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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

O debate Parlamentar de hoje

Porque o frio e o mau tempo convidam a ficar em casa, assisti na televisão ao debate quinzenal que hoje teve lugar na Assembleia da República. No fim do debate só me apeteceu dizer: coitada da Oposição. Principalmente o PPD!!
É confrangedor ouvir os argumentos e a retórica do líder parlamentar do dito partido, um tal deputado Hugo Soares. Bom; não será ele, de certo, o maior culpado pelo facto de o maior partido da Oposição, e aquele que tem alternado o poder com o PS, não ter trazido ao debate um só assunto que interesse verdadeiramente à vida dos portugueses, a não ser uma pequeníssima referência ao Serviço Nacional de Saúde. Ao PPD, sobretudo ao ainda PPD de Passos Coelho, o tal que se fartou de esperar pelo Diabo que não veio, não interessa a política. O que interessa é a politiquice baixa, direi mesmo reles, que alimenta grande parte da Comunicação Social que temos. Vai daí: Qual défice, qual desemprego, qual emprego, qual dívida, qual melhoria das condições de vida das pessoas, etc, etc. Para eles, tudo isso passa ao lado. O que lhes interessou discutir hoje, foi a recondução ou não da Procuradora Geral da República, cujo mandato termina em...? Outubro!!!
Viram numa pequena parte da entrevista que a ministra da Justiça deu hoje à TSF, um argumento para, pensaram eles, arreliar o primeiro-ministro. Coitados; levaram uma sova!
Andam completamente à deriva. E a eleição do novo (???) líder do partido está a causar mossa na cabeça da rapaziada do Passos Coelho.
Que figura triste a do Hugo Soares!!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O PPD no seu "melhor"

Já ninguém tem dúvidas que o PPD, sobretudo este PPD de Passos Coelho, atropela, quando lhe convém, os princípios mais elementares do relacionamento com as outras forças políticas, sejam elas outros partidos ou parceiros sociais. E que quando precisa de pôr em prática qualquer ideia cretina serve-se da sua “Jota” para a anunciar. No final da semana passada esqueceu-se, ou talvez não, que não tem maioria absoluta no Parlamento, o que o obrigou a fazer uma coligação com o CDS/PP. É verdade que o CDS/PP, sobretudo Paulo Portas, vai “engolindo sapos vivos”, como contrapartida de continuar sentado à mesa do poder. Mas a desconsideração tem limites. Se não tem para Portas, tem para outros dirigentes e deputados daquele partido.
Foi uma vergonha o que se passou no Parlamento com a proposta da realização dum referendo sobre adopção e co-adopção por casais homossexuais. Sem darem “cavaco” ao parceiro da coligação levaram avante a proposta de referendo, como que a desafia-los a tomarem uma posição. Os deputados do CDS/PP responderam que o assunto não é deles e por isso não iam decidir nada; iam abster-se. E assim fizeram. Mas pior, muito pior, foi o terem submetido os seus deputados à disciplina partidária, “obrigando-os” a votar a favor, sabendo que alguns deles, em consciência, votariam contra – um atentado à dignidade da pessoa e ao cargo de deputado da nação.
Entretanto, foram muitas as críticas feitas ao PPD por esta acção política, nomeadamente da parte de algumas figuras ditas notáveis do partido, entre as quais Marques Mendes que a classificou entre outras coisas de golpada. Também se gerou polémica dentro do grupo parlamentar, com muitos deputados a mostrarem publicamente o seu descontentamento, anunciando declaração de voto. Enfim; é o PPD no seu “melhor”.