTOS EXTERNOS

Mais um contributo do Henrique Antunes Ferreira



ÁGUA DE COCO

Lojas “portuguesas” (?)



Antunes Ferreira

Para quem me conhece não me parece necessária a salvaguarda que deixo aqui: peço o subido obséquio
que não pensem que estas crónicas resultam
de intenções neocoloniais. Nunca fui saudosista
 dos tempos do antigamente;
não seria agora, a caminho dos 74 anos que o seria…

Pelas ruas de Pangim, que começo a conhecer mais do que alguns naturais (ia escrevendo indígenas, mas meti travões às quatro rodas) da terra, vou confirmando o que já descobrira há muitos anos. Mas, para lá chegar, deixem-me que vos conte uma estória que me aconteceu no princípio da semana. Curiosamente tenho de dizer que não contava com ela, mas elas acontecem quando menos se espera. E, assim, têm mais sabor, digo eu.

Tínhamos almoçado no George na praça da igreja catedral que já está engalanada pois vêm aí a Semana Santa. O restaurante George para mim é o melhor da capital onde se come cozinha goesa genuína, embora noutros também se encontre, mas um tanto adulterada pelos que vindos de outros Estados da Índia emigraram para Goa. Um caril à maneira goesa, um vindalho, um sarapatel, um balchão e outros têm um sabor absolutamente diferente das restantes cozinhas indianas que são muitíssimas.

Retomo a estória. Na primeira esquina do jardim Garcia de Orta, antes de se chegar ao hotel Sri Punjab, que tem um restaurante onde pontifica a comida sick de seu nome Aroma (nada tem que ver com a nossa palavra), um casal europeu com sacos de compras, Nikon pendurada do pescoço do homem perguntou-nos em francês que língua falávamos, ao que lhes respondi que falávamos Português, pois éramos de Portugal, mas que, na realidade, a Raquel era goesa.

Foi um encontro de uns quinze minutos, mas que foi muito interessante. Os franceses Marcel e Pauline Combat vinham do Estado de Karnataka e tinham descoberto que Goa era muito diferente, pois também tinham andado por Nova Deli, chegado ao Taj Mahal, (visita incontornável na Índia) viajado pelo Rajastan e Kajurao (visita igualmente indispensável por mor dos templos com figuras eróticas em relevo nas paredes exteriores, mesmo pornográficas, representando actos sexuais que até metem animais.

Mas Goa era diferente. Porquê. Expliquei-lhes a permanência dos Portugueses ao logo de quase cinco séculos por ali, falei-lhes das igrejas, capelas, catedrais, conventos e cruzeiros. E apontei-lhe a Papelaria J.M. Fernandes, dizendo-lhes que a loja tinha o seu nome em Português, o exemplo mais à mão dessa realidade. Separámos com muitos abraços e beijinhos e combinámos um encontro quando fosse possível… Já os voltei a ver, mas como iam do outro lado da rua, nem lhes acenei. Um dia jantaremos em qualquer parte do Mundo – se lá chegar…

Disse à Raquel que pretendia andar um bocadinho, poi fazia 34º mas há tempos que o não fazia e precisava de começar a desenferrujar as dobradiças. Fomos até ao Idalcão, antiga sede do Governo no tempo dos Portugueses. Estávamos no coração da Pangim antiga e dei por mim em frente do Hotel República, assim mesmo com acento agudo. De supetão surgiu-me a ideia (cada vez mais sou um idiota…) de ir mirando lojas diversas para confirmar o que já sabia: muitas mantinham nomes portugueses.

Desde o Café Central até ao estabelecimento de tecidos Amaro Rebelo & Sons - antigamente era & Filhos – passando pelo Hotel Fidalgo que quantidade deles subsistia. Alguns exemplos em Pangim: Café  Central, Café Nacional, Lembrança (com cê cedilhado) loja de souvenirs , para não falar da Farmácia Salcete (é o nome do distrito da Raquel que ali nasceu, mais precisamente na aldeia Raia, onde a família Melo tinha casa com capela e a que chamam capital do catolicismo), Hotel Palácio de Goa, de um mouro (como aqui se diz para muçulmano).


Ora digam-me lá se isto é saudosismo ou neocolonialismo? Não é.  São apenas constatações feitas no seu lugar. Aliás Casas há muitas. Por exemplo a Casa Shirodkar, em que o termo português está associado ao nome do proprietário goês. E que dizer da Casa Velho (da família Velho) de artigos diversos de decoração e outros, carotes. Pronto foi um percurso pequeno, mas a capital também não é grande…

MEMÓRIAS


Neste dia, em 1827, nasce Ludwig van Beethoven, compositor alemão

quarta-feira, 25 de março de 2015

terça-feira, 24 de março de 2015

segunda-feira, 23 de março de 2015

sábado, 21 de março de 2015

sexta-feira, 20 de março de 2015

DIAS

Resultado de imagem para primavera


Começa hoje a Primavera no Hemisfério Norte
e logo com um eclipse do Sol

quinta-feira, 19 de março de 2015

CONTRIBUTOS EXTERNOS

Mais um textículo do Henrique Antunes Ferreira, que continua pelas Índias



ÁGUA DE COCO

A sesta das zebras


Por Antunes Ferreira


Não é de agora a constatação; tal como no calino anúncio publicitário, já vem de longe. De princípio tive a sensação de que alguma coisa não batia certo – porque ainda não entendia o que passava no meu cérebro – e, depois, fez-se luz. Se o trânsito era caótico, um cidadão vindo de outras latitudes, apenas tinha dois caminhos a tomar: entendê-lo ou voltar tão rapidamente quanto lhe fosse possível pra o local de origem. Optei pelo primeiro. Fiquei.

Antes do mais tinha de guardar na massa cinzenta que o trânsito era pelo lado como o inglês, o que na primeira vez que chegara ao Reino Unido me valeu a oportunidade de levar com um autocarro ainda por cima de dois andares. Safei-me por uma unha negra e quando me preparava para invectivar, à boa e vernácula maneira lusitana o motorista do monstro, uma alma caridosa me explicou que lá era preciso olhar para a direita de onde vinha o mastodonte motorizado e só depois atravessar olhando então para a esquerda.

Mas era melhor cumprir as regras e alcançar o outro lado da rua pelas zebras pintadas no pavimento; as zebras eram as passagens dos peões. A experiência que podia ter sido dolorosa levou-me a que nos países com o tráfego à moda inglesa passasse a utiliza-lo. Como bom Português, habituado ao toca-e-foge das ruas, e ao alegre não cumprimento do Código da Estrada, a rigidez dos bifes e correlativos era um exagero. Daí que isso resultasse numa mistura explosiva: o trânsito incongruente e os desastres que originava. Ser Português é ser infractor. Nisso somo especialistas…

Mas, afinal o que são as zebras? Aqueles cavalos de pijama às riscas também o são, mas aqui falo das passadeiras que atrás mencionei. Onde os peões se sentem seguros quando as utilizam para passar para o lado de lá. Tem dias, pois há condutores que as ignoram pregando cagaços aos pedestres e por vezes mandando-os para o hospital e até para o cemitério mais próxima da residência dele. Porém, na generalidade, as zebras não se encavalitam. Na especialidade é que reside o busílis da  questão. Não falo de São Bento, apesar da terminologia ser semelhante. No caso presente e no Parlamento há os Passos Perdidos. Oxalá os houvesse, mas com outra finalidade.

Já estou daqui a ver os escassos leitores a perguntar a que vem este arrazoado? No escrito fala-se ou não de Goa? Ou  por outro lado o que tem o cu com calças? Tem sim senhor. Tome-se o caso da capital Pangim – é só um exemplo, na especialidade porque na generalidade são outras quinhentas mil rupias – onde há algumas, poucas,  zebras, aliás muito desbotadas. E desde já um conselho: se aqui vierem não passem nelas!

No meio de um trânsito mais do que caótico ninguém as respeita, muito pelo contrário são verdadeiros alvos para os condutores dos veículos motorizados, dando até a impressão que não são listadas mas sim concêntricas. Já participei em tráfegos citadinos e rurais e a ideia que continuo a ter é que as zebras de aqui seguem a norma geral: são sucêgadas. Isto porque Goa também o é, o que em devido tempo escrevi sem peias.

Para completar o panorama há que dizer que polícias de trânsito e escassos sinaleiros afinam pela mesma medida. Ou seja, assistem, impávidos (e impávidas pois também as há…) e serenos/as aos atropelos das regras (se é que elas existem há…) quotidianos, diria até permanentes. Por isso repito o aviso se quiser atravessar por exemplo a 18 de Junho) que é a principal, treine afincada, prudente e atempadamente nos 3.000 metros obstáculos, nas fintas, nos dribles e nos 100 metros.

E se chegar incólume ao outro lado da rua não se admire: é mais fácil a correr por entre automóveis, carrinhas, furgões, camionetas, motorizadas, bicicletas e peões despreocupas do que tentar utilizar as zebras desbotadas que são poucas, mas que também são verdadeiras armadilhas. Enfim, estas zebras fazem a sesta 24 horas por dia


EFEMÉRIDES E MEMÓRIAS

Neste dia, 

em 1955, nasce Bruce Willis, actor norte-americano, nascido na Alemanha





e, em 2008, morre Paul Scofield, actor inglês




DIA

Hoje é Dia de S. José e Dia do Pai, celebrado em muitos países

quarta-feira, 18 de março de 2015

LISTA VIP

Afinal, a chamada lista VIP do Fisco existia ou não?
Qual a razão por que se demite o director-geral da AT? Se não é para dar cobertura ao governo, serviu para quê? Foi ultrapassado por algum subalterno mais macio face à tutela e que se fechou em copas?
É, para mim, evidente que tal lista existia e que dela tinham conhecimento a ministra, dita de Estado e das Finanças, o secretário Núncio e, obviamente, o primeiro-ministro.
Esclareçam o pessoal, sff. Não é por nada, mas a gente gosta de saber.

MEMÓRIAS


Neste dia, em 2008, morre Anthony Minghella, realizador britânico

terça-feira, 17 de março de 2015

BES (2)

Fernando Ulrich desmente Vítor Gaspar

17/03/2015

"Falei com Vítor Gaspar, não consigo precisar o dia, mas ele era ministro das Finanças. Foi em finais de Maio, princípios de Junho de 2013. Nessa conversa, um dos assuntos que referi foi a minha preocupação com a situação no GES e no BES", afirmou o presidente do Banco BPI no início da sua audição na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES.

Fernando Ulrich fez questão de dizer que estava a esclarecer as declarações do ex-ministro das Finanças a CPI, em que Vítor Gaspar afirmou que, entre Junho de 2011 e Julho de 2013, nos contactos que teve com agentes do sector financeiro, não lhe foi transmitida qualquer preocupação com o BES ou o GES. "Eu considero-me agente do sector financeiro", esclareceu Ulrich.

"Vítor Gaspar actuou de imediato porque em menos de 24 horas fui contactado por um alto funcionário do Banco de Portugal, que me disse que o ministro levantou este assunto junto do governador e o governador instruiu-me para falar consigo. Fui ao BdP e nessa conversa expliquei mais em detalhe as razões de ser das minhas preocupações em relação ao BES e ao GES", esclareceu Ulrich.

"O que aconteceu depois não sei. Mas todas as partes envolvidas fizeram o que tinham a fazer. O ministro actuou porque contactou o BdP e o BdP actuou imediatamente.

"Causa alguma perplexidade porque é que o BCE terá sido tão violento com o BES e anda com os bancos gregos ao colo", questionou Fernando Ulrich, referindo-se ao facto de o Banco Central Europeu ter cortado o acesso do BES a liquidez, ditando a resolução do banco.

"A mim faz-me confusão como foi possível um tratamento tão violento para um banco relevante do país maravilha para os programas da troika. Isto vindo da troika, que não percebeu nada do que se passava no BES em três anos, período em que os bancos fizeram 14 planos de capital e tiveram reuniões trimestrais com a troika", explicou o presidente do BPI esta terça-feira, 17 de Março, na Comissão Parlamentar de Inquérito à Gestão do BES e do GES.

"O banco que não precisava de capital público estoirou e a troika não percebeu", ironizou Ulrich. 



Recebida por email


Começa a perceber-se, se é que não se tenha já percebido, que toda a gente (a que interessa), assobiaram para o lado, esperando um qualquer milagre, ou receando uma qualquer révanche do Salgado..

BES

"O banco que não precisava de capital público estoirou e a troika não percebeu"

17/03/2015
"Causa alguma perplexidade porque é que o BCE terá sido tão violento com o BES e anda com os bancos gregos ao colo", questionou Fernando Ulrich, referindo-se ao facto de o Banco Central Europeu ter cortado o acesso do BES a liquidez, ditando a resolução do banco.

"A mim faz-me confusão como foi possível um tratamento tão violento para um banco relevante do país maravilha para os programas da troika. Isto vindo da troika, que não percebeu nada do que se passava no BES em três anos, período em que os bancos fizeram 14 planos de capital e tiveram reuniões trimestrais com a troika", explicou o presidente do BPI esta terça-feira, 17 de Março, na Comissão Parlamentar de Inquérito à Gestão do BES e do GES.

"O banco que não precisava de capital público estoirou e a troika não percebeu", ironizou Ulrich. 


Recebido por email

Entretanto, Ulrich afirmou hoje na Comissão de Inquérito que alertou, em tempo oportuno, o ministro Gaspar para as patentes dificuldades do BES, contrariando o que Gaspar transmitiu àquela Comissão em que afirmou só muito mais tarde ter tido conhecimento de tais dificuldades.